Notas iniciais
Vamos bailar! Arriba! Esse capítulo tem um pouquinho de cada coisa rsrs

–- Já está pronta Claire? – Perguntou Tora batendo na porta do quarto da irmã.

–- Eu não vou – Respondeu Claire.

–- Como assim não vai? – Tora abriu a porta em um supetão – Vai me deixar sozinha?

–- Eu não quero ir! – Claire se escondeu embaixo das cobertas – E você tem o ruivo de farmácia.

–- Ah fala sério Claire, isso tudo por causa do Armin? – Tora revirou os olhos – Ficar aqui lamentando não é a melhor forma de se distrair.

–- Mas e se ele estiver lá? – Claire sentou na cama – Vou torcer o pescoço dele!

–- Duvido que Armin vá, mas se for, foda-se – Tora puxou a loira pelo braço, levando-a ao banheiro – Helena vai estar lá, se quiserem podem se juntar e ficar lamentando.

–- Não, credo!

–- Então? – Tora ligou o chuveiro.

–- Ok. Eu vou...

–- Certo, tome logo um banho e se arrume. Vou chamar um táxi e te esperar lá embaixo.

–- Não vai com o Castiel? – Perguntou Claire.

–- Não...

–- Quem está se lamentando agora.

–- Fica quieta! – Tora empurrou a irmã para debaixo da água.

–- Ei! Ainda estou vestida – Reclamou Claire.

–- Foda-se! – Tora bateu a porta do quarto e saiu.

Castiel limpou o espelho do banheiro, que havia embaçado com o vapor da água quente, passou a mão sobre os cabelos, jogando-os para trás. Estava ficando cada vez mais difícil falar com Tora, ele tinha que fazer algo antes que fosse tarde demais. Talvez essa festa fosse a oportunidade.

Terminou de se vestir e pegou o chaveiro, trancou as portas e deu partida na moto. Seguiu pela avenida, pilotando em velocidade elevada, logo virou em uma rua a direita, onde havia um outdoor anunciando a nova boate. Os carros se amontavam na pista, Castiel cruzava entre os carros tentando não acertar os retrovisores.

O ruivo viu uma brecha entre dois carros de luxo e acelerou para passar, mas logo em seguida teve que frear bruscamente, pois um pedestre atravessou na sua frente.

–- Está louca! – Gritou Castiel.

–- Louco é você! Seu motoqueiro... – A moça parou e fitou o ruivo por um momento – Gatinho?

Castiel tirou o capacete e encarou a figura feminina – Debrah... – Disse em um suspiro.

–- Gatinho! – Debrah se jogou sobre Castiel.

–- Para! Vai me derrubar da moto – Castiel livrou-se da morena.

–- Essa lata velha ai? Não sei como ainda funciona – Debrah apontava para a moto com o dedo indicador.

–- Você não cansa de me perturbar.

–- Não é isso, eu só gosto da sua cara de irritado – Debrah se aproximou provocante – É tão sexy...

–- Achei que tinha ido embora – Castiel não deu bola para a insinuação.

–- Só fui fazer alguns shows, eu te avisei, deixei um recado no... – Debrah olhou para cima – Você não ouviu o recado.

–- Não – Castiel colocou o capacete novamente – Lysandre disse que só estava aqui de passagem.

–- Aquele metido... – Debrah resmungou.

–- O quê?

–- A-ah... Nada não, é... Está indo para a boate?

–- Sim.

–- Pode me dar uma carona?

–- Não.

–- Mas é logo ali!

–- Exatamente – Castiel acelerou – É logo ali.

–- Ah... Mas... – Debrah ficou de boca aberta, vendo a moto de Castiel partir – Saco!

Nathaniel ajeitava a gola e os punhos da camisa, não acreditava que realmente estava indo àquele tipo de lugar, só Ryu mesmo para convencê-lo a isso, não que ele tivesse desgostado do modo como Ryu o convenceu...

O representante colocou a carteira no bolso e seguiu até a porta da frente.

–- Aonde vai? – Perguntou Ambre vendo que o irmão estava prestes a sair.

–- Não te interessa – Respondeu Nathaniel abrindo a porta.

–- Uhm... Acho que papai não vai gostar de saber disso – Ambre chantageou.

–- Por que faz isso Ambre? Será que seu propósito de vida é me irritar?!

–- Não... Eu só quero saber pra onde está indo?

–- Ah... – Nathaniel pôs a mão sobre a testa – Estou indo à boate.

–- Você? Hahaha – Ambre riu debochada.

–- Haja paciência...

–- Aposto que nem a mamãe sabe disso.

–- Claro que não! A dona Diana iria fazer um escarcéu.

–- Então me leve junto.

–- O quê?! Não, não, não.

–- Então eu vou contar – Ambre cruzou os braços.

–- Prefiro isso ao nosso pai me matando por ter te levado a um lugar desses – Resmungou Nathaniel.

–- Ok, então... – Ambre respirou fundo – OH MÃE!

–- Cala a boca! – Nathaniel cobriu a boca da pentelha com a mão – Ok. Eu te levo, mas fique de bico calado e não me cause problemas.

–- Certo, vou me arrumar e já desço – Ambre subiu as escadas correndo e voltou depois de 15 minutos.

–- Não podia ter demorado mais? – Perguntou Nathaniel ironicamente.

–- Não enche Nathaniel, vamos logo – Ambre passou pela frente do irmão – Achei que iria com a Ryu, enjoou da oferecida?

–- Olha como fala Ambre – Nathaniel deu um puxão no braço da loira – Ela vai estar lá.

–- E o Castiel?

–- O que tem esse rebelde?

–- Vai estar lá também?

–- Não sei, provavelmente. Espera... Não se meta com esse marginal Ambre!

–- Hum... Você não manda em mim.

22:30, todos já estavam na boate, mas nem todos haviam se encontrado de fato. Ryu, Helena, Alexy e Kentin estavam sentados no bar bebendo margaritas.

–- Então você conseguiu trazer o lobinho? – Perguntou Ryu dando um gole na bebida.

–- Dei meu jeito – Alexy deu uma piscadela.

–- Que história é essa de “lobinho”? – Perguntou Kentin.

–- É que você estava muito gato com aquela fantasia na festa de Halloween – Explicou Ryu.

–- Eu também achei – Concordou Helena.

–- Você já bebeu quantas margaritas Helena? – Perguntou Alexy.

–- Não faço ideia meu bem – Respondeu Helena, obviamente cozida.

–- Você vai ter trabalho Ryu – Disse Kentin.

–- Nem me fale, o pior foi que minha avó pediu para ela cuidar de mim – Ryu riu – Parece que o jogo virou.

Helena começou a fazer uma careta.

–- Tudo bem Helena? – Perguntou Alexy.

–- Ah eu... Acho... Que preciso ir ao banheiro – Helena saiu correndo em direção ao banheiro.

–- Desculpa gente, eu vou lá ajudar ela – Disse Ryu indo atrás da prima.

–- Tudo bem, vai lá – Alexy virou-se para Kentin – Quer dançar?

–- Não, não me sinto confortável – Negou Kentin.

–- Não é pra ser confortável, é pra ser divertido – Alexy tentou puxar Kentin, sem sucesso – Ok. Então eu vou sozinho.

–- Vai lá... – Kentin fingiu não se importar.

Alexy bufou e foi pra pista de dança, começou com movimentos lentos, insinuou-se para Kentin tentando seduzi-lo e fazer com que cedesse, mas ao invés de chamar a atenção do namorado, atraiu os olhares e desejos de outros caras.

De início Alexy os afastou, mas vendo que Kentin não arredava o pé daquele bar, decidiu usar seu trunfo. Havia um rapaz alto e bronzeado ao seu lado, dançando de um jeito meio desengonçado, Alexy se aproximou dele e começou a acompanhar os movimentos do rapaz.

Kentin viu aquilo e ficou brevemente irritado, não queria causar e sabia que se tratava apenas de uma provocação do namorado, só não esperava pela ação do outro.

Aos olhos do rapaz bronzeado, Alexy estava dando mole, mal sabia ele que apenas estava sendo usado pelo azulado...

Ele acariciou o rosto de Alexy e foi encaixando o corpo com o do menor, nesse momento Kentin cuspiu sua bebida e seguiu furioso na direção dos dois.

–- Tire essas mãos imundas de cima dele! – Disse Kentin afastando o rapaz bronzeado com um empurrão no peito.

–- Ei cara! Eu vi primeiro – Reclamou o rapaz.

–- Viu o caralho! É melhor ficar na tua ai – Kentin cerrou os punhos.

–- Quem tu pensa que é playboyzinho? – O rapaz quis bater de frente.

–- Sou o namorado dele seu babaca! – Kentin deu um soco em cima do olho esquerdo do rapaz, fazendo-o cambalear para trás.

–- Desculpe, eu... Eu não sabia – O rapaz foi embora com um corte na sobrancelha.

–- Você está doido? – Alexy puxou Kentin pelo braço – Precisava fazer isso?

–- Você precisava fazer aquela ceninha?! – Retrucou Kentin.

–- Não! Mas eu te chamei pra uma festa e você nem dançar comigo quer – Alexy batia o pé no chão.

–- A princípio, eu nunca quis vir pra essa balada!

–- E você como namorado não faz um esforço sequer, não é?

–- Eu não gosto disso, muito menos da sua atitude!

–- Tudo bem então – Alexy estava pronto para sair dali.

–- Onde pensa que vai? – Kentin o segurou.

–- Procurar uma companhia, afinal, a que eu queria parece não se importar comigo – Alexy livrou-se das mãos de Kentin e sumiu em meio a multidão.

Kentin respirou fundo, foi até o banheiro e jogou uma água fria no rosto, estava prestes a dar um soco no espelho, mas parou quando viu um casal entrar no banheiro e trancar-se em um dos reservados. Gente bêbada...

Ele admitiu que tinha perdido a cabeça e que deveria ter dado mais atenção a Alexy, não custava nada dançar se aquilo faria o azulado feliz. Saiu à procura do namorado até avistar uma cabeleira azul na ponta do bar, porém parecia estar acompanhado de alguém.

I can't seem to face up to the facts

I'm tense and nervous and I can't relax

I can't sleep, 'cause my bed's on fire

Don't touch me I'm a real live wire

–- Alexy? -- Chamou o homem que se aproximava de Alexy, ele parecia ter uns 25 anos.

Alexy olhou na direção da voz e teve um choque – Pedro?

–- Olá!

–- O que faz aqui? – Alexy certamente não esperava reencontrar aquela pessoa.

–- Sou eu quem te pergunta, não estava na Inglaterra? – Perguntou Pedro sentando em uns dos bancos altos.

–- Ah bem... – Alexy olhou para os lados – Sabe como é...

–- Ok, entendo – Pedro pediu uma dose de Whisky ao barman – Mas nos reencontramos, só pode ser o destino.

Psycho killer, qu'est que c'est

Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better

Run Run Run Run Run Run awaaaaay

oooohoohooohooooooo, yeah yeah yeah yeah yeeeeeeeaaaaaaah

[...]

–- Destino?

–- Claro – Pedro segurou o queixo de Alexy e sussurrou – Afinal, não terminamos de fazer o que havíamos começado.

Kentin acelerou o passo, desviando as pessoas pelo caminho, assim que teve uma visão clara de Alexy e seu novo acompanhante, enfureceu-se. Pedro estava a centímetros da boca de Alexy e, no entanto, o azulado parecia não se incomodar com isso.

Notas finais
Essa última cena e sua continuação são baseadas num episódio de Sekaiichi Hatsukoi -- Anime divo *.* Música: Psycho Killer - Velvet Revolver.