Diário mental primeiro dia na Terra.

Senhor Phillip teve que retornar para seu trabalho aqui na Terra ele exerce a função de confeiteiro parece que trabalha em um tipo de estabelecimento para Bolos, tortas e outros doces pelo o que eu entendi, eu tenho que reconhecer que ele tem talento o bolo de ontem estava delicioso quando provei logo me perguntei se humanos não faziam magia também porque aquilo que eu comi com certeza tinha um toque mágico, quando falei isso para ele ficou bem feliz e aceitou como um elogio.

E durante o resto da tarde o Mestre Baltazar me fez um breve resumo desse mundo. Basicamente humanos não fazem magia como nós isso eu já tinha uma certa noção e disse que nós não podemos usar nossa magia a vista dos outros pode ser estranho para eles ver algo incomum como magia, fora o fato que nós dois não somos desse mundo o que deixaria a situação mais esquisita.

Também perguntei se havia outros como nós nesse mundo, nem ele sabe ao certo ele diz que provavelmente pode haver afinal esse lugar é bem grande, literalmente ele me mostrou o mapa desse planeta são divididos em vários continentes , nós estamos localizados na tal "América do Norte", nome estranho para um continente mas para os humanos é um título normal.

Também fiz muitas perguntas sobre essas "máquinas" que eles possuem nesse mundo, diferente da maioria das coisas da nossa academia que dependem de uma certa fonte de energia como runas transcritas em pedras de mana eles utilizam eletricidade para que as coisas funcionem, isso no meu mundo é utilizado como uma magia explosiva mas aqui é bem diferente ,mais um ponto para bizarrice do mundo humano.

A leitura daqui também é bem esquisita eles costumam ter informações em livros estranhos com imagens bem chamativas eles chamam isso de "revistas" peguei uma para ler Mestre Baltazar disse que Senhor Phillip costuma ler essas coisas de vez enquanto mas ele está mais acostumado com "jornais" diferente das revistas com imagens chamativas essas são maiores e com mais palavras, eu não o culpo por preferir outra coisa ao invés de uma revista, li uma que aparentemente era focada na moda e tinha várias roupas esquisitas e algumas eu me perguntava se os humanos realmente usavam algo desse tipo, meio assustador de se ver.

Eu tinha várias dúvidas mas minha cabeça doeu muito depois, o Mestre disse para não me preocupar pois é algo normal de se acontecer, isso quer dizer que meus poderes estão retornando aos poucos, tive que repousar no sofá da sala até que ela se fosse completamente mas acabei apagando.

Quando acordei já estava de noite fiquei a tarde toda apagada mas para minha sorte a dor havia sumido quando acordei Senhor Phillip havia chegado ele disse que estava um pouco preocupado ele disse que o mesmo havia acontecido com o Mestre quando se conheceram.

Era a hora do jantar e parece que mais uma vez o toque mágico do Senhor Phillip foi ativado ele não é bom só com doces ele também é um excelente cozinheiro, a sopa de legumes que ele havia feito estava excelente muito boa mesmo Senhor Baltazar afirma com todas as forças mesmo eu perguntado várias vezes se ele não é um mago com talentos especiais para culinária.

Em seguida eu conheci uma das melhores coisas desse mundo, uma caixa estranha e plana em cima de uma estante com várias coisas do nada conhecida como Televisão ou TV pelos humanos foi ligada eu pensei que eram do mesmo tipo dos espelhos de comunicação que a Diretora usava na Academia para fazer um comunicado para todos os alunos e professores mas essa era diferente, com um aparato nas mãos com vários botões Senhor Phillip controlava a imagem que aparecia naquela TV ele disse que estava mudando de canal, parece que cada imagem é dividida nesses supostos setores com esse nome e cada uma apresentava algo diferente, ele colocou em um desses canais um pouco diferentes ao invés de ver pessoas eu vi ilustrações, desenhos e personagens e para minha surpresa eles estavam se mexendo!

Eram chamados de desenhos animados ele me apresentou isso porque achou que eu teria interesse e olha ele estava certo é incrível que essas ilustrações ganhem vida nesse aparelho, mais uma vez perguntei ao Mestre se ele tinha mesmo certeza se os humanos não podiam mesmo fazer magia porque aquilo era surreal! Mesmo parecendo ser um tanto infantis o Mestre também gostava de ver essas coisas, isso é novo para mim eu não entendia nada do que estava acontecendo naquele "desenho animado" mas estava totalmente entretida com aquilo.

Ficamos um bom tempo assistindo aquilo e parece que a hora passou bem rápido, Senhor Phillip tinha que dormir para acordar cedo na manhã seguinte, o Mestre também pensou em fazer o mesmo eu já havia dormido por um bom tempo então os dois me deram o que chamam de "controle remoto" para assistir a TV mas falaram para eu não ficar tão tarde assistindo mas claro que não o fiz.

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Na manhã seguinte

A garota estava sentada no sofá olhando atentamente para a Tv ela forçava um pouco a sua visão enquanto Phillip lavava Boceja*

— Bom dia — Saudou a garota -

Ele observa com sua vista ainda cansada um monte de revistas sobre a mesa todas estavam reviradas

— Você já estava lendo isso?

— Correção, eu já terminei de ler tudo isso.

— Mas já? — disse Baltazar surpreso —

— Ê não foi tão difícil para falar a verdade, a maioria das coisas eram imagens e os textos não eram tão úteis assim.

— E você os leu durante a noite? Você dormiu por acaso?

— Claro que dormir mas relaxa eu tenho sono leve, costumo acordar bem cedo.

Na Academia eu já me acostumei com essa rotina eu passava algumas noites em claro lendo alguns livros de ocultismo e estudando algumas runas quando tinha a chance talvez isso explique porque eu dormia muito durante as aulas.

— Eu ainda falei para ela pegar leve mas ela insistiu em continuar — falou Phillip entregando uma xicara de café para ele em seguida leva torradas e ovos mexidos para a garota e um copo de leite quente -

— Obrigada.

— Impressionante eu acho mas como Phil disse tente pegar leve um pouco.

— Sim Senhor.

— Bom achei que isso demoraria mais tempo mas já que conseguiu terminar isso podemos adiantar algumas coisas. Phil?

— Não se preocupe hoje reservei o dia para ajudá-los.

— Agradeço irei compensá-lo depois, Senhorita?

—Sim!

— Hoje Phillip irá acompanhar você, ele irá ajudá-la com algumas coisas importantes de seu mundo.

— Sim Senhor!

— Então termine o seu café pois seu dia hoje será cheio.

A garota após escutar o seu mentor se apressa e toma rapidamente o seu café. Em seguida o acompanha até a entrada.

Ela continuou o seguindo enquanto ele vestia uma jaqueta leve e preta, com a chave de seu carro em mãos ele pressiona um dos botões e ele apita de volta sinalizando que as portas foram destravadas. Ele abre a porta direita para ela entrar ,ela se senta em seguida ele entra e coloca a chave para ligar o veículo.

— Sempre que estiver dentro de um carro coloque o cinto de segurança. — disse ele colocando o mesmo nela -

— Sim Senhor. Para onde nós iremos?

— Você já vai ver.

Engatando a marcha ré ele sai de onde estacionou para a estrada.

[...]

— Gostaria de saber Sen...Phil, desculpe ainda é difícil ser informal desse jeito.

— Não se preocupe me chame como achar melhor mas tente se acostumar com isso, algumas pessoas na minha idade não gostam muito de ser chamadas de "Senhor"

— Ah claro. Gostaria de saber como vocês dois se conheceram? Deve ter sido um choque um Humano como o Senhor ter se chocado com Baltazar Reed por ai.

— Bom para falar a verdade não foi lá grande coisa. Parece que vocês Bruxos não tem noção de geografia e acabam pousando onde não deveriam. Ele disse que você saiu de uma lata de lixo, no caso dele como era inverno o encontrei soterrado em uma pilha de neve durante aquela noite fria, e sobre a parte de se chocar você estava certa, ele me assustou muito aparecendo daquele jeito e cá entre nós dois você devia ter visto a cara dele depois que saiu daquele monte de neve. — disse enquanto ria relembrando de seu passado.

Ambos se encontraram desse jeito já faz 10 anos desde que Baltazar saiu de nosso mundo e veio até esse, muita coisa deve ter rolado para que esses dois estejam juntos atualmente.

— E você? Algum objetivo específico nesse "mundo humano"?

— Para falar a verdade eu não tinha até então, eu vim para cá para ser treinada por ele, mas esse lugar me parece ser bem interessante, quem sabe posso acabar aprendendo muita coisa além de magia por aqui. Eu não saia muito em meu mundo mas estou um pouco curiosa para ver mais sobre um lugar novo.

Alguns minutos já haviam se passado enquanto estavam dentro do carro.

— Para onde estamos indo?

— Bom se você vai ficar em nosso mundo temos que resolver algumas coisas antes.

— Que seriam?

— Para começar, suas roupas.

— O que tem de errado com elas?

— Bom nada, a menos que esteja indo para uma festa fantasia ou se preparando para o Halloween.

Ele talvez tem razão até mesmo Baltazar teve que mudar suas vestimentas e se reinventar para esse mundo. Acho que tenho que aceitar essas mudanças o quanto antes para me acostumar rapidamente com esse lugar.

Continua...