Notas iniciais
Yooo Mina-san! Como estão vocês? Espero que bem... :3 Bom... queria primeiramente agradecer aos que estão acompanhando ou favoritaram minha humilde fic, secundariamente eu queria dizer que vocês se livraram, porque passou pela minha cabeça enfiar uma lemon no ultimo capitulo, mas non farei isso. Sem mais enrolações, boa leitura! ^-^ PS: As narrações em itálico são as lembranças da tarde em que a menina sumiu.

Os raios de sol adentravam o quarto acertando em cheio a face do moreno que se moveu na cama notando que o outro não estava mais deitado.

– Carlos... – chamou com um tom de voz sonolento e dengoso

– Olha... nem precisei te acordar hoje. – o loiro adentrou o quarto com uma bandeja e um sorriso nos lábios – Bom dia.

Runf! Bom dia...

– O que foi?

– Por que abriu a janela a essa hora da madrugada? – o mais novo olhou para o despertador sobre o criado mudo – Nove da matina... você só pode estar de sacanagem.

– Mas eu não abri a janela.

– Eu muito menos. Então foi minha mãe.

– Ela estava lá embaixo conversando comigo.

– Agora pronto... tem fantasmas na minha casa... – o jovem se levantou bufante e foi em direção ao banheiro

– Hum... – o loiro colocou a bandeja sobre a cama e foi até a janela que estava aberta – Ele abriu e não se lembra...

– Eu não estou ficando louco. – André voltou ao quarto

– Eu não disse que estava.

– Pareceu.

– Ok... você é louco, mas não por isso.

– Quê?

– Nada, vá comer.

– Estou sem fome.

– Come.

– Mas eu...

– André, come logo isso antes que eu enfie no teu... Nariz.

– Oh my God! Carlos Almeida Cunha quase xingou! – o moço se sentou e começou a comer

– Lógico que não. Eu não xingo. – o outro sentou de frente para si

– Mas foi quase.

– Quase.

Runf! O quase é que me mata.

– Besta...

– Na nossa primeira vez eu aposto que você xinga.

– Q-q-que? – o loiro ficou rubro como um tomate e se desequilibrou, caindo da cama.

– A-ah... Eu... Er... Esquece que eu disse isso. – o outro tentou conter a risada e começou a comer.

– Tá bom... – o mais velho se ergueu – Muito obrigada pela ajuda...

–Por nada. – retrucou irônico

– Quando você terminar de comer, nós iremos dar uma volta.

– Está bem.

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Alguns minutos se passaram, os dois garotos já andavam pela calçada indo até o bosque que ficava – praticamente – ao lado da moradia do mesmo.

– Cara... eu detesto os hormônios.

– Eu também cara, muito.

– Eles fazem meu corpo reagir mal a certas coisas, daí eu sou garoto... não dá pra disfarçar...

– É... bem chato isso... – o loirinho olhou para o nada e depois encarou o amigo – Sério que a gente tá tendo essa conversa?

– Uai... é.

– É muita falta de assunto.

– Nisso eu tenho que concordar.

– Bom... aqui estamos nós. – o mais velho olhou para aquelas enormes árvores

– Há quanto tempo eu não venho aqui...

– Vão fazer dez anos em dois dias.

O moreno correu, o loiro o seguiu. Este parou à frente de uma árvore e começou a passar o dedo pelas letrinhas malfeitas de criança.

– Eu não creio...

– Você se lembra disso?

– Sim, nós escrevemos “Amigos Para Sempre: Ana, André e Carlos.“ na maior árvore que tinha aqui.

– É um milagre que nunca tenham derrubado ela.

– Esse bosque é protegido.

– Não sabia...

– O que você queria vir fazer aqui?

– Vamos até o lugar onde a gente brincou aquele dia.

– Mas por quê? Não vai ter nada de mais lá.

– Não é o que lá, mas sim o que havia.

– Está bem... se você diz. – o loiro concordou com o colega, mesmo sem fazer a mínima ideia do que ele havia dito há pouco.

Os dois se dirigiram ao local a passos lentos, a memoria daquela tarde havia voltado com toda a força que poderia ter.

– Hey! Cuidado! – a voz da garotinha foi ouvida num grito furioso – Você quase pisou na Serafina!

– Eu? Nem cheguei perto desse sabugo de milho! – o moreninho respondeu convencido.

– Não chama a Serafina de Sabugo de milho, seu espantalho!

– Não me chama de espantalho! Sua chatonilda!

– Runf! Vocês dois já começaram de novo? – o loirinho apareceu atrás de ambos, assustando-os.

– Você quer me matar de infarto do coração? – o garoto mais novo levou a mão ao peito fazendo drama

– Carlos! Não faz isso! A Serafina quase borrou as calças!

– Diculpa’, mas eu não quelia’ mais vocês bigando’.

– Foi ela que começou!

– Foi ele que começou! – os dois disseram quase em uni solo

– Tanto faz... vamos brincar com as bolinhas do meu pai.

– Eu primeiro! – o “casalzinho” disse novamente junto

– Sabe, André... nunca entendi direito o motivo de vocês brigarem tanto. – o loiro observou o moreno que estava estático olhando para o lugar exato onde brincavam antes

– Bom... era nosso jeito de dizer que gostávamos um do outro.

– Não podiam só se abraçar?

– Eu sempre pensei nisso... se soubesse do que ia acontecer, teria brigado menos com ela, teria sido mais gentil... mas agora é tarde. – o rapaz apertou os punhos com força – ela já se foi, nada que eu fizer agora vai mudar o que fiz no passado.

– Hey... calma. Não fica assim. – o loiro o abraçou protetoramente por trás

– Você é sempre tão gentil e carinhoso com todos, como consegue?

– Eu não sei... é meu jeito de ser.

Carlos! André! Cadê vocês? – uma voz feminina e infantil chamou a atenção dos dois

– Você... – o moreno começou a falar

– Sim, eu também ouvi.

Meninos, vocês são péssimos em siconde-esconde.

– Essa é a voz da Ana.

– Mas como...?

– Ana! Ana! Cadê você?! — mais novo começou a caminhar

Eu estou aqui! – a mocinha apareceu, vestida com o mesmo traje vermelho daquele dia

– Isso é impossível. – foi a única coisa que o mais velho conseguiu pronunciar

Venham me pegar! – a garotinha de cabelos compridos começou a correr e os dois jovens a seguiram

– Hey! Volte aqui!

Me peguem! – a garotinha ria divertida

– Oi? Volta aqui, Ana! – o loiro tropeçou em uma pedra, mas continuou correndo

Hihi!

A garota parou quando chegou ao fim do bosque, lá havia uma represa e uma enorme queda até chegar na mesma. A mocinha olhou para baixo e virou-se para os amigos em seguida.

Nossa... vocês cresceram muito.

– Ana... o que aconteceu com você? – André colocou as mãos sobre os joelhos e tentava recuperar o fôlego

Ah... – quando a garota abriu a boca, os outros dois ouviram um barulho atrás de si e ao olharem viram um homem, este estava com uma calça jeans meio rasgada, uma blusa xadrez e uma maleta embaixo do braço esquerdo.

– Quem é... – a fala de Carlos foi interrompida por um grito, ao olharem novamente para a amiguinha, essa havia desaparecido. Assim como o homem que também sumiu como se fosse pó – Mas o que foi que aconteceu aqui?

– Eu não sei...

– Vamos, tenho que ir para casa...

– Tá bem... vamos.

Os dois garotos caminharam em silencio até a casa do mais novo, lá Carlos arrumou suas coisas e viu o amado arrumar uma mochila, mas nem o questionou.

– Tchau tia Cácia. – o loiro se despediu

– Mas você já vai?

– Ele já vai sim, mãe. E eu vou passar a noite na casa dele, ok?

– Tá bom meu filho, vá com Deus. Tenham uma boa noite.

Usem camisinha! – gritou o senhor Humberto, pai do moreno, da cozinha.

– Beto! – a mulher disse num tom de repreensão.

– Ok... já vamos. – o mais novo puxou o amigo pelo braço e os dois foram caminhando – Sabe, eu sinto falta de você morando do lado da minha casa...

– Eu também. Era legal ser seu vizinho.

– Mas veja pelo lado bom... – os dois pararam à frente do portão da casa branca que ficava na esquina – Você não se mudou pra muito longe.

– É, pelo menos isso. – o loiro abriu o portao com uma chave que estava em seu bolso – Mãe, cheguei!

– Oi meu filho... – a mulher de cabelos loiros, olhos verdes e aparencia de uma jovem de 25 anos surgiu e beijou o loirinho – Durmiu bem? Comeu direito? Se comportou?

– Sim mamãe...

– Hum... Ah! Oi andré. Tudo bem?

– Tudo sim e com a senhora?

– Estou muito bem.

– Mãe... o André vai dormir aqui hoje, tá?

– Tudo bem. Vou preparar o jantar para vocês.

– Agradeço.

Os dois caminharam novamente até chegarem ao quarto do mais velho, os mesmos banharam-se e ficaram em silencio olhando para o teto, onde haviam estrelas grudadas ao lado de uma foto dos três no chão brincando com as bolinhas de gude.

– Eu ainda não acredito no que aconteceu... – o moreno quebrou o gelo

– Eu muito menos. Eu vi, mas não acredito que ela estava lá.

– Eu acho que estou ficando louco.

– Se você estiver, eu também estou.

– Você ainda quer saber o que aconteceu?

– Sim. E você?

– Agora eu quero... mais que tudo.

Continua...

Notas finais
Bom, é isso... passei a tarde toda escrevendo e.e Espero que todos tenham curtido... aqui vou deixar os links de algumas coisas do capítulo, quem tiver curiosidade, dê uma olhada. Roupa da Ana: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=128014361&.locale=pt-br Quarto do André: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=128016898&.locale=pt-br Quarto do Carlos: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=128021121&.locale=pt-br Mãe do André: http://maquiagem.blog.br/wp-content/uploads/2012/09/kim-kardashian-troy-jensen-nice.jpg Pai do André: http://4.bp.blogspot.com/-gLBo4bJBfgE/T5F4AXrTTgI/AAAAAAAAh-I/XxyShXX5FYs/s400/morenos%2B%25287%2529.jpg Mãe do Carlos: http://nadafragil.com.br/wp-content/uploads/cores-de-cabelos-para-loiras-2013-7-301x366-custom.jpg Pai do Carlos (Ele não apareceu neste cap, mas já os deixarei informados): http://1.bp.blogspot.com/-6KZLpUGwECk/T6VSjchk5HI/AAAAAAAAADs/UjGdhJYGL74/s1600/Chace+Crawford.jpg