Um romance nada convencional.
1 Carona.
Notas iniciais
— Jack Frost, eu sempre amei você!— disse Merida, docemente. - Desisto, simplesmente desisto de tentar endurecer do seu lado. Deus sabe como o meu coração acelera e as minhas pernas balançam!
— Eu também te amo, ruiva! — disse lentamente. — E eu gostaria de saber se... Merida DunBroch, você aceita ser a minha namorada?

— E-eu...
Fui despertado pelo som de Rock pesado da banda Slipknot.
Peguei o meu celular de baixo do travesseiro e vi que Elsa tentava falar comigo.
— A-alô — balbuciei, esfregando os olhos de sono.
— Bom dia, seu preguiçoso! — disse uma Elsa animada do outro lado da linha. — Ainda na cama? Sua voz está rouca... como se ainda estivesse dormindo.
— Eu acabei de acordar. — respondi.
— Espere um momentinho... — disse ela. Elsa voltou a falar depois de alguns minutos. — É a Ana. — a garota ri. — Ainda estamos nos decidindo sobre a roupa que iremos usar. O que acha de echarpe? Cabelo solto ou preso? Você já tem alguma ideia do que vai usar hoje?
— Agora a minha única certeza é que pelado não irei. — brinquei.
Ela ri fraco. — Engraçadinho! Ah, quase ia me esquecendo, tenho um presentinho especial pra você.
— O que seria? — perguntei com uma mescla de sono e curiosidade.
— É surpresa. — a garota cantarolou. — Então... preciso ir!
— Certo. Vou tomar banho.
— Jack?
— Sim?
— Eu te amo! — em seguida desligou.
Levanto da cama e em seguida me encaminho até o banheiro para tomar banho quente. Volto para o quarto, pego uma roupa qualquer e desço as escadas para tomar café da manhã.
— Bom dia, filhão! — trovejou Norte Noel, assim que passei pela porta da cozinha.
— Bom dia coroa.
— Tem panquecas quentinhas aí na frigideira. — Informou Norte.
— Certo. — fui até o fogão, peguei a panela repleta de panquecas e a trouxe para a mesa.
— Animado para o seu primeiro dia de aula? — perguntou o velhote.
— Estou soltando fogos de alegria. — respondi, irônico.
— Como vai seu namoro com a Rosalie? — quis saber Norte.
— É Elsa. — corrigi secamente. — Ela é legal, tranquila e inteligente. — articulei. Passo Nutella nas panquecas. — As coisas vão... Boas para nós. — engoli em seco.
Ficamos em silêncio por algum tempo. Terminei de comer, já satisfeito me levanto da cadeira e aviso; — Estou de saída.
Peguei as minhas chaves em cima da mesinha de centro, fui para a garagem e tirei o carro para fora. Uma mulher bateu de leve na janela de vidro do meu automóvel, eu apertei em um botão para abaixar a vidraça.
— Olá querido! — cumprimentou Elinor, mãe da Merida DunBroch. Ela é morena, com traços suaves e cabelos incrivelmente grandes que estão sempre presos num rabo de cavalo para trás. — Desculpe o incomodo.
— Não estou me sentindo incomodado. — sorri gentilmente.
— Ah, Frost, você é um jovem tão adorável! Céus! Vim lhe pedir carona. Não é para mim, claro. Na verdade, é para Merida... Quer dizer, se não for pedir demais.
— Que droga! — resmungou a ruiva, aparecendo do lado da mãe. ela cara ela não estava nada feliz. — Eu já disse, não precisa, eu sei me cuidar sozinha.
— Merida — ralhou a sra DunBroch. — Quantas vezes preciso repetir a você que não é seguro? É muito perigoso para uma jovem como você andar sozinha na rua.
— Isso é verdade — apoiei.
— Obrigada Jack — agradeceu Elinor.
— Mas eu sei me cuidar. — retrucou Meri, cruzando os braços rudemente.
— Sua mãe está certa — sorri insuportavelmente para a ruiva. — é uma regra importante de segurança. Nos dias de hoje, digo, tem muitos marginais por aí. É mais protegido aqui dentro.
— Você é um jovem tão admirável! — babou a sra DunBroch.
Merida gargalhou, irônica. Sem reclamar, a garota adentrou na parte passageira da frente.
— Tomem cuidado! — advertiu Elinor.
— Sempre — sorri.
Dei partida.
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