Notas iniciais
MAAAAA OEEE! Vocês pensaram que a gente não ia voltar né? Voltamos sim meu povo, como sabem minha parceira de todas as horas MissDream, teve essa brilhante ideia e me chamou pra parceria (e vocês sabem o quanto deu certo nós duas, Sweet Connor é uma prova disso) inclusive, mana, é uma honra tá trabalhando em contigo de novo! Não vamos prolongar muito aqui porque eu bem sei que vocês querem saber da história logo. A gente se vê por aí monaaas! Ps: os títulos dos capítulos vão ser inspirados em filmes.

Oliver Queen.

— O que? Vocês não podem estar falando sério. — encarei o homem do outro lado da tela. — Eu não vou voltar para Star, pai.

— Sim, você vai. — cruzou as mãos sob a mesa. — Vai voltar, e vai criar juízo.

— Você não pode me obrigar.

— Eu posso congelar suas contas.

— E eu posso conseguir um trabalho por aqui, ninguém vai se negar a empregar Oliver Queen. — persuadi, tentando passar o máximo de confiança nas minhas palavras.

— Pois bem. Vá em frente, consiga um trabalho e tenha seu próprio dinheiro. — sorri orgulhoso de mim. — Fico orgulhoso de você poder pagar sua própria luz, água, aluguel, caríssimo por sinal, comida. — foi enumerando enquanto eu sentia o ataque de pânico crescer. — Só não sei se dará para esbanjar na farra. — concluiu esboçando um sorriso sarcástico.

— Eu te odeio, Robert Queen. — esbravejei irritado.

— Eu também te amo, meu filho. — respondeu. Fiz careta antes de fechar o notebook com força. Bela maneira de demonstrar amor.

[...]

Dois dias depois...

Aeroporto internacional de Star City.

— Ollie. — ouvi o grito agudo me chamar, e foi impossível controlar o sorriso quando vi minha irmã correr até mim.

— Speedy, que saudade. — falei a abraçando apertado.

— Seu grande mentiroso. — estapeou meu braço rindo. — Foi preciso a intervenção do papai para te arrancar de L.A.

— Eu disse que senti sua falta, não desse inferno de cidade, tenho certeza que há um grande abismo entre as duas coisas. — sorri amarelo, passando meu braço por seu ombro. — E onde está o resto da família Addams?

— Gomez está na empresa, como sempre. E Morticia num almoço beneficente. — entrou na nossa antiga brincadeira.

— Então só você veio? — ela afirmou com a cabeça. — Oh Vandinha, o que seria de mim sem você? — apertei a magrela em meus braços.

— Vejo que continua o mesmo idiota. — gargalhou enquanto caminhávamos para o estacionamento.

— Não vamos mudar isso então!

[...]

— Família, cheguei. — gritei da porta da entrada, mesmo sabendo que ninguém escutaria.

— Oh meu menino, como eu senti saudades. — a pequena mulher apareceu no corredor.

— Maria. — corri para abraçá-lo a girando no ar.

— Como você cresceu, pequeno Ollie. — ela alisou meu rosto com ternura. — Está um homem feito, mas o olhar ainda é de um menino.

— Você é uma linda. — enchi seu rosto de beijinhos.

— Nossa Maria, agora é que você me esquece, né? — Thea ironizou. — Você sempre gostou mais dele mesmo.

— Pare com isso Thea, eu amo os dois. — abraçou minha irmã que riu beijando sua testa.

Maria praticamente nos criou. Enquanto nossos pais viajavam a negócios ou socialmente, ela é quem estava lá na saúde e na doença. Foi pra ela que eu corri quando meu primeiro dente caiu, quando tive minha primeira briga de rua, minha primeira vez, minha primeira paixão e meu primeiro coração partido. E eu tinha certeza que com a minha irmã não era diferente. Não que nós não amassemos nossos pais, ou que eles não nos amassem, só estivemos por muito tempo acostumados com a ausência de ambos.

— Eu preciso de um banho relaxante e comida. — dei a deixa.

— Suba e tome seu tempo, depois venha comer um lanche na cozinha.

— Sim senhora, sargento. — bati continência e subi.

Todo o clima descontraído não passava de fachada, no fundo todos sabíamos que aquela calmaria nada mais era que o prelúdio de uma grande tempestade chamada Robert Queen. Papai não me trouxera de volta por um acaso qualquer, afinal ele nunca se importou muito com o que eu fazia em Los Angeles, desde que eu não estivesse por aqui manchando sua impecável reputação, estava ótimo. Terminei meu banho e fui procurar o que vestir, não pude deixar de perceber como eles não tinham mexido em nada nesses últimos dois anos que estive fora. Ouvi batidas na porta.

— Ollie, seus pais chegaram, estão te esperando para o almoço. — Maria entrou não se importando muito em me ver de cueca.

— Gostaria de poder fugir. — confessei vestindo uma calça jeans de lavagem escura.

— Mas não pode. — se aproximou, abotoando a camisa azul que eu vestia. — Sugiro que comece a enfrentar seus pais de frente, Oliver.

— Para que? Para que eles mandem e desmandem na minha vida? Não mesmo.

— Por que você não faz o seguinte: desce, almoça com eles, esculta o que eles tem a dizer e só depois decide o que vai fazer a respeito. — terminou com os botões. — Você acabou de chega meu menino, não crie caso.

— Tudo bem. — suspirei beijando sua testa. — Vamos enfrentar a fera.

Assim que terminei de me arrumar, desci as escadas para encontrar minha família já sentados a mesa. Maria foi em direção a cozinha, não sem antes me lançar um olhar de apoio.

— Oliver, querido. — mamãe veio em minha direção, me abraçando e despejando dois beijos em meu rosto. — Que saudade que eu senti de você.

— Olá mãe. — retribui o carinho. — Como vai?

— Melhor agora meu bem, melhor agora.

— E você, papai? — cumprimento o mais velho com um abraço e dois tapinhas nas costas. — Ainda rabugento?

— O mesmo de sempre, Ollie. — sorriu voltando-se sentar. — Vamos almoçar todos juntos novamente, e isso me deixa bem feliz.

— Isso é bom. — sorri, afinal ainda era minha família, e eu os amava.

Comemos juntos, num clima leve e nostálgico, graças mamãe que ficava lembrando histórias antigas minhas ou de Thea. Assim que a sobremesa entrou, resolvi me pronunciar.

— E então papai, por que me trouxe de volta? — Robert suspirou com a minha pergunta.

— Apostei comigo mesmo o quanto você demoraria para fazer essa pergunta. Vamos para a sala, lá conversaremos melhor.

— E então? — perguntei assim que alcançamos o comodo. Thea jogada num sofá, papai e mamãe nas poltronas a minha frente.

— Oliver, todo esse tempo que você esteve fora eu não deixei de te vigiar. — começou. — Enviei o chefe da segurança, John Diggle para te vigiar de longe.

— Você esteve me vigiando? Você contratou um babá pra mim esse tempo todo? Isso é sério? — perguntei incrédulo.

— Não pelos motivos que você imagina, eu queria ver como era sua posição longe de casa, eu precisava estudar meu sucessor.

— É só nisso que você pensa? Na sua precisa empresa?

— Entenda meu filho, eu preciso preparar tudo enquanto ainda tenho tempo.

— O que quer dizer com isso? — novamente ele suspirou.

— Eu estou ficando velho Oliver, eu preciso de você ao meu lado para que quando chegue o tempo, você esteja pronto para assumir não só a empresa, mas nossa família. Você precisa honrar com ela.

— Eu estou aqui agora, não estou? Não precisava de vigias, apenas uma conversa franca como agora. — ele me parecia cansado, o semblante caído. — Eu vou te ajudar na empresa, pai.

— Esse é o problema. Diggle não estava vigiando meu filho rebelde, mas sim o homem de quase trinta anos, o comportamento como adulto, as ações. Ele me mandava um relatório por semana informando os seus passos, e eu não fiz isso para te manter sob meu alcance, mas sim porque eu precisava entender você, filho. E você não está pronto Oliver.

— E por que me trouxe, então?

— Para te preparar.

— Eu não estou entendendo onde quer chegar, se eu não estou pronto, apenas me instrua com os negócios da empresa.

— Se fosse só a empresa, eu te ensinava como gerir os negócios e tudo certo, com o tempo você pegaria o jeito é se tornaria até melhor que eu. Mas eu preciso que você crie responsabilidades, que aprenda a ter compromisso com as pessoas e as coisas.

— E...?

— Esse é o ponto; você não tem nenhuma dessas duas. Você é irresponsável e imprudente Oliver, e para estar a frente eu preciso de alguém que se leve a sério.

— Vá direto ao ponto. — pedi impaciente.

— Oliver, eu quero te propor um acordo: você tem um ano para conseguir um trabalho comum, onde você possa criar responsabilidades, compromisso, amadurecer e fazer algo útil por alguém. Se dentro desse período você não conseguir nenhuma dessas coisas, você se casa com Helena Bertinelli e passa a amadurecer na marra.

— Não. — minha resposta saiu mais rápido que o meu poder de processamento. — É óbvio que não.

— Tudo bem, você fez sua escolha, mas devo acrescentar que isso inseta você de usufruir do patrimônio da família.

— O que? Mamãe. — a olhei suplicando que fosse em minha defesa.

— Sinto muito querido, está na hora de criar juízo.

— Vocês só podem estar malucos. — ralhei irritado.

— A escolha é toda sua... E então, o que me diz?

— 5 meses. — apontei o dedo em riste. — Se nesse período eu não conseguir, sumo no mundo e ninguém jamais saberá do meu paradeiro. — saí furioso em direção ao meu quarto.

Eu não casaria com a Helena olho de peixe morto, ainda podia vê-la em minha mente, tão baranga e asquerosa com os aparelhos empapados de saliva e os óculos fundo de garrafa. Eu não quero nem imaginar no que ela se transformou, e não casaria com aquilo nem amarrado.

— Inferno. — praguejei atacando uma mini bola de basquete sob a porta, por pouco não acertando Maria.

— Alguém está num péssimo humor por aqui.

— Você ouviu? — ela acenou com a cabeça. — Maldita hora que eu fui voltar pra essa droga de cidade, eu sempre odiei aqui sabia Maria?

— Não adianta espernear como um garotinho raivoso, você conhece seu pai e quando ele bota uma ideia na cabeça, não tem quem tire.

— Isso é tão injusto, Maria. — deitei a cabeça em seu colo.

— É aqui que vive o filho pródigo da cidade? — ouvi a voz do meu melhor amigo.

— Tommy. — ele estava parado na porta com o sorriso traquina de sempre.

— Soube que o meu melhor amigo voltou e nem para me procurar.

— Seu bastardo. — me levantei indo abraçá-lo. — Senti sua falta, irmão.

— E eu a sua. — estapeou minhas costas.

— Vou deixar os dois matar a saudade, querem alguma coisa?

— Não, obrigado minha gostosa. — Tommy agarrou Maria a enchendo de beijos.

— Garoto assanhado. — ela sorriu, saindo do quarto.

— A noite de Star City nunca mais foi a mesma sem você.

— Falou o cara casado e quase pai de família. — provoquei.

— Nem me fale, Sara anda numa oscilação de humor que está acabando comigo.

— Como ela está? Digo, com tudo que vem acontecendo nesses últimos anos.

— Se reerguendo, apesar de Laurel já não morar mais aqui, elas sempre se falavam e se cuidavam mesmo a distância.

— Imagino.

— Mas não foi para isso que eu vim, vim saber de você.

— Cara, você nem imagina no que eu me meti.

— Mal posso esperar para ouvir. — gargalhou sentando em uma cadeira do quarto. — Desembucha.

Passei a narrar toda a proposta maluca de Robert Queen e de como ele me deixou sem escolha, enquanto Tommy ria de forma exagerada.

— E esse é o meu inferno pessoal. — concluí tacando uma almofada nele. — Quer parar de rir Merlyn?

— Desculpa irmão, mas é que é bom rir das desgraças dos outros para variar.

— É, mas agora eu preciso de uma solução.

— E se eu disser que tenho uma?

— Você tem? — ele afirmou cheio de si. — Tenho até medo de perguntar, mas qual?

— Você vai ser babá dos filhos de Laurel. — falou com simplicidade.

— O que? Não, claro que não, você ficou louco, Tommy?

— Por que não, Ollie? Você mesmo disse que o seu pai quer que você crie responsabilidades, o que melhor que crianças para isso?

— Você esquece da parte em que eu sou Oliver Queen, um zero a esquerda com crianças?

— Eles são uns amores, você nem vai precisar de muito para cuidar deles.

— Não Tommy, não mesmo, de jeito nenhum, mas nem a pau. Nem que a vaca tussa.. Não mesmo.

[...]

— Eu vou te matar Thomas. — rosnei enquanto tentávamos roubar um currículo de babá no RH da QC. Isso não ia dar certo.

Notas finais
Digaaaam exatamente tudo, não poupem seus dedinhos! Estamos muuuito animadas com essa fic então os comentários são importantes! Beeeijos monas e até breve..