Notas iniciais
Hello sweets! Eu tenho alguns avisos para passar a vocês nas notas finais, então, por favor, não deixem de passar lá após o cap. Boa leitura!!

Aquilo estava fora do controle.

Abafei um grito de frustração em minha garganta ao ver os três pares de olhos me encararem de forma pedinte. Pareciam cachorrinhos abandonados na rua. Cachorrinhos famintos implorando por uma mordida daquele sanduíche gostoso.

— Por favor Mister Oliver. — Angie voltou a pedir, agora com as duas mãos juntas como se estivesse orando. De alguma forma eu sabia que aquilo era plano de Emily, aquele projeto de filha de satã estava querendo a todo custo ir ao shopping desde que descobriu quem eu realmente era. Eu sabia que criança era traiçoeira, mas não aquele tanto.

— É, por favor Mister Oliver. — o projeto de barbie sorriu como se tivesse acabado de ganhar o doce mais gostoso da face da terra. Olhei para Ben que parecia muito desinteressado naquela conversa.

— Ben não quer ir, não posso ir se ele não quiser. — barganhei de forma triunfante.

— Ben vai de qualquer forma, e a tia Felicity disse que como a gente não tem aula hoje podíamos ir ao shopping, portanto nossa babá vai nos levar. — Emily respondeu rapidamente jogando o peso do corpo de uma perna para outra. — Ela disse que podíamos e que ia nos encontrar lá depois.

— Tudo bem! — resmunguei. — Você ganhou. — me dei por vencido pegando a chave do carro em meus dedos.

— Irmãozinhos, se preparem porque o Mister Oliver é quem vai pagar tudo. — ela tornou a dizer dando alguns pulinhos. Momentaneamente fechei os olhos. Onde eu estava com a cabeça quando aceitei isso?

O caminho até o shopping foi mais torturante do que qualquer coisa. Angeline cantava uma música infantil sem parar um único segundo, Emily conversava no celular com algumas de suas amigas e Ben assistia em um tablet. Uma confusão completa.

— Mas que merda. — rugi baixo observando o trafego parado. — Isso está um inferno completo. — imediatamente fechei minha boca e de forma hesitante olhei pelo retrovisor, engolindo em seco sentindo um arrepio sinistro passar por meu corpo ao ver Ben sorrir maleficamente. — Você não ouviu nada Benjamin. — sussurrei, o que fez o sorriso dele enlanguescer.

— Oh eu ouvi sim. — retrucou assentindo lentamente. O sorrisinho ainda ali. Isso ia dar tão errado.

Depois do meu pequeno grande deslize, me policiei em tentar não falar nenhum palavrão na frente das crianças. E comigo de boca fechada e eles gritando como se não houvesse amanhã chegamos ao shopping. Minha cabeça ainda zunindo de dor era mais um lembrete de acrescentar a lista mais uma forma de como eu mataria Tommy Merlyn.

—Tia! — escutei o grito fino de Angeline e a vi correr em disparada para dentro do shopping me fazendo temer.

— Coisinha volte aqui. — gritei a agarrando pela gola da camiseta. Não podia nem pensar em perder aquela criança de vista, eu sabia que Felicity arrancaria minha cabeça fora se eu perdesse Angeline. Minha mãe quase tinha arrancado minha cabeça fora quando eu perdi Thea dentro do shopping. — O que o casal sensação está fazendo aqui? — questionei assim que vi os cabelos loiros de Sara, ela exibia um sorriso matreiro em direção a Emily, de imediato encarei Tommy que deu de ombros não percebendo o comportamento da mulher.

— Compras para o bebê. — eles falaram juntos. Tommy que parecia completamente perdido arregalou os olhos ao ver o real motivo de estarem ali, juntos. Comigo e aquelas pestes.

— Vamos dar uma volta por aí. — a loira jogou os cabelos nos dando as costas e puxando Emily atracando seus braços. — Emily está precisando de roupas novas. — completou. Gemi de desgosto.

— Tio Tommy me leva para brincar? -Angeline questionou, meu amigo assentiu agarrando a coisinha e puxou Ben consigo.

— Vamos Queen, não pense que as compras vão se pagar sozinhas. — o projeto de trombadinha adolescente reclamou fazendo uma careta de deboche. Aquela criança estava me extorquindo.

— Sara, fale com ela. — gemi desesperado. — Você é a única adulta aqui.

— Tudo bem. — bufou frustrada. — Emily, você não pode sair por aí comprando roupas as custas de Oliver, já pensou o que Felicity ia pensar? Ela iria perguntar onde você conseguiu roupas caras como aquelas. — agradeci mentalmente por seu bom senso.

— Droga, eu não tinha pensado nisso. — a Barbie adolescente cruzou os braços irritada.

— Isso é que dá sair por aí extorquindo os outros sem pensar nas consequências. — cantarolei divertido.

— Não tão de pressa Queen. — Sara sorriu maquiavélica, do mesmo jeito que eu me recordava ela fazer no colégio antes de aprontar com outras meninas ou com a própria irmã. Droga. — Emily não vai poder ficar comprando roupas, é verdade, mas isso não significa que você não possa ajudá-la a sair para o cinema com as amigas ou um passeio no shopping e essas coisas, tenho certeza que Felicity não se importará. Aliás, vamos abrir uma exceção hoje para as compras. — falou alisando a barriga. — Se a Lis perguntar, foi presente meu e de Tommy.

— O que? Mas isso é errado, Sara não foi esse o tipo de ajuda que eu pedi. — encarei as duas que sorriam da mesma forma para mim. Tão parecidas.

— Aliás, você vai aproveitar e comprar o primeiro presente para a sua sobrinha, Tommy ficará muito feliz com o mimo do melhor amigo.

— Sara, você é a maior trombadinha que eu já conheci na vida. — acusei ouvindo as duas gargalharem do meu desgosto.

— Deixe de reclamar e dê logo o dinheiro para eles tomarem sorvete. — resmunguei baixo retirando uma nota de 50 para ela. O que foi aceito de bom grado porque ela correu em direção a Tommy e seus irmãos.

— Você é uma diaba Sara Lance. — sussurrei ficando ao seu lado.

— Você quem começou com toda essa mentira, agora aguente as consequências, Queen.

— Seu marido me meteu nessa, foi dele a ideia.

— Tommy é um idiota isso eu sei, mas você é ainda mais por seguir os planos dele, sabe que as ideias de Tommy são tão boas quanto as de um girino. — sua mão foi de encontro com minha nuca em um tapa seco e ardido.

— Tia, eu tô com fome. — a coisinha menor se atracou nas pernas de Sara que sorriu da forma mais doce possível.

— Venha, vou pagar um Mac feliz para você. — ela disse. — Vocês vem também? — ela perguntou para os outros dois, apenas Emily e Tommy assentiu. Ben estava mais afastado, o que era estranho para ele.

— Acho que Ben precisa conversar, é a sua deixa babá. — Tommy deu dois tapinhas em meu ombro e eu revirei os olhos. O que eu tinha para conversar com uma criança de 10 anos? Mulheres?

Me aproximei com cautela dele e o cutuquei..

— O que foi moleque? — ignorado por completo. Legal. Benjamin olhava fixamente para um grupo de garotos que riam de forma exagerada e lançavam beijos imaginários. — Por que você não vai aonde seus amigos estão?

— Eles não são meus amigos. — respondeu de forma rápida fazendo careta. Foi ali que eu entendi. Eles caçoavam de Ben, por isso aquele riso exagerado.

— E você não bate neles porque?

— Tia Felicity diz que violência não resolve nada. — fez careta espantado.

— Sinto muito te informar, mas sua tia está errada. Aposto que um soco no líder e eles vão te deixar em paz.

— Eu acho que não.. — riu fraco.

— Vou te ensinar a lutar. É super fácil moleque. — me animei em passar meus dons de briga para o garoto. Naquilo, eu era ótimo. — Vamos deixa de ser medroso, você tem que encara-los de frente. Tudo que precisa saber é, erga seu braço esquerdo para defender seu rosto e com o direito soque. Simples. Vamos lá garoto, você consegue.

— É claro que consigo. — estufou o peito confiante e caminhou até o grupo de garotos, que riram dele assim que chegou até a rodinha. Arregalei os olhos sorrindo de forma orgulhosa quando Ben os pegou de surpresa e socou o líder gorducho. O que foi ruim, porque o garoto nem ao menos se mexeu com o soco.

Corri imediatamente quando o gorducho socou Ben que caiu, seus braços magrelos em seu rosto tentando se defender.

— Saia. — minha voz rugiu alta e ameaçadoramente. O grupo de garotos se afastaram temerosos.

— O que você vai fazer coroa? — aquela criança estava mesmo me chamando de coroa? O puxei pela gola da camiseta o retirando de cima de Benjamin e pude ver um brilho de medo passar por sua íris.

— Primeiro coroa é o senhor seu pai.. Segundo, você não bate em um dos meus, seu idiota mirim, se acha o engraçadão por caçoar dos outros? Não é engraçado, isso te faz um idiota. Você não vai ter o respeito de ninguém porque caçoa os outros. Agora vaza daqui. — minha voz foi sumindo conforme eles se distanciavam. Era por aquilo que eu não era respeitado. Anos atrás eu era aquele garoto que caçoava de todos. — Ben.. — lhe estendi a mão que foi prontamente recusada.

— Quero ir embora. — resmungou passando a mão no nariz limpando o sangue.

— Foi um belo soco garoto... — elogiei baixinho. Não demorou muito Sara e os outros apareceram, assustados com o estado de Ben que não explicou, eu apenas disse que ele tinha entrado em uma briga.

Diferente da nossa ida, a volta foi bem silenciosa. A todo momento encarava Ben pelo retrovisor, pude ver as lagrimas brilharem em seus olhos e um aperto estranho passou por meu corpo. Assim que chegamos ao apartamento, me preparei para a bronca porque o carro de Felicity já estava ali.

— Ollie, o que aconteceu com Ben? — Angie questionou baixinho observando o irmão correr em direção ao apartamento.

— Eu o fiz fazer uma coisa muito ruim.

— Que bom que eu descobri que foi você quem o fez fazer isso. — a voz cheia de raiva de Felicity soou por meus ouvidos.

— Ele me ensinou uma palavra nova, inferno é uma bela de palavra. — a ironia na voz de Ben me assustou. Aquele garoto não devia nem ter idade para saber como se portar daquela forma.

— Benjamin já para seu quarto! -Felicity rosnou apontando para dentro. — Vocês também garotas, a conversa que eu vou ter aqui com ele, não é para vocês. — Emily disparou para dentro com Angeline quando percebeu a fúria de sua tia.

— Olha, me..

— Não comece com suas desculpas! O que você tem na cabeça? — questionou. -Ben só tem 10 anos! 10 anos.

— Eu sei, mas você precisava ver como aqueles garotos estavam caçoando dele.

— Isso não o obriga a ensina-lo a brigar! Eu passei metade da minha vida sendo caçoada, com brincadeiras em cima de minha cabeça mas aguentei e não foi com violência. Você não tem o direito de ensinar isso para ele..

— Senhorita Smoak..

— Não me venha com desculpas, você atiça meu sobrinho a se meter em uma briga e o ensina a xingar. — ela rosnou apontando o dedo em riste em meu peito. Engoli o seco ao notar que estávamos tão perto, e ela era tão assustadoramente bonita assim.

— Me desculpe..

— Não mesmo, eu pensei que tinha sido uma boa contratar você porque Angie me pediu, mas não foi. Você só faz merda.. — fixei meu olhar no dela, hipnotizado. Aquela maré azul, raivosa me chamava. Automaticamente inclinei minha cabeça para frente respirando o mesmo ar que ela. Sua respiração batia contra meu rosto. Não sabia se foi para me provocar mas a forma como ela lambeu os lábios, devagar, me fez depositar as mãos em sua cintura levemente.

— Me desculpe.. Não vai acontecer novamente. — afetado, sussurrei. Ela me fitou com intensidade antes de colocar uma distancia generosa entre nós. Pigarrei tentando entender o porquê estava tão afetado com a presença da loira.

— Está na hora de você ir embora. — ela abriu a porta e olhou para cada canto daquela sala. Eu sabia o que aquilo significava.

— Eu posso dizer tchau para os meninos?

— Não, agora por favor, vá embora. Vou ligar para acertar todos os detalhes da sua demissão. — eu sabia que tinha perdido naquele momento. De cabeça baixa assenti e me coloquei para fora do apartamento.

— Droga. — esbravejei chutando a lata de lixo irritado. Será que nem cumprir um acordo eu era capaz? Respirei fundo tentando acalmar minhas ideias, mas não era de calma que eu precisava naquele momento.

Eu precisava de adrenalina, já até sei onde e como conseguir. Sem pensar muito pesquei o celular do bolso.

— Slade, meu velho amigo, você ainda mantém os negócios? — ouvi a gargalhada satisfeita do outro lado antes de obter a resposta desejada. — Eu estou dentro. Até amanhã então. — desliguei o celular desativando o alarme do carro. Nada como um pouco de aventura para o velho Oliver aqui.

Felicity Smoak.

Nos últimos dias não vinha sendo fácil comandar essa casa, cada vez que passava pela porta era uma surpresa nova e nada boa e tudo pela minha incompetência em contratar uma babá, ou melhor, um bobão. Eu recebi recados da escola das crianças por três dias seguidos, e isso não era normal, Angeline estava malcriada e respondona com as professoras, Emily tinha brigado no mínimo duas vezes e estava andando com aqueles projetos de teen leaders e Ben começou a xingar. Benjamin que era o mais comportado dos três, meu pequeno gênio estava xingando. E tudo isso graças ao babaca do Oliver Jonas.

Não sei onde eu estava com a cabeça quando decidi contratá-lo — talvez no currículo impecável e na falta de opções —, mas a questão é eu deveria ter feito uma experiência. Estive tão louca para organizar minha vida e as coisas do trabalho que acabei esquecendo o mais importante, a segurança e o bem estar dos meus sobrinhos.

— Eu sou uma adulta horrível. — bati com a mão na testa já sentindo a enxaqueca se aproximar. Suspirei buscando uma aspirina na caixinha de remédios no armário, será que faria algum mal se eu a tomasse com uma taça de vinho? — Felicity sua doida, não se mate.

Ótimo, agora eu falo sozinha.

Olhei em direção a sala observando como tudo estava arrumado e já não tinha mais caixas ali, era a primeira vez que eu realmente parava para observar a organização da minha própria casa. Que irônico. Ao contrário de mim, Oliver era extremamente organizado, acho até que beirava ao transtorno, pois os livros na estante estavam arrumados por ordem alfabética e e divididos em gêneros, assim como os cds e dvds. Quem que tem paciência para isso? Sim, Oliver Jonas. Lindo, organizado, sabe cozinhar e tem aquele sorriso capaz de arrancar qualquer calcinha que desejar, sim eu tinha notado até demais no babá dos meus sobrinhos.

— Tia? — despertei com a voz de Emily vindo das escadas. — Está tudo bem? Onde está o senhor Jonas que nunca mais vi?

— Ele não vai voltar querida, e está tudo bem sim. — sorri tranquilizando-a. Mas ainda pude ver o sorriso desapontado dela ao perceber que Oliver não ia voltar mesmo. — Vou preparar alguma coisa para o jantar, uma lasanha de micro-ondas talvez? — sugeri.

— Não precisa, nós comemos bastante hoje no shopping. A Angie chegou bastante cansada, ela tomou banho e até tentou brincar, mas capotou.

— E o Ben? — perguntei curiosa.

— No quarto jogando videogame. — apontou para cima desajeitada. — Eu vou subir então.

— Boa noite, Emy. — sorri observando minha garotinha subir os degraus rapidamente. Como ela cresceu. — É Felicity, parece que somos só nós. — fui até a cozinha recolhendo uma taça e uma garrafa de vinho que já estava aberta na geladeira. Dane-se a aspirina, essa semana foi puxada.

Despejei o liquido na taça, repousando-a no centro enquanto ia até a estante no intuito de escolher alguma música para ouvir, mas uma pilha de dvds chamou minha atenção, eram os vídeos caseiros que costumávamos fazer todos juntos. Automaticamente peguei um parando meus olhos por alguns segundos na legenda risada na capa.

Aniversário da mamãe.

Eu lembrava daquele dia, foi num domingo ensolarado em Central City, era aniversário de Laurel e estávamos todos reunidos no jardim da antiga casa deles, Sara tinha acabado de voltar de lua de mel. Coloquei o dvd no aparelho e voltei para o sofá esperando as imagens aparecer. Ouvir as risadas deles de novo trazia uma sensação de paz, Ray e Laurel pareciam tão feliz, eles tinham uma alegria capaz de contagiar até o mais rabugento dos seres humanos. Observei as crianças correndo envolta de uma Sara animada, enquanto Tommy enchia a bebê Angie de beijinhos, essa com seus quase seis meses.

Olha pra cá, Ray. — minha voz sou por trás da imagem, eu nem ao menos lembrava que tinha gravado aquilo.

Não começa com essa sua mania de paparazzi, Lis. — apesar da queixa, seu tom era brincalhão e sorriso largo.

Não seja bobo maninho, estamos construindo memorias para as crianças.

Sua irmã tem razão, querido. — Laurel saiu em minha defesa, abraçando o moreno pela cintura.

E como foi a lua de mel, pombinhos? — agora a câmera focava em Sara e Tommy que continuavam brincando com as crianças.

Maravilhosa, eu tenho uma mulher caliente. — Tommy falou divertido fazendo Sara bater em seu braço com força. — Au amor, doeu.

Olha as crianças, Merlyn. — ela ralhou enquanto todos riam.

Mas que droga, esqueci a carne queimando.— Ray saltou dos braços de Laurel correndo até a churrasqueira. — Merda.

Merda, merda, merda, merda. — Ben corria gritando pelo quintal.

Raymond, eu vou arrancar sua língua, olha o que você está ensinando ao seu filho. — ela gritava em desespero.

Logo o vídeo acabou e eu troquei por outro onde eles deram um almoço para noticiar a gravidez da Emily, esse sendo gravado por Sara que foi a primeira a saber, ainda vi vídeos de aniversários, feriados e almoços em família. Assisti emocionada o Ray dando o primeiro banho da Emily, todo desajeitado e com medo de quebrá-la, depois o vi dá o primeiro banho da Angeline, agora já mais experiente, mas com o mesmo medo de quebrá-la. Algumas imagens me arrancavam gargalhadas, como Ben fugindo do peniquinho e Emily toda melecada de pasta de amendoim e geleia que foram deixadas no centro por um Ray desatento enquanto Laurel só faltava esganá-lo pelo descuido. Sorri percebendo que eles também enfrentaram dificuldades na criação daquelas três criaturinhas, e que mesmo inexperientes, eles conseguiram. O segredo estava no aprendizado.

Senti o espaço ao meu lado afundar e uma cabeça recostar em meu ombro. Emily.

— Pensei que você tivesse ido dormir. — falei cheirando seus cabelos.

— Eu ouvi as vozes deles. — confessou. — Eu senti saudades e resolvi vim até aqui para vê-los.

— Estava aí a muito tempo?

— O suficiente para me ver fugir do pinico — gargalhei baixo enquanto ela fazia uma careta. — Isso não foi legal.

— Posso me juntar a vocês? — ergui os olhos para um Ben com os cabelos totalmente amassados. — Eu perdi o sono. — bati no outro lado do sofá e logo ele se acomodou ali.

— Titia, eu tive um sonho ruim. — Angie vinha em nossa direção arrastando sua manta inseparável. — O bicho papão queria me pegar.

— E o que você fez para esse sonho ir embora? — perguntei a puxando para o meu colo.

— Eu contei até dez e cantei uma música feliz como o papai fazia. — ela apoiou a cabecinha em meu peito de forma manhosa.

— Muito bem querida. — alisei suas costinhas, reconfortando-a. Eles eram tão novos e já tinham tantos traumas.

Para Ray. — a voz de Laurel soou entre gargalhadas junto com a imagem do meu irmão lhe aplicando u ataque de cocegas.

Ficamos ali assistindo aqueles vídeos caseiros até eu perceber que os pesos nos meus ombros eram maiores que o normal, eles tinham adormecido ali, ouvindo as vozes das pessoas mais importantes de suas vidas. De alguma forma eu sentia que aquele momento tinha servido de conforto para todos nós. Mais uma semana vencida.

Notas finais
E então, o que acharam? Mais uma vvez nosso babá se meteu em encrenca kkkkkkk quem será que vai salvá-lo? Espero que tenham gostado e se divertido. AGORA VAMOS AOS AVISOS: Meninas, vocês devem ter percebido que o rendimento (tanto meu quanto de Karly) aqui no nyah deu uma caída, né? Pois bem, é exatamente isso que eu vim explicar: Karly está passando por algumas mudanças em sua vida pessoal, o que requer tempo para organização, isto é, ela precisa se afastar um pouco daqui para por tudo em ordem e encontrar um bom wifi (kkkk sorry mana). Eu estou passando por um triste momento de bloqueio criativo, o que não ajuda muita, e como a fic é em conjunto, nós decidimos avisar que ela será cancelada. MENTIRA KKKKKKKKK uppo é nosso novo xodó e estamos apenas começando, só queríamos pedir um pouquinho de paciência da parte de vocês, pois as atualizações vão dar uma caída, mas é temporário, prometo. Também queríamos agradecer a lindona da Fesantos que nos presenteou com nossa primeira recomendação *-* brigada pelo carinho, viu? Nos deixou bastante entusiasmadas e felizes. Também quero agradecer a uma de nossas mais fieis leitoras; Maih meu bem, obrigada pelo seu carinho em recomendar SC mesmo depois do fim, nos deixou emocionadas. Enfim, um grande beijo a todas e até o próximo!