Notas iniciais
Yo galerinha linda do meu ♥ Antes de partirem pro capítulo queríamos agradecer a linda que encheu nossos corações de felicidade, littleyang sua recomendação foi incrível, você conseguiu nos emocionar garota! Muito obrigada mesmo, capitulo de hoje é dedicado a você! Aliais, agradecemos também a todas que se dispõem a comentarem aqui para nossa alegria ahusha. Enfim, é isso. LEIAM AS NOTAS FINAIS e uma boa leitura a todas!

Felicity Smoak.

— Bom dia, crianças. — cumprimentei assim que vi os três atravessar a cozinha sentando-se a mesa.

— Nossa tia, a senhora fez toda essa comida e pôs a mesa?

— Na verdade eu comprei toda essa comida e pus a mesa. — cocei a sobrancelha oferecendo meu melhor sorriso fuga das galinhas.

— A senhora só acorda cedo e prepara todo o café da manhã quando tem algo para nos dizer. — Ben observou esperto como só ele.

— Isso não é verdade amor, eu só pensei que como hoje é sábado e eu tenho tempo, nós poderíamos tomar um café decente.

— Tia, da ultima vez que a senhora fez isso a noticia era que nós nos mudaríamos para cá. — Emily tinha um ponto.

— Tem panquecas? — Angie perguntou, ela parecia a única a não se importar com o motivo de eu ter organizado o café da manhã.

— Tem sim meu amor, aqui. — servi seu prato com duas panquecas e um pouco de cauda de chocolate.

— Sem frutinhas? — ela perguntou levantando uma sobrancelha. — O Ollie sempre põe frutinhas nas panquecas.

— O Ollie, digo, o senhor Jonas não está aqui querida, sinto muito, mas você terá que se conter com a cauda de chocolate. — ela bufou, mas comeu sem reclamar, o que eu agradeci mentalmente. Desde quando uma criança prefere frutinhas a chocolate?

— Nem acredito que tem ovos mexidos e bacon que não foram feitos pelo senhor Jonas e não estão queimados. — Emily falou já se servindo.

— Então, é sobre o senhor Jonas que eu quero falar. — fui logo ao assunto. Como é que dizem mesmo? Precisa puxar o esparadrapo de uma vez?

— Eu sabia que tinha algo. — Ben cantarolou provocativo e eu me segurei para não revirar os olhos.

— Eu... Ãh... Eu demiti o senhor Jonas. — falei de uma vez.

— O que? Mas por quê? — Ben perguntou e neste momento percebi três pares de olhos me encarando de forma inquisitiva.

— Ele não estava correspondendo as minhas expectativas.

— Tia, você sabe que ele era nosso babá e não seu namorado, não sabe?

— Emily, olha o respeito. — de onde ela tirava essas coisas? Ah sim, adolescência.

— Titia, o Ollie não vai mais voltar? — encarei Angeline que tinha um olhar triste.

— Não amor, ele não vai mais voltar. — confessei sentindo um aperto por seus olhinhos tristonhos.

— Mas eu gosto do Ollie. — ela cruzou os bracinhos. — Ele brinca de fantasia comigo.

— O senhor Jonas não é adequado para o emprego, eu sou a adulta e sei o que é melhor para todos nós, confiem em mim.

— Tia Lis, com todo o respeito do mundo, mas para alguém que esquece os sobrinhos na escola a senhora não está em posição de julgar nossa babá. — desde quando Emily defende um estranho? E ainda por cima uma babá?

— É tia, ele é meio doidinho, mas é legal. — Ben falou. — Ele até me ensinou a socar os babacas do colégio. — o encarei feio fazendo-o encolher os ombros. — Desculpa. Ele faz a Angie comer.

— Ele coloca frutinhas nas panquecas. — a pequena argumentou me arrancando um breve sorriso. — E eu sou a coisinha dele.

— O que você tem a dizer, Emy? — esperei por sua opinião.

— Ah, ele pelo menos é organizado e sabe cozinhar. — deu de ombros mexendo no prato, mas eu podia ver seus olhinhos ansiosos encarar os ovos com bacon. Ela também o queria de volta.

— Eu gosto do mister Oliver. — Angeline cruzou os braços fazendo birra. — Não vou comer até ele voltar. — perfeito, agora eu tinha uma criança de cinco anos me ameaçando.

— Por que você gosta tanto dele, Angie?

— Ele é engraçado. — sorriu mostrando sua janelinha dentária. — Muito engraçado.

Aquela guerra eu já tinha perdido, eles adoravam Oliver e isso estava mais que óbvio, o que eu faria? Ligar e pedir para ele voltar? Dizer que reconsiderei a demissão? Eu não sei, tudo o que eu sei é que precisava de uma babá.

A tarde resolvi levar as crianças para tomar sorvete, desde a mudança nós não tivemos um tempo juntos e como era um sábado de calor, nada melhor que um gelado para refrescar. O que deveria ser apenas um sorvete virou uma bagunça quando Angeline resolveu nos arrastar para a pracinha próximo ao carrinho de sorvetes. Ela correu junto a outras crianças, o que a deixou toda porquinha, acabamos tendo um momento divertido brincando de pique esconde, mesmo Emily em sua fase rabugenta não resistiu, o que foi maravilhoso. Ouvir as gargalhadas daqueles três monstrinhos era como ter seus pais de volta.

— Tia, eu posso tomar outro sorvete? — a pequena pediu enquanto tentava comer seu algodão doce sem melecar todo o cabelo.

— Não Angeline, sua cota de açúcar já estourou por hoje. — falei enquanto tentava calçar seus sapatos para irmos embora.

— Mas titia... — seus protestos foram interrompidos por uma sequencia de tosses.

— Olha só, você já está tossindo, vamos embora antes que fique tarde. — arranquei a sobra de doce da sua mão jogando na lata de lixo. — Amanhã é domingo e nós podemos inventar outro passeio e então você toma outro sorvete. — barganhei.

— Tudo bem. — ela estendeu as mãozinhas para que eu limpasse. — Estou com saudades do Ollie.

— Que tal pizza para o jantar? — sugeri recebendo um olhar desconfiados de Emily que até então se mantinha calada.

— Calabresa e quatro queijos. — Ben tinha um sorriso genuíno nos lábios. Apenas concordei.

— Oba. — a pequena comemorou engatando um monte de perguntas dirigidas ao irmão que respondia com a maior paciência. Suspirei aliviada por ela ter esquecido do babá.

— Eu sei exatamente o que você fez. — Emily me cutucou falando baixo ao meu lado. Fiz minha melhor cara de paisagem. — Pizza no jantar é a barganha mais antiga tia Felicity, mamãe fazia isso comigo quando eu pedia algum brinquedo caro. — gargalhamos juntas enquanto ela passava o braço pelo meu.

Voltamos para casa e Ben logo correu para o telefone, pedindo duas pizzas e refrigerante, enquanto eu subia para dar banho em Angeline, pedi que Emily separasse os copos e pratos. Algum tempo depois todos tínhamos tomado banho e jantado, eu estava me preparando para dormir, mas um barulho vindo do quarto de Angie me fez parar no corredor. Abri a porta encarando a pequena que parecia ter dificuldades para dormir, enquanto tossia como nunca.

— Angie, amor acorde. — toquei seu rosto me assustando com a temperatura de sua pele, ela estava queimando em febre. — Angeline, acorde. — chacoalhei levemente seus bracinhos a fazendo despertar.

— Titia? — sua vozinha grogue me chamou. — Dói minha garganta titia. — tocou o lugar informando a dor.

— Oh meu anjiinho, a titia vai cuidar de você. — a peguei nos braços indo em direção ao quarto de Emily que estava mexendo no celular, entretida.

— Emy, eu preciso que fique com a sua irmã para eu ir lá em baixo buscar o termômetro. — pedi chamando sua atenção.

— O que ela tem? — a mais velha perguntou assustada dando espaço na cama para que eu deitasse a pequena.

— Está com febre e reclama de um pouco de dor de garganta. — falei já saindo atrás do termômetro.

Desci as escadas correndo feito uma louca em direção a cozinha, era lá que ficava a maleta de primeiros socorros, vasculhei cada gaveta, mas o termômetro não parecia estar em lugar nenhum. Mas então lembrei que ela tinha um termômetro no quarto, junto com seus remédios infantis. Corri novamente subindo as escadas em direção ao quarto da Angeline, peguei o objeto e voei para o quarto de Emily. Medi sua temperatura e esperei o tempo preciso para retirar o termômetro de sua axila, ela continuava tossindo e reclamando.

— Trinta e nove graus? — me assustei olhando o objeto. — Precisamos ir ao hospital. Emily, acorde Ben.

[...]

Quarenta e seis minutos, esse era o tempo que eu estava esperando por alguma noticia de Angeline, desde que chegamos uma enfermeira a levou até a médica para fazer exames nos deixando com a promessa de vim avisar assim que soubesse de algo. Olhei para o banco de espera encontrando um Ben desmaiado nos ombros de uma Emily que estava quase embarcando em seu próprio sono.

— Felicity Smoak. — uma voz me chamou fazendo com que eu girassem meu corpo em direção ao corredor.

— Ai, graças a Deus alguém para me dar noticias, como está... — interrompi minha frase encarando o rosto a minha frente. — Caitlin?

— Olá Lis. — ela me deu um sorriso de orelha a orelha.

— O que você faz aqui? Digo, em Star City? — perguntei fugindo por um momento da minha pergunta inicial. — Na verdade, depois você me conta, agora eu preciso saber como está meu anjinho.

— Angeline está bem, ela foi medicada para a inflamação na garganta. — arregalei meus olhos assustada, o que não passou despercebido por ela. — Calma, eu vou explicar. É só uma gripe que a pegou, acredito que a mudança de clima repentina da cidade junto com a imunidade baixa da nossa pequena, foram as responsáveis, a garganta apresenta uma pequena inflamação e por isso da febre alta.

— Mas ela vai ficar bem? — perguntei aflita.

— Vai sim, foi apenas um susto. — garantiu me tranquilizando.

— Será que eu posso vê-la agora, Cait?

— Pode sim, só não espere encontrá-la acordada, a medicação tem como efeito colateral causar sono. — assenti já a seguindo até a sala. Entrei no quarto branco sentindo um aperto no coração ao ver minha pequenina ali, frágil naquela cama de hospital, e tudo por minha culpa. — Vou ficar de olho nas crianças. — avisou já saindo.

— Oh meu bebê, a tia sente muito por tudo isso. — peguei sua mãozinha pequena a trazendo até meus lábios depositando um beijinho. — Gostaria de tirar toda a sua dor.

— Titia? — a vozinha fraca de Angie me chamou atenção.

— Oi amor, como se sente? — perguntei me aproximando mais dela.

— Com frio. — sentei na beira da cama trazendo seu corpinho para perto de mim no intuito de esquentá-la. — Onde está Ollie? — engoli em seco com sua pergunta repentina. Ela não perguntou pelos irmãos, por Sara ou Tommy, mas sim por Oliver. Angeline tinha se apegado a ele.

— A essa hora ele deve estar na casa dele, meu amor. — alisei seus cabelos com cuidado. — Por quê?

— Você vai chamar ele de volta, não vai titia?

— Você gosta dele tanto assim? — ela balançou a cabecinha positivo se encolhendo mais a mim. — Mas ele é tão desajeitado, meu amor.

— Ele é engraçado. — a olhei rapidamente e ela tinha um sorrisinho no rosto. — Ele é legal e tem aquele jeitinho só dele, tia. — ela me olhou com um brilho nos olhos. — Ollie tem cheirinho de papai.

— Angie... — eu não sabia o que dizer, talvez ela estivesse mais apegada a ele do que eu pensei. — Tenta descansar está bem?

— Tudo bem. — eu a ajudei a se deitar e cobri seu corpinho tendo a certeza de que ela estava confortável. — Fica comigo até eu dormir, tia?

— Eu não vou a lugar nenhum bebê. — deitei ao seu lado fazendo cafuné em seus cabelos até que ela pegasse no sono.

Assim que Angeline dormiu, eu sai para ver como os outros estavam me surpreendendo ao encontrar Tommy e Sara na recepção, com essa confusão toda eu acabei esquecendo de ligar avisando.

— Emily nos ligou aviando. — Sara se antecipou a minha pergunta. — Como ela está?

— Agora está melhor, dormindo. — expliquei. — Cait disse que é uma gripe, mas ela já foi medicada e a febre cedeu uma pouco.

— Espere, Caitlin está aqui?

— Sim, eu não sei o motivo, fiquei de conversar com ela depois.

— E onde estão as crianças? — os guiei até os bancos onde os dois estavam dormindo, encontrando uma Caitlin sentada ao lado deles enquanto folheava uma revista.

— Eu tentei acordá-los, mas parecem duas pedras. — explicou só então notando os outros. — Olá Sara, Tommy. — se levantou para abraçar o casal.

— Caitlin, o que faz em Star? — Sara perguntou alisando a barriga. Direta como sempre.

— O hospital está em falta com os profissionais da pediatria, e como a gestão do hospital de Central e Star são as mesmas, só me indicaram para vim. Para suprir a falta. Mas é só pelo final de semana mesmo. Não posso ficar longe de Central. — deu de ombros com simplicidade, era admirável que ela tenha deixado Barry e o filho sozinho pelo final de semana inteiro.

— Felicity, será que posso falar com você um minutinho? — Tommy me chamou fazendo com que nos afastássemos das duas que já engatavam numa conversa.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei confusa por sua expressão tensa.

— Não me pergunte como eu sei, mas preciso que você vá até este endereço tentar por um pouco de juízo na cabeça de Oliver. — me estendeu um pedaço de papel.

— Como? Tommy, eu não estou entendendo nada.

— Eu o encontrei por acaso, e ele me disse que você tinha o demitido e que precisava extravasar de alguma forma, o chamei para algumas cervejas, mas ele disse que já tinha compromisso e que precisava de um pouco de adrenalina. — tomou uma lufada de ar antes de continuar. — Oliver está indo disputar um racha de carro nesse momento. — falou olhando rapidamente para seu relógio.

— O que? Só pode ser brincadeira, eu não acredito que ele vai por a própria vida em risco porque quer um pouco de aventura. — se eu estava furiosa? Eu estava possessa, pois a todo momento só me vinha as imagens de Angeline o defendendo, e de como eu estava quase cedendo ao seus pedidos.

— Por isso preciso que você vá até ele, talvez se vocês conversarem ele volte atrás nessa ideia maluca.

— Por que eu? — ele apenas encolheu os ombros me fazendo bufar. — Tudo bem, mas mande Sara para casa com as crianças e fique com Angeline. — puxei o papel de sua mão. — Torça para que eu mesma não acabe matando esse babá dos infernos.

Dei um beijo nas crianças falando que elas passariam a noite com a tia Sara e saí em direção ao estacionamento, enquanto tentava ligar para o número que Oliver tinha deixado para contato.

— Merda, tinha que dar caixa postal, não é mesmo? — entrei no carro jogando o celular no bando do carona e digitando o endereço do local no gps.

O caminho era longe e conforme eu ia seguindo o gps percebi que estava me encaminhando para os limites da cidade. Não acredito que eu fui tão irresponsável ao ponto de contratar um corredor de racha para cuidar dos meus sobrinhos, eu só podia ser louca mesmo. Bufei irritada quando as primeiras gotas de chuva começaram a cair me fazendo questionar se tinha como ficar pior. Diminui a velocidade ao avistar um aglomerado de gente andando em direção a alguns contêineres e resolvi estacionar ali mesmo. Desci do carro sentindo os pingos da garoa me atingir, torcendo para não ficar doente também, caminhei acompanhando a pequena multidão que parecia formar uma fila conforme se aproximavam de um contêiner vermelho.

— Moça, você precisa comprar a sua entrada se quiser ver a corrida. — um homem alto estava a minha frente.

— Espera, você está me dizendo que eu preciso pagar para ver uma corrida que vai acontecer no meio da rua? — ele tinha um rosto duro e uma sobrancelha erguida, o que me fez encolher. Qual é, o homem dava três de mim. — Pago com prazer.

— E em quem vai sua aposta da noite?

— Oh não, eu só vim assistir mesmo. — ele deu de ombros me acompanhando até o carro, onde peguei o dinheiro e lhe entreguei.

— Tenha uma boa corrida. — ele abriu espaço para que eu entrasse.

O lugar não era nada do que eu imaginava, aquilo lá estava mais para uma arena de torcedores, com pessoas gritando nomes a todo momento enquanto pneus catavam no asfalto de barro. Olhei ao redor observando a decadência daquilo lá, que espécie de pessoa Oliver era? O lugar cheirava a urina, cigarro e cerveja, tinha alguns latões com fogo dentro na tentativa de esquentar a noite fria, e pessoas indo e vindo animadas. Puxei o celular do bolso prestes a fazer mais uma tentativa, eu precisava achar Oliver o quanto antes, esse lugar me dava medo.

— Que loirinha linda. — senti um bafo quente em meu pescoço me fazendo saltar no lugar. — O que uma princesinha como você faz sozinha aqui?

— Eu.... Ãh... Nada. — me afastei no intuito de seguir sentido oposto. — Licença.

— Calma aí, loirinha. — o homem segurou meu pulso me impedindo de sair dali. — Você é bem gostosinha sabia? Dá para o gasto.

— Você está machucando meu braço. — tentei me soltar, mas ele era mais forte. O cheiro forte de álcool estava me enojando.

— Gostaria de te machucar de outra forma. — ele se aproximou ainda mais. — Se é que me entende.

— Solta! — o rugido grave atrás de mim fez um alivio correr minha espinha.

— E por que eu deveria? É sua garota, por acaso? — eu não tinha coragem de olhar para trás, ao contrário do homem que encarava com afinco o ponto atrás de mim.

— Sim, ela é a minha garota e eu te mandei soltá-la. — encarei o grandão a minha frente que afrouxou os dedos em volta do meu pulso.

— Que seja. — tombei um pouco para trás quando ele me soltou de vez, sentindo os braços de Oliver em minha volta.

— Você está bem? Ele te machucou? — eu encarava meu pulso avermelhado ainda em transe pelo o que tinha acontecido. Ele pareceu notar. — Aquele idiota te machucou, eu...

— O que diabo você pensa que está fazendo? — gritei o pegando de surpresa.

— Te defendendo?

— Eu estou perguntando desse lugar, o que merda você está fazendo aqui? Você ia correr?

— Quem te contou que eu estava aqui?

— Tommy disse que encontrou você depois que eu te demiti e que você comentou com ele. — ele soltou alguns palavrões e outros muxoxos baixos que eu não pude ouvir. — Não acredito que você ia fazer essa merda.

— Vamos lá campeão, acaba com o perigo do Sebastian, eu estou torcendo por você. — uma morena passou por nós alisando os ombros dele enquanto falava. — Mostra pra ele quem é o malandro de verdade e depois me procura. — piscou saindo.

— Mas que porra. — encarei o loiro que tinha as mãos nos bolsos. — Você só pode estar brincando comigo.

— Eu não sei por que você está furiosa comigo, você mesma me demitiu, eu acho que não te devo mais satisfação de nada. — ele se aproximou me olhando com intensidade. Senti os pingos caírem mais grossos enquanto um trovão cortou minha fala, alguém deveria ter me avisado que Oliver Jonas ficava extremamente sexy com pingos de chuva escorrendo por seu rosto.

— Sabe de onde eu vim? Do hospital. — gritei tentando fazer minha voz sobressair ao barulho da chuva e das pessoas que pareciam não se importar com ela e continuavam berrando suas torcidas. — Angeline está doente, eu precisei levá-la as pressas com uma febre altíssima.

— Como ela está? — sua expressão agora era preocupada. — Ela está sozinha?

— Claro que não, Tommy está com ela. — ele suspirou. — Mas sabe o pior? Ela não para de perguntar de você, ela sente sua falta e eu juro por tudo nesse mundo que não sei o que aquela criança viu de tão especial em você, Sr. Jonas, mas Angeline é uma menina especial e o carinho dela tem que ser merecido, e você teve essa sorte.

— A coisinha perguntou de mim? — ele parecia animado. — E os outros? Eles também sentem minha falta? — revirei os olhos soltando um bufo irritado.

— Eu nem sei porque vim até aqui. — comecei a andar em direção a saída. — Na verdade, eu nem sei o que me deu para contratar alguém como você.

— Você precisava de mim... Você precisa de mim, na verdade. — segurou meu braço me fazendo encará-lo. — E eu preciso desse emprego.

— Precisa mesmo? Olha esse lugar, olha onde você se meteu.

— Mas que inferno, esqueça esse lugar. — seu corpo se aproximou colidindo com o meu, ele tinha um olhar intenso que eu não sei como sustentei. — Droga Felicity... — por um momento eu parei de pensar quando senti seus lábios cobrirem os meus com volúpia. Oliver estava me beijando. Oliver tinha lábios macios. Oliver tinha uma mão fazendo carinho no meu rosto. Oliver estava me beijando. O que eu estou fazendo? Abri os olhos me dando conta do que estava acontecendo ali, isso não podia acontecer, já era bizarrice demais até mesmo para uma pessoa como eu. Empurrei Oliver levemente sentindo meu rosto esquentar.

— Isso não está certo. — minha voz saiu tão baixa que nem eu mesma acreditava naquelas palavras.

— Me desculpa. — ele enfiou as mãos nos bolsos parecendo tímido. — Eu...

— Os pais deles morreram num acidente de carro. — soltei de supetão fazendo o loiro se calar. — Acho que foi por isso que vim correndo atrás de você.

— Eu sinto muito. — tinha sinceridade em sua voz.

— Quando Tommy me disse o que você pretendia, eu só consegui pensar nas crianças e em como elas sofreriam se algo te acontecesse, principalmente Angie, ela se apegou muito rápido a você senhor babá. — ele sorriu brevemente. — Eu não sei se suportaria os ver reviverem esse trauma.

— Eu não sabia, deve ter sido horrível. — confirmei com um aceno. Oliver tinha esse olhar em mim, pela primeira vez alguém não me olhava com pena por saber da minha história, a sensação era boa. O silencio começou a ficar constrangedor.

— Eu vou indo, então. — sinalizei em direção ao carro enquanto caminhava de costas. — Tente não se matar, mister Oliver. — ele sorriu achando graça da forma como o chamei. — E Oliver, o emprego é seu, só tente não magoá-los.

— Pode deixar srt. Smoak. — então eu tive certeza; aquele sorriso era capaz de derreter até o iceberg do titanic.

Notas finais
Hey! De novo. Eu sei que eu ando sumida aqui, mas tenho uma ótima explicação: eu estou (ainda me adaptando) a uma cidade nova. Eu estou estudando agora, por isso vou ficar mais sumida que tudo. Mais um capítulo da vida real né? Ir atrás de um futuro melhor. Mas já deixando avisado não vamos abandonar UPPO, portanto, mesmo que as postagens demorem, não desistam de nós! Enfim, só queria me explicar mesmo com vocês. Beijos e não esqueçam de comentar viu!