Um pouco sobre a minha história

11 Capítulo 11 – A grande surpresa


Notas iniciais
Esse dia eu nunca esquecerei.

Era dia 18 de junho de 2008, eu estava na 5° série do ensino fundamental, eu fazia aulas particulares de inglês, fazia uma tal de catequese, e era muito corrido a minha vida, saia da escola que era até meio dia, entrava em outra aula com um intervalo de menos de 2 horas. Mas por algum motivo esse dia eu não fui à escola, era uma quarta-feira, eu tinha aula de inglês nesse dia, mas também não fui. Não entendia o porquê da minha avó não me levar para nenhuma escola aquele dia, até que ela me disse o seguinte:

—Hoje vamos para o Paraná.

Eu pensei “Pronto! Vamos nos mudar de novo! Lá se vai tudo e todos que eu conquistei até aqui.”.

Mas no final, não era nada disso, ainda bem.

Foi para o Paraná eu, minha avó, meu irmão que estava com 3 anos, minha tia que morávamos com ela. A minha tia foi dirigindo uma caminhonete, que é dela, eu e meu irmão fomos no banco de trás, ele no banco de bebê e eu só no cinto mesmo.

Chegando a uma cidade eu perguntei:

— Tá muito longe?

A minha avó só respondeu:

—Já chegamos a Bandeirantes. Onde a sua mãe está.

Aí meu coração disparou, comecei a suar frio, eu fiquei muito ansiosa, não sabia onde enfiar a minha cabeça.

Quando chegou a uma casa muito grande de esquina, a minha avó só apontou para lá e minha tia estacionou a caminhonete lá.

Descemos da caminhonete, e eu vi um monte de mala no quintal da casa, eu já pensei “Deve ser da minha mãe!”. Meu irmão já estava correndo naquele quintal grande, até eu correria, se eu não estivesse preocupado em manter a minha aparência para quando minha mãe me encontrar, souber que eu cresci e que virei mocinha, queria passar um ar de criança educada e responsável para ela não me abandonar de novo.

Então uma pessoa veio ao nosso encontro, abraçou a minha avó, a minha tia e veio em minha direção. Eu não sabia o que fazer, eu não reconhecia quem era aquela pessoa, até que essa mesma pessoa veio e me abraçou muito forte e disse:

—Como você cresceu Keiko! Lembra da mamãe? Sentiu a minha falta?

Aí eu comecei a chorar, minha mãe estava me abraçando, ali, ao vivo, em cores. Não tem como eu expressar a felicidade que eu senti naquele dia.

Carregaram as malas para dentro da caminhonete, comemos um café da tarde naquela casa gigante que em cada lado que eu olhava, tinha alguém, e eu apenas me abracei forte na mão da minha avó e fui junto com ela aonde ela ia.

Depois disso voltamos para a cidade onde estávamos morando no estado de São Paulo, com a minha mãe nos acompanhando.

A minha avó comprou uma nova casa para que nós pudéssemos morar agora como uma família completa. Agradecemos a minha tia por nos aguentar por alguns anos na casa dela e nos mudamos para a nova casa.

Depois de um tempo o pai do meu irmão veio do Japão e começou a morar com a gente na nossa nova casa, agora parecia uma família completa, por mais que ele não fosse meu pai de verdade, ele era do meu irmão, e eu o chamava apenas de “tio”.

A casa era a alguns quarteirões da minha escola, fiquei muito feliz, porque além de ser perto da escola era também perto do mercado.

E o tempo passou voando.

Notas finais
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