Um novo começo.
1 Seja forte, Tris.
Notas iniciais
Alguns pargrafos foram retirados de Convergente.
Espero que gostem :3 (minha primeira fic postada)
Eu sorrio e fecho meus olhos.
Sinto o fio me puxando de novo, mas desta vez sei que não é uma força sinistra me arrastando para a morte.
Desta vez sei que é a mão da minha mãe, me trazendo para seus braços.
E eu vou tão feliz para o seu abraço.
+ + +
Posso ser perdoada por tudo o que fiz para chegar aqui?
Eu quero ser.
Eu posso.
Eu acredito nisso.
TOBIAS
A notícia de que Tris fora baleada já havia sido dada por Cara. Depois disso eu não me lembro de muito do que aconteceu. Fui conduzido até a enfermaria por Amah, e lá estava ela. Com seu corpo tão pequeno e frágil, ela parecia tão indefesa. Estava imóvel. Havia um curativo em seu pescoço, pouco abaixo do seu queixo, coberto de sangue. O sangue era seco, o que significava que já tinham conseguido estancar. Não dava para saber onde mais os tiros haviam atingidos, seu corpo estava coberto por um lençol. Eu não conseguia pensar direito, tudo ao meu redor girava e minha cabeça estava prestes a explodir.
- Ela está morta? – perguntei ao doutor. Não sabia se estava preparado para a resposta, mas não suportava a ideia da dúvida.
- Não. – Ele respondeu para meu alívio. – Ainda não, eu suponho. Ela respira com dificuldade e já providenciamos aparelhos para ajuda-la, porém não sabemos quanto tempo irá resistir. Ela recebeu três tiros e um deles por sorte não atingiu o coração. Já removemos todas as balas, mas ela ainda não acorda.
- Por favor, não a deixe morrer. – Implorei.
- Faremos o possível. – Ele me respondeu e depois saiu para conversar com Amah, me deixando a sós com Tris.
Depois de tê-la conhecido, eu nunca havia parado para imaginar minha vida sem Tris. Depois de tudo que passamos juntos, a ideia de perdê-la havia se tornado um medo que eu não conseguia encarar. Nem mesmo quando ela arriscou sua vida inúmeras vezes tentando ser altruísta da forma errada, me deixando louco com suas tentativas suicidas. Eu sabia que de algum modo ela não morreria. Ela não me deixaria. Desde a iniciação, Tris sempre provara a mim ao sua coragem e sua força. Apesar de todos duvidarem de sua capacidade, eu sabia que havia algo grande dentro daquele corpo pequeno.
Me aproximei da cama de Tris e segurei sua mão. Estava tão gelada que me assustei ao tocar. Sentei na cadeira ao lado e voltei a observá-la. Era tão linda. Sua respiração estava dificultada, e os bips que eu escutava me lembravam de que ela ainda estava viva. Minha Tris ainda estava viva. Ao observá-la ali imóvel, calma, com os olhos fechados, me lembrei da primeira vez que a vi.
Quando o seu corpo bateu inicialmente na rede, tudo o que registrei foi um borrão cinza. Puxei-a através dele e sua mão era pequena, mas acolhedora, e então ela estava diante de mim, pequena, magra e lisa de todas as maneiras banais – exceto que ela tinha saltado primeiro. A Careta tinha saltado primeiro.
Nem eu pulei primeiro.
Seus olhos eram tão severos, tão insistentes.
Linda.
Ao ser invadido por esse pensamento, senti meus olhos arderem indicando que haviam lágrimas neles. A garota a qual eu estava observando agora não se parecia nada com a Tris que eu conhecera. A mão acolhedora e quente estava gelada. Seus olhos brilhantes estavam fechados. A pele lisa estava coberta de machucados. Mas ainda era a minha Tris. A Tris por quem eu havia me apaixonado.
Me aproximei do seu rosto e beijei sua testa. Sua respiração não se alterou. Era um pensamento inútil, porém eu tinha esperança de que ela fosse responder ao meu toque.
- Seja forte mais uma vez, Tris. – sussurrei em seu ouvido, sabendo que não haveria resposta. – Por favor, por mim.
Me levantei e saí da enfermaria.
Notas finais
O segundo capítulo está pronto e logo logo será postado. Comentem o que estão achando e se devo continuar. Muitos abandonam a fic pois se sentem desmotivados, e mesmo que uma pessoa só comente eu já ficarei feliz.
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