Um novo começo.

27 O peso da morte.


Notas iniciais
Olá amores, como estão?! ♥ Bom, esse aqui é o PENÚLTIMO capítulo da fic (vamos chorar). Peço desculpas por não ter postado ontem, mas é que realmente eu não consegui. Ficou muito apertado meu tempo e mal tive a chance de respirar HAUHAUHA mas enfim, AQUI ESTÁ! Fico triste ao dizer que a fic está chegando ao fim. Só nos resta agora mais um capítulo e o epílogo. Acho que não terei estruturas para acabar HAUAHUA Mas a boa notícia é que no próximo capítulo, nós já teremos o link da minha nova fic, que se passará na Chicago atual e a história é bem TCHAN, tendo como personagens principais nosso ship favorito Fourtris ♥ Enfim, até o próximo e espero que gostem! Ah, e seria muito lindo uma recomendação no penúltimo capítulo da fic, o que acham? HUAHUAH Adoro vocês! ♥ Boa leitura e não esqueçam de comentar! Twitter: @poxamalec Narração da Tris; Narração do Tobias; Tortura; Revelação do Líder 1 dos rebeldes.

TRIS

Acordo com uma forte dor de cabeça, focalizada na parte de trás. Olho ao redor e está tudo escuro; estou em um cômodo vazio. O único feixe de luz são as velas que iluminam o local e a lua que aparece na pequena janela que há.

Tento me levantar, mas só agora percebo que estou amarrada a uma cadeira de ferro. Há um tipo de fechadura presas em meus pulsos. Meus pés estão livres, mas com as mãos presas eu estou incapaz de me mover.

Sinto dores na barriga como as que senti no trem e dessa vez ela vem mais forte. Meu instinto faz com que minha mão se mova em direção ao local doído, mas força-la é em vão. Estou presa e sinto a dor aumentar. Respiro fundo e suspiro e tento não pensar na dor. Talvez se eu esquece-la, ela simplesmente desapareça.

Escuto vozes e fecho meus olhos. Não consigo escutar o que estão falando, mas sei que estão se aproximando. Os passos tornam-se mais altos e a porta se abre. Não abro meus olhos.

– Olá, Tris. – a voz feminina me diz. Sei que está sorrindo diabolicamente.

TOBIAS

Estou nervoso. Eles estão com Tris há mais de 12 horas e não consigo imaginar o que ela está passando. Não suporto imaginar. Não quero sequer pensar que algo aconteceu a ela, mas eu sei que aconteceu. Eu sou o culpado. Isso só aconteceu a ela porque eu escrevi aquela maldita carta. Eu não deveria ter escrito. Não deveria ter colocado sua vida em risco. Deveria saber que Tris a acharia antes de tudo isso acabar. Não sei mais o que fazer.

Estou na sala de Johanna, andando de um lado para o outro, enquanto o telefone não para de tocar e pessoas entram e saem a todo momento. Evelyn está comigo e tenta se aproximar para me confortar, mas eu não quero ser confortado. Não quero. Isso seria apenas mais uma prova de que Tris não está bem. Meus olhos ardem e quando penso nela, sinto minhas pernas fraquejarem e o nó em minha garganta se forma.

Christina também está na sala. Ela está preocupada e ainda não saiu do meu lado. Ela está sempre aqui e não fala nada, e eu fico grato por isso. Ela ama Tris, assim como eu, e nós estamos tensos demais para conversar sobre isso. E eu a respeito da mesma forma que ela me respeita e me sinto aliviado ao saber que ela está disposta a me ajudar.

Caleb – acompanhado por Cara – aparece aqui a cada meia hora, a procura de notícias. Ainda não gosto dele, mas é bom saber que ele está preocupado e que se importa com Tris. Se seu olhar e expressão não fossem tão sinceros, eu já o teria espancado.

– Eles não querem negociar. – diz Johanna desligando o telefone e passando as mãos nos cabelos.

– O que querem, então? – perguntei, parando com meu tique de andar de um lado para o outro.

– Eles só irão devolvê-la se entregarmos a liderança e eu não posso fazer isso. – ela se senta em sua cadeira e apoia os cotovelos na mesa.

– Por que não?! – gritei. Christina se levantou do pequeno sofá e se aproximou de mim, a fim de que eu me acalmasse, mas eu não conseguia.

– Você sabe disso melhor do que ninguém, Tobias. Não permita que a preocupação e o desespero o deixe cego. – Johanna diz calmo.

– A vida de Tris está em risco! – acusei.

– A vida de todos nós está em risco! – ela se levantou da cadeira.

– Não me importa ninguém aqui além dela! – gritei mais ainda. Senti meus punhos cerrarem e depositei um murro na janela mais próxima de mim. O vidro se estilhaça e os nós dos meus dedos ardem.

– Tobias! – Evelyn grita e se aproxima de mim.

Olho para Johanna e ela está horrorizada. Christina está com a mão na boca e sua expressão é indecifrável. Evelyn segura meus braços e me olha com medo. Sinto-me culpado. Respiro fundo e fecho os olhos, tentando manter a calma.

Penso em alguma solução e abro os olhos para falar. Encaro Johanna e digo:

– Irei atrás dela.

– Você não pode fazer isso. – ela fala.

– Eu farei. Atacaremos na madrugada.

– Não estamos prontos. – ela caminha até mim e segura meus braços. Ela é mais baixa do que eu e eu inclino um pouco a cabeça a fim de encará-la.

– Nós estamos. – eu afirmo com o olhar duro. – Eu os treinei por semanas e eu digo que já estamos prontos. Atacaremos pela madrugada. – me virei para Christina. — Avise aos outros. — me voltei para Johanna. – Preciso saber onde eles estão. Agora.

Johanna tenta me convencer de que ainda não é a hora, mas não tem sucesso. Contra sua vontade, ela cede e me dá as coordenadas de onde devemos ir. Evelyn se voluntaria para nos acompanhar, mas eu a peço que fique aqui com Johanna, para garantir sua segurança. A última coisa que quero são mais vidas para eu me preocupar.

Johanna me diz que os rebeldes estão divididos em três grupos e que teremos que nos dividir também. Amah, Zeke e George são chamados e nós nos dividimos. Amah lidera o grupo que irá ao sul do Centro. George lidera o grupo que irá ao norte do Centro. Zeke e eu somos os responsáveis pela pequena parte que irá à margem. Eles podem não estar lá, mas algo me diz que é para lá que devemos ir. Espero que meus instintos não falhem.

Finalizamos nossos planos, discutindo onde e como deveremos atacar. Saio da sala de Johanna e vou ao Departamento de Polícia. Muitas horas se passaram e nós já temos um grupo em número bom de soldados reunidos aqui. Apesar de ser tarde da noite, eles estão despertados e isso me alivia.

Zeke e eu entramos na Sala de Armas e nos preparamos.

– Tenta se acalmar. – Zeke fala enquanto analisa uma arma.

– Eu estou calmo. – minto, mexendo em minha arma e conferindo se ela está adequada.

– Vai ficar tudo bem com ela, tá? – ele fala e me encara. – Tô ao seu lado, Quatro. Vou lutar por Tris como se fosse por Shauna. Sei o quanto ela significa para você e não importa o que aconteça, conte comigo. – ele sorri e agradeço mentalmente por ser tão companheiro. – Estarei sempre atrás de você. – ele pega mais algumas armas e sai.

Fico na sala por um momento, tentando pensar em como estará Tris a essa altura. A última lembrança de Tris me vem a mente em diversas imagens. Eu a amei tanto naquela noite. Não sei o que farei se ela não estiver viva. Não posso suportar a dor de perde-la. Não novamente.

Suspiro e saio da sala. Vou para o estacionamento e meu grupo já está pronto. Estão todos armados e protegidos com coletes a provas de balas. Zeke dá um aceno de cabeça para mim e eu assinto.

– Está pronto? – ele me pergunta.

– Sempre estive. – falo e nós saímos para margem.

Darei minha vida por Tris, se preciso.

TRIS

Sinto sua mão em minha bochecha esquerda pela quinta vez. Desde que abri os olhos, Nita não para de me bater. Sinto meu corpo todo arder e doer. As lágrimas não param de descer, mas não me permito chorar mais que isso. Não darei esse gosto de vitória a ela.

– Eu já devia saber. – cuspi as palavras. – Era você o tempo todo. Você era a infiltrada. Era você quem fornecia todas as informações. Era você...

– Sim, sim. Era eu sim. – ela responde fazendo um gesto com a mão para que eu me cale. Ela encara suas unhas e fala incrédula. – Achei que fosse mais inteligente do que isso, Tris. Como todos, você demorou muito tempo para perceber. Devo dizer que sou boa em tudo que faço. – ela ri orgulhosa de si mesma.

Tento chutá-la, mas é em vão. Meus pés não conseguem alcançar seu corpo e essa minha tentativa só faz com que ela ria mais. Ela me olha. Seus olhos estão em chamas e ela sorri para mim. Em questão de segundos, ela cospe em meu rosto. Não consigo mover minhas mãos para limpar.

– Você é estúpida. – ela diz e cospe mais uma vez. Sinto seu punho cerrado me acertando próximo ao olho esquerdo. Uma corrente de dor atravessa meu corpo e se concentra no local atingido. Reprimo o choro. Não irei chorar. – A melhor parte disso tudo – ela se afasta um pouco de mim e começa a andar pelo cômodo escuro. – é que quando isso acabar, Tobias estará sozinho. E quem estará lá para consola-lo? – Fico em silêncio. Ela me encara e seus olhos pararam em minha mão esquerda. Ela encara o anel por alguns segundos e se aproxima novamente. – Isso aqui – ela retira o anel do meu dedo e o analisa. – não pertencerá mais a você.

– Está enganada, Nita. Tobias jamais sentiria algo por você. – rebato. A pouca dúvida em peito na frase, mas digo isso para não só convencer Nita, mas convencer a mim mesma.

– Você quem está enganada, Beatrice. – ela sorri. – Não nego que Tobias e eu nunca tivemos nada... – ela deixa escapar e sua máscara cai.

– Como você...

– Conseguiu? – ela ri. – Foi fácil. Tão fácil que não me diverti muito. Desde que o vi, Beatrice, eu o desejei. Não consegui parar de pensar nele por um momento sequer. Quando o convenci a me ajudar no ataque, achei que poderia ter chance. Mas eu me enganei. – ela me olha com desprezo. – Ele estava cego por você, mas eu não desisto fácil. – ela sorri. – Investi nele e pretendo continuar investindo. Johanna foi burra o bastante para colocar a líder dos rebeldes como secretária dele e isso só fez com que tudo se tornasse mais interessante. Por muito tempo eu tentei algo com Tobias. Sempre tive o propósito de seduzi-lo e o provocava quando tinha a oportunidade. Entretanto ele é burro. Ele é burro porquê não consegue enxergar com quem ele está. Ou melhor: estava. – ela corrige. – Ele é louco por você, mas você é estúpida demais para perceber isso. Todas as minhas tentativas de separa-los foram inúteis. Somente quando ele comprou isso aqui – ela levanta o anel. – foi quando as coisas deram certo. E eu sequer tinha planejado aquilo. – ela sorri e me encara.

– Naquela tarde, Tobias havia me pedido para pegar as alianças. Como sua secretária, eu devo obedece-lo. Então eu fui e peguei. Nesse dia eu pretendia colocar todo meu plano em ação, e ele se iniciava com um beijo. Não pensei duas vezes e colei meus lábios nos dele. Você entrou naquele exato momento e eu nunca me senti tão vitoriosa. Você estava derrotada. Toda sua vida de casal com Tobias acabaria ali. Sabe porquê sei disso, Tris? Porque você é previsível. E burra. – ela cospe todas as palavras em mim. Não há como negar que ela está se divertindo. – Desde aquele dia, eu sumi, já que não havia mais motivo para ficar. Eu já tinha todas as informações e vocês estavam arruinados. Na verdade, só você, Beatrice.

Tento assimilar tudo que ela me diz. As lágrimas não param de descer e me sinto burra por ter duvidado de Tobias. Por não tê-lo ouvido falar. Por não dar a ele uma chance de me explicar o que aconteceu. Estúpida. É isso que sou.

Meu lábio inferior está inchado e cortando. Passo a língua nele e sinto o gosto de sangue. Minha vista embaça e sinto meu estômago se revirar. Estou sem comer há horas. Sinto-me fraca e incapaz de fazer qualquer coisa.

Nita olha mais uma vez para o anel e o joga longe. Ela me encara com os olhos ardendo de ódio. Deposita mais um tapa em meu rosto. Sinto o ardor. Ela me dá mais um soco na bochecha do outro lado, que acaba pegando em no canto do meu olho. Fecho os olhos e as lágrimas caem. Abaixo minha cabeça, mas sinto suas mãos em meus cabelos, me forçando a manter a cabeça erguida. Ela dá alguns chutes em minhas pernas. Sinto-me fraca e o peso dos meus olhos aumenta. Nita arranha meus braços e sinto o sangue pingar. Mas é somente quando ela atinge minha barriga que eu grito. Grito, pois a dor é incontrolável. Me encolho e respiro fundo, tentando ignora-la. Ela atinge mais uma vez e grito mais forte ainda. Começo a chorar forte e sinto sobre meu corpo o mesmo peso que senti uma vez. O peso da morte.

Ela sorri ao ouvir meus gritos.

– Eu amo muito você. – eu sussurro, finalizando o beijo.

– Você é a única certeza da minha vida. Sabe disso, não sabe? – ele me pergunta desesperado.

– Sim, Tobias. Eu sei. – sorrio para ele e o envolvo num abraço.

Nita retira um pequeno canivete de seu cinto de armas e põe a ponta do dedo indicador na lâmina, e o analisa. Ela sorri satisfeita com a escolha.

– Nada, Tris. Eu amo você e você sabe disso. Preciso que confie em mim. – ele se aproxima de mim e segura meu queixo, para que eu possa encara-lo. – Olha as coisas que já passamos, Tris. Que outra garota teria passado comigo? Como posso pensar em trair você se eu não quero te perder?

Eu respirou fundo, desvio o olhar e suspiro. Depois volto meu olhar para ele.

– Última chance, Tobias. Faça valer a pena. – eu falo, pondo as mãos em seu peito.

Nita faz um corte em meu braço. Sinto o sangue sair das minhas veias e a dor é inevitável. Sinto a morte me chamando, mas a única coisa em que consigo me concentrar são nos momentos em que passei com Tobias.

– Por favor, não ponha roupa de dormir. – ele falou, me olhando dos pés a cabeça.

– Por que não? – sorri torto.

– Estou com saudade da gente, Tris. – ele falou sincero. – Deita aqui comigo. – ele apontou o lugar na cama ao seu lado.

Ela faz mais um corte, dessa vez na palma da minha mão direita. Está ardendo e sinto meus olhos se fecharem. As lágrimas se intensificam, mas eu permaneço em silêncio.

– Tris? – a voz de Tobias me trouxe a realidade.

– Sim? – respondi, minhas voz baixa e calma.

– Eu amo muito você. – sabia que ele sorria ao falar isso.

Nita corta mais alguma parte do meu corpo. A pior parte dessa tortura é que ela está me matando aos poucos. Não sei por quanto tempo aguentarei, mas alimento a chama do meu coração com apenas um nome. Um nome pelo qual vale a pena viver. Tobias.

– Eu não esqueci. – menti sorrindo.

Cruzei minhas mãos ao redor do seu pescoço e o beijei.

– E você também não escovou os dentes. – ele rebateu, sorriu e se afastou um pouco. – Não demore.

Mais dor. Sinto uma forte dor de cabeça agora e já consigo identificar a falta do sangue nas minhas veias.

– Não temos nada para conversar. – eu o interrompi. Meus olhos começaram a encher de lágrimas e minha voz saiu cortada. – Eu já tomei minha decisão, Tobias. – suspirei. – Acabou. Volta para casa.

Ele juntou as sobrancelhas e me olhou.

– Você é minha casa.

A dor em minha barriga só aumenta e meu corpo já está sem forças. Estou fraca. Estou morrendo. A única coisa que me mantém viva é a voz de Tobias. Seja corajosa. A voz rouca ecoa na minha mente.

– Você. Não. Vai. – ele me fala, olhando nos meus olhos.

– Eu não pertenço a você. – cuspo as palavras.

Ele encosta sua testa na minha e fala entre meus lábios:

– Mas eu pertenço a você, lembra?

Nita aproxima o canivete ao meu pescoço. Sinto sua ponta afiada perfurando minha pele, mas não o suficiente para me matar. Ela não quer me matar, sei disso. Ela está me torturando. Estou fraca e não consigo mais resistir.

– Não. – ele respondeu entendendo minha pergunta. – Eu vou sempre respeitar você. Por mais que eu quisesse, eu não dormiria com você. Não daquele jeito. Não com você naquele estado.

– O que isso significa? – perguntei, tentando o entender o motivo de tanta gentileza.

– Significa que eu ainda te amo. – ele suspirou.

Dizem que os melhores momentos de sua vida passam como um filme em sua memória quando você está morrendo. Estou morrendo e meus momentos felizes se resumem a apenas uma pessoa. Tobias.

– Eu quase nunca acerto uma com você, Tris. Imaginei que você recusaria tal pedido e que ficaria assustada demais para conviver comigo. Não consegui pedir antes por medo de sua reação. – ele sorriu, mas por trás do seu sorriso havia dor.

– Se tivesse feito, Tobias, eu teria aceitado. – admiti e minha voz saiu baixa. Mas eu sei que ele ouviu. Ele assentiu com a cabeça e voltamos a comer, em silêncio.

As imagens só me fazem me sentir mais fraca. Me arrependo por tudo que o causei. Por toda dor. Por todo desprezo. Mas ela também só me fazem me sentir mais forte. Estou alimentando minha vontade de viver com apenas um nome. Tobias.

– Tris? – ouvi a voz calma de Tobias. – Ainda está acordada?

– Sim. – respondi.

– Posso te pedir uma última coisa? – senti seus olhos em mim. Assenti e ele continuou. – Posso dormir com você uma última vez?

Suspiro e tento manter minha respiração regular. Já não sinto mais nada que Nita provoca em meu corpo. Sei que ela está me machucando, mas estou ficando inconsciente. Estou distante. A morte me saúda, mas eu afasto esse pensamento. Não morrerei. Não agora. Não sem dizer a Tobias tudo o que eu quero dizer.

– Nosso amor é para sempre, está bem? – ele começou com a voz rouca. – Tente não se esquecer de mim que eu prometo que me lembrarei de você.

E foi como se todo espaço entre nós tivesse sumido de vez. Havia sinceridade naquelas palavras e eu sei disso.

Uma corrente elétrica é despertada em meu corpo. Vou viver por ele. Vou lutar por ele. Eu quero isso. Eu não quero morrer. Quero amar Tobias. E, se eu tiver que morrer, não quero morrer sem dize-lo ao menos que o amo pela última vez.

Não sei o que acabamos de fazer. Não sei se o que fizemos foi certo. A única coisa que sei é que eu não me arrependo.

Pouco antes de adormecer em seu peito, percebo o quanto amo Tobias. E que o aceito de volta. E que não abrirei mão dele por uma simples proposta secular. Não vou deixa-lo e espero que não seja tarde demais para voltar atrás.

Ainda estou de olhos fechados. Fraca. Incapaz de me mover ou falar. Não sinto mais meu corpo. A única dor que sinto é a da minha barriga, que está mais forte do que qualquer coisa que já senti em toda a vida.

PS.: Se algo acontecer comigo – eu sei que irá – não se sinta culpada por não ter dito que me amava uma última vez. Não precisava dizer. Eu sempre soube disso.

Com amor, sempre,

Tobias.

– Pare com isso! – ouço uma voz masculina. – Você está pondo tudo a perder, Nita! Precisamos dela com vida, Nita. Com vida! – o homem grita.

– Ela não está morta. – Nita fala com indiferença. – Só estava me divertindo.

– Estúpida! – ele grita mais uma vez. – A diversão acabou. Eles estão aqui. – ele fala com desespero na voz.

– O quê? – Nita pergunta surpresa e horrorizada.

Não consigo manter os olhos abertos. Eles insistem em se fechar. Tento abri-los, mas minha visão está desfocada e não consigo identificar as figuras presentes no cômodo. Mas minha audição está ótima e fico grata por isso. Sinto os passos se distanciando e é como se eu sentisse que ele chegou aqui.

Tobias estava aqui.

Sorrio com isso e me permito descansar.

Fecho meus olhos e não sinto mais nada. Não há dor. Não há medo.

Há apenas escuridão.

Notas finais
E AÍ? QUEM ESTÁ PREPARADO PARA O ÚLTIMO CAPÍTULO? O QUE VOCÊS ACHAM QUE VAI ACONTECER? QUEM ESTÁ ANSIOSO? COMPARTILHEM AS EMOÇÕES COMIGO!!1 ♥ Meu coração se parte ao relembrar dos melhores diálogos entre Fourtris. Quem está aos prantos junto comigo? HAUAHUAH o// Enfim, no próximo capítulo tudo ficará mais claro e finalmente a guerra acontecerá, então apenas um aviso: preparem o coração e não me apedrejem depois HAUHAUHA ♥ QUE O MASSACRE COMECE!! PS.: Se tivermos muitos comentários no capítulo ou algumas recomendações, eu posto o último capítulo amanhã e o epílogo no dia seguinte!! ISSO MESMO MOÇADA!! AHUAHAUH Vejo vocês nos comentários, tá? ♥ Beijos e obrigada! Twitter: @poxamalec