Um novo começo.

23 Mas eu pertenço a você, lembra?


Notas iniciais
Olá amores, como vocês estão? ♥ Bom, como antes de dormir não alcançamos a meta dos comentários eu não tive como postar outro capítulo, mas... Aqui está! Sei que vocês ficaram ansiosos e não consigo parar de sorrir ao saber que vocês estão tão envoltos a história quanto eu! O capítulo ficou extremamente grande, o que significa que muitas coisas acontecem. Quero dedicar a todo mundo que continua comentando e acompanhando. Vocês são tão incríveis! Espero que gostem e não esqueçam de comentar o que acharam ♥ Boa leitura! Twitter: @poxamalec (comentem "fic" para que eu possa sdv) beijos ♥ Narração do Tobias; Narração da Tris; Narração do Caleb; Momento Fourtris; Momento Chris, Uriah e Caleb.

TOBIAS

Zeke tentou me segurar, mas eu o empurrei e ele desistiu.

– Quer saber? Dane-se! Faça o que acha que tem fazer. A garota é sua. – ele gritou e depois riu igual um louco. Ele estava muito bêbado. Depois de resolver as coisas com o Matthew, eu o levaria para casa sem pensar duas vezes.

Me aproximei dos dois e mal percebi que Christina e Uriah também já tinham saído. Estava com os nervos a flor da pele e sentia o sangue pulsando nas minhas veias. Eu acabaria com Matthew ali mesmo.

Quando ele aproximou os lábios dos de Tris e estava prestes a beija-la, eu a peguei nos braços. Pus ela gentilmente no chão e senti o cheiro de álcool que ela saída dela.

– O que deu em você?! – Matthew gritou atrás de mim.

Eu encarava a figura de Tris. Completamente fora de si.

Matthew empurrou minhas costas e antes que pudesse me atacar eu me joguei em cima dele. Caímos no chão, batendo e derrubando nas garrafas que haviam sob a mesa. Matthew era devagar nos ataques e quase não conseguia acertar um golpe. Fiquei por cima dele e comecei a dar socos em todas as partes do seu corpo. Sei que algumas pessoas gritam meu nome, mas eu não consigo parar. Eu não quero parar.

Sinto alguém pular em minhas costas. Alguém pequeno. Consigo identificar o corpo de Tris e paro de bater. Olho para Matthew, que está quase inconsciente. Não sei se foi a bebida ou eu. Seu lábio está partido e seu rosto está começando a inchar.

Saí de cima dele com Tris ainda nas minhas costas. Ela pulou e vi que todos no bar estavam me observando. Zeke e George conversavam com um cara que supus ser o gerente do bar e Amah ajudava Matthew a se levantar. Apoio um braço dele em seu ombro e o guiou para se sentar em uma cadeira.

– O que foi isso?! – Tris gritou. – Você não pode chegar assim e bater em alguém até deixa-lo inconsciente! Por que fez isso, Tobias?

Fiquei em silêncio e caminhei em direção ao bar. Senti Tris vindo atrás de mim. A rua estava deserta e quase não haviam estrelas no céu. A lua se destaca naquela escuridão. Já está de madrugada.

– Você ia mesmo beijar ele? – perguntei incrédulo.

Foi errado bater em Matthew, mas eu não me arrependo. Ele estava tirando a inocência da minha Tris. Minha.

– E o que há de mal nisso?! Não temos mais nada. – ela partiu meu coração. — Tanto eu quanto você podemos nos relacionar com outras pessoas. Você beijou Nita quando ainda estávamos juntos! – ela cuspiu as palavras em mim e eu vi o quanto ela ainda estava magoada com tudo aquilo. – Não me importo com isso. – ela mentiu. — Não foi justo comigo, mas de qualquer forma eu não me importo. E sim, eu iria beijar ele. Não me importa o que você iria achar disso, eu iria...

– Para de agir assim. – falei sério e parei de caminhar. Me virei para ela e fixei meus olhos nos dela.

– Assim como? – ela perguntou sem alguma expressão.

– Como se nada machucasse você.

Isso a fez se calar por um momento. Apesar de bêbada, Tris não perdia a postura de teimosa por nada. Ela cruzou os braços e me olhou, e então vi a expressão triste em seus olhos. Eles tinham se enchido de lágrimas em questão de segundos e ela engoliu em seco antes de falar:

– Eu odeio você.

E as palavras dela me quebraram de todas as formas como alguém pode ser quebrado. Algo dentro de mim dizia que eu não deveria acreditar nela. Que tudo isso fora consequência da bebida, da briga e da raiva, mas isso não fez com que elas tivessem menos impacto sobre mim.

Senti minhas pernas fraquejarem e não me permiti olhar para outro lugar que não fosse os olhos dela. Ela mantém os olhos em mim durante alguns segundos, mas logo depois desvia e observa o nada. Quis enxergar que havia arrependimento nas palavras que ela tinha dito, mas nada. Tris estava completamente inexpressiva.

Ela deu as costas a mim e caminhou em direção ao bar. Permaneci imóvel. Ela parou e uma pontada no peito me encheu de esperança. Quando pensei que voltaria para falar comigo, ela se inclinou o vomitou na calçada.

Corri até ela e segurei seus cabelos enquanto ela vomitava mais. Pus a mão em sua cintura e a apoiei em meu corpo, enquanto ela se inclinava e todo aquele líquido nojento saía de dentro dela.

Ela choramingava e as lágrimas não paravam de cair dos seus olhos.

– Vou te levar para casa. – falei, quando ela terminou de vomitar tudo.

– Não precisa. – ela me olhou, com os olhos ardendo em chamas.

– Não adianta discutir, vou te levar para o meu apartamento você querendo ou não. – a puxei pela mão e caminhei rápido.

Ela tentou lutar para voltar. Perdi a paciência com seu drama e a coloquei em meus braços. O bar não era longe do meu apartamento, então eu conseguiria carrega-la até ele.

– Me coloca no chão! – ela berrou, se debatendo e tentando se livrar dos meus braços sem sucesso.

– Você pode, por favor, calar essa boca?! – gritei.

Ela se assustou com meu grito e desistiu. A carreguei em silêncio. Não me senti culpado por ter gritado com ela. Tris estava alterada. Muito bêbada. Sei que no final ela iria me agradecer. Ou não. De qualquer forma, aconteça o que for, ela querendo ou não, eu vou cuidar dela.

Cheguei ao apartamento e Evelyn já dormia. Fiquei aliviado, pois assim ela não faria algum tipo de questionário para mim ou Tris. No caminho, Tris havia adormecido em meus braços e me peguei olhando para ela várias vezes. Tão serena, tão linda.

Ela ainda cheirava mal, então tive que acorda-la e me amaldiçoei por isso. Ela dormia tão calma e era tão bom observa-la assim. A pus no chuveiro e liguei a água quente. A ajudei a tirar sua roupa e ela não questionou uma vez sequer. Entrou no chuveiro e supus que ela conseguiria tomar banho sem minha ajuda. A observei por um tempo. Seu corpo tão frágil, tão lindo. Sentia falta dele. Sentia falta dele colado ao meu e me arrependi por não ter apreciado ele como deveria. Eu havia amado Tris e toda vez que fazíamos sexo tinha sido especial, mas era como se não tivesse sido suficiente. Fiquei triste e depois saí do banheiro, fechando a porta.

Arrumei a cama e tirei uma camisa minha para Tris. Ela não havia deixado nada quando foi embora e isso tinha sido mais uma prova de que ela não voltaria atrás com sua decisão.

Suspirei e ela saiu do banho. Ainda sonolenta, o banho parecia não ter tirado todo o cheiro do álcool, apenas o do vômito, o que era muito bom. Entreguei a camisa a ela e ela vestiu. Colocou os cabelos para fora da camisa e cruzou os braços.

– Me leve ao apartamento de Caleb. – ela disse, a postura teimosa havia voltado.

– Não. – ela não conseguiu conter a surpresa na voz. — Você vai dormir aqui e amanhã eu levo. Caleb não mora aqui perto e eu não vou arriscar sua vida saindo de madrugada.

– Eu vou com ou sem você. – ela saiu batendo os pés até a porta e eu ri de sua atitude tão infantil.

Segurei seu braço e a guiei até a cama. Empurrei ela e ela se deitou, bruscamente.

– Você. Não. Vai. – falei, olhando para seus olhos.

– Eu não pertenço a você. – ela cuspiu as palavras em mim.

Isso foi a gota d’água. Deitei por cima dela e fixei meus olhos nos dela. Prendi seus braços com minhas mãos e a forcei a olhar para mim. Encostei minha testa na sua e falei entre seus lábios:

– Mas eu pertenço a você, lembra?

E então eu a beijei. A beijei de forma intensa e apaixonada. Ela pareceu hesitar no começo, mas logo depois estava me beijando na mesma medida. Nossas línguas dançavam uma com a outra e eu desfrutava do calor que ela me fazia sentir. Ela logo pousou uma mão no meu ombro e a outra no meu cabelo. Segurei sua cintura e pressionei contra meu corpo.

Ela se apressou em tirar minha camisa e depois ela tirou a que vestia. Ficou nua e estava escuro demais para eu conseguir olhar seu corpo. Só conseguia enxergar um pouco dos seus olhos claros. Mas eu podia sentir. Podia sentir seu corpo totalmente colado ao meu. Eu estava tão envolvido a ela que quase não consegui me controlar. Foi somente quando ela me beijou novamente que eu senti o gosto do álcool. Ela estava bêbada e não lembraria de nada disso no próximo dia. Me culpei por ter deixado a coisa ter ido tão longe.

– Eu quero você. – suspirei, interrompendo o beijo. – Eu quero muito você, de verdade, só não desse jeito.

Me levantei e ela estava sem expressão. A bebida tinha mesmo um efeito enorme sobre ela. Ela cobriu seu corpo com um cobertor e se deitou de lado. Sorri ao ver que lentamente ela fechou os olhos e dormiu. Pelo menos eu acho que ela o fez.

Fui ao banheiro e tomei o banho gelado. Demorei lá, a fim de me livrar do que Tris havia feito com meu corpo. Relaxei e permiti que a água me lavasse. Fiquei grato e orgulhoso por ter conseguido me manter sóbrio. Não saberia onde Tris estaria agora se eu não tivesse consciente.

Saí do banho e vesti uma cueca. Suspirei e encarei Tris, que agora tinha a respiração calma e relaxada. Sorri e me aproximei dela, acariciando seus cabelos.

Me deitei ao seu lado e a abracei. Ainda dormindo, ela repousou a cabeça em meu peito e permaneceu assim. Não consegui dormir nos primeiros minutos e comecei a pensar no quanto eu a amava. Com ela deitada em meu peito, tão relaxada, só me fazia pensar no quanto eu fui duro com ela.

Ela surtaria assim que acordasse e eu estava disposto a aceitar tudo que ela dissesse. Eu não iria mais contradizer o que ela falasse. Também não insistiria para que ela voltasse atrás em sua decisão. Eu a amo e vou deixa-la ir, porque é assim que as coisas têm que ser. Dói no meu coração admitir isso, mas eu não tenho escolha.

Vou deixa-la ir porque é a única forma de provar que eu a amo.

TRIS

Acordo sentindo uma forte dor de cabeça. Olho ao redor e reconheço que não é o quarto do apartamento de Caleb. É o quarto de Tobias. Eu me lembraria daquele lugar onde quer que eu estivesse. Olhei para o lado e ele não estava. Olhei para mim e notei que eu estava sem roupa alguma. Olhei para o chão e vi que tinham duas camisas jogadas. Puxei o cobertor contra meu peito e tentei me lembrar de como eu havia parado aqui.

A única coisa que consigo me lembrar do dia anterior foi Christina me propondo que fôssemos esquecer toda essa preocupação e fazer coisas de adolescentes. No momento eu não cedi, mas não teria como discutir contra Christina. Depois disso, lembro que fomos a um bar. Eu, Chris, Uriah, Peter, Cara e Matthew.

E só.

Tobias entra no quarto apenas de cueca e não consigo evitar o calafrio que me percorre. Ele está com uma grande xícara em uma mão e alguns comprimidos na outra. Minha cabeça estava a ponto de explodir e eu estava com um enjoo absurdo.

– Bom dia. – ele falou e me entregou a xícara. – Beba isso. Vai ajudar a você com a ressaca. Esses – ele pôs os comprimidos na minha outra mão. – são para aliviar o enjoo.

– Obrigada. – não consegui conter minha gratidão. – Pode me contar o que aconteceu ontem a noite?

– Você não se lembra? – balancei a cabeça. Ele suspirou e notei uma pequena decepção em seus olhos. – Você estava agarrada com o Matthew. Eu estava bêbado e não consegui me controlar. Briguei com ele e você discutiu comigo por isso. Depois você passou mal e eu te trouxe para cá.

As imagens começarão a vir desfocadas na minha cabeça, todas de uma vez. E isso só fez com que minha dor aumentasse.

Matthew beijando meu pescoço. Tobias por cima dele o socando sem piedade. Minha discussão com Tobias. Tobias segurando meu cabelo enquanto eu vomitava toda bebida. Tobias me levando para casa. Tobias me ajudando a entrar no chuveiro. Tobias. Tobias. Tobias.

E então, a cena que eu mais temia me veio a mente. Não consegui acreditar de tão horrorizada. Olhei para as camisas jogadas no chão mais uma vez. Meu corpo nu. Só comprovaram mais ainda minha suposição.

– Tobias, a gente... – comecei, mas não consegui continuar de tanta vergonha.

– Não. – ele respondeu entendendo minha pergunta. – Eu vou sempre respeitar você. Por mais que eu quisesse, eu não dormiria com você. Não daquele jeito. Não com você naquele estado.

– O que isso significa? – perguntei, tentando o entender o motivo de tanta gentileza.

Eu não merecia que ele cuidasse de mim. Sei que o machuquei e que não posso voltar atrás, pois apesar de querer, eu ainda não confio nele. Não confio depois do que vi. E apesar de tê-lo machucado verbalmente e sentimentalmente, ele não pensou duas vezes se cuidaria de mim.

– Significa que eu ainda te amo. – ele suspirou.

Suas palavras me atingiram. Apesar de ainda ama-lo, eu tentava superar isso. Não queria sofrer com o nosso fim e também não queria que ele sofresse. Senti meus olhos se encherem de lágrimas e lutei contra o nó que se formou em minha garganta.

– Tobias... – comecei.

– Não, Tris. – ele me interrompeu. — Não precisa me dizer para parar. Eu amo você e é por isso que não vou mais insistir na gente. Quer uma prova? É essa. Eu amo muito você, de verdade. Amo tanto que suporto o fato de você ficar com Matthew ou quem quer que seja. Eu só quero que seja feliz. – ele segurou minhas mãos e beijou cada uma delas. Não repreendi, meu coração estava sendo partido. – Prometa para mim que você vai ser feliz.

Meu coração se partiu de todas as formas que é possível. Apesar de tomar minha decisão, jamais pensei que Tobias desistiria de mim. Jamais acreditei que nos separaríamos de verdade. Que apesar de ter colocado um ponto final no nosso relacionamento, Tobias iria continuar insistindo em mim. Eu queria que ele continuasse insistindo, porque eu o amo. E agora ele está abrindo mão de sua felicidade pela minha.

Não consegui conter as lágrimas.

– Eu prometo. – falei, mesmo sem querer. As palavras saíram quase num sussurro, mas eu sei que ele eu ouviu.

Ele sorriu. Um sorriso triste, porém aliviado.

– Ótimo. – suspirou e caminhou até a porta.

Antes que ele pudesse sair eu falei:

– Obrigada.

– Você já disse isso. – ele se virou para mim e sorriu torto.

– Não por isso. – falei um pouco constrangida. – Obrigada por não ter tirado proveito da situação.

– Eu jamais faria isso.

– Eu sei. – suspirei. Eu queria que ele tivesse feito.

– Você me odeia? – ele me perguntou sério. Os olhos ansiosos por uma resposta.

– Não. – suspirei. – Às vezes, eu gostaria de te odiar. Seria tudo tão mais fácil se eu fizesse isso. A verdade é que eu não consigo. – pensei nas palavras que eu diria a seguir. – A verdade, Tobias, é que você ainda tá aqui. – pus a mão no meu coração.

Não sei porquê fiz isso. Não pretendia voltar com Tobias. Não conseguia confiar nele e um relacionamento sobrevive a base da confiança. Mas eu não me arrependo do que eu disse. Falei do que o meu coração estava cheio. Falei o que eu já deveria ter falado: a verdade. Eu o amo e quero que ele saiba disso. Não ficaremos juntos, eu sei disso, mas eu quero que ele saiba que eu ainda o amo. Muito.

Ele olhou para mim com os olhos tristes e pude ver que eles estavam marejados. Suspirou e assentiu com a cabeça. Tobias sorriu torto e falou:

– É bom saber disso. – e então saiu do quarto.

Me levantei enrolada no cobertor e fui ao banheiro tomar um banho. Quando fechei a porta, me permiti desabar e chorar. Não consigo entender meus sentimentos. Não consigo entender como posso o querer tanto e ainda assim o mandar embora.

Entro no chuveiro e deixo a água lavar meu corpo e minha tristeza. Demoro muito tempo lá dentro e quando saio, há um par de roupas em cima da cama. Lembro-me de não ter deixado nada quando eu fui embora, mas é bom que essas roupas estejam aqui. Minhas roupas da noite passada devem estar bastante sujas.

Me troquei e fui até a cozinha. Evelyn estava preparando panquecas e Tobias não estava lá. Caminhei e peguei uma maçã.

– Onde está Tobias? – perguntei, me sentando a mesa.

– Treinamento. – foi só o que me respondeu.

Um silêncio constrangedor tomou conta de toda cozinha. Continuei a comer e os remédios já estavam fazendo efeito. Minha dor de cabeça havia diminuído e eu não estava mais enjoada.

– Evelyn, eu sinto... – comecei.

– Não, Beatrice. – ela me lançou um olhar duro. – Você prometeu.

– Eu tentei. – argumentei. – E aliás, ele não parece tão ruim assim.

– Ele é ótimo em esconder suas emoções. – ela riu incrédula. – Eu confiei meu filho a você. No fundo eu sabia que só restaríamos eu e ele. Eu sabia que você era algo passageiro. – ela me analisou.

– Evelyn, sei que você está chateada pelo que causei a Tobias. Não tiro sua razão em estar chateada. Mas acontece que esse assunto é um caso particular, algo apenas entre nós dois. Não acho que você deva se meter.

– E pensar que eu o ajudei naquela ideia idiota. – ela repetiu baixinho para si mesma, mas eu consegui ouvir.

– Que ideia? – perguntei curiosa.

– No dia em que você foi embora. O que estávamos conversando na cozinha, antes de você entrar e atrapalhar tudo. O plano era... – ela suspirou, pensando se deveria mesmo me contar. – Ele iria pedir sua mão naquela noite. Tentei argumentar que vocês eram novos demais e que estavam juntos tinha pouco tempo, mas ele não me ouviu e eu faço qualquer coisa para vê-lo feliz, então ele propôs que eu o ajudasse. Você iria ao escritório dele enquanto eu iria arrumar tudo. Tem noção de quantas flores ele encomendou? – ela me perguntou séria e não esperou a resposta. – Sem falar no jantar que estava preparado. E você estragou tudo, Beatrice. Você estragou tudo. Faz alguma noção do quanto isso o machucou?

Fiquei em silêncio, assimilando tudo que ela havia me dito. Tobias me pediria em casamento? Não fazia o menor sentido. Não depois de ele ter beijado Nita. E então eu me senti extremamente culpada por não tê-lo ouvido. Suspirei e as lágrimas rapidamente ocuparam meus olhos.

Tobias iria me pedir em casamento. E eu estraguei tudo.

CALEB

Acordei com o pensamento em Christina. Nessas semanas eu a vira poucas vezes e estava preocupado. Sempre que eu propunha algo, ela discordava ou dizia que tinha algo para fazer. Raramente estávamos trocando carinho e ela não havia mais falado dos seus sentimentos. Senti que a estava perdendo. Sabia que havia algo que ela estava escondendo de mim. Depois que eu a dera o colar da mamãe, ela havia mudado o assunto. Ela não havia me contado nada do que pretendia e isso me incomodou.

Na noite anterior ela veio aqui no meu apartamento, mas somente parar pegar Tris e sair. Falou apenas o necessário comigo e tentei pensar que era apenas porquê Tris estava ali. Ainda não tínhamos contado a Tris que estávamos juntos, não sabíamos como ela reagiria.

Com esse afastamento de Christina, eu tive a ideia de reconquistá-la. Não a perderia tão fácil assim. Não a deixaria ela ir embora da minha vida sem sequer tentar mantê-la por perto. Comprei um buquê de flores e fui onde eu sabia que ela estaria agora. No treinamento.

Cheguei lá e não entrei dentro do Departamento de Polícia. Queria espera-la do lado de fora para fazer uma surpresa. Fui ao estacionamento e me encostei em um carro, e a esperei sair. Fiquei olhando os segundos passarem no relógio e me perguntei se ela demoraria tanto para sair.

Então eu a vi. Ela saiu sorrindo do Departamento pela saída que dava ao estacionamento e logo atrás dela Uriah saiu também. Meus instintos se aguçaram, mas permaneci imóvel. Talvez fosse algo da minha cabeça e eles fossem apenas amigos. Treinavam juntos e Chris o ajudava na recuperação. Não há maldade nisso.

E então ele a abraçou por trás e beijou seu pescoço. Ela se virou para ele, ficando de costas para mim e então ela o fez. Ela o beijou de forma como nunca havia me beijado. Com intensidade, paixão e amor. Ela o amava e eu soube naquele momento.

Senti minhas estruturas se abalarem e minhas pernas fraquejaram. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu só queria gritar. Eu a amava e ela havia me enganando esse tempo todo.

Notas finais
QUEM ACHA QUE A TRIS TÁ FAZENDO CU DOCE LEVANTA A MÃO O/// O que acharam?! Comentem comentem comentem ♥ Confesso para vocês que não consigo entender o que a Tris tem na cabeça, nem o que se passa com ela. Mano, qual o problema dela? HAUHAUHA Sei que depois do que ela viu, fica difícil confiar no Tobias, mas o que ela tá fazendo com ele é pura sacanagem AUHUAHAUH ♥ E quanto a Caleb? E a Chris? O que acham que vai acontecer no próximo capítulo? Sei que a situação para Chris ficou realmente complicada!! HAUAHUAH Enfim, façam suas apostas!! E no próximo capítulo teremos detalhes sobre os rebeldes, sobre Chris, Caleb e Uriah e quem sabe um momento Fourtris ♥ Tentarei postar ainda hoje, se der. Enquanto isso, comentem o que vocês estão sentindo. Fico tão feliz lendo o que vocês escrevem, de verdade. Beijos e até mais tarde! ♥ Twitter: @poxamalec (comentem "fic" para que eu possa sdv)