Um novo começo.

18 Amar é perdoar.


Notas iniciais
Olá meus amorezinhos, como vocês estão? ♥ Bem, sei que depois desse capítulo vocês virão para cima de mim com mil e uma pedras, mas antes quero dizer que ele foi necessário. Sério mesmo. Enfim, quero dedicar aos leitores mais lindos do mundo, que são vocês. Obrigada pelo apoio. É reconfortante saber que vocês continuam acompanhando isso aqui e me incentivando. Eu adoro vocês ♥ Espero que gostem, e quanto mais comentários tiver, mais rápido eu posto o próximo. Se houver recomendação, posso postar até hoje! Prometo. Divirtam-se! E logo abaixo preciso que vocês me respondam algumas perguntas. Beijos! Narrativa da Tris; Narrativa da Christina; Narrativa do Tobias; Momento Fourtris; Momento Caleb + Christina (alguém me fala o nome desse shipp? HAUAH); Cena Tobita.

TRIS

– Então...? – ele perguntou, me olhando confuso.

Segurei sua mão e a posicionei em cima da minha barriga. Pus minha mão sobre a dele e ele olhou para mim. Assenti, e rapidamente ele arregalou os olhos. Ele entendera o recado.

– Meu Deus, Tris! – ele rapidamente tirou a mão da minha barriga. – Isso é sério?! – o pânico era visível em seus olhos.

Queria seguir com meu plano, mas não consegui. Não me contive ao ver a surpresa e a tensão de Tobias. Subitamente, como de costume, caí na gargalhada.

– Você não é humana! – ele gritou, o pânico ainda nos seus olhos. – Você quase me matou agora!

Procurava ar nos meus pulmões e não os encontrava. Ri tanto que minha barriga estava a ponto de explodir.

– Isso foi melhor do que eu imaginei. – retomei, ainda tentando recuperar o fôlego.

– Não teve graça, Tris. – ele falou, se sentando na cama com as costas apoiada na cabeceira.

Olhei para ele e ele tinha uma expressão séria. Rapidamente tomei minha postura e abracei sua cintura, repousando minha cabeça em seu peito. Sua respiração estava acelerada e eu podia sentir os batimentos do coração dele. Estavam realmente fortes.

– Desculpa. – falei.

– Tudo bem. – ele acariciou meu cabelo. Sua respiração se ajustando.

– A ideia de formar uma família comigo é tão ruim assim? – perguntei, sentindo uma pontada no peito.

– Não, Tris. – ele falou, descendo suas mãos por meu braço. – Não é isso. Eu só acho que é um pouco cedo e talvez uma criança pudesse atrapalhar sua vida agora. Você é tão nova e eu não posso tirar isso de você. – ele beijou minha testa, levantou meu queixo de modo que eu pudesse encará-lo. – Eu amo você e por isso acho que devemos esperar. – concordei com a cabeça. – E não se preocupe, não teremos apenas um filho.

Ele sorriu e pude sentir isso. Era reconfortante.

– Eu amo você também. – falei, beijando seus lábios. – Agora vou falar a verdadeira notícia. – sorri. – Meu projeto! Ele foi avaliado e passou da primeira fase! – não consegui conter meu entusiasmo ao falar.

Tobias me abraçou e pude sentir o quanto ele estava alegre com aquilo. Não podia ser muita coisa para ele, mas sabia que para mim significava algo.

Como parte do Conselho, nós tínhamos uma tarefa de apresentar um projeto para reorganizar e estabelecer definitivamente uma forma para a convivência social.

Eu procurei ser bem objetiva. Quando destruímos as facções, eu não tinha a menor ideia de como viveríamos. Mas de repente, tudo surgiu. Um novo governo. Onde conquistássemos tudo por merecimento. Uma igualdade de direitos. Uma democracia.

Organizei tudo e apresentei hoje pela manhã.

Foi aprovado.

Juntamente com mais dois projetos.

Teremos um mês para aperfeiçoar e apresentar novamente, para que o melhor projeto pudesse ser aceito.

– Isso é ótimo! – ele falou. – Estou orgulho, Tris.

– Obrigada. Caleb também adorou a ideia. – falei.

Tobias pareceu não se importar muito com aquilo. De qualquer forma, ele e Caleb nunca iriam conseguir realmente ser amigos. Senti o peso nos meus olhos, indicando o cansaço, mas me permiti ficar acordada, apenas sentindo a respiração de Tobias sobre mim.

– No que você está pensando? – perguntei, em meio a um bocejo.

– Meu pai. – Tobias respondeu e pude sentir a dor em sua voz.

– Você sente falta dele?

– Não. Menti para minha mãe. – ele suspirou. — Eu gostaria de saber por onde ele anda.

Não sabia o que falar então simplesmente o abracei. Abracei forte e senti vontade de matar Marcus por fazer Tobias sofrer daquele jeito. O que doía nele doía em mim também, exceto a falta de Marcus. Se ele não fosse o pai de Tobias, eu mesma o teria matado na época do ataque a Abnegação.

Ficamos em silêncio e depois eu pude sentir a respiração regular de Tobias. Era tão calma. Sorri, e não me atrevi a me mexer para não acordá-lo. Poucos segundos depois, eu também adormeci.

CHRISTINA

Tudo com Uriah havia sido esclarecido. Bem, quase tudo. Eu falei sobre meus sentimentos e pude ver o quanto o tinha feito feliz por também corresponder ele. Passamos o dia juntos e eu realmente o amava. E me sentia quase completa com ele.

Eu sabia que faltava um pedaço. E esse pedaço estava com Caleb.

Caleb. Essa era a parte que eu não havia esclarecido. Eu não sabia como ele iria reagir, e também não queria perde-lo. Não queria ter que me decidir entre Uriah e Caleb, porque eu amava ambos. Amava muito e me sentia horrível com tal sentimento.

O que você está fazendo, Christina? Eu sentia minha consciência. Estava claro que eu não podia continuar com os dois, mas eu não sabia com qual ficar. E sabia que estava entrando em um barco furado, que a qualquer momento um deles poderia descobrir e simplesmente arruinar tudo. E partir meu coração. E eu partiria o deles.

Espero que eu consiga tomar uma decisão. A escolha me parece tão difícil. Eles são completamente diferentes, mas me conquistaram da mesma forma. Tentei colocar na balança dos sentimentos, por que me parecia o mais justo a se fazer. Mas não. Não consegui distinguir quem eu amava mais.

Talvez porque simplesmente não houvesse quem eu amasse mais.

– Você está tão distante. – Caleb falou, segurando minha mão.

– Desculpe, só estou cansada. – menti, dando de ombros.

Estávamos na sala do apartamento de Caleb, jogados no sofá assistindo a uma comédia romântica. Eu não estava interessada naquilo. Até porque a história daquilo era perfeitamente parecida com a minha.

Uma garota enganando a dois garotos. Que típico.

– Caleb, até onde você iria por amor? – perguntei, meio atordoada com meus pensamentos.

– Perdão? – ele falou, me olhando confuso.

– Até onde você iria por amor? – perguntei novamente, olhando fixamente em seus olhos.

– Onde você quer chegar com isso, Chris? – ele sorriu torto.

– É só curiosidade.

– Tudo bem. Vejamos. – ele pôs a mão no queixo e acariciou a barba que não tinha. Parecia pensar. – Bem, eu amo você. Acho que amar é perdoar. Então, tecnicamente...

Meu coração se apertou ao ouvir aquilo, mas senti uma pontada de esperança. Se Caleb me amava tanto, certamente me perdoaria se descobrisse sobre Uriah.

– Você me perdoaria, não importa o que acontecesse. – completei.

– Sim. – ele sorriu.

– Então, o máximo que você iria por amor seria o perdão? – perguntei, sabendo que ele já havia confirmado isso. Eu só precisava ter certeza.

– Certamente. A maior prova de amor é o perdão, Chris.

Senti as lágrimas embaçando os meus olhos. Afastei rapidamente o intuito de chorar. Lutei contra o nó na garganta e senti os lábios de Caleb nos meus. Eram reconfortante, então me permiti ser envolvida por seu abraço e correspondi o beijo na mesma medida.

Eu iria contar a Caleb sobre Uriah. E faria o mesmo com Uriah em relação a Caleb. Mas esse momento não seria agora. Somente quando eu tivesse uma escolha. Somente na hora certa.

TOBIAS

Nita e eu passamos toda a manhã conversando sobre os novos planos do governo, e ela me mantinha informado sobre as reuniões que eu teria que comparecer e também aos eventos. Já agora a tarde, com o tempo do almoço livre, nós apenas conversávamos normalmente. Sem trabalho envolvido. Apenas uma conversa normal.

Ela estava bonita também. Era ruim ter Nita como minha secretária, e não pelo fato de ser a Nita que eu quase matei. Essa Nita eu não conhecia mais. Ela era agora uma mulher doce e responsável, totalmente competente. Era sensual, não nego. Essa era a parte ruim.

Ela estava com uma blusa social rosa, com mangas que iam até os cotovelos. Não estava totalmente abotoada, deixando um decote extremamente tentador a mostra. Sua saia justa preta destacava suas curvas. Sua maquiagem leve, nunca exagerada. Seus saltos. Seu cabelo em um coque perfeito.

Concentre-se, Tobias.

– Então... Eu fico feliz que esteja se dando bem com Tris e que me sinto aliviada ao saber que ela consegue lidar com o fato de trabalharmos juntos. – ela falou, se apoiando em minha mesa.

Havia as sobras do nosso almoço sobre a mesa. Ela trouxera para mim um sanduíche e um suco, extremamente bons.

– Tris confia em mim. – falei, dando de ombros.

– Eu sei disso. – ela falou. – Eu sinto muito. Eu não sei o que deu em mim quando eu pensei em fazer algo para Tris. Eu sinto muito, Tobias. – senti que ela ficou envergonhada.

– Não se preocupe. – falei, sincero. – Acho que deveríamos deixar isso no passado. Incluindo também o momento eu que quase a matei.

Ela riu ao se lembrar da situação, e eu ri também. Não me imaginaria rindo depois daquilo.

– Foi engraçado. Assustador, porém engraçado. – ela falou, ainda sorrindo. – Acho melhor eu limpar isso.

Ela se curvou sobre a mesa e juntou os guardanapos e algumas sobras. Pôs tudo na bandeja enquanto limpava a mesa. Com ela assim, seu decote era muito mais tentador. Desviei o olhar, lutando contra meu lado ruim forçando-se para voltar a encara-los.

– Com licença, Tobias. – ela falou sorrindo para mim.

E quando ela deu alguns passos para que eu pudesse colocar o meu copo sobre a bandeja, tropeçou, derrubando a bandeja no chão. Mas antes que Nita pudesse cair, eu a segurei. Rimos da situação, e eu pus a mão em sua cintura, para ajudar a levanta-la. Puxei-a, talvez forte demais, pois nossos corpos grudaram. Me senti totalmente desconfortável com a situação. Me afastei rapidamente, mas já era tarde demais. A porta havia sido aberta e uma pequena figura loira nos encarava na porta.

– O que você tá fazendo?! – ouvi a voz de Tris.

Notas finais
E AÍ? QUEM CONSEGUE IMAGINAR O SURTO QUE A TRIS VAI DAR? AHAUAH COMENTEM COMENTEM COMENTEM ♥ Bem, tenho algumas perguntas para vocês, e quero que vocês sejam totalmente sinceros, certo? 1) Vocês costumam ler as notas inciais e finais? 2) Se pudessem aperfeiçoar a fic, de que modo fariam isso? 3) No que mais eu deveria focar? No próximo capítulo teremos mais detalhes sobre o governo, e sobre o que está por vir... Aguardem, pois muitas surpresas chegarão. Obrigada ♥ ATENÇÃO! SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO: - Eles estão se reerguendo. - Johanna falou andando de um lado para o outro. - Trouxeram essa mensagem. Johanna me entregou o papel e eu pude ler. "Estamos chegando."