Um mundo além da imaginação
2 A medida que deve ser tomada

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar"
***
Na manhã seguinte, tudo estava pronto, apesar da viagem somente ser daqui a alguns dias, ela queria que tudo estivesse em sua perfeita ordem para a partida. Assim que estava prestes a sair de seu quarto, sentou o telefone vibrar de seu bolso e logo viu que era o Billy. Anna respirou profundamente e o atentou. O rapaz estava preocupado com ela já que ontem ela não havia o ligado e nem ao menos mandou uma mensagem como sempre fazia.
Com a vontade de terminar isto de uma vez por todas, esperou que ele falasse tudo o que tivesse para falar antes de se pronunciar. Quando finalmente ouviu um silêncio no outro lado da linha, disse que precisava encontrar com ele no parque daqui a meia hora. Assim que falou ela desligou o telefone e desceu as escadas apressadamente, assim que chegou ao primeiro andar disse a madrinha que iria sair e que daqui a pouco estava em casa.
Como ela havia concordado que seria bom que ela saísse um pouco ela saiu em dispara para o parque e para a sua surpresa o Billy já estava presente. Anna pediu para que ele sentasse pois o que havia a dizer era sério e que ela não queria que fosse interrompida para assim poder entender a situação. Quando ela deu esta breve introdução, ela pode ver que ele havia gelado e por durantes alguns minutos poderia ter falado as coisas um pouco rápido demais.
Anna soltou um suspiro e olhou para o longo caminhos de árvores enquanto falava de tudo o que havia acontecido ontem. Billy é claro que havia ficado feliz por ela mas o que ela queria dizer não parava por ali. A expressão de seriedade não abandonava o rosto da garota, fazendo com que tudo acontece-se de forma misteriosa.
– Anna, fale o que você quer dizer logo... Por favor.
Ela ascendeu a cabeça e falou como pensava que seria a vida deles se continuassem juntos. Agora tudo estaria bem mas quando a saudade aumentar e a distância for maior do que antes os problemas iriam aparecer. A garota não desejava que isto acontecesse e assim que finalmente olhou para ele viu que ele não queria o mesmo. Durante alguns minutos eles ficaram sem dizer uma palavra se quer, onde o único som que se podia ouvir era dos pássaros a cantar.
– Você poderia ficar aqui, comigo... Nós poderíamos fazer a faculdade daqui e tudo poderia dar certo e....
– Billy, não quero desistir de meu sonho e sei que você não quer desistir do seu. Isto é muito gentil da sua parte mas vai ser melhor assim.
Anna estava prestes a se levantar quando ele segurou fortemente o seu pulso. Sabia o que havia dito havia o deixado irritado mas aquilo era o que pensava pelo menos naquele momento. Ele se levantou rapidamente e se pós a frente da garota, Anna o olhou no fundo de seus olhos e quando se deu conta ele colocou a mão em sua cintura e a puxou para um beijo. Assim que o beijo terminou eles continuaram abraçados com os rostos ainda em milimetros de distância.
– Até logo, Annabeth Le Roux.
– Até logo Billy Torres.
Os dois deram uma risada ainda em lágrimas e depois de alguns segundos deram mais um abraço antes de cada um seguir para sua casa ou melhor dizendo para a sua vida. O destino dos dois era inevitável, Annabeth seguiria para o Palentir enquanto que o Billy seguiria para La Fontaine. A única coisa que restava era torcer para que os dois superassem é que seguissem as suas vidas com seus danos.
No caminho de volta para casa, Anna só podia pensar no Billy e em todos os momentos n=bons que tinha passado com ele. Durante um breve momento passou em sua cabeça, para correr atrás dele e pedir para seguir aquele plano mas ela sabia que o mesmo não tinha chances de dar certo. A garota não se via fazendo algo que não fosse arqueologia e enquanto ela continuasse naquela cidade ela não conseguiria seguir ao seu sonho.
Dentro de alguns minutos, a garota havia chegado em sua casa e quando estava prestes a subir as escadas. Camille a puxou para um abraço apertado tentando acalmar a garota, depois de um longo tempo ela se tranquilizou um pouco e logo contou todo a história para a madrinha. Durante poucos segundos ela havia ficado quieta, mas logo começou a falar que aqui realmente seria o melhor para eles e que realmente tudo iria ficar bem era apenas questão de tempo.
Os dias foram se passando rapidamente e logo havia chegado o dia da viagem. Anna estava animada com tudo mas mesmo assim ainda pensava no Billy. Ela sabia que deveria esquece-lo mas era algo que acontecia de uma hora para outra a final o rapaz havia marcado a sua vida. Ela respirou profundamente e quando olhou para o parapeito da janela viu um gato co um estranho colar no pescoço. Ela se aproximou lentamente dele e quando estava prestes a pega-lo ele pulou da janela.
– Estranho...
Anna não ligou muito para isso e logo pegou as suas malas e desceu até ao primeiro andar, quando chegou no mesmo viu que Marylene já a esperava o que a fez dar um breve sorrir, pois gostava da ideia de não estar completamente sozinha lá. Antes de entrarem no táxi ela se despediu da madrinha e logo seguira rumo ao aeroporto, onde a partir dali a vida delas iria mudar completamente.
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