Um mundo além da imaginação
3 O primeiro contato.

"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
***
Ao abrir seus olhos novamente, Anna se viu numa imensa escuridão e em questão de segundos uma luz ardente apareceu e quando tudo pareceu acabar ela se viu em um quarto em que nunca havia visto. O mesmo era ornamento com ouro e tapetes e perto de uma cabeceira havia um papiro. Ela o leu atentamente e rapidamente se desesperou será que tudo o que estava escrito ali era realmente verdade?
– Princesa... Você está bem? Parece tão pálida.
– Q-Quem é você? Onde estou?
– Mas que perguntas estranhas... Você está em seu quarto e sou eu, sua serva, quem mais seria?
Anna a olhou com uma pontada de dúvida, mas depois de longos minutos a observando ela concluiu que ela poderia ser de sua confiança. Pelo menos até que ela deixasse de ser útil ou se por a caso a traísse.
– Vamos princesa, você têm que preparar o Amon já está aqui para vê-la.
– Quem é Amon?
– O seu futuro marido.
Anna engoliu a seco, a final onde ela estava? Quem era este pretendente? Da onde havia saído aquela serva? Com certeza era mais uma brincadeira de mais gosto mas aquilo não iria durar muito tempo se dependesse dela. Assim que ela iria tomar as suas medidas, ela viu que seu corpo começava a emanar uma luz e em questão de alguns segundos se viu novamente no avião com a Marylene a balançar, a garota dizia que dentro de alguns minutos elas iriam pousar.
Anna passou a mão delicadamente no rosto para despertar e assim que o avião finalmente pousou saiu em retirada junto com a amiga. Quando as duas finalmente pegaram as suas malas, entraram no carro particular que o Centro havia enviado e em menos de quinze minutos as duas chegaram ao centro.
Quando colocaram os pés para fora do carro as garotas ficaram boquiabertas com o lugar, o mesmo tinha uma bela aparência e olhando do jeito que olhavam dava para ver que era maior que imaginavam. Como providência, Sr. Thiel mostrou a elas todos os lugares da escola e no final da "visita" anunciou que as aulas começariam amanhã ás 8 horas e que as duas deveriam descansar para estarem bem dispostas para amanhã.
As suas não demoraram muito para irem para os seus quartos, mas quando viam que ainda faltavam muito para dar a hora de recolher ficaram em duvida no que fazer. Anna estava disposta a arrumar as suas coisas mas a Mary queria conhecer o James de qualquer maneira. Apesar de insistir que ela ficasse junto a ela, sabia que a garota faria exatamente o contrário.
– Mary, poderia me escutar pelo menos uma vez?
Já fazia alguns minutos que a Anna havia arrumado as suas coisas mas a amiga que era uma perfeita cabeça dura já estava na porta. Ela acabou por bufar alto e falou para ela ir logo mas que tentasse pelo menos chegar antes do toque de recolher. Anna se levantou da cama e logo ligou o seu laptop, viu que seus pais haviam lhe manda-do um e-mail.
– Típico....
Ela desligou o notebook e logo saiu de seu quarto, ela precisava sair dali para tomar um pouco de ar. Anna pegou a sua chave e fechou a porta do quarto, como a Mary havia dito que levava a dela ela não se preocupou com isso. A garota saiu do prédio dos dormitórios e se direcionou ara um grande pátio que tinha diversas árvores em volta. Ela se sentou de baixo de uma árvore e logo começou a brincar com a grama no chão.
Anna não entendia o por que de estar magoada daquele jeito, sabia que os pais não se importavam com ela e não seria agora que mudaria mas talvez ela ainda tivesse a esperança deles dizerem a ela que estavam orgulhosos e que se arrependeriam de ter feito aquilo com ela.
A garota acabou se encolhendo sentindo raiva por ainda ter esperança neles a final eles eram irrecorríveis é nada desse mundo faria eles mudarem de ideia. O trabalho para eles estavam em primeiro lugar, apesar deles não serem considerados ricos eles ganhavam muito bem, o suficiente para sustentar a vida de luxo deles mas é claro sem filho nenhum para lhes atrapalhar.
– Sou mesmo uma idiota...
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