Um mundo além da imaginação
1 Um novo começo.

" Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. "
***
Era mais um dia como os outros, a cidade estava calma, na verdade estava mais calma que o seu normal. Apesar de já morar aqui por praticamente a minha vida, ainda não me acostumei completamente. Aqui é totalmente diferente do ritmo frenético de Los Angeles ou até mesmo Nova York.
Quando passava alguns dias nas casas de meus "pais" sempre notava as grandes diferenças de minha atual cidade e como não me parecia mais com eles. No máximo que era parecida deles era na aparência, havia puxado os misteriosos olhos verdes de meu pai e os longos e sedosos cabelos castanhos da minha mãe mas o resto era resto.
No final dessas visitas nada realmente mudava, a final sabia que eles só faziam isso por obrigação. O que me fazia sentir uma raiva de mim mesma. A final qual era o meu problema? Por que eles não me amavam? O que eu tinha de errado?
– Permaneça forte...
Sempre dizia isto para mim mesma, para não me deixar cair e desistir de meu sonho. Não me deixaria abalar por eles, a final sonhava em um dia poder dizer que havia chegado ao lugar aonde queria mesmo com todos os problemas que tinha.
Agora nada mais isto importa, pois dentro de alguns minutos poderia receber a noticia que mudaria ou não na minha vida e não irei deixar que nada e nem ninguém me atrapalhasse.
– Anna, a sua carta chegou!
Sai de meu quarto correndo, sem me preocupar o que havia deixado para trás. É assim que cheguei ao primeiro andar encontrei a minha madrinha com a carta em mão com um enorme sorriso no rosto. Sabia que ela estava tão animada quanto eu e que também não se preocuparia com o resultado que acabaria de dizer.
Olhei para o seu olhar curioso e logo não resisti e acabei abrindo a carta, pulei a parte das apresentações e segui para o que mais me importava.
– E-Eu não entrei...
– Anna, se acalme isto pode acontecer com qualquer um...
Assim que começou a ouvir os risos da garota viu que a mesma brincava e assim que ela confirmou que havia passado. Ela correu para abraça-la mesmo que por algum momento quis enforca-la pela brincadeira.
Depois de uma pequena dose de amor e ódio, a grota subiu para o seu quarto para poder se arrumar já que a a madrinha insistiu que as duas deveriam sair para festejar. Como ela imaginava que não seria grande coisa, vestiu um vestido azul marinho, saltos pretos e um casaco de couro. A maquiagem estava um pouco elaborada mas a mesma gostava que a mesma estivesse deste jeito.
– Madrinha, estou pronta, podemos ir ?
Assim que chegou no primeiro andar ela a corrigiu, dizendo que deveria chama-la de Camille e não de madrinha, a final a fase de "acostumação" já havia passado a muito tempo. Como sempre Anna se desculpava mas com o passar dos anos ela se acostumou por chama-la assim.
Para a sua surpresa viu que um táxi as esperavam, o que a fez tentar pensar para aonde iriam. Ela sabia que se perguntasse para Camille para aonde iriam seria falta de educação. Por isso ela se contentou em ficar olhando pela janela do carro apenas tentando conter a curiosidade.
Depois de árduos minutos elas finalmente chegaram ao seu destino, era um famoso restaurante da cidade que eram administrados pelos pais de sua melhor amiga. Anna engoliu a seco, pois sabia o como era difícil de se conseguir reserva ali e durante por alguns segundos ela pensou o que aconteceria se realmente ela não tivesse conseguido a vaga. Será que a madrinha se saria ao trabalho de leva-la até ali?
– Vamos querida?
Com o nervosismo que agora transparecia em seu corpo, ela apenas ascendeu a cabeça e saiu do carro. Anna olhou para as grandes paredes de vidro procurando algum sinal de Marylene e assim que a encontrou de longe deu um leve sorriso. Sabia que a mesma não havia a avistado, então ela apressou a tia para poder saber se a amiga também havia conseguido a vaga.
Quando as duas colocaram os pés na recepção foram surpreendidas por Marylene, que estava totalmente eufórica dizendo coisas completamente sem sentido. Bem, na verdade ela falava de forma tão rápida que as palavras saíram sem-sentido algum. Somente quando ela havia se acalmado Anna entendeu que a euforia era por causa que ela tinha conseguido a vaga e que também finalmente poderia conhecer o famoso James Palentir.
Anna tinha conhecimento dos Palentir, mas nunca havia ouvido falar sobre esse James. Nem mesmo a amiga havia comentado uma vez sobre ele, o que a fazia estranhar se ela realmente gostava do cara a ponto de ficar daquele jeito. A final eles nem se conheciam e ela agia como se ele fosse mais um desses ídolos teen que vemos por aí.
O restante do jantar havia sido maravilhoso, apesar do fato da Marylene só falar uma lista de motivos de que o James seria o seu namorado e como ela era perfeito mas isto não importava tanto assim. Quando finalmente chegou em casa, Anna retirou as suas roupas para tomar um banho pois o que mais precisava era estar relaxada para amanhã. Já que teria que falar com o Billy de qualquer forma.
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