Um jogo perigoso - 1ª Temporada
2 O Primeiro Lugar
Notas iniciais
Cheguei na aula, tomado por um tédio tremendo, misturado com uma expectativa incrível {as duas coisas não combinam}, porque eu achei estranho que aquele bilhete estivesse lá. Eu achava que Steve era quem tinha o posto lá. Então fiquei rabiscando coisas, enquanto a aula transcorria, o assunto era muito fácil, eu saberia responder a tudo tranquilamente. Então eu comecei a ler um livro que tinha emprestado da biblioteca, que tratava sobre magia antiga. Para ser sincero, eu tratava a coisa toda como uma brincadeira, mas eu tinha ficado suficientemente curiosos para ir mais à fundo. Só que eu não achei nada, naquelas 1200 páginas.
Eu estava com sono e com raiva.
Sono porque eu tinha ido dormir tarde, e com raiva porque eu estava com sono, e o livro não foi útil. Na verdade, eu teria devolvido o livro imediatamente, se não fosse por uma anotação que eu encontrei no canto de baixo da página esquerda, na página 368. Ela dizia: “A realidade é uma ilusão, o universo é um holograma.”
Ainda estava absorto nisso, quando o sino tocou, indicando o recreio. Saí, pensando que o ar puro poderia me fazer algum bem. Foi quando Helena me chamou.
Helena é uma garota (É mesmo, é?) que tem a minha idade. Ele tem cabelos pretos, longos. Na verdade, eu nunca tinha falado com ela, e acho que se não fosse pelo Steve, eu nunca teria falado com ninguém na escola (mas o Steve, mil vezes mais comunicativo, insistia para que eu fosse, hum, social.), de qualquer forma, acho que eu me assustaria se alguma colega me desse bom dia. Me assustei quando ela veio falar comigo. Ela disse que o Steve falava muito bem de mim {ó a importância dos amigos, Victor.} Então ela perguntou se o Steve tinha me contado alguma coisa. Eu disse que não, mas perguntei a que tipo de coisas ela estava se referindo. Ela me olhou e cochichou:
“Steve e eu vamos à sua casa hoje à noite. Te contaremos tudo.”
Oh, não. Essa não. Não tenho certeza de que realmente quero isso.
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Eles chegaram em minha casa pontualmente, exatamente às 19:00. Foi bem sinistro, eles entraram, com um pequeno sorriso no rosto, tão bizarro que eu os chamei para meu quarto e comecei a falar:
–Ei, pessoal, vocês não continuam com aquela ideia maluca, não é mesmo?
Eles me olharam e Steve mostrou um livro. Tinha um número 1 estampado na capa. Então, bem baixo, me contaram a história do livro. Não sabiam de onde ele tinha vindo, mas Steve o tinha achado por acidente, em uma passagem secreta, em sua casa, no porão. Não sabiam muita coisa sobre ele, ele tinha metade as páginas em branco. A outra metade estava cheia de anotações estranhas, numa linguagem estranha. Havia apenas uma anotação em nossa língua, que era a de viagem. Não descrevia muito bem o que o ritual faria, mas ficamos curiosos. Iniciamos a cerimônia, resolvemos o problema. Passou-se um tempo. E nada aconteceu.
Eu já ia discutir com os dois por me pregarem uma peça, mas algo aconteceu. Senti um rodopio no estômago, tontura, e tudo ficou branco.
Quê... onde estamos...? Espera. Eu reconheço este lugar, árvores quadradas, chão quadrado. Tudo quadrado.
Não acredito.
É verdade.
O portal funcionou.
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