Um jogo perigoso - 1ª Temporada
3 Em sérios problemas
Notas iniciais
Estamos ferrados.
É sério. Estamos fritos, grelhados, revirados. Isso é verdade.
Estamos no Minecraft. Isso é verdade.
O Steve e Helena estão na mesma que e são loucos. Isso é verdade.
Só que eu ainda estava tonto {não ás drogas}, e meu berro acordou os dois. Eles se levantaram, também um pouco tontos. Lentamente, eles tomaram a consciência de que o plano tinha dado certo. E pareciam felizes.
– Conseguimos, Victor!
–Conseguimos!
Olhei pros dois, incrédulo. Como eles podia estar tão felizes?
– Vamos Victor! Vamos explorar!
Cara, eu estava realmente irritável. Mas nossa única alternativa era realmente seguir em frente, e afinal, explorar alguma coisa. Levantei os olhos. Estávamos em uma grande praia, com um oceano infinito. Mais adiante, havia uma grande floresta. Mais longe ainda, grandes montanhas, cobertas de neve, e com certeza, com muito minérios. De repente, me decidi. Quantas vezes na vida teríamos oportunidade de realmente, ‘jogarmos’ um Minecraft realista? Eu ainda estava pensando quando, abençoado seja, Steve se lembrou:
–As mochilas, gente! Tem suprimentos!
Animados, abrimos nossas mochilas [literalmente] quadradas, e tivemos uma feliz surpresa:
Na de Steve, encontramos uma picareta de ferro, um machado de madeira e uma pá de ferro.
Na de Helena, encontramos uma maçã dourada, 6 bifes assados e uma maça dourada encantada.
Na minha, encontramos uma espada de diamante encantada, um arco e 20 flechas e um peitoral de diamante.
Fiquei assombrado. Realmente assombrado. Os dois, rindo, disseram:
–Você, que nem queria vir, foi o mais sortudo.
–Engraçado {só que não}, vamos explorar e caçar antes do anoitecer. Assim fomos. Coletamos madeira, ferro e carvão. Fizemos até um bote. Estávamos felizes, completamente felizes. Ver um zumbi ao longe foi o primeiro sinal de que algo estava errado. Parei de rir imediatamente. Cutuquei os dois, que também pararam de rir.
–Meu Deus, disse Helena. Precisamos construir uma casa rápido.
Não tínhamos observado, mas anoitecia. O sol começava a descer, e agora, o céu de Minecraft apresentava uma coloração laranja, que para nós era doentia. Construímos freneticamente, até que tínhamos uma casa básica, mas pelo menos tinha teto, era iluminada por dentro, e ficava numa pequena elevação do terreno. No momento em que colocamos a porta, Helena entrou desesperadamente (damas primeiro), depois eu e por último, sobrou o azarão do Steve lá fora. No instante em que ele cruzou a soleira da porta, um esqueleto atirou uma flecha certeira, que atingiu sua cabeça. Um milésimo de segundo depois, eu fechei a porta. Steve estava bem ferido, ele só tinha dois corações e quase nada de comida. Eu e Helena nos entreolhamos, preocupados. A ferida estava feia. Helena correu para o baú, para pegar comida, e eu fui para a porta, com meu arco e peitoral. Enquanto Helena tratava do Steve, eu chequei a porta e subi para a varanda, tomando cuidado com possíveis aranhas. De lá, avistei o esqueleto. “Então, meu chapa. Ponta contra ponta,” pensei, ajustando a flecha. Ele nem me viu, então morreu quieto. Eu peguei as flechas de volta (mas tive que correr supersonicamente par voltar), e entrei na casa. Steve já parecia melhor, e voltara à consciência. Enquanto isso, eu olhava para fora, atento à chegada de creepers. Decidi comentar algo com os dois, uma coisa que vinha me perturbando:
–Gente, o perigo é real. Se a gente morrer, não vai dar spawn. Se cair na lava, queimaremos. Se ficamos tempo demais debaixo da água, nos afogaremos. Se creepers explodirem, explodiremos também. Além do mais, como e quando sairemos daqui? Do jogo?
Helena e Steve se entreolharam. Ficou nessa por algum tempo, mas Steve falou:
– Nós não sabemos.
–QUÊ?!!?!!??!?!
O meu berro foi realmente alto, tanto que os dois e assustaram.
–Vocês não sabem como fazer nada? Voltar para casa??? Nada? E ainda me arrastaram até aqui!
Helena falou:
–Não, tinha algo, algumas instruções ao rodapé da página...
Foi quando ouvimos a porta ser arrombada, diversos zumbis entraram, e percebemos que tínhamos pouco tempo.
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