Um futuro sem esperança
2 Acordado
P.O.V. Alucard.
Eu fui acordado por uma garota. Ela é uma bruxa, uma feiticeira de alto grau.
Ela olhava para a tumba ao redor enquanto caminhávamos por ela e ria.
—Porque está rindo?
—Porque acabo de descobrir que Thomas Edison não descobriu a eletricidade. Drácula descobriu a eletricidade na Idade Média.
—Idade Média?
—É. Como é que a gente sai?
—Por aqui.
Tivemos que atravessar todo o complexo para chegarmos á cidade.
—Credo. Não entro ai nunca mais.
—O sol. Eu... não sinto dor.
—De nada. Em que ano estamos?
—Mil quatrocentos e cinquenta e seis.
—Ótimo.
—Ninguém que eu conheça se veste como você, anda como você ou fala como você.
—Ainda. Agora, olhando bem... você tem olhos iguais aos dos meus bisavós. Deixa eu adivinhar, sangue animal?
—É. Como sabe?
—Como eu disse, você tem olhos iguais aos dos meus bisavós. Acredito que, acidentalmente encontrei o Original da raça deles. Quem diria né?
—Você com certeza não é como as outras.
—Ficaria surpreso. Bom, preciso que me ajude.
—E eu preciso que me ajude.
—Em que exatamente?
—Meu pai pretende libertar um exército das Trevas por sob a Valáquia.
—Você é mesmo filho do Drácula? Biologicamente?
—Bio o que?
—Seu pai engravidou alguém?
—Sim. Minha mãe era Lisa Tepes, ela morreu á pouco mais de um ano.
—No parto?
—Não. Eles a queimaram na estaca.
—Jesus! Que coisa horrível. Eu sinto muito.
—Você realmente lamenta não é?
—É claro. É uma barbaridade queimar as pessoas vivas.
—Sangue em pacotes? Como é possível?
Perguntei estendendo o pacote á ela.
—É a medicina da minha época. Eles até inventaram um sangue sintético.
—Como tiram o sangue pra colocar no pacote?
—A doação de sangue é voluntária, as pessoas não morrem por causa disso. É só um pouco em cada bolsa, existem vários tipos sanguíneos alguns mais raros que outros. O médico amarra uma tira de borracha no braço da pessoa, enfia uma agulha na veia e um cateter puxa o sangue até a bolsa. A pessoa fica zonza por algum tempo, mas é só comer e descansar que ela fica nova em folha em algumas horas.
—E qual é o seu tipo sanguíneo?
Ela passou a mão na nuca, olhou pra baixo e respondeu:
—Ai já é mais complicado. O meu sangue é especial, eu não tenho tipo sanguíneo.
—Não tem? Porque não?
—Porque você faz tantas perguntas?
—Você é intrigante.
—Sei.
—Parece gostar da ironia.
—Pode se dizer que sim. Então, onde a gente come por aqui? Comida de gente.
—Tem moedas ai?
—Tenho, mas moedas não valem muita coisa... opa, está falando de ouro ou cobre. Estamos na Idade dos metais. Que droga!
—Então não?
—Não. Porcaria! Como fui me esquecer disso? Espera! Os dracmas.
—Dracmas?
Ela tirou um saco da mala e o abriu.
—Valeu Annabeth. Acha que isso serve?
Ela tirou uma moeda de ouro da sacola.
—Eu nunca vi uma moeda igual a essa.
—É a moeda dos Deuses. Literalmente.
—Isso é ouro com certeza.
—Dracmas de ouro.
A moeda tinha um dragão desenhada nela.
—Fica com essa ai. Guarda de lembrança.
—Vai me dar uma moeda de ouro como lembrança?
—É. Tem mais de onde essa veio, muito mais.
—Então você é rica?
—Sou. Mas, não espalhe e nem sobre o anel. O anel tem que ser segredo absoluto entendeu?
—Compreendo.
Sarah fazia caretas enquanto passávamos pela rua.
—Que nojo. Eu venho atrás de um guerreiro super poderoso e o que eu ganho? Cocô. Abençoado seja o cara que inventou o sistema de saneamento básico. Só pra constar, você me deve um par de botas novas.
Entramos na taberna e haviam homens brigando por causa de uma cabra.
Ele começou a falar mal da minha família e depois da família Belmont.
—Deixa pra lá, são só homens bêbados falando besteira.
Ela se sentou num dos bancos e eu me sentei ao seu lado.
—Pois não lindinha?
—Pare de flertar comigo. Eu gostaria de algo pra comer e água, por favor.
—Não prefere vinho? Posso te dar da melhor qualidade, por um favor é claro.
—Acho que eu não fui muito clara.
Sarah pulou o balcão e rapidamente dominou o homem, o derrubou e colocou o pé na sua garganta.
—Eu disse pra parar de flertar comigo. Eu não sou uma puta! Eu sou uma dama e você vai me tratar com o devido respeito e me trazer o que eu pedi. Fui clara?
—Absolutamente, milady.
—Ótimo.
O homem se levantou meio grogue e pegou o que ela pediu.
—O melhor vinho da região, por conta da casa.
Ela olhou pra mim e perguntou:
—Você bebe?
—Sim.
Ela me passou a caneca.
—É todo seu. Eu quero água. Insípida, incolor e inodora. Sem cor, sem cheiro e sem gosto. Entendeu?
—É pra já.
Sarah comeu e bebeu água.
—Porque não aceitou o vinho?
—Eu não posso beber álcool. O meu corpo não aceita, porcaria de sistema imunológico de Duplicata.
—Duplicata?
—Dopplegganger. Eu sombra, duplicata tanto faz.
Dois homens partiram um para cima do outro, mas ela se enfiou no meio.
—Parem!
—Ele é Trevor Belmont!
—E eu sou Sarah Cullen Mikaelson! Que se tem com isso? Parem de se comportar como animais. Espera, os animais são mais civilizados. Você, senta lá.
—Quem você pensa que é para mandar em mim?
Ela puxou sua estranha arma e houve um estrondo. Como um barulho de trovão e Trevor Belmont caiu no chão.
—Não se preocupe, eu não atingi nenhum ponto vital. E a bala se desfez dentro de você, agora vai sentar. Pelo menos enquanto eu estiver aqui, vão agir civilizadamente!
Sarah se sentou e voltou a comer como se nada tivesse acontecido.
—Épocazinha miserável.
Ela pagou o servo com uma de suas moedas. Mas, olhou pela janela e disse:
—Venda-me uma dúzia de pães. Doze pães.
—Doze pães?
Sarah jogou o saco de moedas no balcão.
—Doze pães saindo.
Ela saiu carregando os pães ainda quentes.
—O que vai fazer com isso?
—Espere e verá.
Sarah começou a cortar os pães com as mãos e a distribuir para as crianças e os pobres. Começou a conversar com eles.
—Tchau.
—Adeus.
—Agora sabe o que ia fazer com os pães.
—Você me lembra a minha mãe.
—Obrigado. Como prefere ser chamado? Alucard ou Adrian?
—Não sei. Nunca parei pra pensar.
—Então pense. Temos um longo caminho.

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