Notas iniciais
Olá, pessoas!
Essa é minha primeira publicação aqui no site. Espero que vocês gostem e se sintam livres para criticar e dar sugestões.

Agora os meus mais sinceros agradecimentos:

Primeiramente, quero agradecer e dedicar essa história a minha querida amiga Nessan C. Sem o incentivo dela eu não estaria escrevendo este parágrafo agora.

Agradeço também aos meus amigos de faculdade que, mesmo sem saber o que é uma fanfiction, me tiraram inúmeras dúvidas e me ajudaram nas pesquisas.

Boa leitura!

Ouviam-se passos ansiosos pelo corredor do hall de entrada da Universidade Aristóteles de Thessaloniki. Em plena sexta-feira de manhã, o estudante da Escola de Direito andava a passos largos, olhando decididamente para frente, sobrancelhas curvadas em obstinação, o corpo tão rígido quanto uma viga engastada. Sentia inúmeros sapos pulando de um lado para outro dentro de seu estômago com a possibilidade de, enfim, viajar para Paris.

O sol ainda se manifestava timidamente, entrando pelas descomunais janelas do primeiro andar, colorindo em tons de laranja a pele bronzeada e o cabelo aloirado do estudante. Seus olhos claros perscrutando cada detalhe da edificação suntuosa, torcendo para que fosse a última vez que a veria em pelo menos seis meses.

Os jardins cuidadosamente planejados, a construção imponente e os quase cem anos de idade compunham o cenário da Escola de Direito na mais prestigiosa universidade grega, localizada em Thessaloniki, a segunda maior cidade do país.

Ao se aproximar das escadas que levavam ao escritório de seu professor orientador, projetou o corpo para frente, de modo a tomar impulso e subir de três em três degraus.

Aquela ansiedade precisava acabar.

Alcançando o topo da escadaria, cobriu o percurso de mais dois corredores semelhantes aos anteriores com agilidade, mantendo a largura e velocidade dos passos. Ao chegar em frente a porta almejada, inspirou profundamente erguendo a cabeça, leu a placa que informava o nome de seu preceptor e expirou abaixando a cabeça até conseguir visualizar os próprios tênis. As sobrancelhas perderam a curva de determinação e se reorganizaram de forma e demonstrar angústia e ansiedade. Maldita ansiedade. Levantou novamente a cabeça, assumiu uma última postura e, resignado com qualquer fosse o resultado, bateu na porta e entrou.