Notas iniciais
Mais um capítulo!! Boa leitura!!

PoV. Nicole

Depois de tantos anos, acho que vou ter que pôr meus dotes casamenteiros em ação novamente. Não que eles queiram ou precisem casar, mas ainda assim, tenho que tentar resolver a situação desses dois. Não aceito que aquela história de filme adolescente tenha se desfeito por uma bobagem daquela, além de orgulho e drama. Nossa! Isso está mesmo parecendo um filme. Estou nesse exato momento com Markus no carro, voltando da casa de Andrew, depois dele ter nos explicado a situação. Na verdade, a versão dele da situação.

— Pronto! Chegamos ao seu destino — paro o carro esperando ele descer. Ele me olha e parece não entender o que se passa.

— Como assim? Que destino?

— O seu, eu preciso ir na casa de Mariana ver o que está acontecendo.

— Mas nós não já sabemos? — ele questiona arqueando uma sobrancelha.

— A versão dele. Agora, preciso ver a versão dela! Anda, preciso ir logo! — balanço a mão em direção a porta do carro.

— E eu não posso ir junto? Que preconceito é esse? — indaga emburrado.

— Eu não sei. Ela pode não se sentir bem com você lá, ela sabe que é o melhor amigo de Andrew, eu não sei. — falo passando as mãos pelos meus cabelos. Espera uns segundo e ele bate a mão na própria perna. O olho assustada.

— Já sei! Você não quer que e vá junto para ganhar todo o crédito da reconciliação!

— O que?!

— Sabia! Pois agora eu vou senhorita! Sou uma peça chave nessa missão e você nunca conseguiria juntar aqueles dois sem a minha ajuda. — ele determina e eu o olho chocada.

— Markus! Primeiro: Não é nada disso, é só que meninas se entendem e se abrem melhor umas com as outras. Segundo: Eu não preciso da sua ajuda!

— E o terceiro? — arqueio minha sobrancelha.

— O terceiro? O terceiro é que isso é uma coisa importante, preciso juntar aqueles dois. Eles querem e eu também! — dito.

— Então vamos logo! Coloca esse carro pra andar! — o encaro e bufo. Ele não vai mesmo desistir. — Tem que entender que somos uma dupla imbatível!

— Tudo bem, tudo bem. Mas se a conversa não fluir e ela não conseguir me contar o que houve, você vai embora. Arranja uma desculpa e se manda, certo? — ele me ignora e eu altero a voz — Certo?

— Tá bom, eu prometo que faço isso. Mas duvido que ela não queira contar, ela me adora! — ele sorri convencido e eu balanço a cabeça em negação, não conseguindo controlar o riso. Vamos direto para lá, ela mora em um apartamento bem aconchegante e decoradinho, me faz sentir em um daqueles filmes de romance, é tudo tão confortável. Subimos sem avisar e batemos em sua porta, esperamos uns minutos e ouvimos passos. Não demora muito tempo e ela abre a porta. Estacamos ao vê-la.

— Ah... adorei o..a.. isso! — Markus aponta para sua roupa. E eu ainda não sei o que dizer, sei que ela está na fossa mas eu não vestiria isso nem no fundo do poço.

— Gostaram? — ela sorri apontando a própria roupa. Posso ver que não está feliz, mas está melhor do que Andrew. Também, com aquele macacão de pelúcia fúcsia em forma de gato, quem não conseguiria rir?

— Última moda em Paris? — pergunto sorrindo e ela nos dá espaço para entrar.

— Não, última moda na Decepciolândia — ela diz e se joga no sofá, está emburrada. Rimos com seu comentário.

— Deuses! Quanto drama de vocês dois! — sento no sofá em frente ao seu e Markus se mantém de pé.

— Querem alguma coisa? Água, café, cerveja, vinho?

— Tem vinho? — pergunto a uma Mariana distraída, mexendo nos cabelos.

— Não. — então pra que ela perguntou? Ignoro o comentário.

— E cerveja? — meu namorado pergunta e eu faço careta. Ela confirma com a cabeça e aponta a geladeira.

— Pega uma para mim também! — digo de onde estou e ele faz um sinal de legal.

— Viu? Por isso eu prefiro vir na casa da Mariana! O Andrew não nos ofereceu nada quando fomos lá, garoto ingrato! — ela o olha.

— Estão vindo de lá agora? — ela questiona e parece interessada. Markus não sabe se nega ou afirma e me olha pedindo ajuda. Eu reviro os olhos.

— Sim. Vimos de lá agora, fomos saber o que aconteceu. — respondo. — Queríamos saber como você está também, pelo visto, brigaram feio.

— E vocês pretendem ouvir só a versão dele? Andrew não entende nada, é péssimo de interpretação! — ela diz um tanto alterada. Olhando daqui, ela parece uma criança emburrada sentada com as pernas cruzadas, e essa roupa deixa tudo mais cômico.

— Não, queremos entender a sua parte também. Parece que vocês nem conseguiram se explicar direito, então ele não nos disse nada conclusivo — Markus afirma e eu o olho — Se não quiser falar na frente dele, eu entendo. Ele tem muito o que fazer mesmo. — aponto para meu namorado, que nesse momento parece chocado.

— Não, tudo bem. Ele pode ficar, só quero falar mesmo. Porque na minha cabeça, eu juro que estou certa. — ela afirma e ele me olha me dando língua. Se senta ao meu lado.

— Ele recebeu uma foto, onde eu apareço dando um selinho em um antigo amigo. Quer dizer, amigo não, nos encontrávamos antes de eu vir para cá, mas nunca sentamos para conversar ou algo do tipo, sempre foi uma relação física — ela inicia e cruza as mãos em cima das pernas.

— Nós vimos a foto, ele nos mostrou. — Markus se pronuncia e ela assente — Mas a foto era aqui, em NY.

— Sim. Depois que eu vim para cá, eu o encontrei na rua por acaso. Parece que ele fez alguma merda e o pai o mandou para cá para abafar o caso. Ele até me chamou para sair mas eu o rejeitei. — completa.

— E a foto? — ele se pronuncia novamente.

— Quer ter paciência?! Não sei para eu eu te trouxe! — eu ralho com ele.

— Então é assim que somos uma dupla infalível?! E eu tenho um carro, viria mesmo assim — ele se faz de ofendido e Mariana ri.

— Eu sou a parte séria da investigação, você é só meu companheiro. — dito e ele põe a mão no peito.

— Ei, eu sou a parte principal da história! Dá para prestarem atenção em mim? — Mariana pergunta e nós a olhamos.

— Desculpe Mari, pode continuar! É porque a Nicole não aguenta o meu brilho e minha inteligência perspicaz, e quer sempre me destruir, mas ela não vai conseguir não! — ele comenta sem nem me olhar e eu dou um tapa em seu braço.

— Meu amor, eu brilho, você é só oleosidade! — falo e jogo meus cabelos em seu rosto. Mariana está rindo, e pelo menos isso nós conseguimos, fazer ela rir.

— Tá bom, tá bom. Terminaram? — ela pergunta de braços cruzados e nós afirmamos — Posso continuar? — nós confirmamos novamente.

— Ótimo. A foto foi tirada aqui porque eu o encontrei, ele me chamou para tomar um suco e eu fui, ainda não namorava com Andrew. E mesmo que namorasse, não vejo problema algum. Enfim, contei a ele que eu estava me envolvendo com alguém e tals, e na hora de ir embora, ele pediu para que tirássemos uma foto. Só que na hora do clique... — eu a completo.

— Ele beijou você e bateu a foto.

— Isso! — ela aponta para mim — Foi isso exatamente, eu o empurrei e ele me pediu desculpas. Disse que foi só uma despedida! — ela suspira — Foi só isso, mas o seu amigo — ela aponta para Markus — não me deixou explicar, e foi logo falando coisas e bebendo e tudo mais. Não seria muito mais fácil se ele tivesse vindo aqui conversar comigo? — ela desabafa e nós a ouvimos.

— Tem razão. O Andrew é uma drama queen! — Markus resmunga e nós o olhamos.

— Tem certeza que veio para ajudar? — Mariana pergunta sorrindo e ele dá de ombros.

— Ele nos explicou isso Mari, quer dizer, eu ajudei ele a chegar nessa conclusão. — eu comento e ela me encara — Ele entendeu, quer dizer, vamos olhas o lado dele também. Não é fácil ver uma foto dessas e não tirar nenhuma conclusão. — pontuo.

— Eu sei que não Nicole, eu entendo toda essa desconfiança dele, eu nem sei o que faria também. Mas eu esperava que ele viesse conversar comigo, só isso. — ela fala e nós estranhamos.

— Então.. Você não está chateada porque ele desconfiou de você? — meu namorado pergunta um tanto confuso.

— Não. Quer dizer, não assim. — ela se conserta no sofá e se põe a explicar — As fotos estavam ali e eu entendi isso, eu também acharia a mesma coisa. Mas mesmo depois que eu expliquei era como se ele gostasse de estar naquela briga, de estar bêbado me dizendo coisas. O Andrew acha que ele pode se revoltar com qualquer situação, beber, dizer o que quer e depois jogar a culpa na bebida. Isso me deixou magoada. — De certa forma, ela tem razão e e nós sabemos disso.

— Meu amigo se deu mal, foi namorar uma psicóloga — meu namorado comenta e ela ri com seu comentário. — Bom que facilita nosso trabalho, ele só precisa pedir desculpas — ele sorri convencido.

— Claro que não. Não é só pedir desculpas, do que vai adiantar se ele nem sabe porque pediu? Não vou correr atrás dele e nem vou aceitar qualquer coisa, quero que ele veja o que de verdade me magoou. Quero que ele veja se tudo aquilo foi mesmo necessário. Só isso. — ela complementa.

— Ah claro! Muito fácil, só isso. Quem não consegue ler sua mente?! — Markus rebate se jogando no sofá do meu lado — Deuses! Essa missão está muito mais difícil do que eu imaginei!

— Eu avisei — comento e ele faz uma careta. Me viro para Mariana — Eu entendi o que você quis dizer. Mas tudo isso se resolve com conversa! Ele quer falar com você. Por que não marcam um jantar?

— Não acho uma boa ideia. Não estou pronta para encarar isso, eu só quero dormir um pouco. Não acho que nesse momento, um diálogo vá resolver. Tenho medo de falar errado as coisas e piorar a situação. — ela parece bastante triste. Andrew terá que batalhar bem!

— Tudo bem Mari, vamos deixar você dormir. — bato a perna do meu namorado, fazendo-o levantar — Vamos? — ele afirma.

— Vou vestir meu vestido de fada madrinha e resolver a vida de vocês, Mari. Prometo. — ele diz a ela, que ri.

— Não se preocupem com isso. Tudo vai se resolver, não importa como. — ela sorri de volta, mas um sorriso triste. Nos despedimos e vamos para o carro.

— Eu estava pensando — tenho medo disso — Poderíamos forjar um sequestro para os dois. — o olho assustada quando o carro para num sinal vermelho — Eles iriam se ajudar no meio da agonia, e com tudo aquilo iriam ver que se amam! -

— Você está falando sério?! — não pode ser.

— Ah, fala sério! É uma ideia e tanto. Como vocês acham que eles vão conversar? E sem interrupções? — ele fala e eu até que concordo com o pensamento. Mas nunca com essa ideia!

— Podemos pensar em algo melhor! Eu tenho certeza! — balanço meus cabelos e dou partida no carro. Isso não vai ser fácil!

Notas finais
Qual será o plano? Obrigada por estarem acompanhando! Bjoks