Um esperado inesperado amor.
17 Capítulo 17
Notas iniciais
PoV. Mariana
Como assim?! Não posso acreditar que Andrew é o milionário babaca de quem me falaram, e pior, eu não sabia de nada! Aliás, esse nem é o pior, ele teve coragem de me falar que achou desnecessário me contar sobre sua intimidade! Essa foi a sua justificativa para não ter me contado, e sinceramente, acho que um tiro doeria menos. Eu aqui, toda idiota por ele, e ele não estava nem aí pra mim. Apaixonada, é o que dizem. Mas também não sou personagem de novela, preciso que ele me explique tudo, mas se ele pensa que eu vou ceder só porque ele tem aquele corpo maravilhoso e aquela boca tão boa de morder, não mesmo!
Pego um táxi e vou até a faculdade, preciso logo explicar o que houve, mas claro que vou ocultar a parte de Andrew ser o meu... meu... , ser bonito. Pelo menos, a premiação e a conclusão do projeto está de volta e aqueles ridículos não vão mais culpar a Bri, ao invés de culpar o babaca do Edgar. O motorista de táxi para no destino e eu fico chocada com o valor da corrida, ele me levou pra Índia e voltou e eu não percebi?! Pago a contragosto e desço do carro, entrando na faculdade.
— Bom dia, posso entrar? — pergunto batendo na porta do reitor. Ele me olha e balança a cabeça ansioso. Entro — Bom, para início de conversa, o que eles souberam não foi o que, de fato, aconteceu.
— E o que chegou até eles? — ele põe as mãos em cima da mesa.
— Prostituição. — seus olhos se arregalam — Mas não se preocupe, eu provei que não era isso. Mostrei que Brigite foi apenas uma vítima de tudo isso. — ele assente, só não sei se concorda com a minha opinião, mas farei questão de dizer quantas vezes for necessário. — Eles me garantiram que vão continuar com as premiações e completar essa temporada, mas ainda estão pensando sobre a próxima e não me garantiram nada. — finalizo.
— Tudo bem, tudo bem. — ele aperta minhas mãos — Já estava pensando em como justificar tudo isso para a faculdade inteira. O número de rejeição seria catastrófico! Muito obrigada Mariana! — eu assinto e nos cumprimentamos. Levanto e saio da sala, tenho que ir para o hotel. Agora é hora de me preparar para o jantar.
Chego no hotel e as meninas estão assistindo algum filme, elas me olham e se sentam na cama.
— Vai fala! Deu em que tudo isso? — Brigite pergunte nervosa, torcendo os dedos. Me sento na cama de frente a elas.
— Primeiro, o cara com quem eu estou saindo é o diretor financeiro da empresa — solto de uma vez e elas se olham chocadas.
— O cara por quem você está apaixonada? — Bia pergunta e eu a corrijo.
— O cara com quem eu estou saindo!
— Caramba! Isso parece coisa de filme, que a mocinha se apaixona pelo ricaço. Espera aí, você não sabia? — Brigite me pergunta.
— Não, não sabia — passo as mãos pelo meu cabelo — Mas enfim, conversamos lá, eu e os representantes. Eles me garantiram que o dessa temporada está tudo certo, mas não sabem se vão continuar. — elas batem palmas e se abraçam.
— Ainda bem, não suportaria que me culpassem por tudo — Bri desabafa.
— Eles são uns idiotas! — Bia completa e eu resolvo ir comer o que elas deixaram guardado pra mim. As vezes quando uma de nós não consegue tomar o café da manhã, nós "roubamos" algumas coisas e guardamos no quarto. É, talvez isso não seja tão correto. Acho cuscuz de tapioca, amo esse troço! Depois de bem alimentada, resolvo tirar um cochilo, ainda falta muito tempo para o meu jantar com o Andrew.
Acordo e percebo estar sozinha no quarto, as meninas devem ter saído. Tateio pela cama em procura do meu celular e o acho, olho a hora e... Deuses! Já são quase 19hs! Pulo da cama e resolvo ir tomar meu banho, saio e me visto. Coloquei um vestido solto vermelho e uma bota de cano curto e salto, está ótimo. Batom vermelho e maquiagem mais clara, cabelos soltos. Quando termino ainda faltam uns 20 minutos para eu sair de casa, e só agora percebo o quanto estou nervosa. Droga! O tempo passa e eu pego o táxi.
Desço do carro e subo para o flat. Posso ouvir uma música tocar, Bette Davis Eyes. É sério? Ele finalmente abre a porta e estamos nos olhando, sem saber o que dizer.
— Boa noite, Andrew — quebro o gelo.
— Boa noite, Mariana. — ele se afasta me dando passagem para entrar. Entro e paro no meio da sala. Está perfumada e a luz de velas. Me viro para ele e reparo em como está lindo, jeans claro, coturnos e uma camisa branca que o deixa muito sexy.
— Isso — aponto para a sala e para nós — Não é um jantar romântico. Sabe disso, não é?
— Eu sei...Mas... Dá pra ser um pouco paciente, por favor? — ele pede um tanto nervoso — Só preciso que me escute. — respiro fundo, preciso manter a minha postura.
— Tudo bem. — ele relaxa — Está cozinhando alguma coisa? — questiono. Ele arregala os olhos e vai para a cozinha. Eu o sigo.
— Droga! Sentiu o cheiro de queimado? — ele pergunta enquanto mexe nas panelas e eu sorrio.
— Não, na verdade, senti um cheiro bom mesmo. — me aproximo de suas costas para ver no que está mexendo. Nesse momento ele se vira e estamos muito próximos, posso sentir o seu hálito batendo contra o meu rosto. Foi uma péssima ideia eu ter me aproximado, não ia conseguir ver nada mesmo já que ele é mais alto que eu. O clima ainda permanece e ele sorri.
— Canela! — diz e me puxa para um beijo, e que beijo! Sua mão vai para meus cabelos e a outra vai para a minha cintura. Eu agarro sua cintura e o puxo para mim, estou quase em cima do balcão quando me dou conta de onde isso está indo. O empurro e ajeito meus cabelos. Ele está parado me olhando.
— Eu vim para conversar. Lembra? Não é assim não — me afasto e sento no sofá. Ele vem até mim com uma taça de vinho.
— Prefiro cerveja.
— Eu sei, a taça é minha — ele senta e só então posso ver a sua outra mão, com uma cerveja. Ótimo! Passamos uns 2 minutos calados até que ele enfim, começa.
— Olha, me desculpa não ter te contado. Mas não foi nada tão planejado, é só que isso não é o tipo de coisa que eu conto para pessoas que acabo de conhecer — o interrompo.
— Então é isso? Eu sou uma pessoa que você acaba de conhecer? Ai droga, é verdade! Eu sou uma pessoa que você acaba de conhecer! — me levanto agitada — Quer saber? Não precisa me explicar mais nada, você tem razão, quer dizer, quem sou eu? Droga, isso é ridículo! — me afasto e tento ir para a porta, já estou com lágrimas nos olhos e nem ferrando eu me viro para o Andrew, mas ele me segura a mão, ainda de costas.
— Para! Não é nada disso! Quando eu te conheci, eu não ia falar mesmo sobre isso, mas aí você foi ficando e chegando e hoje você completa isso aqui! — ainda estou de costas e ele com a voz alterada. — Me desculpa pela forma que falei na empresa, me desculpa não ter te contado, mas lembra o que me disse sobre o meu pai? Que se não faz diferença, aquilo para de rodear a sua mente e você acaba esquecendo. — Bingo! Ele precisava usar a minha ideia? Me acalmo e me viro.
— Andrew, isso é tão clichê que chega a ser ridículo! A garota que viaja para outro país e encontra um cara maravilhoso que é rico, mas esconde dela porque não liga para o dinheiro e ela mesmo assim cede, se apaixona por ele e eles ficam juntos para sempre — eu digo com a voz alterada, não sei se estou chorando ou rindo. Ele está sorrindo para mim, por que ele está sorrindo? — E você sorri?
— Você disse que está apaixonada por mim. — ele está tentando prender o riso?
— Não disse não.
— Disse sim.
— Não disse.
— Claro que disse, eu ouvi.
— Ouviu errado — saio de perto dele e ele vem atrás de mim.
— E se eu te perguntar? — olho para ele — Você está apaixonada por mim, Mariana? — ele sorri presunçoso. Odeio essa situação em que me enfiei, mas eu nunca fui de me esconder. Me aproximo dele, estamos cara a cara.
— Sim. — ele parece que não esperava essa resposta. Pra que perguntou então? — Perdeu a língua? — ele sorri, sorri largamente.
— Caralho! Eu sou completamente louco por você mulher — ele me puxa e me beija, em poucos minutos ele já está sem sua camisa e sem os coturnos. Eu já nem sei mais onde foi parar meu vestido. Andrew me empurra na cama, não é carinhoso e eu gosto disso. Arranca minha lingerie de uma vez sem tempo para pensar, tiro seu jeans e não tem mais nada entre nós. Não vejo quando ele pega o preservativo, estou tão envolvida em meu próprio prazer que não reparo nisso, ele me puxa e agora somos um só. Não há delicadeza, só há nós.
Estamos deitados em sua cama e isso parece muito surreal. De repente, seu celular toca e ele procura pelo chão, vai até ele e atende, voltando para mim.
— Nicole, dá um tempo! — Opa, Nicole? — Sim, ela está aqui comigo. Não, ainda não, tenha fé. Depois eu te passo, pode ser? Mais tarde, até mais. — e desliga.
— Nicole?
— É, ela queria o seu número — fala enquanto deixa o celular de lado e vem me abraçar.
— Meu número? Pra que? -
— Ela vai te contar, mas isso é depois. Vamos jantar? — ele me puxa se levantando primeiro. Me joga uma camisa sua e eu a visto. Ele está apenas com a calça do moletom. Chegamos na mesa e já está pronta, um prato diferente! Nos sentamos e começamos a comer. Isso está muito bom, mas no meio da minha garfada, Andrew se pronuncia.
— Já sabe se vai ficar aqui? Se deu certo?
— Ainda não sei, espero que sim. Já estava acostumada com a bagunça — sorrio.
— E se ficar, já sabe onde.. vai ficar? — ele questiona e não me encara.
— Ainda não, pensei em ficar com a Luíza.
— Poderia ficar aqui, se quisesse, comigo... — ele fala um tanto envergonhado. Ele está falando serio? Paro com o garfo na metade do caminho.
— Como...assim?
— Sabe, a gente poderia ficar por aqui..afinal, nós já estamos aqui. Certo? — esse é o argumento dele? Serio?
— Andrew, o que está querendo dizer? — ele finalmente me olha e sorri.
— Quer namorar comigo? — ai Deuses! Fico um minuto em silencio.
— Está falando sério? Não está me zoando, não é? — pergunto desconfiada e ele revira os olhos.
— Acha mesmo que eu faria isso? — questiona e dou de ombros.
— Sei lá, afinal de contas, voc...- ele me interrompe bruscamente.
— Vai me responder ou não? — finjo pensar e sorrio.
— Sim, meu deus grego. — o puxo para um beijo.
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