Um dia com os campistas

1 Capítulo 1 - Pague a sua divida!


Notas iniciais
A história é baseada em eventos de fãs da saga, e não da própria história. But, como é ligada a ela, eu a deixei nessa classificação. ♥

O bosque próximo do chalé estava com sua bela clareira, como de tradicional. Os campistas ensaiavam suas apresentações, os staff's discutiam assuntos próprios de suas responsabilidades... Um dia comum, naquele 'acampamento' de São Paulo.

Maria, a atual conselheira do chalé de Ares/Marte, estava em cima da mesa, aos berros e liderando perfeitamente os irmãos, muito embora um sempre chegue atrasado. Um pontinho preto, que se aproximava pelas margens da clareira, com a espada apoiada no ombro, e totalmente de preto. Poderiam jurar que era um filho de Hades, quem não conhece-se o rapaz de perto suficiente pra saber como a lâmina que ele carregava, doía e era rápida. Muito embora, a chegada dele seja sempre marcada por uma outra coisa...

- MARTOOOOOO!

Uma pequenina filha de Ares, mas o que tem de pouca altura, tem de bravura, gritou e saiu disparada na direção do mancebo. Está era Compte, com sua bela pele amorenada, um par avantajado de seios, cabelo preso e o óculos que a dava um ar totalmente fofo; que, ao finalmente alcançar o rapaz, acertou-o com seu corpo como um jogador de futebol americano, e só não caíram porque ela mesma o segurou.

- Oi, Compte. — O tom de voz, sempre arrastado em uma tranquilidade profunda e um certo tédio, possuía traços melódicos por sua grave entonação.

- Que bom que você veio, que bom mesmo!

Ele, uma figura soturna, de casaco de couro de mangas repuxadas, deixando os alvos ante-braços expostos junto de alguns rasgos de unha que ainda estavam abandonando a pele, por baixo uma camiseta preta desbotada, que não marca muito o corpo do mancebo que também, não era lá esse exemplo de beleza masculina. A calça preta, um tanto quanto justa em suas pernas, marcava pelo menos essa vantagem; possuia belas pernas. Os pés, protegidos por um par de coturnos que deveriam pesar três quilos cada um, era realmente assustador pensar em um chute vindo daquele pé. E os suspensórios, que estavam caídos nas laterais das pernas, sem nenhuma utilidade além de decoração.

O rosto? Livre de tantas espinhas, esperamos. Os olhos, escuros como a noite, porém quando exposto ao som, um castanho escuro e quase morto, difícil de ser notado. Os cabelos castanhos claros, e seus fios loiros queimados pelo sol, eram rústicos e bagunçados, mas caia muito bem no rosto levemente circular do filho de Ares, que naquele momento já havia se aproximado o suficiente do chalé.

A conselheira, havia terminado suas instruções, e quando se virou de costas para berrar por Compte... Encontrou as duas figuras. A pequenina campista, se afastando discretamente para ir conversar com a loira Clara, uma de suas irmãs. E Martosael, o 'lobo solitário' como Compte chama, ou o atrasado, como ele costuma se definir.

- Você está atrasado, seu idiota. — Esbravejou a conselheira.

- E quando não estou, Maria?

A troca de olhares... Muitas palavras em um pequeno ato. Ao soslaio dos lábios de ambos, surgiram sorrisos, e a pequena morena saltou da mesa diretamente aos braços do irmão. Ele, por sua vez, largou a espada e fez questão de receber o pouso da irmã no próprio torso e envolve-la em um bom abraço.

Risos e giros, que geraram olhares suspeitosos dos outros membros do chalé, que por fim, preferiram não focar muito nisso e tocar a frente seus assuntos.

- Falta muito para o caça? — Pergunta feita por ele, que só vai para lá exatamente pra enfrentar os filhos dos outros deuses.

- Não, vai começar em breve. Vai conseguir me acompanhar, garotão?

O sarcasmo na voz afofada daquela morena de cabelos ondulados, fez o soturno filho de Ares, medir a mesma de cima abaixo. Um belo par de pernas, protegidos por um short, e os pés por um par de all star's, e o torso protegido pela camiseta do Acampamento, que lhe escondia um busto que poucas moças de sua idade possuíam. E os olhos, mergulhados em uma curiosidade sem discrição alguma.

- Vê se não vai se machucar.

Foi o contra argumento dele, antes de beija-la a testa, e se aprofundar pela clareira, para cumprimentar outros conhecidos.

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- VAI COMEÇAR!

Gritou um dos staffs. Os campistas pegaram suas cores, como sempre, Ares, no time vermelha, e após alguns instantes... Começou.

O caça bandeira é o que (eu como campistas diria) a parte principal disso tudo. As primeiras linhas haviam se quebrado, e os filhos de Ares sustentavam firmemente a linha contra o time inimigo, a qual tinha os habilidosos Legionários entre outros times de extrema habilidade...

Muito a frente, em um dos planos mais adiantados, encontrava-se Maria, pelo flanco direito, junto de Compte. As duas estavam avançando de maneira exemplar, enquanto Clara protegia suas costas, muito embora o inimigo estivesse começando a ganhar a vantagem de numero...

- Mari, estamos ficando em desvantagem... — Notificou Compte, que já estava sustentando três oponentes afastados com golpes de longo alcance, com sua espada média.

- Eu sei! Mas filhos de Ares não recuam! Vamos abrir caminho a frente!

Clara e Compte olharam uma para a outra, e notaram que em um urro, Maria investiu de forma reta e direta na direção da bandeira inimiga. Suas duas irmãs foram fiéis, e começaram a acompanhar, mesmo cansadas.... Até que a voz grave e forte, mergulhada em uma adrenalina e fúria sem igual, invadiu os corpos das meninas.

- RECUAR!

E a sequencia de estalos começaram. A sequencia de golpes agressivos, a espada rodopiando entre os dedos e as esquivas suicidas... Era Martosael. Acompanhado de Ernest, Huddy, Sofi e Biny. Isso impediu que as três avançadas fossem subjugadas pelas costas.

Contrariada pela ordem de seu irmão, Maria tornou o olhar para ele, a qual não aparentava uma boa expressão, e retornou sua frase. ' Filhos de Ares não recuam! ' Mas em contra argumento, Martosael apenas saiu da frente, deixando a visão clara do Campo de Bandeira do time vermelho estando em perigo. Em uma discussão interna consigo mesma, Maria concordou em recuar.

Unidos em uma única unidade os filhos de Ares, liderados por sua conselheira, estavam correndo para pegar a linha de ataque dos oponentes pelas costas, quando um urro veio pelas costas desse pelotão. O ultimo da fileira, era Martosael, que notou o urro e olhou para trás, para encontrar um rapaz da Alcateia(Clã de treino) correndo de maneira seca na direção das costas da conselheira de Ares.

Um brado, e um sacrifício por ... Um motivo que talvez nem mesmo ele soubesse.

O soturno filho de Ares virou-se para o oponente, e domou toda a carga do oponente em sua lâmina. A arma dobrou, quase quebrando, o braço retorceu e estalou, o pulso adormeceu, e o corpo foi atropelado em uma sequencia de cambalhotas. Porém, o inimigo foi morto e parado, tendo que retroceder a sua base.

E enquanto lentamente o filho de Ares de erguia novamente, sem a minima sensibilidade nas mãos, os inimigos se aproximaram, e o tempo que houve naquele meio segundo... Foi apenas do olhar do caído, cruzar com a da conselheira que o procurou, já engajada na batalha da defesa.

O estalo veio, e ele foi eliminado.

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- Essa massagem é mais do que justa.

Argumentou ele, aborrecido. Deitado de bruços, o casaco escuro do mancebo estava caído ao lado deles, e a camiseta repuxara para o alto, enquanto as mãos da conselheira pressionavam lentamente as costas alvas do irmão.

- Você não precisava me defender, eu não preciso de proteção, você sabe disso Marto..

O tom leve, com uma pontada de culpa, ainda mais pelo hematoma encontrado nas costas, e um braço direito cheio de espasmos. Porém, ao soslaio, o olhar do garoto encarava o rosto da conselheira, um olhar que escondia algo, e um calor firme correu-lhe a espinha. Mas, foi um olhar de poucos segundos, antes de se fechar.

- Então da próxima vez, me proteja.