Um conto e um café, por favor
1 História de Amor Proibido
Notas iniciais
Haviam dois castelos situados muito próximos um do outro, porém, pertenciam a reinos diferentes. O primeiro era situado no reino de Castella e o segundo, no reino de La Torre. Os dois reinos estavam em guerra há muitos séculos. Tudo começou em sua formação, os dois queriam o mesmo espaço. Guerrearam e em lugar nenhum chegaram, durante muitos anos. Até que, alguns séculos antes, foi assinado um acordo de paz entre os dois reinos, que sempre foi cumprido. Mas os habitantes de um não mantinham comunicação com os do outro.
Felipe cresceu ouvindo de sua mãe, a rainha de La Torre, todas essas histórias de guerra. Ela glorificava seus antepassados, afirmando que a ideia de realizar o Tratado de Paz tinha vindo de seus ancestrais. O garoto nunca havia conversado com ninguém de Castella, só observava a torre mais alta do castelo vizinho da janela de seu próprio quarto, sem nada lhe chamar a atenção. Até que, quando tinha onze anos de idade, Felipe a viu.
Carolina era a princesa do reino vizinho. Como era filha única, seus pais queriam tratar o mais rápido possível de seu casamento, para a continuação do trono real, mas nunca haviam achado um noivo que seu pai aprovasse.
— Tem que ser alguém nobre de Castella. – O rei dizia para a rainha todos os dias no jantar. – Pode estar sendo difícil, mas tenho certeza de que encontraremos um bom noivo para nossa pequena.
Carolina, no entanto, não queria se casar. Não forçadamente.
— Eu só tenho onze anos, mãe! – Ela resmungava para a rainha, que já estava cansada de ouvir as lamúrias da filha.
— Carolina, não precisa se preocupar. Se casará quando tiver dezoito.
A menina bufava de raiva.
Felipe a observava todos os dias com seu binóculo, e a garota nunca pareceu perceber nada. Ele adorava vê-la escovar seus longos cabelos lisos castanhos, que lhes desciam por toda as costas. Cada dia ela usava um novo vestido, tinha de todas as cores: azul, amarelo, branco, roxo... Porém, o que o garoto mais gostava de vê-a usando era o verde. O mais gracioso de todos, ele pensava, enquanto a observava sair de frente do espelho.
Alguns meses se passaram desde sua primeira observação, e Felipe não prestava mais atenção em nada, viva no mundo da lua, ou no mundo do reino de Castella. Seus pais conversavam muito sobre negócios, mas o príncipe não gostava nem de pensar que um dia teria que tratar desses assuntos no lugar do pai.
— Temos que fazer algo memorável para o reino! – Dizia o rei, empolgado – Algo como o Tratado de Paz, mas muito mais marcante!
A rainha concordava.
— E algo que não envolva Castella, por favor.
Felipe sabia que tinha que reprimir o que estava sentindo pela princesa, afinal, era um amor impossível. Mas nada o impedia de ser amigo dela, e de saber ao menos o seu nome! Rapidamente, ele escreveu uma carta e a entregou ao seu pombo-correio, Astolfo. A ave voou e Felipe pode vê-la pousando na janela do castelo vizinho.
Carolina estava entediada de morar naquele castelo enorme com seus pais. Eles não a deixavam fazer nada, não a deixavam sair e ter amigos, porque “isso não é coisa de mocinha”, eles dizem. A única coisa que a garota fazia era pentear seus longos cabelos o dia todo.
Em mais um dia comum no reino, ela estava deitada em sua cama de dossel, esperando a criada chegar com aquele horrível chá de gengibre que sua mãe mandava preparar. Tudo estava muito quieto, quando de repente Carolina ouviu um som diferente daqueles que estava acostumada. Era um grunhido, parecia mais um pombo. Um pombo? Em seu quarto? Ao olhar pela janela, percebeu que não era um pombo comum. Era um pombo todo branquinho e trazia algo em seu bico. Uma carta. Aquele era um pombo-correio.
A princesa pulou animada da cama. Ela nunca havia recebido correspondência nenhuma antes. Rapidamente, ela pegou o pedaço de papel do bico da ave, que não se mexeu. Provavelmente, não sairia de lá sem alguma resposta.
Saudações, cara princesa do reino de Castella – Carolina começou a ler a carta que havia recebido – Aqui quem fala é príncipe Felipe, do reino de La Torre, o reino vizinho. Desculpe-me a insolência, mas a tenho observado a algum tempo de minha janela, e pude perceber que você escova muito seus longos cabelos. Gostaria de lhe conhecer melhor, quem sabe até possamos ser amigos! Sem nossos pais saberem, devido a essa Guerra Fria que ocorre entre nossos reinos. Nem eu e nem a senhorita temos algo a ver com isso, portanto, acho que nossa amizade será um bom refúgio dos ocorridos.
Carolina sorriu ao terminar de ler. Ela poderia ter um amigo! Algo que, se dependesse de seus pais, ela nunca teria. O rei frisava que o único amigo que uma rainha deveria ter é o seu próprio marido. A princesa não concordava e manteria essa amizade em segredo.
Ela pegou um pedaço de papel e escreveu a resposta para príncipe Felipe, contando seu nome e tudo o que ela passava dentro daquela grande torre. Por fim, amarrou-a e entregou-a para o pombo-correio, que levantou voo e pousou na janela da torre do castelo vizinho. A garota pôde ver que lá havia alguém, provavelmente o príncipe. Porém, antes que ela pudesse ver melhor, a criada abriu a porta do seu quarto sem bater e Carolina teve que disfarçar o que estava fazendo.
Felipe abriu um largo sorriso quando recebeu a resposta da princesa. Descobriu que seu nome é Carolina e que ela detesta a vida que leva no reino de Castella, junto com seus pais. Ele seria o seu primeiro amigo e ela estava muito feliz com isso.
As duas crianças trocaram mais e mais cartas, sempre escondidas dos pais. Se tornaram amigos, mesmo sem nunca terem se visto ou ouvido as vozes um do outro. Trocaram fotografias, Felipe descobriu que a princesa tinha longos capelos castanhos e olhos cor-de-mel, que combinavam com o tom bem branquinho de sua pele. Suas bochechas eram rosadas e ela tinha um belo sorriso. Já Carolina descobriu que o príncipe era loirinho e tinha os olhos negros como a noite. Seu sorriso lhe passava a calma de um amigo verdadeiro e ele parecia um verdadeiro anjinho entre os humanos.
A amizade dos dois foi crescendo e se tornou algo bem maior, algo que os dois sabiam que estava errado, mas ao mesmo tempo não podiam negar um ao outro.
Seis anos depois...
— Carolina, eu não acredito que você não está preocupada com seu casamento! – a rainha de Castella gritava com a filha, que já estava com dezessete anos e não havia conseguido nenhum noivo para ser o futuro rei.
— Mãe. – A princesa dizia calmamente. – E seu eu não quiser me casar?
A mãe fez uma cara de fúria. Lógico, Carolina queria se casar, mas não com um habitante de Castella. Ela estava apaixonada por Felipe, o príncipe do reino vizinho, La Torre, mas seus pais nunca permitiriam esse casamento. Os reinos eram inimigos a séculos.
— Vou fingir que não escutei isso! – A mãe respondeu. – Temos que dar um jeito de conseguir um noivo para você.
A única coisa que a princesa pensava era em conhecer Felipe, eles nunca haviam se visto pessoalmente. Ela queria poder tocar naqueles cabelos loirinhos e sentir seu cheiro em seu abraço. Ela sonhava com isso todas as noites. Então Carolina tinha tido uma ideia. Uma ideia genial!
— Mãe. – A garota disse, animada. – Eu já sei como conseguir o meu noivo!
— Ué, menina! – Ela respondeu, desconfiada. – Você mesma não estava falando que não queria casar!
— Sim, mas e se eu gostar de algum noivo? Poderíamos dar um baile com todos os rapazes nobres de Castella!
A rainha ficou pensativa. Carolina poderia conhecer Felipe através desse baile, era só convidá-lo também. Mas havia um pequeno problema: os pais da garota conheciam o príncipe. Seu pai o reconheceria e o expulsaria da festa. Foi aí que ela teve a ideia mais genial de todas.
— Carolina, minha filha! E não é que essa é uma boa ideia?
— Sim, mãe, mas não quero que seja um baile comum. Quero que seja um baile de máscaras!
A mãe arqueou as sobrancelhas.
— Um baile de máscaras?! E como você vai saber quem é o noivo?
— Será uma surpresa, oras! – Carolina se atirou em sua cama, imaginando como seria o rosto de Felipe. – Se eu gostar de um, eu tiro a máscara dele!
A rainha pareceu gostar da ideia. Ela se sentou perto da onde a filha estava deitada.
— Você sabia que eu conheci seu pai em um baile de máscaras? Vamos avisar todo o reino que estaremos em festa!
A rainha saiu do quarto, deixando Carolina completamente sozinha. Sem perder tempo, a garota escreveu para Felipe, contando tudo o que havia acontecido e entregou a carta para Astolfo, o pombo-correio de Felipe.
Quando avistou o passarinho, o coração do príncipe deu um salto de alegria por estar recebendo mais uma correspondência da amada. Assim que leu o seu conteúdo, não poderia estar mais feliz. Finalmente poderia ver o rostinho e seus cabelos lindos de perto, e além de tudo, tocar neles.
Alguns dias depois, Felipe recebeu de Astolfo o convite para o baile de máscaras. Que seria no próximo final de semana. Ele abriu a porta de seu guarda roupa e pegou uma caixa. Abriu-a e tirou de lá de dentro a máscara que usaria. Era preta e havia alguns detalhes ao longo de sua superfície. O príncipe fotografou sua máscara e ele mesmo usando-a, para a princesa não ter como errar de pessoa. Também recebeu duas fotos dela, dos mesmos moldes que as dele. A máscara que ela usaria também era preta, porém, muito mais feminina. Havia uma flor feita de seda e uma joia no meio, decorando-a. Ele mal podia esperar por esse baile.
Alguns dias depois...
Carolina acordou radiante naquela manhã. Finamente o dia do baile havia chegado, e ela mal podia esperar para ver seu amado pela primeira vez. Sua mãe não tardou em aparecer na porta de seu quarto.
— Carolina! Acorde filha! Precisamos fazer cabelo, maquiagem, colocar o vestido e a máscara! – A rainha estava dando pulos de animação.
— Mãe, quero algo bem simples! – A princesa disse, despertando a surpresa na mãe.
— Ué, e porque essa simplicidade toda?
— Porque eu quero que o noivo goste da minha essência! E maquiagem demais estraga isso.
A mãe abriu um largo sorriso e correu para abraçar a filha.
— Minha bebezinha está crescendo! – Ela comemorou e apertou as bochechas de Carolina.
No reino de La Torre, Felipe também acordou animado. Tomou logo um bom banho, o que despertou a desconfiança de sua mãe.
— Filho. – Ela disse, quando o garoto saiu do banho. – O que está havendo? Você nunca toma banho nesse horário!
O príncipe sentiu um frio da barriga. Ele não poderia esconder isso da mãe. Olhou bem no fundo de seus olhos e começou:
— Mãe, eu... – Fez uma pequena pausa, com medo da resposta. – Eu vou em um baile no reino de Castella hoje.
Ela não esperava por aquelas palavras. Esbugalhou os olhos e encarou o filho por alguns minutos.
— Felipe, como assim? Naquele baile para arrumar o noivo da princesa?
Sem ter muita escolha, ele explicou tudo para a mãe. Desde quando ele a observava na janela, até as cartas trocadas e o momento e que os dois se apaixonaram. A rainha escutava tudo atentamente. Ela ainda ficou uns minutos em silêncio depois que ele havia terminado de falar.
— E então, mãe? – Felipe quebrou o silêncio. – Você acha que eu devo seguir em frente?
Ela sorriu.
— Se é quem você ama, — Disse, ainda com o sorriso no rosto. – vá atrás! Só espero que seu pai não descubra!
Os dois riram, despreocupadamente.
Quando a hora do baile finalmente chegou, os dois estavam atônitos. Carolina desceria discretamente no salão de festas, mas seria perceptível, pois era uma das poucas moças presentes na festa. Ela estava usando um vestido preto para combinar com a máscara e uma maquiagem leve. Os cabelos estavam encaracolados nas pontas. Ela estava reluzente.
O salão estava repleto de rapazes quando Carolina desceu. O que era bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, porque ela poderia sumir no meio daquela multidão e levar horas para ser encontrada. Ruim, porque demoraria mais tempo para encontrar seu amado.
Mas Carolina estava enganada. Assim que se infiltrou no meio daqueles homens, ela o viu. Reconheceu a máscara e o cabelo loirinho das fotos. A princesa queria pular de alegria e correr ao seu encontro, mas disfarçou bem as emoções. Ciente de que Felipe também a havia reconhecido, ela começou a andar normalmente em sua direção, passou pelo rapaz e caminhou para fora do salão. Ele a seguiu discretamente.
Já estavam bem longe quando viraram de frente um para o outro, em um bosque nas redondezas do castelo. Sem dizer uma palavra, eles tiraram as máscaras de seus rostos.
Carolina ficou hipnotizada ao ver o rosto de seu príncipe pela primeira vez. Ele era lindo, de uma beleza que ela nunca havia visto igual. Seus cabelos loirinhos e pele branquinha o faziam parecer um anjo, e seus olhos negros estavam repletos de emoção. Sua aura parecia brilhar em sua volta, mostrando a pureza de seu coração.
Felipe se perdeu naqueles lindos olhos cor de mel. A pele branquinha dava um destaque para seus cabelos longos, e então ele percebeu uma coisa diferente. Ela estava chorando.
— Ei! – Ele disse, passando o polegar no rosto dela para secar as lágrimas que estavam escorrendo. – Porque você está chorando?
— Sua voz é linda! – A garota respondeu, se controlando para não desabar em lágrimas. Ela o abraçou, e ficaram assim por um longo tempo.
Não voltaram mais para o baile. Ficaram caminhando e conversando no bosque, sem medo de serem pegos. A cada momento que passavam juntos, eles tinham cada vez mais certeza de que o que estavam sentindo era amor. Um amor puro e verdadeiro, que veio desde a infância e que iria durar a vida inteira.
— Nossa, já são quase 01h00! – Disse Felipe, olhando em seu relógio de pulso. Carolina sorriu.
— Devem estar me procurando, mas eu nem ligo! – Ela disse. – Eu adorei ter passado essa noite com você.
— Eu que adorei. – Ele sorriu, e seu sorriso parecia o de um anjo.
Ela estava olhando para os céus, admirando as estrelas. Seu olhar brilhava como uma, e ele subitamente encaixou os dedos indicador e polegar em seu queixo, que estava meio inclinado, e levou os lábios dela nos dele.
Uma explosão de sensações ocorreu no interior dos dois. Os dois sentiam como e fossem levitar e alcançar os céus, pois o beijo era esperado e sonhado pelos dois. Assim que terminou, a princesa escondeu seu rosto no peito do príncipe, sentindo muita timidez e felicidade. Ele a abraçou bem forte, como se nada mais pudesse separá-los.
— Como nos veremos de novo? – Ele perguntou, quando Carolina olhou novamente em seus olhos.
— Que tal aqui? – Ela disse, com um sorriso enorme no rosto. – Pode ser nosso esconderijo secreto.
Felipe assentiu. Aquele seria o esconderijo secreto dos dois jovens apaixonados. Deram um último beijo de despedida e cada um seguiu o seu rumo naquela noite.
Depois da noite do baile, os dois continuavam se vendo todos os dias, naquele mesmo bosque. A cada encontro, o coração de cada um transbordava de mais e mais amor. A rainha de La Torre sabia de toda a história dos dois. O filho chegava toda a noite contando as histórias apaixonadamente para a mãe. O rei e a rainha de Castella não desconfiavam de nada. Até aquela noite.
Quando a rainha foi até o quarto da princesa aquela noite, o encontrou vazio. Desesperada, foi falar com seu marido, o rei.
— Carolina não está no quarto! – Ela disse, com lágrimas nos olhos.
— Como assim, não está? – Disse o rei – Vou mandar meus homens vasculharem o terreno.
O príncipe e a princesa já estavam se despedindo naquela noite.
— Tchau, meu amor! – Disse Felipe, dando um beijo demorado na namorada. – Eu te amo muito!
— Eu também te amo muito, amor! – Carolina disse e abraçou o seu amado, quando de repente, os dois foram cegados por uma luz de lanterna.
— Majestade, aqui! – Disse uma voz masculina. De repente o rei de Castella surge montado em um castelo.
— O que está acontecendo aqui? – Ele pergunta, irritado.
— Pai, eu posso explicar! – Começou a princesa.
— Ah, é? Então me explique!
— Nós nos amamos! Eu sei que o Felipe é do outro reino, e vocês são inimigos, mas nosso amor não tem nada a ver com isso!
O rei não disse nada por um instante.
— Eu amo a sua filha, majestade. – Disse o jovem príncipe.
— Vamos voltar para o castelo, Carolina. – O rei disse, sério. – Volte para o seu castelo também, meu jovem. Carolina está proibida de sair.
— O que? Pai, você não pode! – Ele fez um sinal com as mãos e um dos seus capangas começou a arrastar a garota de volta para o castelo. Ela lançou um último olhar para seu príncipe, que sussurrou as seguintes palavras: “Eu voltarei para te buscar”.
Felipe observou a princesa ser levada para o castelo. Ele já sabia o que fazer. Ao voltar para seu castelo em La Torre, encontrou sua mãe tecendo um lindo tapete de veludo vermelho.
— Como foi com a princesa hoje, filho? – Ela perguntou, sem tirar os olhos do tapete.
— O pai dela descobriu, mãe. – Dessa vez, a rainha foi forçada a olhar para o filho.
— Oh meu Deus! E agora, o que você fará?
— Vou contar para o meu pai.
Ela me olhou confusa por alguns minutos.
— Mãe, — O príncipe disse, antes que a mulher pudesse dizer algo. – Se eu me casar com Carolina, o reino será unificado e tudo será dos dois lados. Não haverá mais motivos para brigas!
— Filho, — A rainha disse, paralisada. – Você é um gênio! Temos que contar para o seu pai!
Alguns dias depois...
Carolina não saía do quarto há dias. A única coisa que ela fazia era chorar, chorar de saudades do seu amor. Seu único meio de comunicação era por cartas, e ele dizia que ficaria tudo bem, que ele estava trabalhando duro para os dois poderem ficar juntos.
A princesa estava deitada em sua cama de dossel, quando sua mãe entrou sem avisar, mais uma vez.
— Carolina, tenho ótimas notícias! – A rainha disse, animada.
Os olhos da princesa brilharam.
— O que houve? – Ela perguntou, atônita.
— Seu pai teve uma reunião com o rei do reino vizinho, — Conforme a mãe ia dizendo aquelas palavras, os olhos da filha iam se enchendo de lágrimas. – E eles aceitaram o seu casamento com o príncipe Felipe, para unificar os dois reinos!
Carolina não se aguentou de tanta felicidade e várias lágrimas começaram a cair em seu rosto. A mãe a abraçou, dizendo:
— As surpresas não acabaram por aqui!
E realmente, não haviam acabado. O príncipe estava parado na porta do quarto de Carolina. Ela correu para abraça-lo, chorando mais ainda. A rainha os deixou a sós.
— Eu disse que daria certo, meu amor! – Disse Felipe, abraçando sua amada fortemente.
— Eu te amo! – A princesa disse e os dois se beijaram apaixonadamente. O casamento seria marcado em breve, e os dois viveriam como sempre sonharam em viver: juntos.
Notas finais
Máscara do Felipe: http://mlb-s2-p.mlstatic.com/mascara-tezeu-preto-luxo-gala-bordado-masculina-festa-carnav-22069-MLB20222705861_012015-F.jpg
E aí, o que acharam? Me digam, gosto de saber a opinião de vocês :) beijos, galera :*
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