Um anjo e um Winchester

9 Capítulo 9 - Até que então...


Notas iniciais
Ahaa falei que postava u.u tai, vamos dar uma relaxada depois daquele capítulo tensão o3o, espero que gostem >.<

JOHN WINCHESTER

– John...John...Por favor — Eu ouvia uma voz fina e delicada me chamando enquanto sentia tapinhas em meu rosto.

Me mexi tentando fazer algo em resposta a ela, mas tudo o que fiz foi grunhir. Minhas costas doíam muito naquele momento, isso não impediu Trina de se jogar em cima de mim para me dar um abraço, acho que ela se sentiu muito aliviada por eu estar vivo.

– Ei — Eu disse enquanto me sentava e passava as mãos nas suas costas, que estavam nuas, mas relevei o fato — Calma, eu estou bem...

– Desculpa — Ela falou me soltando e se afastando, quando olhei para seu rosto notei que nele havia uma lágrima, e enquanto ela falava eu olhava para isso — Eu achei que tivesse morrido John...

– Mas não morri — Falei tirando a lágrima de seu rosto e o aproximando do meu — estou bem e você?

Ela sacudiu a cabeça assentindo e jogou os lábios nos meus, fora imprevisível para mim, mas não me assustara e eu apenas correspondi, fora muito rápido e ela os tirou e voltou a me abraçar, lembrei então que ela estava sem camisa ou sutiã e finalmente aquilo me incomodou um pouco.

– Hum...- Disse seguindo por uma curta tosse — Onde está sua blusa?

– Hum? — Ela falou e olhou para baixo, não notara a falta dela, aparentemente e quando o fez abraçou o próprio corpo constrangida — Ela...ela queimou...

– Toma — Disse entregando meu casaco a ela — Vista.

Ela o fez rapidamente, levantamos e fomos em direção a Bobby, coloquei meu braço no ombro dela e andamos pelo assustador corredor, que agora estava com uma sensação menos macabra, quanto a Bobby ele andava de um lado pro outro parecia querer abrir um buraco no chão, olhei para Trina e sorrimos.

– Calma, vai abrir uma cratera — Falei e ele se virou em nossa direção.

– TRINA! — Ele veio em direção a ela e a abraçou, levantando-a do chão pela empolgação e felicidade — Está bem menina? me assustou! Sua idijit! como pode fazer isso comigo.

Ela colocou a mão no rosto dele para acalma-lo e riu.

– Eu estou bem Bobby — Ela disse — só cansada.

– Ok — Ele falou segurando a mão dela — Vamos então, aí poderá descansar.

– Eu também estou cansado querido — falei colocando a mão no rosto dele fazendo carinho — Vamos pra casa.

– Saí Winchester! — Bobby falou rindo enquanto Trina gargalhava.

– Ainda bem que se importa se estou bem, falou?! — disse para ele enquanto íamos em direção ao carro.

Vi ele mostrando seu dedo maravilhoso para mim, e Trina o seguindo. Imaginei se para ela um beijo significava alguma coisa, mas quando Bobby me chamou, segui tentando não pensar naquilo mais.

***

KATRINA

Chegamos na casa de Bobby era quase duas da manhã, afinal paramos para comer, era um restaurante de estrada mais simples que tudo, mas tinha um ótimo hambúrguer, Ruffus demorara para acordar, mas na hora que chegamos ao restaurante ele acordou, pedindo Whisky, isso fez até o cara do carro do lado rir. Quando acabamos de comer Bobby queria chegar em casa correndo, para dormir, assim feito ele chegou e se jogou na cama sem tomar banho ou trocar de roupa. Preferimos não discutir, quanto a Ruffus foi quase a mesmo coisa, era apenas repetir a história e incluir uma garrafa de Blue Label antes de deitar no sofá, meu sofá.

Por minha vez, preferi tomar um banho assim que chegamos, deixei John na sala pesquisando sobre a casa afim de descobrir o que havíamos acabado de enfrentar e fui para o chuveiro, pensei muito sobre o que falaria com John quando descesse, contaria que sabia sobre os filhos dela e esperaria sua reação para continuar. Tomei o banho mais demorado que tivera desde que cheguei na casa de Bobby, terminei e vesti um moletom, uma regata e fui pegar algo na cozinha. O relógio apontava 03h00.

– O banho ajudou? — John perguntou me assustando, ele estava apoiado na porta da sala para a cozinha, tinha trocado de roupa.

– Sim, bastante — Respondi — Trocou de roupa...

– Eu tomei banho no porão — Ele falou apontando para a escada.

– Ah...entendi — Disse e continuei procurando suco na geladeira.

– Você está quieta desde que a gente saiu do galpão — Ele falou.

Encontrei o suco de laranja bem no fundo do refrigerador, enquanto estava com a cara no frio fechei os olhos e suspirei antes de voltar a atenção a John. Peguei um copo coloquei o suco e tomei um gole.

– Bobby me contou dos seus filhos — Falei de uma vez e o vi empalidecendo.

– filho da...- Ele murmurou — Trina...

– Eu não estou brava — Falei antes de ele continuar — Só fiquei um pouco quando ele me contou, não por eles existirem claro, mas por você não ter me contado...

Ele olhava para mim com os olhos baixos e parecia meio apreensivo.

– Era seu direito afinal...- Conclui enquanto continuava o suco.

– Eu não sei muito bem o que dizer — Ele falou.

– Hum...Acho que não devia ficar aqui...

– O que? — Ele perguntou.

– Olha, Bobby me contou tudo e eu entendo que esteja fazendo o que tá fazendo, mas você devia ficar com ele ao invés de me ajudar...

– Não acho que isso seja uma opção — Ele falou — Eu quero te ajudar...

– Não acha que isso é ruim para eles? — perguntei.

– Sei o que é bom ou ruim para eles sou o pai deles...

– Eu sei disso, só não acho que esteja fazendo o certo largando eles por aí...

– Eles não estão largados, estão na escola e perto daqui, perto de Bobby.

– Tá bom, só que eles vão estar perto de você? Enquanto você me ajuda?

– Isso não é problema seu — Ele falou nervoso — Não é a mãe deles.

Arqueei as sobrancelhas com a resposta, não fora minha intenção deixá-lo nervoso, mas ele ficara e eu não estava com paciência para aquilo.

– Eu sei disso — falei — Só queria ajudar.

Sai da casa pela porta da cozinha rapidamente, largando meu suco e minha vontade de aguentar John por muito tempo, fui para o depósito perto do laguinho na casa de Bobby, vi que Rumsfeld estava dormindo na casinha e me enfurnei no pequeno depósito, eu tinha transformado num tipo de quarto, jogado um colchão, travesseiros e algumas cobertas, deitei ali e fiquei apenas olhando pro teto.

– Trina! — Ouvi John me chamar — Trina! Onde você está?

Me sentei e abri uma fresta na porta para olhar o que ele estava fazendo, me procurava calmamente, olhava em volta dos carros, de volta para a casa e até na casa do cachorro, até que finalmente focou no lugar onde eu estava, abri a porta para ele ver que eu estava ali e ele veio em minha direção devagar.

***

JOHN

– Oi...- Falei um pouco constrangido.

– Oi — Ela respondeu como se nada tivesse acontecido.

– Sinto muito por aquilo — Falei — Não sei se foi uma briga ou sei lá, mas sinto muito...

Ela olhou para mim e sorriu, afastou-se para eu me sentar ao seu lado, e o fiz, ficara confortável o cantinho que ela decidira fazer ali, provavelmente ela tinha uma privacidade maior e se devia se acalmar mais facilmente ali, eu sabia como viver com Bobby era estressante.

– Desculpe ter me metido, eu não queria ter feito isso — Ela disse olhando para as mãos que estavam em seu colo.

– De um ponto eu sei que você está certa, é só que, ninguém fala isso na minha cara — Eu disse rindo um pouco, o máximo que ela fez foi sorrir — vamos esquecer isso, ok?

– Ok — Ela respondeu — Só me promete que não vai priorizar meu caso a seus filhos, tá?

– Certo — Conclui.

Ficamos alguns minutos em silêncio, escutávamos o som de alguns grilos e até um sapo idiota, era bem tranquilizante aquele momento, ela então deitou no colchão e ficou olhando o teto.

– O que está fazendo? — perguntei.

– Deita aqui — Ela disse, arqueei a sobrancelha e ela olhou para mim — sério...

Fiz o que ela mandou, tirei os sapatos e me esgueirei para o lado dela, virando de barriga para cima e olhando para o lugar que ela olhava, ali percebi o que ela queria que eu visse. O telhado estava meio quebrado e naquele ponto, exatamente era possível ver a estrela mais brilhante do céu.

– Nossa...-Exclamei.

– Lindo não? — ela disse sorrindo, virei o rosto para ela nessa hora.

– Trina — chamei-a.

– Hum...

– Você sabe o que um beijo significa? — perguntei descaradamente.

A vi franzindo a sobrancelha e olhando para mim. Parecia um pouco confusa.

– Sim — Ela disse — eu sei...

– Hoje no galpão — continuei — Você me deu um beijo...

Ela não disse mais nada ficou apenas olhando para mim por um tempo e depois retornou o olhar ao céu.

– O que aquilo significou? — perguntei.

– Eu não tinha notado na verdade — Ela falou — eu estava feliz demais porque você estava bem.

– Entendi...- Disse — Espero que isso mude.

– O que?

***

NARRADOR

Antes que Trina pudesse ter qualquer reação, John jogou os lábios nos dela, isso a paralisou por um momento, até que conseguiu reagir e retribuir o beijo, era mais apaixonado do que John se lembrara de ter dado um dia em alguém além de Mary e era estranho para Trina, ela sentia algo que nunca sentira antes, pelo menos achava que não. As mãos de John em seu cabelo a faziam sentir protegida e as mãos dela em sua camisa fazia com que ele se sentisse indefeso. As mãos dele foram descendo pelos braços de Trina, sua pele era macia e suave, como seda. As mãos dela foram seguras nas costas dele ela sentiu seus músculos, percorria os dedos devagar em suas costas sem saber muito bem o que estava fazendo, sentiu as mãos de John na sua cintura e um calafrio percorreu seu corpo.

Os lábios dele desceram lentamente pelo seu pescoço e ela respirava um pouco mais rápido no ouvido dele, por algum impulso ela retirou a camiseta dele e ele se deitou em cima dela, Trina passava a mão em seus cabelos, até que ele tirou a camiseta dela lentamente e beijou sua barriga devagar, dei baixo a cima até retornar ao seus lábios, os beijava apaixonadamente, ela acariciava suas costas e passo a passo foram tirando as roupas um do outro, para ele era algo que já fizera, mas era diferente, completamente diferente e para ela, algo novo, mas que fazia com que se sentisse feliz.

Assim a noite passou e ao nascer do sol, lá estavam, a cabeça de Trina apoiada no peito de John, que fazia carinho em seu braço, não sabiam exatamente o que significara, mas era algo significante para os dois, que ao se olharem, não podiam fazer nada além de sorrir.

Notas finais
Eu sei que ficou bem romantiquinho - isso existe? ok- mas não consigui imaginar de um jeito diferente e sério amei escrever esse cap!!! Gente...to shippando meus próprios personagens kkkkk espero que vocês também, falou! bjss