Um amor maior

66 Capitulo 65 - Regresso


Notas iniciais
Hola de novo :)

O dia amanheceu, Maura estava no duche e Jane estava a terminar de se arrumar, quando escutou a Brianna a chorar.

Jane saiu do quarto e andou até ao quarto de Briana que continuava a chorar.

Jane entrei no quarto da menina e aproximou-se do berço dela e peguou-a no colo.

Bom Dia, meu amor — Jane beijou a cabeça da pequena. Briana sorriu para ela e colocou a sua mãozinha no seu rosto e Jane encheu-a de beijos.

Vamos ver a mamã, filha? — A morena perguntou a olhar para a menina. Brianna abriu um largo sorriso para Jane e depois as duas saíram do quarto da bebé e andaram até ao quarto de Jane e Maura. Maura continuava a dormir serenamente e Jane não escondeu o sorriso que se formou na sua face quando olhou a loira.

A morena subiu na cama lentamente, encostou-se á cabeceira da cama e colocou Brianna deitada no seu colo e ficaram ali as duas a conversar e a brincar. Minutos depois Maura acordou lentamente, sentou-se a cama e ficou a sorrir para a Jane que devolveu o sorriso para ela.

Maura acariciou o rosto da morena e as duas trocaram um beijinho suave.

Brianna olhou para Maura e abriu um largo sorriso, de covinhas exatamente como Jane, para ela

—Vai com a mamã, filhota. — Falou Jane entregando a bebé para maura

Maura abriu os braços - Vem meu amor — disse Maura pegando a bebé no colo.

Maura colocou a Brianna deita no seu colo e como a fazer-lhe carinhos na face e na barriga e Jane ficou ali a observar as duas com um sorriso, enternecido no rosto.

Maura levou a sua mão delicadamente ate ao rosto da morena, acariciando-o e Jane fechou os olhos disfrutando daquele toque.

— Dormiste bem meu amor?— Maura questionou enquanto inclinou a cabeça dandoum beijo delicado nos labios da morena.

— Otimamente— respondeu Jane dando um beijo nos lábios de Maura – E tu?

— Melhor impossivel – Maura sorriu

Maura terminou de brincar com a Brianna e deu um beijo delicado na cabeça dela.

— Amor da mamã, agora vai ficar um pouquinho com a mamã Jane enquanto a mamã toma banho e acorda o mano— Maura entregou a bebé a Jane e levantou-se da cama e saiu do quarto, alguns minutos depois voltou e andou até ao banheiro para tomar o seu banho.

Jane saiu do quarto levando a Briaana no colo, desceu as escadas e foi para a cozinha, entrou na cozinha, andou com a bebé ao colo e preparou a mamadeira para ela e depois alimentou a pequena, depois colocou a bebé no carrinho e foi preparar o facé da manhã para todos. A morena estava a preparar o café quando sentiu duas mãos abraçando-a por trás e dando-lhe um beijo leve nos ombros.

— Já disse que te amo hoje? — a loira questionou e deu mais alguns beijos nas costas da morena.

— Não me lembro de ouvir— Jane virou de frente, passou as mãos pela cintura de Maura e beijou-a nos lábios.

— Não é?— a loira ironizou – Um lembro-te então. Eu amo-te muito— falou Maura dando um beijo mais demorado nos lábios da morena.

De repente começam a ouvir uma algazarra de crianças, que riam e falavam, eram Fred e Briaana numa especie de conversa como se entendessem. As duas olharam para a imagem e o sorriram. Eles entendiam-se perfeitamente.

— Bom dia também para ti Fred— Jane brincou com o menino, tirando-o do tranze em que estava com Brianna

Oh — murmurou – Bom dia— o menino levantou-se de perto do carrinho e andou em direção à morena dando-lhe um beijo no rosto e um abraço apertado, e logo depois voltou de novo para perto da bebé.

Jane terminou de preparar o café e Maura ajudou-a a colocar a mesa. Logo os três sentaram-se e começaram a tomar o café da manhã.

Jane olhou para Briana e a menina estava a sorrir, como sempre fazia quando ganhava a atenção de alguem. Maura acariciou o rosto da morena e beijaram-se em seguida.

Jane levantou-se da mesa, aproximou-se do carrinho, onde já estava Fred a brincar com a Brianna, colocou a menina no colo e os três andaram para a sala, onde ficaram a brincar, ali no meio das crianças a brincar Jane parecia um deles, divertidos, alegres, felizes.

— Querida— Maura chamou a morena docente

— Sim Maur – Jane olhou para a loira

Já está na hora de irmos para o trabalho. — falou a loira a olhar para Jane

— Há é verdade, tenho de me ir arrumar, demoro dez minutos— Jane deu um beijo na cabeça dos meninos e entregou a Brianna para Maura, as duas trocara mais um beijinho e Jane preparou-se para subir as escadas – Estás nervosa?— a morena aparou no primeiro degru das escadas.

— Ansiosa— respondeu Maura — Sinto falta do meu trabalho. Vai arrumar-te – a loira falou e Jane subiu as escadas a correr.

Jane tumou um duche rápido, colocou uma roupa e as suas botas, vestiu um casaco, colocou a minha arma no coldre e pegou o distintivo.

Maura já estava à sua espera, os garotos arrumados, Fred com a mochila às costas e a Brianna ao colo de Maura, com o saquinho com as suas coisas ao lado, fraldas, roupinhas de bebé, papinhas.

— Prontos?— falou Jane depois de desceras escadas.

— Sim— responderam Maura e Fred enquanto a Brianna balançava os braços numa especie de concordancia.

Seis meses se haviam passado desde o nascimento de Brianna, hoje Maura iria voltar ao trabalho, a loira acordou ansiosa e tensa, ansiosa porque sentia falta do seu trabalho, de ajudar a resolver os casos, e tensa porque seria a primeira vez que iria ficar tantas horas longe da pequena.

A escolha da babá não tinha sido nada pacifica, nenhuma das candidatas entrava dentro dos parametros exigidos por Maura, quando já não haviam mais opções, Constance, que tinha tirado um ano savático, ofereceu-se para tomar conta da bebé, era uma forma de corrigir com ela, todos os erros que cometeu quando Maura era uma criança.

Os quatros deixaram o apartamento, fecharam a porta e andaram até ao carro, Maura colocou Brianna na cadeirinha e Jane colocou Fred preso no cinto de segurança, deixaram Fred na escola e Brianna em casa da avó e seguiram para o departamento.

No caminho o telefone das duas depois de tanto tempo voltou a tocar praticamente ao mesmo tempo, Jane pegou no télemovel

— Rizzoli— atendeu

Maura pegou no télemovel, inspirtou fundo e atendeu — Isles

Dou outro lado, era alguem do departamento a informá-las que tinham um caso novo, a pessoa passou-lhe algumas informações e a morada do local do crime e desligou

— Parece que a doutora não vai ter festa de boas vindas. — a morena brincou.

— Não há melhor forma de regressar— respondeu a loira.

—É melhor corrermos antes que o doutor Pike queira tomar o teu lugar – a morena brincou e não pode deixar de reparar na expressão de Maura que revirou os olhos.

— Espero que ele não tenha sentado na minha cadeira.

— Se ele sentou, podemos tratar disso – a morena correu a mão para o coldre, tocando a arma.

Não será necessário. Agora vamos.

Quando chegaram ao local do crime, estacionaram o carro e o abandonaram. O local era um hotel, no centro da cidade, com árvores em volta, um local que tinha tudo para ser pacato e onde familias poderiam aproveitar as férias da melhor forma.

As duas encaminharam-se até ao local do crime, passaram por baixo da fita amarela, cumprimentaram os policiais que ali estavam e identificaram-se.

Andaram até ao hotel e entraram, à sua espera estava o detetive Frost que logo lhes passou algumas informações sobre a vitima.

— Uma das vitimas chama-se Samantha Gorden, tem vinte e um anos, os paramédicos encontraram-ne inconsciente, possivel trauma com um objeto na cabeça, foi transportada para o hospital central de boston e está a ser operada agora. — falou o detetive Frost

— Era uma hóspede do hotel? — questionou Jane

— Não há registos em seu nome. – concluiu o detetive.

— E a outra vitima? — questionou Maura

— Está no décimo quarto andar do hotel, vamos subir – o homem falou e os três pegaram o elevador.

As duas entraram no quarto, uma suite de luxo, correram as divisões do aparthotel e encontraram a segunda vitima estendida no chão. A loira aproximou-se do corpo, abaixou-se à sua altura e olhou os ferimentos da vitima

— A vitima do sexo masculino, aproximadamente com vinte e três anos.

— Qual foi a causa de morte?— questionou Jane olhando Maura

— Bem sabes que não posso confirmar sem a autopsia— falou Maura apalpando a ferida do homem.

— Qual é Maura… sabes perfeitamente que foi um tiro.

— Só poderei afirmar com certeza… — a loira foi interrompida pela morena.

— Já sei Maura, já sei… Depois da autopsia — falou a morena bufando.

— Jane olha isto – Korsak, que já estava na suite, falou apontando a cama do quarto que estava cheia de dólares.

— Bom…Parece que podemos descartar um possivel roubo.

Maura continuou a analisar o corpo e Jane a analisar o quarto, Jane aproximou-se da porta

— A trava de metal do pega-ladrão foi forçada — concluiu Jane ao observar a porta.

— Então invasão de quarto sem roubo, um morto e uma vitima…— concluiu Korsak

Quem fez isto tinha intenção de os ferir— concluiu Jane

— Se o roubo não foi o motivo, porque não levaram o dinheiro de qualquer forma?— questionou Frost

— Jane podemos ir para o departamento? — questionou a loira.

— Sim podemos.

As duas foram para o departamento e Frost e Korsak continuaram a analisar o quarto. Descobriram que o quarto estava em nome de Samuel Cole e que ele tinha chegado acompanhado por Samantha Gorden, tinham dado entrada no hotel há algumas horas. No quarto haviam cálices de champanhe, garrafa, vaso de prata mascaras de esqui de algodão, mas nenhum sinal de cápsula da bala possivel causa de morte.

Jane e Maura chegaram ao departamento, pegaram o elevador e cada uma foi foi o seu andar, Jane para a sala dos detetives e Maura para o necrotério onde começou a autopsia, algum tempo depois Maura chamou Jane para a atualizar sobre a autopsia

— A vitima foi espancada, as lesões consistem com lesões defensivas, mas a coloração sugere que foram adquiridas ao longo do tempo

— Ele podia ser apenas desastrado ou ter um trabalho doloroso — returquiu a morena

— Esta fratura aqui— falou Maura apontando a luz violeta no pulso – é causada por um movimento de torção, muito provavelmente resultado de um passo popular usado num especifico movimente de uma dança, conhecida como breakdance. A vitima também sofria de de uma hérnia disco-cervical, um grande indicador de tensão gradual e movimento repetitivo.

— Então a vitima era dançarino? — questionou a morena

— Mais especificamente um dançarino de rua — concluiu Maura — Esta abrasão aqui é bem recente — Maura mostrou o rosto da vitima – Pode ser decorrente de uma luta recente

— Com o assassino – completou Jane

— Não faço suposições Jane

— E aquele padrão ali no pescoço? — questionou a morena

— Mandarei uma cópia digital para analise, ver se podemos ampliar.

— E quanto há causa de morte, já tens algo? — questionou Jane— Recuperaste algum projétil?

— Não… Isto foi tudo o que eu consegui remover da lesão — falou entregando um recipiente com sangue e algum tipo de residuo

— Isso é o que?Algum tipo de pó metálico?

— O projétil penetrou apenas alguns centimetros do corpo da vitima e então parou

— Então não temos lesão de saida e a bala? Para onde ela foi?

— Vou mandar analisar o residuo — falou Maura

— Ok se houver mais alguma coisa avisa-me – Jane prepara-se para deixar o necrotério, sai as portas de vidro, mas volta a colocar a cabeça um pouco dentro— È bom ter-te de volta.

Maura sorri para a morena.

Jane sobe até à sala de detetives e encontra Frost e korsak que haviam voltado do hotel.

— Alguma novidade sobre a namorada da vitima? — questiona a morena, sentando-se de seguida na sua mesa

— Continua no hospital, mas tem mostrado sinais de melhora— respondeu o detetive mais velho.

— Assim que elaestiver consciente eu vou lá – falou a morena

Entretando Kent havia analisado o vaso de prata encontrado dentro do quarto das vitimas e havia encontrado duas impressões digitais, relativamente ao residuo encontrado na ferida da vitima concluiu tratar-se de zinco, chumbo.

Ainda na sala de detetives o telémovel de Jane tocou, sinal que a morena havia recebido uma mensagem, Jane pegou o telemovel que estava no bolso do seu casaco e leu a mensagem tratava-se de uma mensagem de Maura a avisar que tinha descoberto algo.

— A Maura descobriu algo, vou lá abaixo— falou a morena

— Ok, qualquer novidade avisa — falou Korsak

— Pode deixar.

— Já tinha saudades disto, a doutora fez falta — desta vez foi o detetive moreno, Frost a falar.

— Eu que o diga Frost— falou Jane

Jane andou até ao elevador, entrou e desceu até ao piso mais baixo do departamento, o necrotério, saiu do elevador e direccionou-se até as portas de vidro, do outro lado Maura encarava a vida, com seriedade e ao mesmo tempo com a sua doce serenidade, Jane travou em frente aos vidros e por momentos ficou a observar Maura, naquele tempo Maura não havia mudado nada, concluiu em pensamentos, continuava linda do mesmo jeito, continuava doce e de olhar meigo, nem a doença e tudo o que passou conseguiu esfriar o seu olhar terno e afiado perante qualquer coisa.

Maura olhou o vidro e sorriu ao ver a figura morena do outro lado e então Jane quebrou o transe em que havia entrado e abriu a porta, entrando na sala.

— O que descobriste?— questionou a morena

— Olha isto – falou a loira apontando a tela do computador onde havia algumas fotografias da abrasão da vitima no pescoço – A abrasão da vitima no pescoço, é uma especie de padrão sombreado. E preciso bastante força para causar este tipo de impressão.

— Não foi apenas um golpe simples — conclui a morena

— Não — concluiu Maura com certeza.

— Mais alguma coisa? – questionou Jane

— Não por enquanto é só – Maura respondeu e sorriu para Jane

— Qualquer coisa avisa-me, vou subir— Jane saiu do necrotério e andou até ao elevador, subindo de novo para a sua sala.

Chegou lá Frost estava sentado na sua mesa, com extrema atenção para o ecran do computador, observando algo. Jane aproximou-se do moreno e encarou o computador, tentando compreender o que Frost tanto observava.

— Hanhan— a morena pigareou – Posso interromper não?

— Andei a investigar, Maura tinha razão, ele era realmente dançarino, teve uma apresentação de streatDance na noite passada, horas antes de ser morto – concluiu Frost — Consegui isto na internet.— falou Frost abrindo um video na tela do computador – Ele apresentava-se com o nome artístico de Cifrão, este tipo de competição e conhecido com batalhas de dança.

— Porque é que o cara de vermelho está irritado? – falou Jane fazendo referencia às imagens onde a vitima e outro homem estavam em conflito depois da dança.

— Talvez porque a vitima ganhou o primeiro prémio na disputa individual – respondeu o moreno

— De quanto foi o prémio?— questionou Jane

— Dez mil dólares em dinheiro vivo – respondeu Frost

— Todos naquela plateia viram-no ganhar, o assassino pode ter estado lá, ter seguido a o Samuel e a Samantha de volta ao quarto de hotel.

— O estranho é que se o prémio era o motivo porque é que o assassino não o levou? — questionou Frost

— Não sei porque não perguntamos ao segundo lugar? – indagou Jane— Quando vai ser a próxima competição?

— Dentro de algumas horas — respondeu o moreno

— Acho que temos uma vitima a fazer

Algumas horas se passaram no departamento, Maura continuava a analisar a vitima e a atualizar os detetives sempre que encontrava alguma coisa nova, Frost continuava de volta dos videos de dança de Samuel Cole, Korsak mantinha-se atualizado relativamente ao estado clinico da namorada de Samuel e Jane fazia algumas investigações sobre o passado da vitima.

Korsak e Jane entraram dentro do pavilhão onde se estava a realizar a competição de dança e o publico estava ao rubro, ouviam-se gritos entusiasmados e viam se pessoas de braços no ar a puxar ora por um ora por outro participante que dançavam dentro do ringue.

— Já viu este homem antes? – falou Jane aprximando-se de Brad, o homem que tinha ficado em segundo lugar na outra batlha de dança

— É Samuel Cole— respondeu o homem a olhar para a fotografia – Ele achava que tinha capacidade para batalhar.

— Sabemos que andaram a trocar habilidades um ao outro ontem à noite. O senhor ficou em segundo – falou korsak

— Sim, bem os juizes deviam estar drogados ou algo assim… Porque me perguntam do Samuel? Ele fez algo errado?

— Fez, passou em frente a uma arma quando alguem puxou o gatilho – respondeu Jane irónicamente.

— Achamos que esse alguem pode ter sido você – concluiu Korsak

— Não conseguiu aceitar a derrota, decidiu levar a batalha para outro lado. – continuou Jane

— Não, não foi isso que aconteceu — o homem respondeu visivelmente nervoso

— Então porque é que o Samuel tem uma lesão no pescoço que combina com o seu protetor de pulso? – falou Jane apontando para o pulso do homem.

— Estava cansado de ser sempre o segundo, certo?– questionou Korsak — Cansado de perder os direitos de divulgação, patrocinios, contratos publicitários e com o Samuel no seu caminho nada disso seria seu, por isso seguiu-o até ao hotel e matou-o, deixou o dinheiro sabendo que se o roubasse seria o primeiro na lista dos suspeitos.

— E a namorada do Samuel intrometeu-se no seu caminho? – questionou Rizzoli

— É possivel que nos tenhamos exaltado depois da batalha, mas eu não o matei — falou Brad

— Convença-nos Brad

— Passei meses a trabalhar num novo passo, estava a preparar-me para conquistar o publico com ele, mas antes de ter chance o Samuel aparece e derrota-me usando o meu próprio passo. Então confrontei-o, ele atacou-me e eu defendi-me imobilizando-o, se fosse para matar alguem eu faria-o no ringue.

—É o que nós vamos ver – falou Jane

Jane e Korsak voltaram para o departamento, entraram e Jane andou até à cafetaria, Maura estava sentada numa mesa a tomar o seu mocchiato e a conversar com Angela, a morena aproximou-se devagar e deu um beijo na bochecha de Maura que estava de costas para a entrada da cafetaria e não viu a morena chegar.

— Jane— Maura chamou o nome da morena e sorriu com o toque dos lábios na sua face.

—Hey ma

— Oi minha filha – respondeu a mulher mais velha. – Vais querer alguma coisa?

— Pode ser um café – respondeu a morena

— É para já – a mulher mais velha retirou-se e foi preparar o café.

— Ligaram-me do hospital, a namorada da vitima já está consciente, queres ir comigo ao hospital?— questionou a morena.

— Só preciso de pegar a minha bolsa no necrotério— respondeu a loira.

— Então vai lá enquanto eu bebo o meu café.

A loira desceu no elevador, pegou a bolsa e minutos depois as duas sairam em direção ao hospital, entraram no quarto da vitima e ela estava acompanhada por um homem, mas estava visivelmente melhor. A mulher olhou-as assim que as viu entrar no quarto

—Olá Samantha, eu sou a detetive Rizzoli— Jane levantou um pouco o casaco mostrando o distintivo – E esta é a doutora Maura Isles, legista chefe do departamento de Boston, estamos aqui porque estamos a investigar o assassinato do seu namorado Samuel Cole.

— Eu sabia que viriam — respondeu Samantha

— Acreditamos ter descoberto assassino do Samuel – Jane falou, assim que ouviu estas palavras Samantha começou a ficar nervosa, assustada e irrequieta. – E importante que nos confirme a identificação.

— Vocês fazem isto sempre? — questionou o homem que acompanhava Samanha

Jane olhou para ele sem perceber a intenção do homem naquelas palavras.

— Ela acabou de recuperar a consciência – continuou o homem. – A memória dela ainda não voltou totalmente.

— Lembranças traumatizantes são mais claras nas primeiras horas depois da recuperação da consciencia, as memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios e quando se trata de eventos traumaticos o cérebro com o tempo tem mecanismos para bloquear certas informações – falou Maura olhando para Samantha e o homem que a acompanhava.

— Como vê, sim este é o procedimento padrão — concluiu Jane dando um sorriso de agradecimento a Maura. — O senhor é um membro da familia?

— Sou amigo da Samantha, Vincent Strada.

Samantha continuava em silêncio, a olhar para Jane, Maura e Vincent, imóvel e assustada.

— Eu trouxe uma fotografia do suspeito, preciso que olhe para ela e diga se é o mesmo homem que entrou ontem à noite no quarto. – falou Jane— certo?

— Tudo bem — respondeu Samantha

Jane pegou em várias fotografia de Brad e espalhou as sobre a cama da vitima, colocando-as de forma a vitima ter uma boa visão sobre todas. Samantha olhou as fotos, os olhos esbugalhados, atentos, procurando cada traço do suspeito

— Eu não sei— respondeu Samantha

Tem todo o tempo do mundo, olhe com cuidado — falou Jane

Samantha voltou a olhar as fotos durante alguns segundos, com ainda mais atenção do que da outra vez.

— Desculpe, eu realmente não consigo lembrar.

— Tudo bem — Jane falou e recolheu as fotos da cama. – Nós vamos embora, se lembrar de alguma coisa não hesite em ligar-nos.

As duas despediram-se e sairam do quarto do hospital voltando para o departamento, enquanto iam no carro iam a conversar sobre o caso.

— O que achaste?— questionou Jane para a loira

— Ela está assustada,a memória dela pode ter bloqueado alguns pormenores, ela está a falar verdade. Eu li o relátório médico, ela tem uma concussão substancial nivel cinco e isso fez o seu cérebro inchar, sem indicação de hematona subdural. – respondeu Maura.

— Maura por palavras que eu entenda por favor.

— Bem… Isso explicaria a perda de consciencia e a amnésia — concluiu a loira.— Mesmo ela olhando para os factos de frente é como se a memória tivesse sido apagada do cerebro. Ela teve muita sorte em não perder a vida, se tivesse sido uma concussão nivel seis ela não teria sobrevivido.

— Alguma pista do médico sobre a perda de memória dela? — Questionou Jane

— Segundo eles só o tempo o dirá.

— Bastante util — ironizou Jane— Sabes quando ela vai deixar o hospital?

— Os sinais vitais estão normais, mas o médico dela quer que ela fique em observação. Mas acredito que ela tenha alta em vinte e quatro horas.

— Sei que é o ultimo lugar que ela queira ir, mas dar uma olhada na cena do crime talvez pudesse trazer alguma lembrança. — falou Jane

— É possivel, mas teremos de ter cuidado, para não a expor a uma situação de grande risco…

— É, eu sei — concluiu Jane— O kent fez algum avanço no pó metalico da lesão da vitima?

— Ele usou raio-x fluorescentes indicam cobre e zinco metaloides, mas ainda estamos a tentar identificar a origem. E encontrou fios de cabelos entre as fibras da mascara. Mas nada de raizes que pudesse fornecer ADN.

— E as digitais que encontraram no vaso? – questionou Jane

— Uma pertence a Samantha, como já esperavamos. Mas tinha outra digital que não combina com a Samantha, nem Samuel ou Brad, procuramos na base de dados e não há qualquer correspondência.

—Se a Samantha usou aquele vaso durante a briga a outra digital deve pertencer ao assassino – respondeu a morena— Pede ao Kent para pesquisar a digital em todas as bases de dados civis, qualquer lugar que peça a impressão digital dos empregados.

— Tudo bem – respondeu Maura

Quando chegaram ao departamento, as duas dirijiram-se ao elevador e cada uma foi para o seu piso, Jane seguiu para o piso superior e Maura para o inferior.

— Hey, cheguei— falou Jane ao entrar na sala

— O que descobriste com a namorada da vitima?— questionou Frost

— Nada, ela não lembra – respondeu a morena – E tu descobriste algo?

— Bem… Sim— falou Frost – Esta não foi a primeira vez que a vitima foi assaltada. O método foi praticamente o mesmo, segundo o inquérito há três mêses. O Samuel venceu um concurso local de dança, o prémio foi 3 mil dólares em dinheiro — falou Frost entregando o inquérito do caso para Jane.

— Achas que pode ser o mesmo homem? – indagou Jane

Frost fez um afirmativo com a cabeça

— Faz sentido – concluiu Jane – Aqui no relatório diz que prenderam alguem.

— Sim— respondeu o moreno – Sean Evans, foi preso quando tentava empenhar o relógio do Samuel, mas o Samuel não o reconheceu. E isso que eu não entendo, ele estava a olhar para o homem bem de frente, segundo a queixa.

—Então porque é que ele não o identificou?

— Não sei— respondeu Frost

— Vamos chamar o Sean Evans para uma conversa.

Algum tempo depois o suspeito do assalto que a vitima tinha sofrido chegou ao departamento e foi encaminhado para a sala de interrogatórios.

— O que eu fiz agora? — questionou Sean

— Você sabe o quê… — respondeu Korsak— Assalto, com um toque de homicio – concluiu o Korsak

— É, é bem o meu tipo – ironizou o homem

— Fale-nos de Samuel Cole – falou Jane

— Tem de me dizer algo mais especifico lady – falou o homem com uma expressão de gozo para Jane – Não sei o nome de todos os homens que assalto.

— Dançarino de streatdance, segui-o de um ringue e roubou-lhe 3 mil dolares. – continuou Jane encarando o homem sem piscar.

— Há sim, esse… Mas sabe eu não fiz isso, pois ele não me soube identificar. – falou Sean com uma expressão vitoriosa.

— Exato, por isso você atacou-o de novo, usando uma máscara de esqui, certo? — questionou korsak

— Definitivamente pegaram o homem errado, eu não faço esqui.

— Três mil foram uma bolada, mas dez mil você não deixaria passar, ainda mais sendo o mesmo homem. Certo? Então o que deu errado? O que aconteceu? O Samuel reagiu de novo? Ele deu-lhe outro soco? Ele tirou-lhe a máscara? Não podia deixa-lo vivo para o identificar, porque não teria tanta sorte de novo. O que aconteceu de novo? Alguem ouviu o barulho? Entraram na sala para intervir?

— Já parou lady? — ironizou o homem – Primeiro vou logo dizer, não sei do que estão a falar, segundo qualquer um que use uma máscara de esqui é um otário e quanto ao assalto há três meses… Deve doer muito, não? Saber que estão sentados perto do cara que acham culpado mas não podem fazer nada a respeito.

No laboratório Maura e Kent continuavam a analisar o residuo encontrado na ferida da vitima, depois de fazerem alguns disparos descobriram uma bala com a mesma cor e consistência do pó encontrado na lesão, depois de entrarem em contato com alguns militares descobriram que o cobre e o zinco metalóides são usados na fabricação de balas de treinamento conhecidas como balas de festim, as balas de festim são como balas normais, a não ser por um detalhe decisivo: elas não possuem projétil, a parte da munição que atinge o alvo. As balas de festim dividem-se em dois tipos, as não letais e as feitas para se desintegrar com o impacto de alvos rigidos, chamadas de “fogo seguro”

— Então, ela deve ter entrado na carne da vitima e depois quebrado no impacto com o tecido denso, resultando no pó metálico— falou Kent

— Acabei de falar com o fabricante de balas “fogo seguro”, a nossa amostra combina com os niveis de impureza de um dos lotes – falou Maura.

— Para onde foi enviado o nosso lote?

— Uma área de treinamento de armas em boston— Respondeu Maura — Vou avisar a Jane.

Maura pegou no télemovel e digitou uma mensagem para a morena, explicou tudo e mandou a morada da area de treinamento.

— Pessoal a Maura a descobriu de onde veio a bala é de uma area de treinamento de armas, é la que vamos encontrar o nosso assassino— falou a morena.

Os três homens sairam em direção a area de armas e chegaram lá em poucos minutos.

— Lawrence Fisher – falou korsak ao entrarem na base de de armas

— Aulas custam cem dolares por pessoa, grupos de até sete pessoas, os instrutores são licenciados e treinados em várias armas— falou Lawrence

— Somos detetives do departamento de boston – falou Korsak mostrando o distintivo

— Importa-se olhar a sua arma? – questionou Jane

— Importa-se de perguntar qual o motivo? – questionou Lawrence entregando a arma a Jane

— A sua munição de festim foi usada para um homicidio

— Vocês não acham que eu…— foi interrompido por Jane

— Relaxe senhor Lawrence, não o estamos a acusar de nada. — falou Jane— Pelo menos por agora. Mas preciso que me explique como uma das suas balas foi usada num homicidio.

— Tenho muitos alunos, acho que qualquer um deles poderia ter levado uma balas. — respondeu Lawrence.

— Você não vê todas as suas balas distribuídas durante as aulas?

— Eu deveria estar a falar perante um advogado? — questionou Lawrence

— Você precisa? — questionou Korsak

— Todos os dias, vejo dezenas de pessoas a querer aprender a disparar, não posso ser responsável pelos atos de todos que passam pelas minhas aulas.

— Alguem tem de ser – falou Frost

— Este homem morreu por causa de uma das suas balas – Korsak falou mostrando a foto de Samuel para Lawrence.

— É o Samuel— falou Lawrence

— Conhece-o?— questionou Korsak

— Sim, ele era um dos alunos das minhas turmas.

— Hummmm bom – murmurou Jane

— Mantenha-se contactável Lawrence.

— Pode deixar detetive.

Os três detetives voltaram ao departamento e continuaram a fazer algumas pesquisas.

— Acham que ele foi atingido pela própria arma? – questionou Frost

— O problema é que não conheço ninguem que ande armado para proteção com balas de festim — respondeu Jane

— Hey pessoal, andei a ver os registos, não há registos de que a vitima tivesse uma licença de uso e porte de arma, mas o kent identificou uma das digitais no vaso do hotel e ela coincide com um dos empregados da Boston limusines, um serviço administrado por policias aposentados. A digital pertence a Vincent Strada.

— Qual foi o nome que disseste Frost? – questionou Jane

— Vencent Strada — Frost repetiu o nome.

— Espere um segundo, Vincent Strada estava a visitar a Samantha no hospital. – falou Jane— Disse que era amigo dela.

— Ele também era amigo da vitima, eram sócios — continuou Frost

— Parece que é hora e falar com o Vincent— concluiu Korsak

Frost e Korsak sairam do departamento e andaram até ao local onde Vincent Strada trabalhava.

— Segundo alguns dos dançarinos você e o Samuel eram muito próximos— começou a falar Korsak

— Crescemos juntos, começamos uma linha de moda para dançarinos de streatdance. O Samuel era o meu melhor amigo. Você deveria ter visto ele arrasava no ringue.

— Pode explicar como a sua digital foi parar a cena do crime?— questionou Frost

Sim, eu estive lá um pouco mais cedo, depois que o Samuel ganhou o concurso, todos voltamos ao hotel para comemorar.

Quem são “todos”?— questionou Frost

— Samuel, Samantha e eu, fizemos uma festa dançamos um pouco e eu segurei-me na mesa para me equilibrar, devo ter tocado no vaso

— Porque não disse antes que esteve no local do crime na mesma noite?— questionou Korsak

— Porque vocês já tinham um suspeito sob custódia, parecia que estava tudo arrumado, não achei pertinente— respondeu Vincent

— Como é que a festa terminou? — questionou Frost

—A Samantha e o Samuel queriam comemorar sozinhos, então voltei para o meu apartamento.

— A que horas foi isso? — questionou Frost

— Sério? Vocês querem um alivi? O samuel era o meu melhor amigo – questionou Vincent

— Também queremos amostras de ADN de cabelo e saliva – falou Frost

Enquanto isto Jane e Frankie foram buscar a namorada da vitima ao hospital e levaram-na até ao quarto de hotel onde ocorreu o crime.

Samantha estava assustada e assim que chegou perto do apartamento começou a tremer e a gaguejar em pânico.

— Se a qualquer momento quiser sair pode dizer ok? – questionou Jane olhando Samantha em compreensão.

Samantha entrou no quarto e breves flashes de Samuel e da noite do crime começaram a aparecer na sua mente.

— Lembro-me de voltar ao quarto, o Sam acabava de ganhar a disputa de dança— falou Samantha olhando a cama onde anteriormente estava o dinheiro – estavamos a comemorar.

— Quem estava no quarto convosco? – Questionou Jane

— Eu e o Sam— respondeu Samantha inclinando a cabeça com um olhar brilhante.

— E o vincent?— questionou Jane – Ele disse que vocês os três sairam juntos da competição e vieram para cá.

— Acho que não.— respondeu Samantha com uma expressão confusa.

Samantha teve outro flash, Sam estava deitado no chão, a morrer e ela a atacar o assassino com o vaso de prata, mas o assassino foi mais forte e agarrou o vaso e atingiu-a na cabeça com violência, fazendo-a voar para o chão. Depois o assassino aproximou-se dela e apontou-lhe a arma à cabeça enquanto lhe arrumava os cabelos.

O que ele queria?— questionou Jane

— Não sei— respondeu Samantha com as lágrimas a cair pela cara – Era como…Era como se ele fosse me ajudar e depois foi embora.

— Samantha viu o rosto dele?— questionou Jane

— Não sei, não lembro— respondeu Samantha enquanto abanava a cabeça.

— Está tudo bem— Jane aproximou-se de Samantha e a abraçou – Venha, vamos tira-la daqui. Esta tudo bem.

Jane chegou ao departamento e desceu até ao necrotério para ver se Maura tinha alguma novidade que ajudasse na resolução do caso.

— Hey— Jane falou ao entrar no laboratório

— Hey, como foi com a Samantha?— questionou a loira

— Foi bem, ela lembrou-se do ataque, mas não se lembra de quem a atacou.

— Pode ser que com o tempo lembre— respondeu Maura

— Tens alguma novidade?

— Sim… Analisamos as evidencias do quarto de hotel, encontramos digitais da Samantha e do Samuel no champanhe, das taças, no dinheiro mas não há mais ninguem.

— Se o Vincent estava a festejar naquele quarto as digitais dele estariam lá também.

— Sim — respondeu Maura

— A menos que ele não tenha comido, não tenha bebido, basicamente não se tenha mexido não tem como ele ter estado naquele quarto a comemorar como ele disse que esteve — concluiu Jane – O que condiz com o que a Samantha se lembrou.

— Ele esta a mentir.

— Sim – concluiu Jane

— Detetive Rizzoli — Kent apareceu no laboratório – O ADN do cabelo e da mascara de esqui acabaram de chagar — falou Kent entregando a Jane um relatório com os resultados — Corresponde ao ADN da digital do vaso.

— Vincent esteve lá, não para comemorar mas para matar. – conclui Jane olhando Kent e de seguida para Maura – Vou subir, até depois – Jane saiu do laboratório e subiu até ao piso de cima, informou os outros detetives das novas descobertas feitas por Maura e Kent e os três detetives sairam para o local onde uma nova batalha se disputava.

Quando lá chegaram aproximaram-se de Vincent

— Essa acusação baseia-se em que evidencia?— questionou Vincent

— As vezes a ausência de evidencias é a melhor evidencia de todas — falou Korsak

— Não encontramos nada que indique que esteve naquele quarto a festejar com a samantha e o Samuel — falou Jane – Encontramos um cabelo na marcara de esqui, e ADN coincide com a sua digital.

— Não tem como escapar – falou Korsak

— Eu amava o Samuel, todos o amavam— falou Vincent

— Então matou-o – concluiu Frost

— Vocês não sabem o que aconteceu. Não é o que estão a pensar

Não importa o que pensamos, as evidencias dizem tudo

— Que eu o matei? Esta bem eu matei-o

— Porque? – questionou Jane

— Porque o Sam me pediu. Ninguem vai acreditar em mim, eu não acreditaria, mas têm de acreditar em mim. Tudo começou naquele primeiro assalto

— Nós lemos o inquérito, Vincent — falou Jane – Sabemos o que aconteceu. O Samuel não conseguiu identificar o assaltante.

— O que vocês não sabem é que a Samantha estava com o Samuel naquele beco na noite do assalto. Ela estava la. Essa é a parte que ele omitiu.

— Porque Samuel mentiria sobre ela estar lá?— questionou Korsak

— A Samantha estava abalada com o que aconteceu lá e então o Sam falou para ela ir para casa, disse que ia tratar de tudo com a policia.

— Porque o Samuel não identificou o ladrão? – questionou Jane

— Porque estava com vergonha de como lidou com a situação. Achava que devia ter feito algo, tentado ajudada-la de alguma forma, ele a agarrou, a tocou. Ele estava convencido que a Samantha não o via da mesma forma. O ladrão estava armado podia ter matado os dois, mas o Sam culpava-se por não ter conseguido protegê-la. Era como se não pudesse mais conviver com isso. Então o Sam pensou neste plano para se redimir aos olhos dela

— Esta a dizer-me que ele planeou tudo?

— Sim, era só para ser um tiro de advertência, contra a parede para parecer real, ele usou balas de festim para que ninguem se magoa-se. Ele disse-me que a muniação era segura.

— E esse foi o erro fatal do Samuel. Ele deu-lhe as balas sem saber que poderiam ser letais

— Depois as coisas foram de mal a pior, quando a Samantha viu o meu rosto, ela poderia identificar-me, entrei em pânico, nunca quis machucar ela ou o Sam.

—Isso explica porque você se ajoelhou perante a Samantha, para ver se ela estava bem.

Depois de ouvirem a história de Vincent, Maura e Jane foram ter com a namorada da vitima, explicaram-lhe o que aconteceu e os motivos de Samuel

— Estão a dizer-me que ele planeou tudo? – indagou Samantha

Sim — respondeu Jane

— Estão enganadas, ele nunca faria uma coisa dessas

— Ele queria que houvesse outro assalto, outra chance de protegê-la — Falou Jane

— Ele queria ser o seu herói — falou Maura

— Não posso acreditar que era o Vincent sob aquela máscara, ele era nosso amigo. Ele veio visitar-me ao hospital.

— Ele queria explicar-lhe antes de se entregar à policia.

— O Sam não precisava de fazer nada disto, eu amava-o por ser quem ele era, ele fazia-me rir – falou Samantha

— Samantha tenho uma ultima coisa para lhe pedir, tem de identificar o assaltante?

— Eu não sei – respondeu Samantha

— Não precisa de ter medo, ele não pode ficar em liberdade.

Samantha respirou fundo fechou os olhos e aceitou.

Os suspeitos começaram a aparecer com uma placa com um numero na mão, Samantha estava do outro lado do vidro, numa sala escura, ela os poderia ver, mas eles não a poderiam ver. Samantha olhou atentamente cada um dos suspeitos, as lágrimas escorriam pelos olhos, ela estava assustada, os olhos esbugalhados as palavras custaram a sair. Samanta com a mão a tremer apontou um numero, identificando o assaltante

— É ele?— questionou Jane

— O numero três – Samantha finalmente falou

— Numero três um passo à frente – Falou Korsak — Os demais podem sair.

Jane saiu da sala e andou até à sala onde estava o culpado.

— Mãos atrás das costas Sean Evans— falou Jane colocando as algemas no homem – Definitivamente ele o soube identificar man – ironizou Jane lembrando-se do lady usado por Sean durante o interrogatório mais cedo.

Na outra sala Samantha, começou a chorar, o corpo estremecia num misto de alivio e tristeza. Maura aproximou-se de Samantha e a abraçou procurando passar-lhe algum conforto.

— Pegamos ele Samantha— falou Maura – Acabou. Esta tudo bem agora— Maura passava as mãos nas costas de Samantha que continuava a chorar.

— Obrigada – falou Samantha retirando-se da sala

Maura desceu até ao necrotério, sentou-se no cadeirão, por de trás da sua secretária e começou a fazer o relatório da autopsia.

— Como eu tinha saudades— pensou Maura para si.

Toc Toc Toc ecoou um barulho na porta de entrada do seu escritório. Maura olhou para a porta e sorriu ao ver quem batia na porta.

— Boa tarde doutora Isles

— Boa tarde detetive Rizzoli

— Como foi o seu dia doutora?

— Otimo — respondeu Maura

— Vamos para casa ou a doutora prefere passar aqui o resto da noite?

—Não tenho saudades da Bri e do Fred.

Maura levantou-se, tirou o jaleco e colocou-o preso no cabide, pegou a bolsa, saiu de trás da secretária e aproximou-se de Jane. Jane passou os braços em volta da cintura de Maura, puxou o corpo da loira para si e beijou os lábios da loira docemente.

— E bom ter-la de volta doutora Isles.

Maura sorriu, deu um novo beijo nos lábios de Jane, afastou-se dela, apagou a luz do escritório e juntas sairam em direção a casa.

Notas finais
O que acharam do regresso da Maura? Sentiam saudades da nossa doutora boca de google?