Um amor maior
45 Capitulo 44 - Gôndolas
Notas iniciais
De manhã, com pouquíssimas horas de sono as duas apanharam o comboio que as levaria até Veneza, para os últimos dois dias de viagem. De Florença a Veneza de comboio são cerca de duas horas e meia de viagem, praticamente duzentos e cinquenta e oito km.
Chegaram a Veneza Santa Lúcia, a estação central de Veneza e caminharam até ao hotel filu que ficava a quinhentos metros da estação. O hotel filu era um hotel confortável e moderno que ficava colado a um dos canais de Veneza.
Mal tinham chegado à cidade, ainda nada tinham visto, mas já se sentiam surpreendidas pelo seu ar misterioso, romântico e sedutor. Não é por acaso que atrai multidões de turistas, pensaram elas. Olhavam em volta e admiravam a arquitectura clássica que compunha a paisagem. Lojas de marca, joelharias, restaurantes de luxo e pequenos bares faziam das calçadas de Veneza extremamente convidativas.
Quando chegaram ao hotel eram onze horas da manhã, esperaram um pouco e almoçaram cedo, por lá mesmo, no restaurante do hotel. A comida servida era maravilhosa, condizente com tudo o que até então tinham visto da cidade, por sugestão do chefe do hotel comeram um Carpaccio, um prato criado na própria cidade e que era uma das especialidade do hotel, como acompanhamento optaram por suco natural.
Depois de almoçar saíram do hotel e decidiram caminhar descompromissadamente pelas ruas da cidade até encontrarem os Pontos Turísticos.
Alguns quilómetros depois chegaram até à Ponte de Rialto, famosa por ser a mais antiga das três pontes para atravessar o Grande Canal e por ser um centro comercial e de entretenimento de Veneza. Continuaram a andar e encontraram a igreja Santa Maria della Salute, uma igreja linda mas com uma fachada um tanto ou quanto suja.
— Jane?— chamou a loira enquanto observava a igreja
— Hum Maur?— murmurou Jane num tom questionador
— Sabia que reza a lenda que esta igreja, de estilo barroco, esta posicionada num pedaço de terra sustentado por um milhão de estavas?
— Serio?— questionou a morena
Continuaram a andar e puderam ver o quão a cidade é diferente de tudo que já tinham visto na vida, era simplesmente extraordinária. Chegaram ao Campo Santa Margherita, onde muita gente se divertia num ambiente muito feliz e descontraído, juntaram-se a eles e ficaram ali a observar de perto, era algo tipicamente veneziano.
Entre um passeio e outro e aquela parada a hora de jantar tinha chegado. Andaram um pouco à procura de um restaurante e deixaram-se cativar pela vista que o Ristorante Grand Canal lhes oferecia sobre o grand canal e por isso decidiram entrar. A noite em Veneza era linda, mágica.
Um garçon muito sorridente dirigiu-se a elas e encaminhou-as até à esplanada do restaurante, indicando-lhes uma mesa. Jane sentou-se no topo da mesa e Maura na cadeira mais próxima.
— Buona sera, signore – falou o garçon dirigindo-se às duas na mesa
—Boa noite – respondeu as duas em unissono
—Nós gostaríamos de fazer os pedidos, por favor – falou Jane dirigindo-se ao homem.
— Un momento, per favore – o homem afastou-se da mesa e voltou trazendo consigo o cardápio. Estendeu-o para as duas e esperou que fizessem os pedidos, mas antes deixou uma sugestão.
— Se volete scusarmi suggerisco un rissoto de verdure.
As duas mulheres entre-olharam-se e Maura acabou por concordar com a sugestão, no entanto Jane preferiu uma polenta de camarão. E para beber optaram por vinho. O homem anotou os pedidos e retirou-se da mesa.
— Mi scusi— falou o homem antes de se retirar.
Enquanto esperavam os pedidos as duas mulheres conversaram sobre a viagem o que mais estavam a gostar e fizeram alguns planos para o dia seguinte.
Alguns minutos mais tarde o homem voltou para a mesa e serviu os pedidos das duas.
A comida estava maravilhosa, ambas deliciaram-se com os seus pratos e o vinho era incrível, mesmo Jane não sendo apreciadora de vinho, não havia como negar que aquele era realmente delicioso.
Depois de comerem o prato principal as duas chamaram novamente o garçon e pediram a sobremesa típica de Itália, tiramisu.
Depois de pagarem a conta foram andando até ao hotel, teriam de descansar para poderem acordar cedo.
Chegaram ao hotel e Maura despediu-se e foi tomar banho, porque com o calor que fazia durante o dia suavam muito e estavam imundas.
A loira despiu a roupa que vestia e foi em direcção ao banheiro.
— Vou tomar um duche Jane— falou a loira indo em direção à porta
— Queres companhia?— questionou a morena de forma maliciosa e completamente com segundas intenções.
— Adoraria— a loira deu um sorriso em direcção a Jane e continuou a andar.
Maura entrou no duche, abriu a torneira e sentiu a agua escorrer pelo seu corpo. Jane tirou a roupa e seguiu a loira.
Jane aproximou-se da loira encostou os seus lábios num beijo intenso, as suas mãos desciam sobre as costas da loira e apertavam a sua cintura. Maura levou as mãos até aos pescoço de Jane e o entrelaçou, enquanto dava espaço para que a língua de Jane percorresse toda a sua boca.
Jane começou a passar os lábios no pescoço de Maura e sentindo o toque Maura inclinou a cabeça para trás abrindo espaço para a morena a tocar.
Maura abriu espaço para que Jane entrasse debaixo do jato de agua quente que caia e as duas abraçaram-se, encaravam-se uma à outra e sorriam enquanto trocavam beijos longos e selinhos estalados.
Jane prensou Maura na parede do banheiro e colocou uma perna no meio das pernas da loira, fazendo as suas intimidades se roçarem uma na perna da outra e colou as mãos no corpo da loira e foi deslizando-as sobre o corpo molhado da loira, alcançou a bunda da mulher e apertando-a.
As duas mulheres beijavam-se com fúria ao mesmo tempo que movimentavam as suas pernas, o contato das peles nuas as deixava excitadas, e elas gemiam a cada toque.
Jane ajoelhou-se diante de Maura e começou a passar a lingua na intimidade da loira. Levou dois dedos ate a intimidade da loira e começou a fazer pequenos circulos sobre o clitoris da loira e sem avisar Jane deslizou dois dedos penetrando a loira, fazendo-a gritar e gemer alto pela surpresa, a morena começou a movimentar os seus dedos rapidamente enquanto apertava a bunda da loira com força. Maura cravou suas unhas no ombro de Jane e gemia alto com o movimento dedos entrando e saindo com força do seu sexo. As estocadas ficaram cada vez mais frenéticas, cada vez mais fortes e mis fundas, o corpo de Maura comçou a tremer e quando Jane deu mais duas estocadas
— Jane eu vou eu vou...— gemeu Maura ofegante
Como se fosse possível, as estocadas de Jane ficaram mais rápidas e intensas, Maura fechou os olhos e jogou a cabeça para trás enquanto um gemido alto saia da sua boca atingindo o clímax.
Maura alternou a agua quente pela agua fria procurando restabelecer os sentidos, que tinha acabado de perder.
Maura puxou Jane para cima e colocou-a novamente em baixo da agua, sentido a agua escorrer-lhe pelo corpo a morena voltou a alternar a temperatura da agua.
Maura desceu o corpo até ficar à altura da intimidade da morena. Tocou o corpo da morena com a mão e com a língua começou a lamber a sua virilha, as coxas, deixando Jane louca a cada toque.
—Não faças isso amor…— a morena pediu enquanto ofegava e jogava a cabeça para trás.
Ao ouvir o pedido de Jane, Maura sorriu com malícia, adorava torturar a Jane. Então deslizou a língua sobre o seu clitóris e as pernas de Jane começaram a contrair-se, quase cedendo ao desejo. Maura lambia e depois chupava a morena e fez assim até que ela gozou na sua boca, fazendo Maura sentir o seu gosto.
Maura voltou a erguer-se e as duas voltaram a tocaram-se enquanto sentiam a agua quente fazer os seus corpos ferverem, ate ambas atingirem o clímax ao mesmo tempo.
As duas terminaram o banho sem pressa. o banheiro estava cheio de vapor, as janelas e os espelhos estavam embaçados, Maura desligou o chuveiro e as duas saíram abraçadas e enroladas numa única toalha, dirigiram-se para a cama e deitaram, completamente nuas, ficando apenas tapadas com o lençol.
Jane colou o seu corpo ao da loira e estendeu o braço sobre a almofada para que a loira se deitasse. Maura deitou sobre o braço da morena e passou as duas pernas sobre o corpo da morena, deitando-se de lado de frente para ela. Maura aproximou a sua testa da da morena e assim ficaram até adormecerem.
Como haviam decidido na noite anterior Jane e Maura acordaram cedo, Jane foi a primeira a acordar. Ficou a fazer carinhos em Maura por um tempo, até que a loira também acordou.
As duas prepararam-se, tomaram o pequeno almoço e pegaram o ônibus até a piazzale Roma e depois o vaporetto até a Piazza San Marco e visitaram a basílica, dentro da basilica visitaram a Pala d’Oro e o Tesoro.
Depois saíram e continuaram a andar até ao Palazzo Ducale, um lugar belíssimo, onde fica a famosa Ponte dos Suspiros. Mais tarde, subiram o Campanile de onde puderam avistar a cidade.
Ficaram mais um tempo na praça de San Marco a ver as pessoas, os prédios, os pombos, a ver as pessoas a alimentar os pombos e deram uma volta e pegaram o vaporetto até a Galleria dell’Accademia, que infelizmente estava fechada. Resolveram então dar uma volta por ali enquanto comiam um sorvete. Andaram um bocado e fizeram o caminho de volta para apanhar novamente o vaporetto, quando entraram na estação viram que o nome da estação, que deveria ser Accademia, era outro, San Basilico, haviam-se perdido, tinham andado até ao Canale della Giudecca. pegaram o vaporetto e avistaram a famosa Gelateria Nico, continuaram a andar pelo canal da Giudecca e viram a Igreja de San Giorgio Maggiore e a Piazza San Marco por outro ângulo.
Depois de almoçar, decidiram passar o resto do dia a passear sem rumo, apenas a admirar os canais canais de Veneza e a sua incrível arquitectura.
— Jane a onde estamos?— Maura perguntou distraidamente
—Eu não sei— respondeu a morena tentando mostrar-se descompreendida
— Como não sabes Jane? Podemos estar perdidas, eu tenho sido arrastada pelas últimas duas horas por ruas estreitas, sobre pontes e canais e tu não sabes onde estamos Jane? — resmungou a loira em descrédito
Andaram mais um bocado e de repente Jane travou junto ao Sestiere Cannaregio de onde podiam ver uma zona de gôndolas junto ao Grand Canal.
— Nunca ouviste dizer que a melhor forma de conhecer Veneza é perdendo-se nela? E qui! — falou a morena soletrando algumas palavras em italiano enquanto apontava um pequeno barco que flutuava sobre um dos canais de Veneza.
—Jane nós... Nós vamos dar um passeio de gôndola?— questionou a loira ao ver-se para onde Jane as guiava.
—Vamos!— respondeu a morena — Sempre tive curiosidade em percorrer estes canais e achei que fosses gostar Maur.
— Isso é maravilhoso – respondeu a loira
A loira abraçou Jane empolgada e Jane pôde ver os seus olhos a brilhar.
Veio logo um "gondoliere" cumprimentar as duas e perguntar se queriam passear na sua gôndola, Jane perguntou o preço e a resposta inicial foi cem euros (estamos na Europa e tudo se acerta em euros). Deram inicio a uma negociação.

— Cem euros não, é muito— falou a morena dirigindo-se ao gondoleiro – sessenta euros — sugeriu a morena, era uma proposta obscena.
— No, non, è troppo poco— respondeu o homem — ottanta euro – falou o homem
— Não, obrigada— as duas preparavam-se para ir embora quando foram interpeladas pelo homem.
— Settanta euro, l'ultima offerta – regateou o gondoleiro, regatear em Veneza faz parte da tradição.
As duas subiram a gôndola e aconchegaram-se num dos cantos, o gondoleiro, enquanto conduzia o barco ia falando algumas curiosidades sobre a cidade e cada um daqueles canais, mostrava alguns edifícios de relevância e fazia pequenas serenatas a cantar “o solo mio”
Em aproximadamente vinte minutos, viram o gondoleiro subir paredes para manobrar a gôndola, passar pelos engarrafamentos de outras gôndolas, gritar para avisar que ia passar, trocar um ou outro galhardete com outro gondoleiro, o que tornava a viagem muito mais interessante.
—Foi a nossa melhor escolha vir aqui! Veneza é incrível. Não é a toa que é chamada de cidade do amor — sussurrou Jane no ouvido de Maura enquanto velejavam pelos canais de veneza
A loira permanecia calada, durante todo o percurso que já tinham feito não tinha falado nem uma única palavra, apesar de Jane achar estranho, afinal Maura tem sempre algo para dizer, não questionou o motivo. Quando Jane afastou o seu corpo do da loira para a olhar viu como ela estava branca, como a folha de um papel, fraca e a tremer.
— Maura sentes-te bem?— questionou a morena.
Maura moveu-se um bocado para olhar para Jane e assim que levantou os olhos na direcção sentiu tudo a girar, tudo tremia à sua volta.
— Eu vou…— Tudo ficou negro, as suas pernas ficaram mais pesadas e mais leves ao tempo tempo e Maura nem sentiu quando rolou o banco da gondola para o chão. antes de cair desmaiada.
Jane só viu quando ela caiu no chão e teve tempo de jogar-se no chão de joelho e segurar a sua cabeça para que não batesse com estrondo na lateral da gondola.
— Mauraaaaaaa— gritou Jane em desespero ao ver a loira cair
Jane pegou uma garrafa de agua da bolsa, molhou um pequeno lenço que tinha guardado e foi passando pela cara da loira, que aos poucos foi despertando.
—Oi…Ainda bem que acordaste Maura. Como te sentes?
— O que aconteceu? — questionou a loira vendo-se caída sobre a gondola, envolta pelos braços de Jane.
— Desmaiaste amor— falou a morena enquanto passava o lenço molhado na testa de Maura
De repente Maura só teve tempo de se debruçar sobre a barra lateral do barco e vomitar, uma onda de vómitos veio der rompante e ela não teve tempo de os controlar.
Jane aproximou-se de Maura rapidamente e segurou a sua cabeça e os seus cabelos. Maura voltou a encostar-se na gondola e aspirou fundo.
— Já passou, agora bebe um pouquinho de àgua Maur
Maura pegou na garrafa e bebeu um grande gole de água, sentindo-se menos tonta ergueu-se calmamente do chão da gondola com a ajuda de Jane e sentou-se na pequena tábua que servia de assento.
— Vamos para o hospital Maur— falou a morena com um tom de voz super preocupado – ou então eu chamo uma ambulância, tu precisas de ser vista por um médico.
— Não é preciso Jane, leva-me só para o hotel.
— Como não é preciso Maura? Tu desmaiaste!
—Tu esqueces que eu sou médica? – questionou a loira de forma subtil— Foi só o calor e os movimentos da gondola, já já eu fico bem. Leva-me só para casa para eu deitar um bocadinho – pediu a loira ainda atordoada.
— Tudo bem Maura, mas se não melhorares nós vamos, nem que eu te leve de arrasto.
—Tudo bem Jane. Mas eu ficarei melhor.
—Assim eu espero – Jane debruçou-se sobre o corpo da loira e beijou a sua testa.
Vendo o estado de Maura, e a falta de capacidade dela para sair a andar, o gondoleiro muito simpático e prestável ofereceu-se para as levar de gondola até ao hotel onde ficavam.
— Nós agradecemos senhor, se for preciso pagamos a deslocação— falou a morena ainda preocupada com Maura
— Non è necessario, faccio domanda.
O gondoleiro conduziu por alguns becos e ruas e chegou finalmente até ao hotel. Jane agarrou Maura pela cintura, enquanto a loira colocava o braço sobre o ombro de Jane e com a ajuda do gondoleiro saíram da gondola.
— Miglioramenti signora – falou o homem acenando com a mão vendo as duas deslocarem-se para dentro do hotel, que tinha acesso ao canal através de uma pequena ponte. Jane levantou a mão e despediu-se do homem.
Jane conduziu Maura até ao quarto e a colocou na cama, correu as cortinas e como Maura pediu deixou-a dormiu um bocadinho.
Quando Maura acordou, sentia-se bem melhor, as duas jantaram, Jane pediu comida no quarto e depois voltaram a deitar-se e adormeceram. Mesmo depois de dormir tanto a loira ainda sentia sono e o corpo cansado.
Eram três horas da madrugada quando Jane acordou sobressaltada, olhou para o lado e viu Maura, a loira ainda dormia, mas contorcia—se na cama de forma violenta gemendo de dor, com a mão sobre o abdómen.
Jane aproximou-se de Maura e tocou no seu rosto procurando acorda-la, mas assim que a tocou, sentiu o calor vindo do seu corpo, Maura queimava de febre.
Jane foi até ao banheiro pegou algumas toalhas pequenas, dobrou-as, pegou uma taça que havia ali e encheu-a de água gelada, voltou ao quarto com as toalhas e a taça e colocou-a em cima do criado mudo. Foi à bolsa de Maura e pegou um comprimido paracetamol e no mini bar do quarto pegou uma garrafa de água e um copo e coloca-os também em cima do criado mudo.
Jane senta na borda da cama, pega uma compressa e coloca-a sobre a testa de Maura e vai passando outras sobre outras partes do corpo de Maura. Jane levanta a regata de Maura e coloca uma compressa sobre o abdómen da loira. Ao sentir o toque Maura encolhe-se, talvez pela dor que sentia ou pelo choque de temperatura, da água em relação ao seu corpo.
Jane passa alguns tempo assim, hora ou outra molha as compressas na água e recoloca-as sobre o corpo de Maura, tentando baixar a temperatura da loira, com o tempo Jane pôde sentir a temperatura do corpo baixar e aos poucos a loira começou a despertar.
Maura tentou abrir os olhos, mais não consegui, o seu corpo doía, tudo ao redor rodava e a sua visão estava turba.
— Maura descansa eu vou cuidar de ti— Falou Jane com uma voz doce e calma.
Jane pegou no paracetamol e na água que estavam em cima do criado mudo e os entendeu na direcção da loira.
— Toma este comprimido amor, logo ficarás bem.
Maura pegou no comprimido e o colocou na boca, pegou no copo e bebericou a água, engolindo o comprimido.
— Jane deita aqui comigo, precisas de descansar
Jane rodou a cama, sentou-se e escorregou sobre o colchão, deitando de lado, frente a frente com a loira. Colocou a mão sobre o rosto de Maura e voltou a fazer carinhos na loira, até que a loira adormeceu.
— Dorme e descansa meu amor— sussurrou de forma carinho. Algum tempo depois Jane caiu num sono profundo.
O dia amanheceu e Maura despertou, sem quaisquer sinais de febre, sentia algumas dores no corpo, mas estava muito mais tranquila. A loira rodou o corpo e olhou para Jane, que dormia de forma tranquila, e sorriu.
Maura aproximou o seu corpo do da morena, colocou a mão sobre os seus cabelos rebeldes e os afagou de forma carinhosa e sussurrou junto ao ouvido da morena.
— Eu amo-te Jane
Ao ouvir aquelas palavras junto ao seu ouvido Jane despertou e calmamente abriu os olhos
— Bom dia meu amor— falou a loira olhando para Jane que despertava do seu sono.
— Bom dia Maura – Jane respondeu com um sorriso - como te sentes agora? — questionou a morena enquanto se espreguiçava.
— Estou bem amor, só quero regressar a casa.— respondeu a loira — obrigada por cuidares de mim.
— Eu faço isso com gosto Maura — respondeu a morena levando a mão ao rosto de Maura e depositando lhe um carinho— Quando chegarmos a Boston vamos ao médico.
— Eu já estou bem Jane, não é preciso.
— Não vamos discutir isso Maur – falou a morena com seriedade enquanto fazia um movimento com a mão sobre a testa da loira – acho que já não há vestígios de febre amor.
— Realmente não é necessário, foram só umas cólicas abdominais
— Foram só Maur? Tu tiveste enjoos, vomitaste e desmaiaste durante o dia, tiveste febre e dores abdominais durante a noite, acho que são sintomas a mais, não? – questionou a morena brava com a displicência da Maura.
— Tudo bem quando chegarmos eu marco consulta, só porque não quero que fiques brava comigo
— Assim está melhor.
Parece que o tempo passa mais devagar nas ruas de Veneza, ligadas por uma infinidade de pontes sobre canais onde circulam gôndolas com casais apaixonados, mas havia chegado a hora de partir.
As duas levantaram-se da cama, tomaram um duche, vestiram e prepararam-se e arrumaram as malas, tomaram o pequeno almoço e dirigiram-se ao aeroporto, era hora de voltar a casa. O avião da Aer Lingus KLM 1652 · Boeing 737 com destino a Boston saia as onze da manhã do aeroporto Marco Polo, para uma viagem que duraria aproximadamente nove horas e vinte minutos.
"Uma visita a Veneza é o início de um eterno caso de amor".
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