Um amor inesperado.

3 Um momento inusitado.


Como pude me surpreender tanto? Eu esqueci que o meu novo tio era muito amigo de Bruno. Eu simplesmente não sabia o que dizer. Minha tia disse para eu falar com ele, e eu disse que iria tentar. Mas tinha algo que me impedia, e esse algo era minha timidez.

Saí da fila e disse á minha avó que iria dar uma volta pelo salão. Ela disse que tudo bem, e que estaria sentada em uma mesa perto da janela. Dei um abraço nela e saí andando.

Estava viajando, pensando mil coisas, quando trombei com alguém. Olhei para o rosto da pessoa, e era ele. Bruno Mars a cinco centímetros de mim. Naquele momento, tive duas opções: gritar e ter um ataque ali mesmo no meio do salão, ou me desculpar e continuar meu rumo. Mas eu não tomei nenhuma das duas. Fiquei olhando para a cara dele, paralisada, sorri, olhei para baixo, olhei para o rosto dele de novo, sem reação. Acho que ele percebeu que eu fiquei muito sem graça, então ele resolveu tomar a frente da situação e disse:

– Não precisa ficar sem graça, eu sei que foi sem querer. Mas quem devia ficar sem graça mesmo sou eu, por ter trombado em você e nem ter falado nada. Estava pensando na vida e nem reparei que você estava vindo.

– Imagina — Respondi, sem condições de dar mais uma única palavra.

Bruno olhou para mim e disse:

–Como é seu nome?

– Ana — Respondi.

– Você parece ser um pouco tímida, não é mesmo?

– Sou, muito. Literalmente não sei o que dizer agora, diante de você. — Respondi, nervosa.

– Também sou tímido. Mas com garotas bonitas como você, eu perco toda a minha timidez. — Bruno disse. Meu coração disparou.

– Acho que você está precisando de óculos — Eu disse, rindo. — Eu, bonita? Não, definitavente não.

Bruno me encarou com um olhar que parecia um pouco confuso.

– Você não se acha bonita? Olhe pra você, é incrível. — Bruno tocou meus cabelos. — São lindos. Eu adorei. Nunca vi alguém assim.

Se eu já era tímida normalmente, com esses elogios fiquei mais do que encabulada. Disse a ele que eu odiava meu cabelo. Ele ficou surpreso e disse que meu cabelo era lindo, mas não consegui acreditar muito.

Enquanto ele falava algumas coisas, olhei para os lados e em uma certa mesa, vi minha mãe sentada com outra pessoa, acho que era minha prima, não sabia ao certo. Mas pedi a Bruno que me acompanhasse até a mesa dela, para que pudesse conversar. Ele perguntou se não teria problema se ele fosse junto. Respondi que obviamente não, e fomos lá falar com ela.