Um amor inesperado.

4 O primeiro momento.


Bruno me acompanhou até a mesa onde minha mãe estava sentada. Eu poderia reconhecê-la de longe. Eu tinha algumas fotos dela, que por mais antigas que fossem, ainda pareciam recentes, diante da imagem dela naquele dia, tirando a maquiagem e a roupa chique. Quando ela percebeu que eu estava chegando perto dela, ela me reconheceu e levantou correndo para me dar um abraço. Eu não recebia um abraço tão gostoso desde quando eu fui morar longe dela. Bruno viu que eu estava chorando. Ele limpou minhas lágrimas com o dedo e sussurrou no meu ouvido: "Não chore, não quero te ver assim". Depois sorriu. Só de ver aquele sorriso, eu já parei de chorar. Aquele sorriso me acalmou mais do que qualquer coisa.

Minha mãe cumprimentou Bruno e nós sentamos na mesa em que ela estava. Quem estava com ela era mesmo minha prima. Começamos a conversar, sobre todo o tipo de assunto. De tanto conversarmos, levantei e disse que iria pegar uma água. Eles continuaram conversando, Bruno, minha mãe e minha prima.

Quando cheguei no balcão de bebidas, comecei a procurar pelas garrafas de água. Até que senti um cutucão nas minhas costas. Virei para o lado, era minha prima. Perguntei o que houve, e ela respondeu que havia rolado um papo tenso entre eles, e era sobre mim! Perguntei sobre o que era o tal assunto, e ela explicou. Ela disse que minha mãe tinha perguntado ao Bruno se nós éramos namorados, e ela (minha prima) disse que tinha a mesma dúvida. Então Bruno respondeu que AINDA não, e que tinha gostado muito de mim.

Fiquei em choque quando ouvi o que minha prima tinha acabado de contar. Além de ter conhecido Bruno Mars na festa, ele ainda estava gostando de mim! E para ajudar, eu não sabia onde enfiar a minha cara, por conta da minha timidez. Eu estava confusa e um pouco insegura a respeito do que poderia acontecer a partir daquele momento.