Um amor inesperado.

13 O que fazer, o que pensar?


Sentamos na nossa mesa e Bruno estava quieto, apenas observando o 'interessante' suco de laranja que eu tinha pego.

– Aconteceu alguma coisa, Bruno? — Perguntei, preocupada.

– Eu vi o jeito que aquele cara da balança olhou pra você. — Bruno disse, com uma cara fechada.

- Que jeito, Bruno? — Perguntei, confusa.

– Eu não sei explicar, eu apenas vi. — Bruno respondeu, ainda de cara fechada.

– Bruno, pare de inventar coisas. Alguém, olhar pra mim? Não, definitivamente não. E outra, o que tem demais isso? — Perguntei.

– Eu morro de ciúmes dessas coisas, não sabia? Principalmente com você. — Respondeu. Era hora de demonstrar alguma coisa. Vamos Ana.

– Bruno, não precisa ter ciúmes de mim, mesmo que eu não quisesse, só tenho olhos pra você, e você sabe disso. — Disse, e peguei nas mãos dele, que estavam apoiadas sobre a mesa. Boa Ana, você conseguiu. Ele deu um grande sorriso e falou:

– Acho que alguém conseguiu me capturar.

– Acredito que o mesmo aconteceu comigo. — Acrescentei.Bruno deu mais um sorriso. Ah, como aquele sorriso era contagiante! Cada um deles quase me matava por dentro. Então Bruno se debruçou levemente sobre a mesa, em minha direção, e me beijou. Novamente. Mas o que exatamente estava acontecendo? Bruno estava mesmo gostando de mim? Meu cérebro estava em pane. Mas era um pane gostoso de sentir. Naquele momento, eu sentia que só precisava daquele homem para ser feliz.