Um amor além do tempo.
1 Um fim trágico.
P.O.V. Elijah.
Eu e o meu irmão conversávamos na floresta. Mais uma vez ele se transformou numa fera na lua cheia e destruiu três vilarejos inteiros.
Ouço um galho se partindo. E vejo o rosto dela, ela estava chocada.
—Tatia.
Ela fugiu.
—Tatia espere!
—Sua mãe pediu meu sangue. Mas, ela não disse nada sobre o feitiço que o transformaria num monstro.
—Não! Ainda sou eu.
—Me deixa em paz. Não chega perto de mim.
Eu tentei me aproximar dela, mas ela deu um tapa na minha cara. Senti a raiva se apoderar de mim.
—Corra.
Ela correu, mas eu era mais rápido.
—Elijah, por favor...
Eu não ouvi seu apelo. A raiva era mais forte que tudo. Então ouvi o seu grito e senti o gosto do seu sangue místico de duplicata.
Ela começou a tentar inutilmente escapar de mim, ela se debatia nos meus braços e então... de repente, parou. Ela ficou imóvel. Quando me dei conta do que estava se passando já era tarde. Ela já estava morta.
—Tatia? Tatia? Tatia!
Os seus lindos olhos castanhos que antes me olhavam com ternura agora estavam parados, arregalados de medo.
Eu sou botânico. Eu fiz pra ela como presente de casamento uma flor, uma rosa branquinha como a sua pele. A rosa Tatia.
As rosas antes imaculadas agora estavam manchadas com o sangue dela.
Eu a levei para a minha mãe, esperando que ela pudesse salvá-la, mas foi em vão.
—Mamãe!
—Meu Deus! O que você fez Elijah?! O que você fez?
—Por favor. Ajuda ela.
Minha mãe examinou o corpo e constatou:
—Sinto muito meu filho. Não posso mais fazer nada, ela se foi.
—Não. Não!
Eu abracei o corpo inerte e sem vida da minha Princesa. Não, ela não era minha Princesa, ela era a minha Rainha, eu a amava mais que tudo.
—Me perdoe meu amor. Por favor me perdoe. Volta pra mim, por favor volta.
Eu não tive resposta. Isso aconteceu á mil anos e não se passou um único dia sem que eu me culpasse por isso.
Matei a mulher que amava porque não consegui me controlar. Todas as noites essa lembrança vem me assombrar.
É sempre o mesmo sonho. No começo, estamos apaixonados, felizes. Ela se emociona ao ver as rosas pela primeira vez, me abraça, me beija e então densas nuvens negras começam a povoar o céu antes azul celeste e eu sou obrigado a me ver tirando a vida dela e para fechar com chave de ouro, aquela Tatia morta e ensanguentada olha bem no fundo dos meus olhos e pergunta:
—Porque?
Daí, eu acordo.
—De novo? Você tem que parar de ficar remoendo isso irmão.
—Você não entende Rebekah, eu a amava mais que tudo e num deslise, numa fração de segundo eu drenei a vida dela!
—Não foi culpa sua. Foi um acidente. Você não queria machucá-la.
—Será? Será que não queria?
—Você acha que queria?
—Eu não sei Rebekah. E o que mais me intriga é o fato dessa roseira estar viva á mil anos e nesses mil anos ela nunca deu uma única flor. Como essa planta ainda continua viva Rebekah? E porque não floresce mais?
—Eu não sei. Mas, nunca lhe ocorreu que o espirito dela está de alguma forma ligado á essa roseira? Afinal, é a rosa TATIA!
—Você acha?
—Tem alguma outra explicação?
—Não. Mas, porque nunca mais floriu?
—Não sei irmão. Mas, porque não vamos dar uma volta pra ver se você se acalma?
—Boa ideia.
Nós caminhamos pela cidade de Nova Orleans e então eu ouvi um som inconfundível. Nenhuma outra duplicata tinha aquela risada. Só ela.
Comecei a procurar e o meu olhar encontrou com o dela quando ela me viu o copo que segurava foi parar no chão e ela soltou um grito de pavor tão medonho que me gelou a espinha. E ela fugiu correndo, completamente apavorada e sumiu no meio da multidão.
P.O.V. Renesmee.
Eu sempre tive esse mesmo sonho desde que eu era bem bebê. É sempre o mesmo.
E desde que eu cheguei nessa cidade ele ficou mais frequente, mais nítido, mais real.
Como sabia que não iria mais conseguir dormir decidi aceitar o convite da Hannah e nós saímos pra dar uma volta. Estávamos conversando, rindo quando eu vejo aquele homem demoníaco do meu pesadelo parado na minha frente. Senti o copo de milk-shake escorregar da minha mão e soltei um grito tão horrível que eu mesma me assustei. Eu só conseguia pensar que eu tinha que ir o mais longe que conseguisse daquele homem ou ele iria me matar.
—Não. Isso não pode estar acontecendo. Aquele homem demoníaco não pode ser real. Eu estou ficando maluca.
P.O.V. Elijah.
Percebi que a amiga estava saindo atrás dela, mas eu a parei.
—Ei! Mocinha?
Ela abriu um sorriso enorme quando me viu.
—Quem era aquela sua amiga?
O sorriso dela morreu.
—Claro. Nem sonhando que um cara que nem você iria olhar pra mim na presença dela.
—Qual é o nome dela?
—Renesmee Carlie Cullen. Toma.
Ela escreveu uma sequencia numérica no papel.
—Pronto. Satisfeito?
—O que é isso?
—Você é retardado? É o telefone dela. Dã! Vou começar a fazer cópias disso.
—Cópias?
—Acha mesmo que é o primeiro cara que vem me pedir o telefone dela? Não sei que que ela tem, mas os caras fazem fila pra ficar com ela. Ás vezes acho que ela é macumbeira. Não é possível.
—Ela é o que?
—Macumbeira. Sabe, faz bruxaria, adora o diabo. Porque ela atrai homem que nem mel atrai mosca.
—Bruxas são servas da natureza.
—E você é um maluco total.
Ela puxou o papel da minha mão e saiu correndo.
—Não entendi.
—Hoje em dia irmão, os humanos acham que as bruxas são do mal.
—O que?
—Você me ouviu. E conseguiu perder o telefone da garota. Parabéns.
—Á propósito o que é telefone?
—Esqueci que você dormiu por mil anos. Relaxa, eu explico.
—Mas, como viemos parar em Nova Orleans Rebekah?
—Nik nos obrigou a vir.
—E ele conseguiu o que queria?
—Conseguiu. Mas, preste atenção nunca, sob nenhuma circunstância fale sobre a existência dessa garota para Niklaus entendeu?
—Porque?
—Ele precisa de sangue de duplicatas pra fazer híbridos como ele. Se ele souber sobre essa moça ela estará condenada a ser uma bolsa de sangue ambulante pelo resto de sua vida. Ele vai fazê-la sua prisioneira.
—Porque?
—Você me ouviu?! Ele precisa de sangue de duplicata para fazer novos híbridos! Se eles não beberem o sangue da duplicata eles não sobrevivem a transição. Sangram até a morte!
—Como descobriu isso?
—Ele tentou fazer híbridos e foi o que aconteceu com os que não beberam o sangue da santa Elena.
—Santa Elena?
—A nova duplicata. A que ele usou no ritual se chama Elena Gilbert e ela é tão doce que te deixa com enjoo.
—Mas, se existe outra porque ele iria querer Renesmee?
—Ele gosta de ter um plano B. Ele descobriu que a duplicata estava viva e agora á tem como refém.
Minha irmã começou a tocar música.
—Alô?
—Onde ela está Rebekah?!
—Ela quem?
—Elena!
—Como vou saber?
—Alguém atacou a casa e levou-a embora! A casa está destruída! Viraram tudo de ponta cabeça!
—Uma dica, não fui eu.
—Onde está o Elijah?
—Aqui do meu lado, quer falar com ele?
—Coloque-o no telefone.
—Coloca perto da orelha e diz alô.
—Alô?
—Se ela estiver com você irmãozinho, vou me certificar de que você nunca mais vai ver a luz do dia!
—Se está falando da tal duplicata não faço ideia de onde esteja e nunca nem vi a cara da sujeita.
—Sei. Vocês podiam aproveitar que estão passeando e procurar por ela.
—Deixe a garota Niklaus. Talvez devesse tentar negociar com ela ao invés de forçá-la. Se a tratasse com respeito isso não aconteceria.
—Sempre sentimental não é mesmo irmão?
—Você sabe que sim.

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