Notas iniciais
Demorei pra postar porque ainda to de LUTO desculpem nunca matei ninguém em uma ficção! Tentei por um pouco de emoção no nosso novo personagem e no final deixei um canto para o kaique e seus problemas que estão se tornando maiores.

Vinicius

O dia amanheceu frio, desci para tomar um café e encontrei meus irmão e minha mãe já na mesa, dei um bom dia coletivo e peguei um pão com queijo e um copo de suco de laranja afinal não tomo café, depois de comer em silêncio e ver meus irmãos brigaram pela última fatia do bolo, subo tomo um banho e me visto.

Enquanto me olho no espelho me concentro para guardar toda a magoa que vem se acumulando nos últimos dias. Leio o bilhete amarelado que está em cima da mesa e guardo no bolso da blusa. Escolhi uma calça escura uma camiseta vermelha e uma blusa de moletom com capuz em um tom marrom, como o dia está escuro e frio descido que compartilharei de sua frieza.

Desço e encontro meu pai já terminando seu café, ele se despede de minha mãe com um beijo afetuoso e isso me deixa com mais raiva, o amor deles me incomoda, na verdade o amor de todos me incomoda. Pego uma maça na mesa me despeço e acompanho meus irmãos até o carro. Eu sempre os levo para o colégio então faço eles se sentarem atrás e ficarem quietos, depois dirijo até onde costumo deixar eles.

No caminho para o campus ligo o rádio alto e escuto minhas músicas, tento fazer com que elas diminuam ao menos a dor que estou sentindo. O que não acontece, pego meu celular e o fone e desço do carro com a música o mais alto que consigo deixar, vejo o Lucas e o Brenno saindo do carro junto do Kaique, e mordo o lábio quando ele olha em minha direção. Ele vasculha periodicamente o campus, a cafeteria e o estacionamento até me encontrar. A mordida no lábio não e sedutora e sim de raiva.

Vê-lo me deixa furioso, só de pensar que ele pode estar nos braços do Thiago me deixa com vontade de estragar seu dia, como eu tenho feito o ano todo. Quando seu olhar cruza o meu mesmo a distância posso ver sua cara de medo então abro meu sorriso mais perturbador e encaro ele.

Depois me desloco até a aula do primeiro período. Estudo Bioquímica e mesmo na aula continuo a ouvir música, a explicação não vai entrar na minha cabeça de nenhuma maneira, o professor não se importa, e se por acaso se importa não me incomoda. As aulas passam se arrastando e as músicas voltam a repetir. Depois do último período encontro meus amigos no corredor.

— Vini que tu tem hoje mano?

— Nada!

— Está estranho fico calado o dia todo.

— Já disse que não tenho nada!

— Mano deixa ele, se ele não quer falar foda-se.

— É isso mesmo foda-se.

— Precisam de mais alguma coisa ou posso ir agora. _ Ainda estou com um dos fones e minha cara está fechada, meu mal humor ainda e ácido e eles se dispersam.

Não me leve a mal eu não os trato melhor, nunca tratei. Quando minha vida se tornou amarga eu encontrei com eles e descobri que juntos podíamos acabar com o dia de qualquer um, fazíamos todos os trotes inimagináveis e nossa amizade se limitava a isso. Sem saídas depois do campus a menos que fossemos espancar alguém, sem troca de segredos ou fidelidade na amizade como fazia antigamente. Se ele descobrem meu segredo serei eu o alvo deles então prefiro me manter afastado de todas as emoções. Eu estava para ir embora quando lembro que tenho algo para pegar no laboratório deixei uma laminas com uma célula que estava estudando as quais preciso levar para casa e acompanhar lá.

Quando entro no laboratório ele está deserto ou foi o que eu pensei sentado no fundo da sala de costa para a porta sobre uma carteira o Kaique está olhando a gigantesca tabela periódica que temos ali por diversão, ele não nota que eu entrei, minha cabeça trabalha rapidamente, fecho a porta depois de dar uma espiada no corredor. A chave sempre fica na porta do laboratório, na verdade todas as portas tem chaves nelas, todas presas. A porta tranca com um clique suave e eu caminho a passos largos e silencioso até o fundo da sala.

Meus fones de ouvidos estão presos no pescoço e isso me deleta ele vira para traz com um sorriso e então vejo o pavor estampado em seu rosto, para ele já é tarde estou muito próximo para que ele grite ou faça qualquer coisa.

Coloco ele contra a parede, e o prendo em um beijo. Um Beijo longo e demorado, apesar do susto ele corresponde e então continuo.

Quando nos conhecemos em uma festa do campus, a qual não sei como ele foi parar lá, eu e ele estávamos bebendo no porão e o clima está quente quando fomos nos beijar os meninos apareceram, consegui me esquivar a tempo e pôr a culpa nele, fiz todos acreditarem que ele tinha bebido muito e tinha tentado me agarrar, depois disso vim atormentando ele durante alguns dias e os meninos gostaram da ideia desde então virou parte da rotina estragar o dia dele. Eu fiquei ainda pior depois de saber do envolvimento dele com o Thiago e então agora antes de fazer os dois infelizes vou dar a ele o gostinho que neguei da primeira vez.

Continuo beijando ele e ele já não está correspondendo, ele está parado contra a parede, minhas mão estão percorrendo o corpo dele, sua pele e lisa e macia, meu corpo está junto ao dele, desço meus lábios pelo seu pescoço e então dou um mordidinha na sua orelha e então paro.

Ele ainda está contra a parede, estou com os braços esticados um de cada lado dele impedindo que ele sai, seu rosto está corado e ele olha para o lado e para baixo, penso por um momento em tudo o que estou fazendo, continuo encarando ele e vejo o quanto ele e novo ainda, apesar de achar que temos a mesma idade talvez um ano de diferença ele parece muito mais novo. Penso então em meus irmão mais novo e o quanto eu odiaria que alguém fizesse com eles o que eu estava fazendo.

Solto ele e me coloco de costa na parede ao lado dele, então desço até o chão e fico ali sentado, não consigo conter as lagrimas, elas vem e eu as deixo seguir seu curso, estou chorando abafado e ele está ao meu lado tremendo levemente, ele parece confuso e assustado e eu abaixo minha cabeça e continuo chorando.

— Você está bem? _ ele pergunta se abaixando na minha frente.

— Por que você pergunta isso? _ Digo em meio as lagrimas e dor.

— Por que me importo.

— Não você não se importa, eu fiz de sua vida um inferno desde aquela festa.

— Isso não faz diferença, vi em seus olhos aquele dia é mesma dor que vejo agora. _ a maçaneta da porta e forçada de fora e a porta não abre, ambos olhamos para lá e em seguida ouvimos paços apreçados se afastando.

— Do que você está fanado? _ pergunto com um tom desafiador ainda em meio a lagrimas.

— Apesar de você tentar fazer de minha vida um inferno, muitas vezes notei que não era você que estava tomando a iniciativa e sim seus amigos, muitas vezes vi que você não queria estar fazendo aquelas coisas!

— idiotice, eu não sou um cara bom sou um cara mal _ digo rispidamente.

— Talvez agora mais ai dentro em algum lugar existe uma versão boa de você mesmo.

— Isso e muito idiotice sabia, como pode afirmar algo assim. _ Ele se aproximou de mim e me beijou longa e demoradamente. _ O que você está fazendo

— Não sei. _ ele se senta ao meu lado recostado na parede, ele está com as pernas cruzadas como um buda. _ Eu sabia que você ia me beijar na festa, fiquei confuso com sua reação e depois de você e seus amigos me bombardearem todos os dias entendi que você escondia ser quem você realmente era.

— E o que isso tem a ver com o que você está fazendo agora?

— Quando o Thiago disse que você não era quem demonstrava fiquei curioso pra saber o que ele quis dizer...

— O que mais ele falou sobre mim?

— Nada, nunca chegamos a terminar essa conversa _ ele dá um sorriso bobo, o que o torna muito atraente.

— Temos uma história antiga e longa. _ Fico um pouco tenso ao falar nele, ao menos não estou mais chorando.

— Quer compartilhar?

— Não. O que o passado enterrou fica no passado. _ avanço nele novamente.

Ele se surpreende no início e depois de sê entrega acabamos rolando no chão e fico por cima dele, mantendo meu peso nos braços, o que deixa suas mãos livres. O beijo e intenso e sinto suas mão percorrerem meu corpo, sua língua buscando espaço na minha boca e a minha na dele, o beijo dele e quente e carinhoso e sinto o toque macio de sua mão... Alguém força a porta dessa vez, e logo em seguida ouça batidas apreçadas.

Nos levantamos assustados.

— O que vamos fazer _ ele diz sussurrando.

— O laboratório tem duas entradas, vem! _ puxo ele depois de pegar minhas coisa, vejo ele se abaixar e pegar algo no chão. Nos encaminhamos para a outra saída a tempo e quando estamos no corredor um grupo de alunos se aproxima.

— Vocês estavam no laboratório?

— Não estamos vindo dali. _ Pondo o final do corredor. A segunda saída só pode ser aberta por dentro o que torna impossível fazer de fora para dentro, agora o laboratório está trancado por dentro e deverá ser estourado.

— Algum engraçadinho trancou ele por dentro de novo! O que estão fazendo no campus essa hora?

— Estávamos vindo do outro bloco fui encontrar com ele e acabei deixando umas laminas lá dentro, mais se está trancado acho melhor pegar amanhã.

— Ok!

— Bom vamos, primo tenho que te levar em casa. _ ele faz uma careta e assente e seguimos pelo corredor até a saída. Ao lado de fora vamos até meu carro sem ninguém ver e depois faço ele se abaixar para que ninguém o veja dentro do carro. Ele está deitado no banco de traz quando saio do campus, encontro meus amigos ainda ali esperando para surpreende-lo.

Aceno com a cabeça e acelero o carro com o som bem alto no rádio, depois de algumas quadras ele passa para o banco da frente, levo ele para casa e depois vou para a minha própria casa. Meu coração está acelerado não estou apaixonado por ele mais sinto que ele amoleceu um pouco meu coração de alguma maneira. Subo para meu quarto já desistindo de minha vingança.

Kaique.

Ele me deixa na porta de casa eu entro e meu irmão está na janela olhando para fora.

— Quem era aquele?

— Um amigo!

— Que amigo? Nunca vi aquele carro!

— Um amigo do campus, um que você não conhece.

— Que cara é essa?

— Cara, que cara?

— Essa cara de bobo, viu o passarinho verde?

— Kaio larga do meu pé sério.

— Achei que você estava de lance com o Thiago!

— E estou, na verdade não sei bem, só estamos conversando ainda. E quem te disse isso?

— Foi a Rebeca. _ ele diz depois de ficar vermelho.

— Cara serio que agora minha vida vai ficar sendo observada por todos?

— Desencana, só estou te protegendo!

— Então você só está com a Rebeca para cuidar de mim?

— Não _ ele fica mais vermelho. Eu me largo no sofá e ele em outro e meu celular fica sobre a mesa não tenho interesse em mexer nele. _ Estou com ela porque ela e incrível.

Meu celular vibra e ele se adianta e pega antes de mim!

“A tarde de hoje foi incrível muito obrigado por me salvar da minha escuridão” Ele lê com uma voz risonha e brincalhona.

— Olha só meu irmãozinho arrasando corações! Quem é o sortudo?

— Você não vai ficar bravo pelo Thiago?

— Não me importo se está de rolo com mais de um só quero que escolha um e seja feliz, sem magoar ninguém

Outra mensagem

— Alguém está mesmo feliz “Fui até o ponto de encontro e a porta estava fechada, esperei você ali fora e você não apareceu. Will”

Meu coração está acelerado, como assim pego o celular da mão dele e releio as duas mensagens! Não isso não pode estar acontecendo, quando eu vi o Vinicius no laboratório tinha certeza de que ele era o Will agora já não sabia de mais nada. Pego meu celular e corro escada acima para o quarto, preciso abrir meu e-mail. Kaio fica com uma cara estranha e me deixa no meu canto eu mesmo estou em uma encrenca grande demais para mim.

Notas finais
E ai? o que acharam?