Notas iniciais
Bom dia a todos e uma ótima leitura.

Fiquei por longos minutos parado olhando estático a cena se desenrolar, eu tentava me mexer meu corpo tentava assimilar a briga. Victor estava socando o Gustavo sem pensar duas vezes, amigos brigando e eu estava congelado. Finalmente consegui me mover e puxar o Victor de cima dele o que só fez piorar as coisas ele me empurrou e saiu correndo e bateu a porta ao entrar, Gustavo se sentou e estava rindo enquanto procurava os óculos.

— O que você estava pensando? _ Eu estava tremendo de raiva.

— Achei que era o que você queria! Pense bem eu posso te dar o que ele não...

— E o que seria? O desprazer de ouvir essa sua voz?

— VOCÊ SABE QUE NUNCA SERA FELIZ AO LADO DELE! NUNCA SERA PERFEITO.

— Vai se foder cara, não preciso que ele me ouça ou fale pra ser feliz.

— Você e muito inocente, deveria ir atrás dele ou vai esperar as coisas piorarem _ Ele deu um sorriso debochado e então percebi que tudo não passava de provocação

Entrei e reparei que Pedro estava sentado completamente acordado.

— Belo show você protagonizou hoje, digno de Oscar. _ Ele exibia o mesmo sorriso debochado de seu amigo.

— Do que você está falando?

— Concordo com o Gustavo vocês nunca seriam felizes juntos e espero que agora você abra o olho e veja quem realmente te merece. Se precisar de qualquer coisa sabe onde me encontrar.

Ele de um sorriso e uma piscadinha e eu bufei e sai da sala, subi as escadas e fui atrás do Victor. Quando cheguei no andar de cima Cindy estava na porta do quarto, seus olhos estavam vermelhos e inchados ela estivera chorando. Ela veio andando até onde eu estava e olhou bem nos meus olhos.

— O que você tem? Porque essa aura de desejo?

— O que?

— Inocente, bonito e ingênuo. Todos caindo de quatro por você!

— Isso não e verdade! _ Eu tremia e a cada segundo sentia que ele estava mais distante apesar de seu quarto estar a poucos paços.

— Andersom se toca você só piorou as coisas depois que começou a namorar ele, o Gustavo estava com ciúmes e é claro babando como um cachorrinho por você.

— Nunca quis ele, nunca nem pensei nele de outra maneira.

— Mais não se esquivou do beijo? _ Como ela sabia estivera aqui em cima. Não tinha vista pela janela do quarto onde estava.

— Eu... eu não ...

— Como eu disse ingênuo. _ Ela balançou a cabeça e sentou a mão na minha cara. _ Se todos merecem uma marca que isso sirva para você.

Ela voltou pelo corredor e entrou no quarto e ouvi o click da chave na fechadura. Fiquei por mais um longo minuto com a mão no rosto, estava ardendo e por pior que fosse a dor eu merecia. Fui até a porta dele respirei fundo e entrei, ou tentei estava trancada. Bati e chamei ele e então fiquei em silencio ele nunca ouviria o que eu tinha a dizer assim.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem e nada, então mandei outra e outra todas pedindo para ele abrir, podia ouvir ele chorar, e eu estava começando a ficar com a vista embaçada. Mandei mais e mais mensagens a cada segundo digitando rápido e nenhuma resposta.

Minutos depois meu celular vibrou.

“Acho que sua noite já foi longa o bastante, vai pra casa.”

“Me deixa entrar, por favor precisamos conversar.”

“Vai pra casa”

Não tive mais respostas. Segurei as lagrimas e desci as escadas, Pedro estava limpando o sangue dos lábios do Gustavo com um pano úmido e falavam baixinho um com o outro. Gustavo tinha uma expressão de dor e Pedro de compaixão. Ambos se viraram e ficaram me encarando sem nada dizer, vi que ali tinha uma corrente invisível que os ligava mesmo que um dele não notasse.

Me virei sem dizer nada e sai, não peguei a Bike apenas sai andando e fui pra casa, a lua havia sido encoberta por uma nuvem e um frio repentino tomou conta de meu corpo, eu deixei minha blusa pra trás.

Cheguei em casa e abri a porta silenciosamente, desci as escada e fui para o porão academia do papai, e comecei a socar meu saco de arei ritmado e compassado, minhas lagrimas vieram quentes e reprimi um grito, não queria acordar meus pais, reprimi o choro foram lagrimas abafadas e soluços secos. Chorei por muitos minutos enquanto extravasava a raiva e quando meu corpo se entregou para o cansaço subi as escadas rastejando e me joguei na cama era o fim.

Meu telefone estava vibrando violentamente e eu o peguei ainda sonolento pensei que eram as mensagens deles mais eram meus pais! O Dia já estava claro.

—Alô?

— Filho vamos sair em 2h poderia vir para casa e arrumar suas coisas?

— Vou tomar um banho e já desço.

— Banho? Desce? Está em casa?

— Sim.

— Vamos te esperar para o café não demore a descer.

Desligo e fico olhando para o teto. Pego o celular e mando mais mensagens as quais não a resposta. Vou para o banho e percebo que estou muito enjoado e minha cabeça dói muito. A agua morna do chuveiro sobre meus músculos enrijecidos pela tensão alivia a dor física que domina meu corpo, escovo só dentes no chuveiro para diminuir o hálito do Doce luar que parece que ainda está ali. Desço para o café e tento manter um falso sorriso.

Tomo um comprimido para dor que encontro no armário de remédio do banheiro dos meus pais e como uma torrada com suco de laranja o que deixa meu estomago pior.

Arrumo minhas malas com dois tipos de roupa. Uma com roupas para passar uma semana na praia roupas leves e toalhas. Na outra roupas para passar uma semana na casa de meus avós mais casuais e mais pesadas. Meus pais decidem inverter a viajem devido a mudança do tempo, o frio que chegou de madrugada não passou ao amanhecer e acabamos decidindo passar a primeira semana no meus avós e a segunda na praia se o tempo melhorar. Como o litoral ficava a poucas horas de onde morávamos estaríamos mais perto de casa para retornar.

Saímos três horas depois de carro e meu estomago está cada vez pior, meu celular está em completo silencio e isso me dói mais, meu corpo está cansado e estou sonolento, meu estomago está dando voltas de dor. Meia hora de viagem e estamos na estrada peço para meu pai parar no acostamento ele fica sem entender e para saio para fora e vomito.

— Está tudo bem filho _ Minha mãe pergunta com um tom preocupado!

Faço um sinal de positivo com a mão e vomito de novo.

— Ele só está pondo pra fora o que bebeu ontem. _ Papai tinha um sorriso zombeteiro no rosto.

— Como sabe que eu bebi? _ Pergunto com a voz pesada e com mais enjoo

— Pode ter tomado um banho e escovado os dentes mais sua roupa ainda fede a bebida.

Realmente havia derramado o copo que estava segurando quando o Gustavo me beijou.

— Espero que a noite tenha valido a pena. _ ele disse voltando para o carro. _ Vamos parar em um posto e comprar agua pra ele, ele vai ficar bem.

Minha mãe fica comigo na beira da estrada até eu estar pronto para voltar. Cuspo algumas vezes para tirar o gosto ruim da boca e volto para o carro, ainda não estou bem.

Seguimos viajem paramos alguns minutos depois e compramos agua e amendoins e vomito mais uma vez no banheiro. A viagem segue por horas e eu paro mais duas vezes, fico deitado no banco de trás ouvindo meus pais conversarem e segurando as lagrimas. Decido mandar mais uma mensagem.

“Victor, precisamos conversar eu não tive nada com aquilo, eu não o beijei, não queria aquilo.”

Não à respostas.

Durmo logo em seguida e só volto acordar quando chegamos. Ainda estou com o corpo pesado e já é noite quando desço para abraçar meus avós, peço desculpas e subo para o quarto de hospedes onde eu fico, não janto e não levanto o resto da noite.

Notas finais
Se você se sentir encorajado escreve para o autor ficarei muito grato em responder =D