Um agente em minha vida.
1 Uma proposta.
Notas iniciais
Não é minha primeira fanfic por isso sei como funciona...
POV Edward
Meu sonho sempre foi servir ao povo americano, assim que fiz dezoito anos, comecei minha faculdade de Direito, quando terminei, fui convocado para servir ao FBI. Meus pais quase surtaram, mas eu fui, era meu sonho, uma grande oportunidade e eu não podia desistir assim.
Hoje faz cinco anos que sou um Agente. Um dos mais respeitados e que tem mais casos resolvidos. Não acho que isso seja motivo de vangloriação. Eu daria tudo para que eu nunca mais ouvisse as barbaridades que acontecem. Aos meus 28 anos eu já tenho muitas histórias para contar, nenhuma bonita, mas a maioria com finais felizes.
Moro em Nova York, em um apartamento muito bem protegido, paredes revestidas de chumbo, janelas a prova de balas, câmeras de segurança em pontos estratégicos, botões de alarme e outras coisas mais. Minha mãe Esme, vive preocupada comigo, mas nada me aconteceu até hoje, então eu a tranquilizo sempre que me liga, já que a mais de um ano não a vejo. Meu pai Carlisle é médico e sempre teve o sonho que eu seguisse seus passos, mas eu passei essa profissão para meu irmão mais novo Jasper.
Eu estou investigando boates acusadas de tráfico de mulheres, a coisa mais nojenta e inescrupulosa que eu já vi. Meu chefe Julius, disse que tem uma proposta para mim e é por isso que estou indo para a cede.
Tomei um banho rápido, coloquei meu terno preto e peguei minha arma e meu distintivo. Tranquei o apartamento e liguei os alarmes. Já dentro do meu carro também a prova de balas, dirigi até a cede. O caminho não é longo, mas demorei quase meia hora por que o transito estava insuportável.
Assim que sai do elevador, fui cumprimentado pelos meus colegas. Rosalie, é a única mulher daqui, ela é esposa de outro agente e meu melhor amigo. Emmet McCarty, um ótimo agente também. Fui direto para a sala de Julius, ele me esperava com um largo sorriso.
- Cullen, que bom que chegou.
- Desculpe o atraso, o transito está horrível. – Me sentei.
- Vamos ao que interessa. – Ele me entregou alguns papeis. – Você vai investigar a campo uma boate em Las Vegas.
- Eu? – Perguntei animado. – Será ótimo isso.
- Tenho certeza que se sairá bem. Leia esses papeis e amanhã mesmo você viaja.
- Pode ter certeza que vamos prender esses suspeitos. Tem minha palavra.
Com um aperto de mim selei minha palavra. Eu faria de tudo para prender qualquer um que estivesse metido nessa coisa sórdida e nojenta que eles fazem.
Fui para minha sala e lá segui o resto da tarde, analisei letra por letra daquela investigação. Não tinha muita coisa, apenas o necessário para saber como a boate funcionava, os esquemas de compra e venda de mulheres e o sequestro delas. Nomes de clientes famosos que pagam uma grana por noite para se divertir com diversas daquelas mulheres.
Voltei para o apartamento com o estomago embrulhado de tanto ler aqueles papeis onde eu podia saber como é a vida daquelas pobres mulheres. Dormi pensando em que eu deveria salvar aquelas pobres almas daquele lugar e eu faria isso, nem que fosse com minha própria vida.
POV Isabella
Fui acordada com água gelada em meu corpo. Era assim depois de receber uma surra que a deixava desmaiada por um dia. Mais uma vez, tentei fugir, tentei dizer a um homem que eu estava sendo abrigada a estar ali, mas dei azar, ele era um dos sequestradores. Fui levada para o escritório de Aron, o chefe do lugar, ele me bateu muito, abusou de mim e quase me matou. Fui violentada de todos os jeitos que nunca imaginei possível. Fui amarrada e amordaçada para não gritar enquanto Aron, Felix e James me violentavam simultaneamente.
Eu tenho apenas dezessete anos e já tentei me matar mais de 10 vezes, e em todas, eu fui salva. Não por que eu sou importante, mas por que dou lucro. Sou obrigada a me vender todas as noites e se não satisfazer pelo menos três clientes, sou castigada.
- Levante-se Isabella! – Ouvi a voz de James. – Você precisa se limpar para trabalhar.
Ele me pegou pelo pulso e me levou até o banheiro do alojamento. Minha visão ainda estava turva e eu somente sentia a água gelada caindo sobre mim. Me forcei a tomar um banho, pude ver meus braços roxos e meu corpo com hematomas.
- Isso é para aprender que se tentar fugir novamente, vai ser muito pior!
Ele me puxou para fora do banheiro e me jogou no colchão, gemi de dor e ele bufou. Logo depois senti suas mãos em mim e me encolhi.
- Hoje você fica aqui. Está machucada demais. Os clientes não vão querer. – Se afastou. – Amanhã você irá cobrir as despesas de hoje Isabella.
Ele saiu do alojamento e logo vi uma das meninas se aproximar de mim com remédios, roupas, toalha e gases. Ela se sentou ao meu lado e me deu um comprimindo que tomei sem dizer nada. Logo depois senti ela passar algum remédio na minha intimidade, ardeu um pouco e eu gemi de dor.
As lágrimas logo caíram, eu só queria morrer, a morte parecia mais digna do que essa minha vida. Alice me ajudou, passou remédio em mim, me vestiu e me ajudou a sair do colchão. Me deu o almoço e ficou ao meu lado. De todas aqui, ela é a única que se importa comigo. Nos tornamos amigas já que ela chegou aqui no mesmo dia que eu e para não ficar louca nos tornamos amigas.
Logo mais à noite, James e Felix vieram buscar as meninas que já estavam arrumadas e as levaram para a boate, que ficava em cima do galpão onde ficávamos. Alice foi com eles e James me olhou malicioso antes de fechar a porta e sair dali.
De todos os outros James é o que mais me quer. Ele já pagou por mim algumas noites, ele só não tirou minha virgindade por que somente Aron tem esse direito por ser chefe. Ele tira a virgindade de todas as meninas e depois nos entrega para quem quiser. Senti tanta dor e nojo de mim quando cheguei. Esse foi a primeira vez que tentei me matar.
Já fui castigada inúmeras vezes, mas nenhuma como a da noite retrasada. Eu não consigo mais fazer isso, não posso. Eles me mataram por dentro. Não sinto mais nada quero somente a minha morte e sinto que não está distante.
Em pensar que meus pais me venderam, dói muito mais. Renne nunca teve uma relação amorosa comigo, nunca foi uma boa mãe. Meu pai Charlie, morreu quando eu tinha dez anos. Seis meses depois minha mãe se casou novamente com John, eu o considerava como um pai, mas os dois simplesmente me venderam como um animal que estava dando muito trabalho e que não queriam mais.
Assim que as meninas voltaram, todas foram para o banho e logo Alice veio se sentar junto a mim. Ela sorriu triste e eu a abracei. Ela é minha irmã aqui, e se um dia eu conseguir sair daqui, eu levo ela comigo. Dormimos pouco depois, eu me sentia mais segura com várias pessoa ao meu lado.
As dez da manhã do outro dia, todas nós fomos acordadas com um som de um buzina como de costume. Nos levantamos e seguimos para fora. Somos em 20 meninas e a essa hora, eles nos dividem para fazer a limpeza do lugar.
- Alice, Marya, Isabella e Dolores, vão limpar os quartos. – James começou.
- Denise, Karla, Viviane e Dinorá, limpar os banheiros. – Feliz disse. – O resto vão limpar o resto da boate.
Seguimos nosso caminho até os quartos. Pegamos os produtos de limpeza e fomos ao serviço. Limpei os banheiros, troquei os forros de cama, limpei o chão e coloquei as coisas no lugar. Depois disso segui para o próximo quarto, fiz as mesmas coisas. Tinha pelo menos 100 quartos ali e nós estávamos em quatro. Tínhamos que ser rápidas e eficientes.
A noite, todas voltamos para o alojamento e nos arrumamos, passei maquiagem no corpo para não mostrar as marcas roxas e coloquei um vestido preto curtíssimo e um salto alto, fiz uma maquiagem provocante e deixei meus cabelos soltos. Todas saímos dali e fomos direto para a boate que já estava lotada. Mais um dia em que terei que me vender. Já estou farta disso.
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