Notas iniciais
Oi pessoas queridas, muito obrigada pelos comentários no capítulo anterior, fico muito feliz que estejam gostando. E nesse capítulo tem um Jacob muito suspeito, espero que gostem.

POV Edward

Hoje Bella estava completando dois meses de gravidez e tinha uma consulta com a ginecologista para termos certeza que tudo estava bem com nosso bebezinho. Eu pedi dispensa por hoje do serviço para acompanha-la e agora eu estava esperando minha mulher terminar de se arrumar. Quando Bella finalmente saiu do banheiro já vestido com uma saia longa e uma regata branca eu suspirei aliviado.

– Eu nem ao menos demorei Edward. – Riu.

– Eu não acho.

– Só preciso colocar meus sapatos e pentear meu cabelo.

Ainda fiquei esperando que ela fizesse isso e depois, finalmente eu pude sair daquele apartamento. Bella seguia até o consultório jogando algo em meu celular, ela perecia uma adolescente fazendo isso. Se bem que ela é uma adolescente.

– Edward, você está muito preocupado, se acalme. – Riu.

– Tem certeza que você e o bebê estão bem?

– Tenho. Eu não senti dor alguma, estou fazendo tudo o que a médica orientou, tomei as vitaminas, já vou tomar a injeção.

– Certo.

Eu estava apavorado, não conseguia fazer minha mente desacelerar. Eu só queria chegar lá no consultório logo, fazer todos os exames possíveis e depois ter a certeza que meu filho ou filha está bem.

Quando eu finalmente estacionei em frente ao consultório saltei de pressa do carro e ajudei Bella a descer. Tranquei o carro e depois seguimos de mãos dadas até a recepção.

– Temos um horário com a Dra. Yumi. – Bella disse a recepcionista.

– Identificação por favor. – Pediu.

Bella entregou a carteira de identidade e a mulher digitou algumas palavras e depois sorriu entregando a identidade de Bella novamente.

– Isabella Swan. A doutora vai lhe atender logo mais.

– Obrigada.

Bella me rebocou para um sofá de couro branco que tinha ali e me fez sentar, eu não sei o porquê de estar tão nervoso. Afinal eu só iria ver meu filho. Não era como se já fosse a hora do nascimento.

– Edward você está suando frio. – Bella disse preocupada.

– Estou nervoso. – Confessei.

– Se acalme ok? Vai dar tudo certo papai. – Sorriu beijando-me rapidamente.

Respirei fundo tentando acalmar os batimentos cardíacos e fazer com que meu cérebro entendesse que eu tinha que manter a calma, passar calma a Bella, pois sei que para ela está sendo tão difícil quanto para mim.

– Obrigado amor. Eu sei que vai dar tudo certo. – Disse a ela.

Bella e eu ficamos quase vinte minutos ali esperando e quando o nome dela foi chamado eu fui o primeiro a levantar. Ela somente riu e me puxou pela mão até a sala da médica. Dra. Yumi nos cumprimentou e pediu que sentássemos em frente a ela.

– Então papais, como estão?

– Bem e ansiosos. – Respondi.

– Perfeitamente normal. Você sentiu algo diferente Isabella?

– Não. Nenhum desconforto ou dor. – Deu de ombros.

– Isso é muito bom. – Sorriu anotando algo. – Vamos para a ultrassom?

– Claro.

Bella foi até uma salinha e trocou de roupa, depois a ajudei a deitar na maca e a médica passou o gel em seu ventre. Logo borrões apareceram na tela. Era possível enxergar um pequeno grãozinho ali. Meu filho. A médica mexeu em alguns botões e logo um som forte e rápido tomou conta da sala.

– Esse é o coração do bebê, está forte e rápido. – Disse com um pequeno sorriso.

Beijei os lábios de Bella sussurrando um muito obrigado e tentei não deixar as lágrimas caírem, mas uma escapou e molhou a bochecha de Bella que sorriu e acariciou meu rosto. Seus olhos já estavam marejados e logo as lágrimas começaram a cair.

– Pelo que vejo aqui está tudo perfeito com o feto de vocês.

– Ele está vivo Edward, vivo. – Bella soluçou.

– Sim amor, está tudo bem. – Afaguei seu rosto.

A médica depois fez uma transvaginal em minha menina para ver se a parede do útero estava melhor e posso dizer que as notícias foram reconfortantes. O útero estava quase perfeito para segurar nosso bebê, mas ainda era muito arriscado, pois haviam cicatrizes que impediam que ficasse tudo ok. Mas a médica garantiu que as nossas chances de termos o nosso bebê já é bem maior.

Ajudei Bella a se levantar quando a médica terminou o exame e depois esperei que ela se trocasse para que a medica pudesse conversar. Assim que ela ficou ao meu lado sorri e beijei sua testa, seus olhos ainda estavam vermelhos pelo choro recente, mas isso só a deixava ainda mais linda.

– Vamos. – Segurei sua mão e a guiei até a cadeira em frente a médica.

– Isabella, pelo que vi está indo tudo bem com sua gravidez apesar de ser de risco. Mas isso se deve aos cuidados que você está seguindo. E quero que continue com eles.

– Todas as vitaminas também?

– Sim. E você provavelmente vai começar a sentir enjoos, tonturas, os seios mais doloridos e cólicas.

– Cólicas?

– Sim, é normal, pois o útero vai aumentar aos poucos de tamanho para receber o bebê. Mas se ocorrer sangramento venha imediatamente para o hospital.

– Certo. – Disse firme.

– Vamos tomar a injeção agora e nos vemos daqui a quinze dias.

A médica pediu que uma enfermeira trouxesse a injeção e logo a mulher entrou com uma seringa nas mãos e o remédio. A médica limpou abaixo da barriga de Bella e logo aplicou a injeção, minha pequena fechou os olhos com força e apertou minha mão mas logo soltou.

– Prontinho. – A médica sorriu.

– Obrigada.

Ao sairmos do consultório eu a abracei e beijei seus cabelos, tudo estava bem, eu não precisava me preocupar tanto.

– Obrigado meu amor, por tudo.

– Sou eu quem deveria agradecer. Você me salvou de um inferno e agora está me dando uma família. – Sorriu. – Eu amo você.

Eu e ela voltamos para casa e ficamos por lá o dia todo, não havia motivos para sair, o tempo estava fechando anunciando uma tempestade e era melhor que estivéssemos protegidos.

Na manhã seguinte eu tive que voltar para a sede, Alice não poderia ficar com a Bella e isso me resultou alguns fios a menos de cabelo. Além de ter que cuidar do novo estagiário, eu ainda não pude participar da missão, iriam prender alguns chefes da máfia que a tempos estamos investigando, seria muito bom para me desestressar, mas Julius já deixou bem claro que eu não posso participar de investigações e missões de campo, apenas tenho que ficar enfurnado em uma porcaria de escritório com aquele ser me enchendo o saco.

– Então? O que precisamos saber para prender alguém?

– Primeiro de tudo provas. E para ter provas precisamos investigar.

– Então vamos fazer isso.

Ele estava querendo ser útil, mas só estava me deixando irritado. Nós tínhamos um novo caso em mãos. Contrabando de armas de uso das forças armadas para o Iraque e Afeganistão. Eu tentava a todo custo ignora-lo, mas as vezes a voz dele irritava.

– Aqui tem os nomes dos principais chefes, tente achar alguma ligação anterior dos dois. Se eram amigos de infância sei lá. Qualquer coisa. – Instrui.

Pelo menos eu tinha conseguido faze-lo calar a boca por pelo menos algumas horas. A investigação travava em muitas partes que eram impossíveis de se achar uma ligação com outras partes. Tudo aquilo parecia muito fácil, mas as coisas travavam quando estávamos progredindo.

Meu celular vibrou e o número era desconhecido, sai de perto do estagiário e fui atender em um lugar mais privado de ouvidos atentos.

Ligação on:

– Edward Cullen?

– Sim. Quem está falando?

– Aqui é do presidio feminino. Uma das internas quer falar com você.

– Qual interna?

– Renne Swan.

– Seja lá o que essa mulher tem a dizer não interessa.

– Mas...

– Chega. Diga a ela que pelo bem de todos ela não terá minha ajuda, sei o que ela quer cobrar, mas sinto informar que as vezes não cumpro minhas promessas.

Ligação off.

Ri da idiotice de Renne em pensar que eu a ajudaria a sair da cadeia, até parece que eu faria isso por ela. Nem em um milhão de anos eu ajudaria uma mulher como ela sair da cadeia.

Aproveitei que estava ali fora e liguei para Isabella apenas para ter certeza que ela estava bem.

Ligação on:

– Oi amor. Tudo bem?

– Oi anjo. Sim, estou bem. Na verdade acabei de acordar.

– Está se sentindo bem?

– Sim Edward. E você está bem?

– Sim estou. Vou chegar em casa por volta das oito ok? Não me espere acordada.

– Tudo bem. Eu te amo.

– Também te amo.

Ligação off.

Assim que estava entrando na sala ouvi uma conversa de Jacob com alguém. Fiquei atrás da porta para ouvir melhor e me surpreendi com o que ouvi.

– Já estou na sede deles. Só preciso de tempo. – Ele esperou e depois bufou. – Renne eu não sou burro, sei o que preciso fazer.

Ele desligou o celular e voltou a pesquisar alguma coisa. Eu estava atônito. Como assim Renne? Ele estava falando com ela? O que ele quer com ela? A mulher está presa.

Decidi entrar na sala e fingir que nada tinha acontecido, mas eu não vou desistir de descobrir o que Jacob tem a ver com essa mulher. Coisa boa eu tenho certeza que não é.

Notas finais
Comentem ok? Estou ansiosa pelos palpites. Beijos.