Um agente em minha vida.
39 Duas ajudas extras.
Notas iniciais
POV Isabella
Há duas semanas Edward trabalha sem parar, já nem me lembro mais da noite em que eu dormi com ele ao meu lado, de manhã ele se levanta cedo demais e meus hormônios de gravida não me permitem acordar nesse horário, só ouço sua voz quando ele me liga perguntando sobre minha saúde e a do bebê.
Alice voltará hoje para Califórnia e eu provavelmente ficarei sozinha durante o dia, mas acredito que nada de ruim irá acontecer para que eu precise de ajuda, meu bebê está crescendo forte e saudável dentro de mim e eu não vejo a hora de tê-lo em meus braços.
Eu estava na cozinha preparando uma torta de queijo com frango quando ouvi a porta da sala abrir. Segundos depois Edward apareceu, seu rosto estava cansado e os cabelos bagunçados, ele parecia nervoso e irritado.
– Edward! O que faz em casa?
– Não gostou de me ver? – Sorriu. – Consegui sair mais cedo hoje.
– Isso é ótimo. – Sorri.
– E meu beijo?
Coloquei a massa da torta no forno e fui até ele enlaçando seu pescoço e o puxando para mim, sorri antes de juntar nossos lábios. Edward segurou minha cintura e me puxou de leve para juntar nossos corpos. A saudade falou mais alto e o beijo que antes era leve e calmo se tornou urgente e rápido, suspirei contra seus lábios quando ele apertou minha cintura com um pouco mais de força unindo nossos corpos que nesse momento já estavam acesos. Me agarrei em seus cabelos e o puxei ainda mais de encontro a minha boca. Somente nos separamos quando o ar se fez necessário.
– Estava com saudades. – Sussurrei.
– Desculpe por não ficar com você. Mas a nova investigação está começando a entrar nos eixos e eu preciso ficar lá.
– Tudo bem, eu entendo. – Sorri. – Agora vá tomar um banho e depois vamos comer.
– Onde está a Alice?
– Ela não vem hoje, tinha que arrumar as malas. O voo dela é as 16:00.
– Por que não me contou? Você não pode ficar sozinha.
– Eu não o vi hoje. – Justifiquei.
Edward suspirou e beijou minha testa antes de ir para o quarto. Eu sabia que ele tinha ficado zangado, mas eu também não podia ficar sendo vigiada por 24h. as pessoas tinham mais o que fazer e além do mais eu não estava invalida.
Fiquei na sala até Edward voltar e a torta ficar pronta, mas depois que a segunda ficou pronta e Edward não desceu eu resolvi subir para chama-lo. Entrei no quarto e tive uma surpresa ao ver Edward dormindo só de toalha na beirada da cama, ele estava de barriga para cima e estava com o braço direito atrás da cabeça enquanto o outro estava sobre os olhos, sorri e fui até ele. Se Edward continuasse nessa posição iria acordar com dor nas costas e eu não iria conseguir arrastá-lo para o meio da cama então resolvi chama-lo.
– Amor, deite-se direito. – Sussurrei perto de sua orelha.
– Huumm...
– Vamos amor, deite-se direto.
Edward se arrumou na cama e voltou a dormir instantes depois. Sorri e me deitei ao seu lado, logo ele se aconchegou a mim deitando-se sobre meus seios, ele devia estar mesmo cansado. Acariciei seus cabelos e suspirei fechando os meus olhos, seria bom descansar.
Quando acordei, Edward ainda dormia aconchegado a mim, sai com cuidado da cama e coloquei meu travesseiro em meu lugar. Fui para a sala e me deitei ali, na TV passava um filme que eu mal prestei atenção, eu estava enjoada, meu estomago estava ruim. A médica disse que esses enjoos são normais e que logo vão passar. Fechei meus olhos e tentei me concentrar em outras coisas e não nesse mal estar.
– Bella? – Ouvi meu nome sendo chamado ao longe.
– Na sala. – Gritei.
Logo os passos ficaram mais perto e eu abri meus olhos. Edward sorria para mim e logo se sentou ao meu lado colocando meus pés sobre seu colo e iniciando uma deliciosa massagem.
– Você está mais descansado? – Perguntei.
– Sim. Desculpe ter dormido.
– Tudo bem, quer comer a torta?
– Eu pego.
Ele se levantou e seguiu para a cozinha, ouvi barulhos e logo ele voltou, apenas aquele cheiro que devia estar delicioso já me fez lembrar do enjoo que estava sentindo.
– Tome. – Edward disse.
– Não.
– O que foi? Está sentindo alguma coisa?
– Estou enjoada.
– Quer que eu coma lá na cozinha?
– Não, pode ficar aqui.
Edward se sentou ao meu lado novamente e eu prendi a respiração, aquilo estava horrível.
– Isso está muito gostoso amor.
– O cheiro está horrível. – Murmurei. – Eu vou tomar um banho.
Me levantei cambaleando e fui rapidamente para o quarto, finalmente consegui respirar sem sentir ânsia de vomito. Tirei minha roupa e segui para o banheiro, tomei um banho frio e lavei meus cabelos. Quando terminei o banho me enrolei na toalha e fui procurar uma roupa confortável. Peguei uma calcinha tipo shortinho e uma camisa de Edward, me vesti e depois penteei meus cabelos. Voltei para a sala e Edward estava deitado assistindo ao jogo de basebol. Me sentei em seu colo e sorri quando seu olhar ficou quente e malicioso.
Edward se sentou comigo ainda em seu colo q fez carinho em minhas coxas desnudas.
– Você está gelada.
– Tomei banho frio.
– Você vai ficar doente com essa mania de tomar banhos frios.
– Você pode me esquentar.
Ele me puxou para um beijo mas não deixou de acariciar minhas coxas, segurei em sua nuca e fiz carinho ali. Nossas línguas dançavam com rapidez degustando o outro, chupei a dele e Edward suspirou agarrando minha cintura por debaixo de sua camisa. Quando o ar ficou escasso ele desceu os beijos para o meu pescoço e foi minha vez de suspirar quando uma mordida foi dada em meu pescoço.
– Você está sem sutiã? – Ele perguntou ainda com os lábios em meu pescoço.
– Huhum. – Murmurei.
Ele nos deitou no sofá e logo se encaixou entre minhas pernas, abriu os botões da camisa e me acariciou, gemi quando seus lábios sugaram avidamente meus seios que estavam mais sensíveis pela gravidez. Tirei a camisa dele e arranhei suas costas com minhas unhas, o puxei mais para mim e Edward apertou minha cintura com mais força, com certeza aquilo deixaria uma marca amanhã.
O puxei pelos cabelos colando nossos lábios novamente, o beijo era sôfrego e nossas línguas pareciam querer fundir-se uma a outra. Ele grudou o corpo ao meu e gemi por sentir a protuberância em minhas pernas. Edward investiu novamente contra mim e o atrito foi quente, eu estava molhada e excitada e Edward parecia querer se fundir a mim, agarrei seus cabelos quando ele desceu os beijos pelo meu pescoço e foi minha vez de dar-lhe um chupão, arquejei quando ele mordeu minha clavícula e apertou minha coxa, eu estaria toda marcada pela manhã.
– Eu queria me afundar em você agora. – Disse me meio a suspiros.
– Não podemos...
– Eu sei amor, eu sei...
Edward retornou aos beijos mais calmos e minutos depois quando já estávamos mais calmos ele se separou de mim sentando-se novamente e me puxando para seu colo. Seus olhos estava grudados em meus seios e eu via seu esforço para não me atacar novamente. Aos poucos ele fechou os botões da camisa e depois beijou minha testa suavemente.
– Eu amo você. – Sussurrei.
– Também te amo, muito. – Sorriu.
Me aconcheguei em seu colo e ele abraçou minha cintura, o jogo já tinha terminado e agora passava jornal das seis. Ficamos assistindo as notícias até meu estomago roncar e nós dois irmos para a cozinha preparar nosso jantar, depois disso fomos para a cama. Dormimos agarradinhos e felizes.
(...)
Na manhã seguinte eu acordei cedo, Edward já estava se arrumando quando fui para o banheiro, as marcas estavam roxas em minha pele, era possível ver a mão grande de Edward marcada em mim, além dos chupões e mordidas no pescoço. Justo hoje que eu tenho uma consulta com a ginecologista.
Coloquei um vestido longo branco e fiz um coque desleixado em meu cabelo, calcei uma rasteirinha e estava pronta, por sorte o tempo em Nova York hoje estava bem mais quente. Fiz uma maquiagem em meu pescoço e por sorte consegui esconder as marcas, pelo menos uma coisa boa aprendi naquele inferno em Las Vegas.
– Vamos chegar atrasados assim. – Edward reclamou quando apareci na cozinha.
– Tive que fazer uma maquiagem em mim.
– Está muito marcada?
Levantei o vestido mostrando minha coxa e minha cintura onde as marcas de mão estavam. Edward passou a mão sobre elas e suspirou.
– Desculpe, me excedi ontem.
– Não tem problema, eu também me excedi. – Disse tocando seu pescoço.
Mesmo com o terno ainda era possível ver algumas marcas roxas.
– Sente-se e vamos tomar café.
Minha consulta era somente as dez, mas Edward não queria que eu ficasse sozinha, por isso ele resolveu me levar para a sede e de lá nós dois iremos para a consulta ver como nosso bebê está.
Já dentro do carro nós seguimos para a sede, assim que chegamos Edward me agarrou pela cintura e juntos fomos para dentro. Algumas pessoas ali eu já conhecia, outros pareciam me conhecer. Logo vi os dois amigos de Edward, o cara grandão que eu não lembrava o nome e a mulher loira que vi somente uma vez.
– Bella, esses são Emmet e Rose.
– Olá. – Sorri cumprimentando os dois.
– Olá Bellinha. – O grandão disse.
– Oi Bella.
Os dois tinham que ir e se despediram de nós dois, não entendi quando Emmet piscou para Edward e fez um sinal com as mãos.
– O que ele quis dizer?
– Digamos que agora eu tenho duas ajudas extras. – Ele sorriu.
Edward me levou até a sala onde ele estava trabalhando junto com Jacob, assim que entramos eu o vi sentando em frente ao computador, assim que ele ouviu a porta se fechando se virou e sorriu ao me ver. Não pude evitar o sorriso também, Jacob sempre seria meu irmão.
– Oi Bells, não sabia que vinha.
– Oi Jake. – Ele se levantou para me abraçar.
– Volte ao trabalho Black. Isabella ficará aqui e não quero conversinhas.
Jacob olhou irritado para Edward mais voltou para a mesa onde estava. Olhei para Edward, mas ele não me olhava, apenas segurou minha mão e me puxou para sua mesa, me sentei em sua cadeira e ele pegou outra para si sentando-se ao meu lado.
– Quer alguma coisa?
– Um livro?
– Certo.
Edward pegou um livro para mim e depois iniciou seu trabalho, prestei atenção em minha leitura mas de vez em quando sentia um olhar perfurar minha pele e sabia que não era de Edward, Jacob sentia minha falta e Edward não podia ficar bravo por ciúmes bobos. Durante aquelas horas Jacob não falou comigo, mas quando passou perto de mim me entregou seu número sem que Edward visse sorri para ele e voltei a minha leitura, sempre fomos amigos e não será por ciúmes que irei me afastar do meu irmão.
Fale com o autor