Um agente em minha vida.

40 Alguns traficantes a menos no mundo.


Notas iniciais
Oi pessoas, muito obrigada mais uma vez pelos maravilhosos comentários no capítulo anterior. Espero que gostem desse capítulo. Beijos.

POV Edward

A duas semanas Bella tinha tido mais uma consulta, tudo estava perfeitamente bem, nosso filho crescia saudável e forte. Agora ela está entrando no terceiro mês de gravidez e aos poucos sua barriga começa a aparecer, mas ainda e quase imperceptível.

Eu estou investigando Jacob e tentando achar alguma ligação que ele tenha com Renne, mas não consegui nada até agora. Rose e Emmet estão me ajudando, mas mesmo assim nada parece se encaixar. A única pista que temos é a conta bancaria de Jacob na Escócia, tem uma boa grana lá e aquele valor só poderia dizer uma coisa: ele estava envolvido com coisas ilícitas.

O pior de tudo é saber que sutilmente ele está se aproximando de Isabella, eu já percebi ligações, conversas sobre o passado e sei que não é com Alice ou minha mãe, Bella também não tem amigos. Eu penso todos os dias em contar para ela minhas suspeitas, mas não posso dizer se não tiver provas, sei o quanto aquele cachorro foi importante para ela e seria difícil acreditar que alguém que você conheceu desde criança está armando contra você.

Já era noite e Bella estava na biblioteca lendo algum livro enquanto eu estava em minha mesa pesquisando algumas informações para o caso dos traficantes, nós tínhamos evoluído muito e já descobrimos muitas tramoias, em poucos dias teríamos a oportunidade de prende-los.

– Edward, eu quero voltar a trabalhar. – Bella disse em um folego só me fazendo tencionar.

– Como assim trabalhar? Agora?

– Estou cansada de não fazer nada. – Suspirou.

– Você não pode trabalhar. Sabe que precisa de repouso.

– Eu vou enlouquecer se não fazer alguma coisa. Eu não saio desse apartamento, não converso com ninguém, me sinto uma invalida.

Deixei os papeis de lado e fui até ela ajoelhando na sua frente. Tirei o livro de suas mãos e as segurei. Eu não queria que ela sofresse.

– Eu prometo que tudo vai melhorar. Eu não quero que você trabalhe, além do mais a médica proibiu.

– Eu sinto falta da Alice.

– Eu sei que sim. Que tal você me ajudar a analisar aqueles papeis, aposto que você vai me ajudar muito.

– Tudo bem, o que eu tenho que fazer?

Bella se sentou em cima de minha mesa e pegou alguns papeis para ler. Sorri e beijei sua coxa nua, ela riu e me deu um tapinha no braço.

– O que eu tenho que fazer?

– Leia esses papeis e qualquer informação sobre esses nomes você anota aqui ok? – Ela assentiu e passou a ler os papeis.

Passamos horas ali, Bella não desgrudava os olhos dos papeis, mantinha um lápis preso nos lábios e vez ou outra anotava algumas coisas no bloquinho. As vezes fazia caretas e suspirava, mas em nenhum momento desviava o olhar. Quando eu já notei seu cansaço tirei os papeis de sua mão e a peguei no colo.

– Edward, eu estava quase terminando. – Reclamou.

– Você está cansada amor. Amanhã continuamos.

Ela se aconchegou em meu colo e me abraçou, quando chegamos no quarto a coloquei na cama e me deitei ao seu lado. Bella logo se aconchegou em meu peito.

– Eu queria pedir uma coisa. – Murmurou.

– O que é?

– Quero ver minha mãe.

A olhei sem entender o porquê dessa vontade agora e ela sorriu um pouco constrangida.

– Por que?

– Quero saber o motivo pelo qual ela me odeia.

– Bella, eu não quero que vá lá. Renne não merece isso.

– Mas ela é minha mãe!

– Não, não é. – Suspirei. – Você é adotada Bella, não é filha de Renne somente de Charlie. Eles te adotaram ainda bebê, depois que Renne se casou com John eles descobriram que você era filha biológica de Charlie, ele traiu sua mãe.

Bella me olhou assustada e logo depois se levantou da cama, sua expressão era horrorizada e nervosa.

– Como... como você sabe disso?

– Ela me contou.

– E por que você nunca me disse? – Gritou. – Você mentiu para mim. Justo você!

– Bella não foi assim. Eu preferi não contar, isso só faria você sofrer.

– Não, não faria. Não se você tivesse me contado quando descobriu. Eu confiei em você.

– Não diga isso Bella.

– Eu vou dormir no outro quarto.

Antes que eu pudesse levantar da cama ou dizer alguma coisa ela saiu do quarto batendo a porta. Suspirei e fui atrás dela. Ela precisa entender que eu só não contei por que não queria que ela sofresse.

Bati na porta do quarto e tentei abri-la, mas estava trancada. Ouvi os soluços de Bella e encostei minha cabeça na porta. Não queria ser o motivo de seu sofrimento.

– Bella, abra a porta.

– Sai daqui. – Sussurrou.

– Não vou sair. Você sabe que eu nunca faria algo para te machucar, eu só estava protegendo você.

– Não quero que minta para me proteger.

– Me perdoe.

– Vá embora.

Suspirei pesadamente e me afastei da porta, ela não iria me ouvir nesse momento e por mais que eu dissesse que fiz isso para protege-la, eu sabia que tinha que ter contado a verdade assim que descobri, mas meu egoísmo em querer protege-la de tudo falou mais alto e eu acabei colocando tudo a perder.

– Eu te amo. – Disse mas não obtive resposta.

Fui para o quarto e me deitei na cama, a noite passou lenta e o sono não vinha, meu corpo estava atento a qualquer som estranho que pudesse ouvir. Meu medo era que Bella passasse mal e eu não estava perto para socorre-la. Não consegui pregas os olhos e quando amanheceu precisei de um banho frio para despertar o cansaço do meu corpo.

Eu já estava com meu uniforme e pronto para mais um dia de trabalho quando sai do quarto. Na cozinha Bella já tomava o café da manhã, estava arrumada e sorria digitando mensagens no celular.

– Com quem está falando? – Perguntei.

O olhar dela para mim foi magoado e logo se desviou para o celular, voltou a sorrir me ignorando. Bufei e me sentei ao seu lado para comer. Enquanto tomava café ela estava entretida digitando, eu não aguentava mais aquilo e quando a próxima mensagem chegou eu peguei o celular de sua mão.

– Estou com saudades Bells, faz tempo que não nos vemos. Dispense o cão de guarda hoje. – Li a mensagem.

– Você não pode fazer isso. – Brigou pegando o celular de volta.

– Quem não pode fazer isso é você! Como pode deixar alguém falar isso de mim? Esqueceu das vezes que se declarou para mim?

– E você se esqueceu da promessa de não mentir?

– Se você não vê o meu lado fica difícil. Aquela mulher te vendeu! Você não deveria querer saber dela.

– Estou saindo. – Segurei seu braço assim que ela se levantou.

– Não vai. Se quer ficar brava comigo ótimo, mas você não vai colocar nosso filho em risco está ouvindo?

Ela não disse nada, mas seus olhos mostraram que ela tinha entendido que nosso filho estaria correndo perigo se saísse de casa, por fim ela assentiu e voltou a se sentar à mesa. Quando deu meu horário fui até ela e beijei sua testa.

– Vai ficar bem aqui? – Perguntei.

– Vou.

– Te amo. – Suspirei e sai de casa.

O caminho foi mais lento que o normal, minha mente não estava tranquila, apenas queria que tudo isso terminasse, que Bella entendesse que fiz tudo para protege-la e que minha mentira não foi para magoa-la.

Quando cheguei na sede tudo estava um caos, provavelmente teriam uma prisão importante para fazer. Encontrei com Julius no meio do caminho e ele me parou.

– Cullen, precisamos de você nessa prisão.

– Eu estou suspenso Julius.

– Eu decido isso. Você vai conosco. Pegue um colete e sua arma.

Fui para minha sala e peguei o coleto e o coloquei, peguei minha arma e meu distintivo e segui os outros. Julius latia ordens e todos ali escutavam atentos, na minha opinião aquilo tinha muitas falhas, mas quando tentei me manifestar Julius pediu meu silencio.

Fomos em sete carros blindados, em cada carro cinco agentes. No meu carro estavam Emmet, Rose, Julius, Kevin e eu. Julius dirigia e em menos de quinze minutos estávamos saindo para pegar mais alguns traficantes. Com as armas em punho todos entramos na grande mansão, ordens de prisão iam sendo gritadas e logo os tiros começaram. Emmet estava ao meu lado e Rose estava um pouco mais atrás.

– Teremos alguns traficantes a menos no mundo. – Emmet disse.

– Se não morrermos. – Grunhi enquanto disparava mais tiros.

– Que pessimismo. O que aconteceu?

– Nada.

Os deixei para trás e fui atrás de um bandido que estava subindo as escadas. Corri atrás dele e logo a troca de tiros começou, consegui atingi-lo no braço e na perna, quando ele caiu um sorriso ridículo apareceu em seu rosto.

– Você está preso. – Disse.

– E você está morto.

Dois tiros foram disparados em minha direção e eu cambaleei, sentia minha pele arder e algo quente escorrer. Como estava perto da escada pisei em falso e cai alguns lances. Meu pulso doeu e minha cabeça rodou. Logo ouvi passos e Rose apareceu na minha frente.

– Edward! Você foi baleado.

– Estou bem.

– Preciso de uma ambulância aqui. Temos um agente ferido. – Ela disse em seu rádio.

Rose abriu minha camisa e olhou para o colete, suspirou e o tirou.

– Não pegou no peito, mas seu braço tem um belo estrago.

Ela pressionou o ferimento e poucos minutos depois os paramédicos chegaram, Rose se afastou e eles me imobilizaram. Aos poucos me sentia fiando fraco e minha visão ficando turva. A última coisa que me lembro é do momento em que me colocaram dentro da ambulância.

POV Isabella

Se Edward achava que mentir para mim diminuiria a minha tristeza estava muito enganado, ele era a última pessoa que pensei que mentiria para mim. A noite passada foi horrível, passei a noite toda acordada, só consegui dormir depois das três da manhã. No café da manhã eu estava conversando com Jacob, estávamos lembrando da nossa infância, das brincadeiras, no momento em que Edward pegou o celular Jacob tinha mandado uma mensagem de mal gosto a mesma que ele tinha mandado algumas vezes e que eu já tinha pedido para não fazer, Edward não é meu cão de guarda, ele é o homem que eu amo.

Depois que ele saiu, fiquei assistindo TV por um bom tempo, não iria sair, meu bebê não tinha culpa da minha briga com Edward. Já passava das dez horas quando meu celular tocou, era número desconhecido mas resolvi atender.

Ligação on:

– Alô?

– Bella?

– Sim. Quem é?

– Aqui é a Rose, eu trabalho com o Edward.

– Oi Rose. Aconteceu alguma coisa?

– Eu estou na entrada do seu prédio, pegue sua bolsa e desça. Temos que ir para o hospital.

– Hospital? Por que? Onde está o Edward?

– Estávamos em uma missão, ele levou um tiro. Ele está em cirurgia.

– O que? Não, ele está bem.

– Desça Bella, eu vou levar você até ele.

– Estou indo.

Ligação off.

Corri pelo apartamento e peguei minha bolsa, senti o gosto salgado em minha boca e só ai percebi que estava chorando. Edward estava ferido, estava no hospital sendo operado, ele podia morrer. Quando sai do elevador fui direto para fora do prédio e vi Rose perto do carro.

– Como ele está?

– Eu não sei. Vamos logo.

Entrei no carro com ela e em poucos minutos ela estacionou em frente ao hospital, não esperei que ela saísse, apenas corri para o hospital e fui até a recepção.

– Edward Cullen. Ele deu entrada aqui agora pouco.

– Ele está em cirurgia, precisa aguardar.

– Mas... mas ele está bem?

– Não tenho essa informação, sinto muito.

Me sentei em um daqueles bancos e coloquei meu rosto entre as mãos e deixei minhas lágrimas caírem, eu não podia perde-lo, não sem antes dizer eu te amo ou sem antes dele conhecer nosso filho. Edward tinha que viver, comigo, para sempre.

Notas finais
Então, o que acharam? Nosso casal teve a primeira briga... deem seus palpites. O que vai acontecer no próximo capítulo? Comentem ok?