Um agente em minha vida.
48 Um novo amigo.
Notas iniciais
POV Isabella
Desde minha última visita ao médico Edward não desgruda de mim. Mesmo trabalhando ele sempre dá um jeito de me ligar e perguntar como estou. Desde nossa primeira e última briga ele está mais carinhoso ainda. Às vezes até me deixa irritada, mas eu relevo, sei que é melhor ter sua atenção dobrada do que nenhuma atenção.
– Esme. – Chamei minha sogra que estava na cozinha.
– Oi querida, você quer alguma coisa?
– Não. Na verdade eu vou dar uma saída.
– Para onde?
– Eu volto logo.
– Edward não vai gostar disso Bella. Você está de oito meses. Pode acontecer algo.
– Não se preocupe. Eu volto logo.
Peguei minha bolsa e meu celular e as chaves do carro que Edward deixava aqui. Esme me olhava da porta de casa com um olhar preocupado, eu não queria mais ficar ali sem fazer nada, todos os dias era assim, eu em casa, Esme ou Alice comigo, ou as vezes as duas juntas e Edward quase o dia todo fora de casa. Eu me sentia presa.
Vaguei por um bom tempo dentro do carro e parei em frente a uma loja de doces, desci do carro e fui até aquelas inúmeras vitrines, vi cada coisa mais deliciosa que outra e comprei vários tipos de doces. Depois fui até uma galeria de arte que eu estava louca para ver e fiquei admirando aquelas lindas obras. Tudo ali era tão perfeito, cada obra era feita com tanto amor, tanta intensidade que me deixava emocionada.
– Uma admiradora de arte. – Uma voz grossa mas gentil falou ao meu lado.
Me afastei um pouco e olhei para o senhor de seus setenta anos, ele sorria admirando as obras.
– São lindas. Feitas com tanto cuidado.
– Sim. Essa aqui é chamada de Raziel, é sobre a lenda de um anjo.
– Tem tantos detalhes.
– Sim. Foi meu filho que pintou.
– Ele tem muito talento.
– Sim.
– Quer conhece-lo? Ele irá adorar.
– Eu não posso. Meu noivo vai ficar preocupado.
– Será rápido. Ele está ali.
Andamos até uma sala e lá ouvimos burburinhos, o senhor abriu a porta e lá tinha diversas crianças em volta de um homem que sorria e mostrava a elas os instrumentos de pintura.
– Adam? – O Senhor disse.
– Oi pai. Diga oi crianças.
– Oi tio Bob.
– Oi meus amores. Essa aqui é minha amiga...
– Bella. – Completei sorrindo.
– Oi tia Bella. – Cumprimentaram todos.
Me aproximei deles e sorri vendo os desenhos que cada um tinha feito. O rapaz, Adam se levantou da cadeira e me cedeu o lugar, sorri agradecendo, minhas pernas já estavam me matando.
– Sou Adam Marques. Aquele é meu pai Brandon Marques.
– Sou Isabella Swan.
– Seja bem vinda. De quantos meses está?
– Oito.
– Nossa! Está quase nascendo. – Ele riu.
– Ainda bem.
– Tio Adam, vamos pintar. – Uma menininha de seis anos disse.
– Claro Sophia. Crianças, que tal fazerem um desenho bem bonito para a tia Bella.
– O meu vai ser um urso bem fofo pra você tia. – Sorri.
Logo eles começaram a desenhar e eu fiquei admirando a concentração deles. Era lindo de ver. Adam tinha muito cuidado com eles, os ajudava e incentivava quando algo dava errado.
– O que exatamente é aqui? – Perguntei.
– Meu pai tem a galeria e aqui eu dou aulas de artes para crianças.
– Isso é perfeito. – Ele sorriu. – Eu vi suas obras e você tem talento.
– Obrigado. – Sorriu e vi seu rosto corado. – Eu sempre tive esse sonho.
– Eu também amo pintar. – Confessei. – Mas a médica me proibiu por conta do cheiro das tintas.
– Você pode estar aqui? Quer dizer... o cheiro.
– Não. Aqui é bem arejado. – Dei de ombros.
Eu e Adam ficamos conversando por um longo tempo. As crianças fizeram diversos desenhos, alguns mais lindos do que outros. Eu estava encantada com aquele lugar.
– Bom crianças. A aula já acabo por hoje. Nos vemos amanhã ok? – Adam disse.
Todas as crianças se levantaram e o abraçaram. Depois vieram até mim e beijaram minha bochecha. Algumas perguntavam sobre o bebê em minha barriga e alguns ficavam assustados quando sentiam Esmeralda se mexer. Quando todas elas foram embora que eu percebi o quanto era tarde. Olhei em meu celular e vi diversas ligações perdidas de Edward e Esme. Meu celular estava no silencioso.
– Eu preciso ir. Já está tarde. – Disse me levantando.
– Você está convidada a aparecer aqui. Tem aula todos os dias. Das duas da tarde até as sete.
– Pode deixar. Eu amei esse lugar. Vou voltar sim.
– Até logo Bella. – Ele sorriu.
– Tchau.
Peguei minha bolsa e meu celular e sai da galeria, não vi o pai de Adam e resolvi ir o mais rápido que pude para casa. Edward deveria estar surtando sem notícias. Dirigi rápido até a nossa casa e assim que estacionei o carro a porta da frente se abriu e Edward saiu de lá. Ele ainda estava vestido de terno, apenas tinha tirado a gravata e o blazer. Suspirei e sai do carro o trancando.
– Onde você estava? – Sua voz estava alguns oitavos acima e sua postura estava ao mesmo tempo rígida e aliviada.
– Desculpe. Eu perdi a hora.
– Onde você estava?
– Na galeria aqui perto. Eu sai um pouco para espairecer.
– E não podia sequer avisar onde estava? – Gritou. – Ou atender a porcaria do celular?
– Edward...
– Não! Só não Isabella. – Suspirou. – Tem noção de como eu fiquei preocupado? Eu quase coloquei essa cidade a baixo procurando você.
– Me desculpe. Eu não queria ter ficado tanto tempo longe.
– Entre. – Suspirou. – Está tarde e frio. Você tem que descansar.
Edward pegou minha bolsa e as chaves do carro, me esperou dar os primeiros passos e depois me seguiu. Fui em silencio para casa, assim que entrei suspirei, estava magoada por ter deixado ele bravo e também por ele ter brigado comigo.
– Tome um banho e deite-se. Vou levar sua comida no quarto.
Ele seguiu para a cozinha e eu subi as escadas com cuidado. Fui para nosso quarto e peguei uma camisola. Fui para o banheiro e tomei um longo banho quente. Meu corpo estava tenso e relaxou com a temperatura da água. Não demorei muito, pois minhas pernas já estavam reclamando. Me sequei e vesti, depois segui para a cama. Edward já estava ali. A bandeja com meu jantar também. Me sentei e ele a colocou em minha frente.
– Coma tudo. Vou tomar um banho.
Ele seguiu para o banheiro e fechou a porta. Fiquei alguns minutos parada, mas assim que ouvi o barulho da água comecei a comer. Estava gostoso, frango grelhado com arroz e salada e meu suco de laranja, com certeza Esme tinha deixado pronto.
Terminei de comer e Edward ainda não tinha saído do banho. Fiquei o esperando, mas assim que ele saiu nem olhou para mim, apenas fui até o guarda-roupas e pegou uma calça de moletom. Depois de se vestir pegou a bandeja vazia e desceu.
Esperei por um bom tempo, mas ele não voltou, me deitei com as lágrimas molhando meu rosto. Eu não queria que ele estivesse bravo comigo. Foi um deslize meu, esqueci do celular, mas eu estava tão feliz junto com aquelas crianças e minha conversa com Adam foi tão legal. Me senti tão mal por ter feito Edward se preocupar.
Com o tempo as lágrimas cessaram e o sono chegou, Esmeralda se acalmou dentro de mim e eu finalmente consegui dormir.
POV Edward
Eu estava a mais de três horas sentado no sofá da sala com o copo de whisky em minhas mãos. Bella tinha me deixado tão furioso, mas depois tão preocupado e por fim aliviado por estar em casa. Eu quase morri quando cheguei em casa e minha mãe me disse que ela tinha saído a algum tempo. Justo hoje que tinha conseguido sair mais cedo para ficar com ela eu tenho que viver toda essa preocupação.
Eu quase coloquei essa cidade de cabeça para baixo atrás dela mas nada de achar a minha mulher. Isabella quase me matou de preocupação.
Olhei no relógio e constatei que passava das dez da noite, ela provavelmente já estava dormindo. Coloquei o copo de whisky na pia e tranquei a casa, subi para o quarto e abri a porta com cuidado. A luz ainda estava acesa e Bella dormia de lado, me sentei na cama e toquei seu rosto com a ponta dos dedos, ela tinha chorado, beijei suas bochechas e ela suspirou e se aconchegou para mais perto de mim.
Desliguei as luzes e me deitei ao seu lado, ela colocou a cabeça em me peito e suspirou.
– Nunca mais faça isso comigo. Eu quase morri sem notícias sua. Eu te amo tanto.
Fechei meus olhos e suspirei, toquei sua barriga onde nossa filha dormia e sorri a sentindo mexer minimamente como se não quisesse acordar a mãe. Por fim, fechei os olhos e deixei meu corpo relaxar.
(...)
Na manhã seguinte antes de abrir os olhos senti-me sendo observado. Assim que abri os olhos vi as orbes de chocolate da minha noiva. Ela me olhava com cuidado e eu podia ver a tristeza presente ali. Não falei nada, esperei que ela começasse, o que não demorou muito.
– Me desculpe por ontem. Eu não queria que ficasse preocupado.
– Onde você foi?
– Eu queria sair um pouco daqui. Peguei o carro e fui andar um pouco. Passei em uma loja de doces e depois fui até a galeria.
– Ficou lá até aquela hora?
– Sim. Eu encontrei um lugar tão lindo Edward. Tinha várias crianças aprendendo a pintar.
– E o que mais?
– O dono da galeria tinha me levado para conhecer o pintor de uma obra que eu gostei, o pintor é filho dele, Adam. Ele que dá aulas de pintura para as crianças.
Adam. Pintor. Idiota. Era só isso que eu pensava. Que raios ele ficou conversando com a minha mulher por quase quatro horas?
– O que ficaram fazendo?
– Ele pediu para as crianças fazerem um desenho para mim. Estão todos dentro do carro. São tão lindo Edward. Eu fiquei emocionada.
Ver seus olhos brilhando ao falar naquelas crianças fez minha angustia da noite passada esvair. Bella estava tão feliz relatando a experiência que eu não conseguia sentir raiva ou pensar na preocupação que tive ontem.
– E o celular? Por que não atendeu?
– Estava no silencioso. Eu estava tão entretida vendo aqueles desenhos que nem se quer notei que ele estava tocando. Me desculpa.
Me sentei na cama e Bella fez o mesmo com um pouco mais de esforço por causa da barriga.
– Vem. – A chamei.
Ela se sentou no meio de minhas pernas e eu a abracei por trás colocando minhas mãos em sua barriga. Esmeralda chutou forte minha mão e eu sorri.
– Eu fiquei tão preocupado com você ontem à noite, nunca pensei em tantas coisas ruins ao mesmo tempo. Fiquei desesperado.
– Eu não queria te preocupar.
– Sei que não. Mas quando fizer isso me ligue, atenda o celular. Você está gravida, poderia ter acontecido alguma coisa.
– Desculpe.
– Tudo bem, esqueça isso. Mas de agora em diante, me ligue, avise onde você está. Não quero te prender, só quero não ter que me preocupar a cada segundo.
– Prometo que não vou esquecer isso. Eu te amo.
– Também te amo.
Ela se virou para mim e beijou-me. Toquei suas costas a puxando para mim, senti suas mãos em meu cabelo puxando os fios dali e não pude conter o suspiro de prazer e dor ao mesmo tempo. Como eu sentia falta dessa boca devorando a minha, das nossas línguas brigando por espaço.
Durante esses meses nós nem sonhamos com sexo já que era extremamente proibido. Eu ficava louco quando via Bella passar aqueles cremes cheirosos pelo corpo, minha vontade era de percorrer aquele caminho que suas mãos faziam com minha boca. Sei que não foi fácil para ela também já que por vezes ela me agarrou, era uma luta ter que me afastar.
– Bella... – Suspirei em repreensão quando ela me sugou o pescoço.
– Por favor, só mais um pouco. – Pediu com a voz entrecortada.
Ela gemeu quando agarrei suas coxas a levantando para que ela se sentasse em meu colo de frente para mim. Tirei sua blusa e a joguei em algum canto do quarto. Nossos lábios voltaram a se encontrar enquanto minhas mãos passeavam pelas costas macias dela. Seus pequenos dedos agarravam meus braços e as unhas compridas torturavam minhas costas e nuca. Bella se remexia deliciosamente sobre mim, mas isso estava indo longe demais.
– Anjo. – Chamei.
– Eu não aguento mais. Eu estou quente.
Sufoquei um gemido e desci os beijos pelo seu pescoço e colo sugando e lambendo a pele quente dela, seus seios estavam enormes, quase saltavam do sutiã que eu fiz questão de tirar para poder admirar minhas duas preciosidades. Os toquei com cuidado pois sabia que estava sensível e Bella engasgou quando os lambi. Senti esmeralda mexer e toquei a barriga onde ela estava.
– Rebola. – Sussurrei mordendo o lóbulo da orelha dela.
Eu precisava de um pouco de alivio e Bella entendeu isso, seus rebolados eram sutis e fortes ao mesmo tempo. Era angustiante me sentir preso daquela maneira. Eu não aguentaria ficar naquela brincadeira por muito tempo.
– Chega. – Disse sem muita firmeza segurando a cintura dela e me afastando de seu corpo.
Bella suspirou e deitou a cabeça em meu peito. Nossas respirações estavam pesadas e logo ouvi os soluços.
– O que foi? – Perguntei preocupado.
– Eu estou queimando e você não me quer.
– Não diga isso. Você não sentiu o quanto eu te quero? – Ela soluçou mas concordou com a cabeça. – Não podemos fazer nada por enquanto. Vamos ter que aguentar mais alguns meses.
– Mas eu não vou aguentar.
– Vai sim. – Sorri. – Agora vamos tomar um banho e depois eu quero ver os desenhos que você me falou.
– Sério? – Ela perguntou enxugando as lágrimas.
– Muito sério. – Ela riu e se levantou.
– Depois podemos ir até lá. Tem aula hoje. Você vai amar Edward.
Seu sorriso me deixava maravilhado. Minha menina estava feliz agora, mesmo que eu estivesse queimando de desejo por ela, ainda era capaz de estar feliz por ver aquele brilho em seus olhos novamente.
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