Notas iniciais
Oi para todas. Espero que tenham gostado do capítulo passado, mesmo que algumas leitoras não tenham comentado, fico feliz em saber que tem pessoas que gostam. Bom, eu imaginei que a fanfic teria pelo menos 50 capítulos, mas houve uma mudança de planos e agora terá 55. Uma boa noticia kkkk. Não deixem de comentar e por favor, eu quero mais uma linda recomendação. Até o próximo capítulo.

POV Edward

Como eu tinha tirado o dia de folga para ficar com minha noiva, Bella insistiu que fossemos até aquela galeria onde ela passou o dia todo o me deixou louco de preocupação. Agora estávamos a caminho da galeria e minha linda noiva não se cabia de ansiedade.

– Você vai amar Edward, é tão lindo lá.

– Eu sei que sim amor. Você já me disse isso tantas vezes. – Ri.

– Estou ansiosa, quero saber se vai gostar de lá. Eu pensei em uma coisa.

– O que?

– Eu quero trabalhar lá. Assim que a bebê estiver grandinha, eu quero ajudar o Adam nas aulas de arte para as crianças.

– Trabalhar?

– É. Eu não quero que você me sustente. E quando a Esmeralda nascer não vai correr mais riscos.

– Conversamos sobre isso depois. – Suspirei. – Chegamos.

Sai do carro e ajudei Bella, ela me olhou por alguns instantes e depois segurou minha mão me guiando para a galeria. Tudo lá dentro era muito bonito, arrumado, obras bem feitas.

Um senhor de seus sessenta anos apareceu sorrindo para Bella, ela sorriu de volta e o cumprimentou.

– Olá Srta. Swan. Fico feliz que tenha voltado.

– Oi Sr. Marques.

– Só Bob menina.

– Esse é meu noivo, Edward Cullen. Edward, esse é Brandon Marques, ou Bob.

– Olá rapaz. Seja bem-vindo também.

– Aqui é muito bonito. Parabéns. – O cumprimentei.

– As crianças perguntaram de você assim que chegaram. Adam está lá com elas. Vamos?

– Claro.

Bella me puxou pela mão e me guiou até um corredor. Minha noiva estava andando mais devagar e a barriga estava mais pesada, já que a noite era uma tortura para ela dormir, as vezes ela apenas dormia quando eu acariciava a barriga dela fazendo Esmeralda parar de se mexer.

– Adam? – A voz de Bella me tirou dos devaneios.

– Bella, que bom que veio.

Eu já não tinha gostado da ideia que minha mulher passou a tarde toda na presença de um homem e tudo só piorou com essa intimidade toda que ele a tratou. Quer dizer, eu estava com ciúmes, também pudera, o cara é até boa pinta, com cabelos negros e olhos azuis.

– Oi. – Bella sorriu. – Esse é meu noivo.

– Edward Cullen. – Disse firme apertando sua mão.

– Adam Marques.

– Oi tia Bella. – Uma menininha riu abraçando minha noiva pelas pernas.

– Oi Sophia.

– Vem pintar comigo, eu to fazendo um cachorro.

– Claro, vamos lá.

Bella sorriu para mim e foi atrás da menininha. Fiquei observando ela se sentar e ajudar a menininha. Ela estava linda ali, como uma mãe. Eu só conseguia pensar em como será quando Esmeralda estiver conosco.

– Ela tem muito jeito com crianças. Eles a adoram. – O tal Adam disse.

– Sim. Ela será uma ótima mãe.

– Alias, parabéns pela bebê.

– Obrigado.

– Quer alguma coisa? Beber algo?

– Não. Vou apenas ficar aqui. Bella parece feliz.

– Sim, ela me disse que também pinta, mas está afastada por conta da gravidez.

– Você é casado Adam?

– Sim, a seis anos.

– Não tem filhos?

– Não. Minha esposa é estéril, mas para mim isso é o que menos importa. Eu a amo mais que tudo.

Meu ciúme era infundado, dava para ver nos olhos dele que o sentimento que ele tinha pela esposa era quase tão forte como o que eu sinto pela minha Isabella. Isso me aliviou e acalmou.

Em um certo momento eu até ajudei algumas crianças a desenhar, Adam ficava perto de algumas e Bella não parava de sorrir vendo o quanto eu me sujava com as tintas. Eu não tenho culpa se a pintora é ela e não eu. Não consigo ser delicado com o pincel, minhas mãos são grandes demais para esse hobby.

– Bella, precisamos ir. – Disse quando vi o horário, já passava das cinco da tarde.

– Tudo bem. Eu volto outro dia.

– Tchau tia Bella e tio Ed.

– Tchau. – Disse.

– Tchau Bella, Edward. Venham mais vezes. – Adam disse.

– Pode deixar.

Saímos de mãos dadas da galeria, Bella sorria e me olhava diversas vezes, eu sabia que tinha algo errado, mas ela só me disse o que era assim que entramos no carro.

– Você está com tinta no rosto. – Disse rindo.

– E a senhorita só me avisa agora? – Perguntei me fingindo de bravo.

– Desculpe. – Gargalhou.

Ri e olhei no retrovisor, tinha tinta azul e verde em minha bochecha e perto do pescoço. Tentei limpar ao máximo com a mão, mas não estava adiantando muito.

– Vamos embora, em casa você tira isso. – Bella riu.

– Tudo bem.

Liguei o carro e no caminho Bella não parou de rir de mim, as vezes eu esquecia como ela era jovem. Apenas dezoito anos, a minha menina. Sorri de lado e afaguei seu rosto com uma mão, ela me olhou sorrindo e beijou a minha palma com carinho.

– Eu te amo. – Falei.

– Para sempre. – Sorriu.

Continuei dirigindo até nossa casa e assim que chegamos a ajudei sair do carro, fomos para o nosso quarto e eu me joguei na cama enquanto Bella tomava banho.

– Estou morta, até nossa filha está cansada. Ela está tão quietinha. – Bella disse assim que saiu do banho.

– Descanse um pouco. Vou ligar e pedir comida.

– Ok.

Bella se deitou na cama e eu fui para o banho, depois de limpo e sem tinta me sequei e coloquei minha cueca e só uma calça de flanela.

– Prefere comida italiana?

– Qualquer uma. – Riu.

Liguei para um restaurante e pedi uma comida leve e suco natural. Fiquei deitado com minha noiva até nossa comida chegar, depois de comermos fomos para a sala assistir TV. Bella estava sentada no meio das minhas pernas e eu afagava sua barriga.

– O que acha de comermos sorvete agora? – Perguntou.

– Nada disso mocinha. Sem essas guloseimas. – Ela fez biquinho mas não insistiu.

Quase meia hora depois Bella se levantou e subiu as escadas. Fiquei sem entender e fui atrás dela. Minha menina estava deitada na cama de ladinho e com os olhos fechados.

– O que foi?

– Minhas costas começaram a doer de ficar sentada lá.

– Podia ter me dito. – Suspirei. – Vou desligar a TV e trancar a casa e já venho pra cá.

Sai do quarto e desci as escadas. Tranquei a porta e deliguei a TV. Olhei no relógio e já era quase sete da noite. Passei na cozinha e peguei o copo de agua para Bella e depois voltei para o quarto.

– Podemos ver TV aqui o que acha? – Perguntei me deitando ao seu lado.

– Pode ser.

Liguei a TV e ficamos juntos assistindo ao filme. Bella se remexia algumas vezes e suspirava. Eu sabia que tinha algo errado.

– Está se sentindo bem?

– Sim, só minhas costas que estão me matando.

Sorri e beijei sua testa. O tempo foi passando e Bella acabou dormindo, eu não demorei muito a fazer o mesmo, mas antes desliguei a televisão e a luz do quarto.

No meio da noite senti a cama se mover de depois os passos de Bella saindo do quarto. Me sentei na cama e esfreguei os olhos, no meu celular não passava das quatro da manhã. Esperei que Bella voltasse e assim que ela se sentou eu segurei sua mão, estava gelada.

– Está tudo bem?

– Sim, mas não consigo dormir. – Riu.

Ficamos acordados por um tempo, Bella tentava achar uma posição mais confortável, mas não conseguia, pouco tempo depois ela ofegou e segurou minha mão com força.

– O que foi?

– Senti uma pontada.

– Forte?

– Não. – Suspirou. – Vamos dormir, estou com sono.

– Acho melhor irmos para o hospital.

– Está tudo bem. – Me acalmou. – Só vamos dormir.

Suspirei e me deitei a puxando para o meu lado, ela sorriu e se aconchegou a mim da maneira que a barriga de oito meses permitia. Pouco a pouco o sono foi voltando e nós começamos a pegar no sono.

(...)

Assim que acordei Bella já não estava mais na cama, suspirei e me levantei, tinha que trabalhar, mas não queria, pois estava com uma sensação estranha. Me levantei e segui até o banheiro, tomei meu banho e escovei meus dentes, assim que sai do banheiro, coloquei minha cueca, uma calça jeans e uma camisa polo, calcei meus sapatos e inutilmente arrumei meus cabelos. Assim que desci as escadas encontrei Bella sentada no sofá com uma careta no rosto.

– Bom dia amor. – Disse assim que a beijei.

– Bom dia. Dormiu bem?

– Sim. Como vocês estão?

– Acho que bem. – Suspirou. – Aquela dorzinha chata no pé da barriga voltou.

– Vou tomar meu café da manhã e nós vamos ao hospital.

– Eu acho que não precisa.

– Claro que precisa. – Beijei sua testa. – Já comeu?

– Sim. Eu vou trocar de roupa.

Bella se levantou com mais dificuldade que o normal e subiu as escadas. Fui para a cozinha e coloquei meu café algumas torradas, assim que coloquei a primeira torrada na boca ouvi o grito de Bella.

– Edward!

Corri o máximo que pude até o quarto, assim que abri a porta Bella estava sentada na cama com a mão na barriga. Me abaixei a sua frente e segurei seu rosto entre as mãos.

– O que foi?

– A bolsa estourou. Nossa filha vai nascer.

Foi só ai que eu vi o chão molhado, me levantei rapidamente e peguei um vestido e roupas intimas para Bella, a ajudei a se vestir e fui até o quarto da nossa filha pegando a bolsa que já tínhamos deixado preparada. Eu fazia tudo mecanicamente que nem conseguia me lembrar de como se respira.

– Edward, se acalme.

– Estou calmo.

– Não está, respira. – Ela disse em meio a um ofego de dor.

– Desculpe. Vamos para o hospital.

A peguei no colo e desci as escadas. Coloquei Bella dentro do carro e voltei para trancar tudo. Com tudo pronto eu voltei para o carro, Bella respirava e ofegava, eu não queria vê-la com dor.

– Estou com medo. – Disse.

– Estou com você. Não se preocupe, nada vai acontecer.

– Era para nossa filha nascer por cesariana. Daqui a um mês.

– Não pense nisso. Por favor, confie em mim, nada vai acontecer.

Ela assentiu parecendo se agarrar em minhas palavras, eu também me agarrava a elas, não queria pensar nas possibilidades de coisas ruins acontecerem, eu tinha plena certeza que minha mulher ia ficar bem e que nossa filha iria nascer forte e saudável, eu queria me assegurar que nada de ruim aconteceria.

Notas finais
Gostaram? Então comentem e recomendem.