Um agente em minha vida.
49 Antes da hora.
Notas iniciais
POV Edward
Como eu tinha tirado o dia de folga para ficar com minha noiva, Bella insistiu que fossemos até aquela galeria onde ela passou o dia todo o me deixou louco de preocupação. Agora estávamos a caminho da galeria e minha linda noiva não se cabia de ansiedade.
– Você vai amar Edward, é tão lindo lá.
– Eu sei que sim amor. Você já me disse isso tantas vezes. – Ri.
– Estou ansiosa, quero saber se vai gostar de lá. Eu pensei em uma coisa.
– O que?
– Eu quero trabalhar lá. Assim que a bebê estiver grandinha, eu quero ajudar o Adam nas aulas de arte para as crianças.
– Trabalhar?
– É. Eu não quero que você me sustente. E quando a Esmeralda nascer não vai correr mais riscos.
– Conversamos sobre isso depois. – Suspirei. – Chegamos.
Sai do carro e ajudei Bella, ela me olhou por alguns instantes e depois segurou minha mão me guiando para a galeria. Tudo lá dentro era muito bonito, arrumado, obras bem feitas.
Um senhor de seus sessenta anos apareceu sorrindo para Bella, ela sorriu de volta e o cumprimentou.
– Olá Srta. Swan. Fico feliz que tenha voltado.
– Oi Sr. Marques.
– Só Bob menina.
– Esse é meu noivo, Edward Cullen. Edward, esse é Brandon Marques, ou Bob.
– Olá rapaz. Seja bem-vindo também.
– Aqui é muito bonito. Parabéns. – O cumprimentei.
– As crianças perguntaram de você assim que chegaram. Adam está lá com elas. Vamos?
– Claro.
Bella me puxou pela mão e me guiou até um corredor. Minha noiva estava andando mais devagar e a barriga estava mais pesada, já que a noite era uma tortura para ela dormir, as vezes ela apenas dormia quando eu acariciava a barriga dela fazendo Esmeralda parar de se mexer.
– Adam? – A voz de Bella me tirou dos devaneios.
– Bella, que bom que veio.
Eu já não tinha gostado da ideia que minha mulher passou a tarde toda na presença de um homem e tudo só piorou com essa intimidade toda que ele a tratou. Quer dizer, eu estava com ciúmes, também pudera, o cara é até boa pinta, com cabelos negros e olhos azuis.
– Oi. – Bella sorriu. – Esse é meu noivo.
– Edward Cullen. – Disse firme apertando sua mão.
– Adam Marques.
– Oi tia Bella. – Uma menininha riu abraçando minha noiva pelas pernas.
– Oi Sophia.
– Vem pintar comigo, eu to fazendo um cachorro.
– Claro, vamos lá.
Bella sorriu para mim e foi atrás da menininha. Fiquei observando ela se sentar e ajudar a menininha. Ela estava linda ali, como uma mãe. Eu só conseguia pensar em como será quando Esmeralda estiver conosco.
– Ela tem muito jeito com crianças. Eles a adoram. – O tal Adam disse.
– Sim. Ela será uma ótima mãe.
– Alias, parabéns pela bebê.
– Obrigado.
– Quer alguma coisa? Beber algo?
– Não. Vou apenas ficar aqui. Bella parece feliz.
– Sim, ela me disse que também pinta, mas está afastada por conta da gravidez.
– Você é casado Adam?
– Sim, a seis anos.
– Não tem filhos?
– Não. Minha esposa é estéril, mas para mim isso é o que menos importa. Eu a amo mais que tudo.
Meu ciúme era infundado, dava para ver nos olhos dele que o sentimento que ele tinha pela esposa era quase tão forte como o que eu sinto pela minha Isabella. Isso me aliviou e acalmou.
Em um certo momento eu até ajudei algumas crianças a desenhar, Adam ficava perto de algumas e Bella não parava de sorrir vendo o quanto eu me sujava com as tintas. Eu não tenho culpa se a pintora é ela e não eu. Não consigo ser delicado com o pincel, minhas mãos são grandes demais para esse hobby.
– Bella, precisamos ir. – Disse quando vi o horário, já passava das cinco da tarde.
– Tudo bem. Eu volto outro dia.
– Tchau tia Bella e tio Ed.
– Tchau. – Disse.
– Tchau Bella, Edward. Venham mais vezes. – Adam disse.
– Pode deixar.
Saímos de mãos dadas da galeria, Bella sorria e me olhava diversas vezes, eu sabia que tinha algo errado, mas ela só me disse o que era assim que entramos no carro.
– Você está com tinta no rosto. – Disse rindo.
– E a senhorita só me avisa agora? – Perguntei me fingindo de bravo.
– Desculpe. – Gargalhou.
Ri e olhei no retrovisor, tinha tinta azul e verde em minha bochecha e perto do pescoço. Tentei limpar ao máximo com a mão, mas não estava adiantando muito.
– Vamos embora, em casa você tira isso. – Bella riu.
– Tudo bem.
Liguei o carro e no caminho Bella não parou de rir de mim, as vezes eu esquecia como ela era jovem. Apenas dezoito anos, a minha menina. Sorri de lado e afaguei seu rosto com uma mão, ela me olhou sorrindo e beijou a minha palma com carinho.
– Eu te amo. – Falei.
– Para sempre. – Sorriu.
Continuei dirigindo até nossa casa e assim que chegamos a ajudei sair do carro, fomos para o nosso quarto e eu me joguei na cama enquanto Bella tomava banho.
– Estou morta, até nossa filha está cansada. Ela está tão quietinha. – Bella disse assim que saiu do banho.
– Descanse um pouco. Vou ligar e pedir comida.
– Ok.
Bella se deitou na cama e eu fui para o banho, depois de limpo e sem tinta me sequei e coloquei minha cueca e só uma calça de flanela.
– Prefere comida italiana?
– Qualquer uma. – Riu.
Liguei para um restaurante e pedi uma comida leve e suco natural. Fiquei deitado com minha noiva até nossa comida chegar, depois de comermos fomos para a sala assistir TV. Bella estava sentada no meio das minhas pernas e eu afagava sua barriga.
– O que acha de comermos sorvete agora? – Perguntou.
– Nada disso mocinha. Sem essas guloseimas. – Ela fez biquinho mas não insistiu.
Quase meia hora depois Bella se levantou e subiu as escadas. Fiquei sem entender e fui atrás dela. Minha menina estava deitada na cama de ladinho e com os olhos fechados.
– O que foi?
– Minhas costas começaram a doer de ficar sentada lá.
– Podia ter me dito. – Suspirei. – Vou desligar a TV e trancar a casa e já venho pra cá.
Sai do quarto e desci as escadas. Tranquei a porta e deliguei a TV. Olhei no relógio e já era quase sete da noite. Passei na cozinha e peguei o copo de agua para Bella e depois voltei para o quarto.
– Podemos ver TV aqui o que acha? – Perguntei me deitando ao seu lado.
– Pode ser.
Liguei a TV e ficamos juntos assistindo ao filme. Bella se remexia algumas vezes e suspirava. Eu sabia que tinha algo errado.
– Está se sentindo bem?
– Sim, só minhas costas que estão me matando.
Sorri e beijei sua testa. O tempo foi passando e Bella acabou dormindo, eu não demorei muito a fazer o mesmo, mas antes desliguei a televisão e a luz do quarto.
No meio da noite senti a cama se mover de depois os passos de Bella saindo do quarto. Me sentei na cama e esfreguei os olhos, no meu celular não passava das quatro da manhã. Esperei que Bella voltasse e assim que ela se sentou eu segurei sua mão, estava gelada.
– Está tudo bem?
– Sim, mas não consigo dormir. – Riu.
Ficamos acordados por um tempo, Bella tentava achar uma posição mais confortável, mas não conseguia, pouco tempo depois ela ofegou e segurou minha mão com força.
– O que foi?
– Senti uma pontada.
– Forte?
– Não. – Suspirou. – Vamos dormir, estou com sono.
– Acho melhor irmos para o hospital.
– Está tudo bem. – Me acalmou. – Só vamos dormir.
Suspirei e me deitei a puxando para o meu lado, ela sorriu e se aconchegou a mim da maneira que a barriga de oito meses permitia. Pouco a pouco o sono foi voltando e nós começamos a pegar no sono.
(...)
Assim que acordei Bella já não estava mais na cama, suspirei e me levantei, tinha que trabalhar, mas não queria, pois estava com uma sensação estranha. Me levantei e segui até o banheiro, tomei meu banho e escovei meus dentes, assim que sai do banheiro, coloquei minha cueca, uma calça jeans e uma camisa polo, calcei meus sapatos e inutilmente arrumei meus cabelos. Assim que desci as escadas encontrei Bella sentada no sofá com uma careta no rosto.
– Bom dia amor. – Disse assim que a beijei.
– Bom dia. Dormiu bem?
– Sim. Como vocês estão?
– Acho que bem. – Suspirou. – Aquela dorzinha chata no pé da barriga voltou.
– Vou tomar meu café da manhã e nós vamos ao hospital.
– Eu acho que não precisa.
– Claro que precisa. – Beijei sua testa. – Já comeu?
– Sim. Eu vou trocar de roupa.
Bella se levantou com mais dificuldade que o normal e subiu as escadas. Fui para a cozinha e coloquei meu café algumas torradas, assim que coloquei a primeira torrada na boca ouvi o grito de Bella.
– Edward!
Corri o máximo que pude até o quarto, assim que abri a porta Bella estava sentada na cama com a mão na barriga. Me abaixei a sua frente e segurei seu rosto entre as mãos.
– O que foi?
– A bolsa estourou. Nossa filha vai nascer.
Foi só ai que eu vi o chão molhado, me levantei rapidamente e peguei um vestido e roupas intimas para Bella, a ajudei a se vestir e fui até o quarto da nossa filha pegando a bolsa que já tínhamos deixado preparada. Eu fazia tudo mecanicamente que nem conseguia me lembrar de como se respira.
– Edward, se acalme.
– Estou calmo.
– Não está, respira. – Ela disse em meio a um ofego de dor.
– Desculpe. Vamos para o hospital.
A peguei no colo e desci as escadas. Coloquei Bella dentro do carro e voltei para trancar tudo. Com tudo pronto eu voltei para o carro, Bella respirava e ofegava, eu não queria vê-la com dor.
– Estou com medo. – Disse.
– Estou com você. Não se preocupe, nada vai acontecer.
– Era para nossa filha nascer por cesariana. Daqui a um mês.
– Não pense nisso. Por favor, confie em mim, nada vai acontecer.
Ela assentiu parecendo se agarrar em minhas palavras, eu também me agarrava a elas, não queria pensar nas possibilidades de coisas ruins acontecerem, eu tinha plena certeza que minha mulher ia ficar bem e que nossa filha iria nascer forte e saudável, eu queria me assegurar que nada de ruim aconteceria.
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