Um agente em minha vida.
28 Tudo outra vez.
Notas iniciais
POV Isabella
James estava parado ao lado da janela a alguns segundos sorrindo para mim, eu não conseguia parar de chorar e manter a calma, era demais para mim. Em passos lentos ele se aproximou e se sentou na cama, tocou meu rosto com uma das mãos e eu me afastei rapidamente, estava com medo e isso parecia ser o alimento daquele monstro.
– Sentiu minha falta lindinha?
– Vá embora. – Sussurrei.
– Oras, por que? Acabei de chegar. – Sorriu. – Está tão mal educada, precisa de algumas lições.
Ele lentamente começou a me tocar com as duas mãos, passou-as pelos meus seios ainda cobertos e foi descendo, tentei a todo custo me soltar e tirar aquelas mãos imundas de mim, mas as cordas estavam bem amarradas. Gritei para que ele parasse, mas aquele monstro apenas sorria.
– Quieta. – Mandou.
– Sai! Me larga! – Gritei. – Não me toque!
Segundos depois senti o impacto de sua mão com meu rosto, senti o sangue escorrer pelo meu lábio e as lágrimas caírem mais rapidamente. Meus pensamentos estavam apenas em Edward, no tempo que ainda falta para ele estar em casa, nesse momento eu só o quero aqui comigo, me salvando mais uma vez.
– Eu deveria matar você de uma vez. Sua vadia. – Gritou.
– Então me mata! – Gritei de volta.
Fechei os olhos com força quando sua mão tirou meu sutiã e amassou meus seios ao seu bel prazer, gritei de dor e nojo, mas sua risada ecoou pelo quarto.
– Me solta! – Gritei novamente. – Socorro!
– Cale a merda dessa boca sua puta!
Ele se afastou e logo voltou com um pedaço de pano e colocou na minha boca me impedindo de gritar, me debati na cama e tentei mais uma vez me soltar, meus braços estavam um pouco mais frouxo e meus pulsos começaram a se soltar. Notei que ele mexeu em baixo do travesseiro de Edward e de lá tirou uma arma, seu sorriso ficou ainda maior me fazendo estremecer.
– Olha o que seu segurança deixou aqui. – Riu. – Vai ser bem útil.
Meus pulsos já estavam frouxos e com um pouco mais de esforço soltei uma das minhas mãos e o empurrei com o máximo de força. Ele cambaleou um pouco mas não saiu de cima de mim. Aprovei que ele tem cabelos compridos e os puxei o fazendo dobrar a cabeça. Dessa vez eu não iria deixa-lo fazer o que quiser comigo, eu posso até morrer, mas ele não vai me tocar novamente, Edward sentiria nojo de mim, eu não vou perde-lo por causa desse monstro.
– Sua puta. – Esbravejou enquanto tentava tirar minha mão de seus cabelos.
Com o máximo de força puxei minha outra mão e ela também se soltou, com esforço me sentei na cama e nós começamos a brigar, arranhei seu rosto e ele me bateu com a arma fazendo com que minha visão ficasse turva e eu me afastasse alguns centímetros.
– Amo uma vadia briguenta. Estou tão duro por você minha putinha.
– Você não vai encostar em mim. – Disse tirando o pano da minha boca.
Ele me empurrou novamente na cama e com uma das mãos que não estava segurando a arma ele começou a me enforcar, me debati e arranhei seu rosto o fazendo soltar a arma. O ar já estava ficando escasso e eu via pontos negros dançando a minha frente. Ao meu lado estava a arma, com o resto de força que me restava eu a peguei.
Segurei no cano da arma e a puxei, bati com todo o resto da minha força na nuca de James e vi a surpresa passar por seus olhos antes dele desabar desacordado em cima de mim. Minhas lágrimas retornaram e logo os soluços vieram. Tomei lufatas de ar e o empurrei para o chão, me sentei na cama deixando a arma de lado e tentei desamarrar meus tornozelos, mas minhas mãos estavam tão tremulas que não consegui, então puxei com as forças que me restavam e quando a corda cortou minha pele eu consegui me libertar.
As lágrimas não paravam de cair sobre meu rosto e eu não conseguia manter a calma, toda a adrenalina tinha passado e agora estou tremendo por completo, peguei novamente a arma e mirei naquele monstro que estava ali, puxei uma pequena trava e apertei uma, duas, três vezes o gatilho e para minha surpresa a arma funcionou, logo vi o sangue escorrer pelo chão e senti minha visão ficando turva e a inconsciência me tomando.
POV Edward
Depois de uma hora que Bella não me mandava mais mensagens, eu resolvi ir para casa, estava com uma sensação ruim. Estou assim desde ontem à noite, tanto que resolvi dormir com minha arma embaixo do meu travesseiro, mas hoje de manhã quando sai a esqueci em casa. Só espero que Bella não tenha a achado.
Fui rapidamente para meu apartamento e assim que entrei notei algo estranho, tudo estava escuro e a janela aberta, olhei ao redor e vi uma poça de sangue no chão, meu coração perdeu algumas batidas e com cuidado fui andando pelo apartamento, não podia fazer barulho, mas estava tudo tão silencioso que eu duvido ter alguém em casa.
Fui na cozinha e na sacada mas não havia nada ali também, depois fui no banheiro do corredor, mas não havia nada ali, fui para meu quarto e assim que abri a porta precisei me segurar na parede para não desabar. Bella estava semi nua na cama, com os pulsos cortados e os tornozelos também, minha arma em sua mão. Me aproximei rapidamente dela e logo vi James deitado de bruços no chão com ferimentos a bala.
– Bella amor, acorda. – Pedi, mas ela não respondeu.
Os ferimentos nos pulsos eram superficiais, mas com certeza precisará de algum tratamento, sua bochecha estava arroxeada e a pele estava fria, a observei para ver se tinha mais algum ferimento e vi o sangue que saia de sua cabeça manchar o colchão. Em segundos eu já peguei meu celular e liguei para a emergência e para a polícia. Deixei Bella na cama e fui verificar se ele estava morto e para o azar da nação não, mas pelo menos por enquanto, já que pelo que vi, ele levou três tiros.
Peguei minha arma e a guardei na cômoda, me sentei ao lado de Bella e esperei que o resgate chegasse, não posso tira-la daqui assim. Mais uma vez me senti inútil, eu deveria ter a protegido, mais uma vez aquele ser encostou nela, não tenho certeza se ele consumou o abuso, mas ele a tocou, isso basta para que eu queira mata-lo. Peguei uma camisola e a vesti com cuidado para cobrir um pouco de sua nudez. Vinte minutos se passaram e o resgate finalmente chegou. Colocaram Bella ainda desacordada na maca e depois socorreram James. Os policias estavam ali também.
– O que aconteceu aqui? – Um deles perguntou.
– O homem tentou abusar dela e provavelmente ela conseguia atirar nele com minha arma.
– E o senhor tem licença para essa arma?
– Sou agente do FBI, tenho acesso a arma. – Respondi bravo. – Agora escoltem a ambulância daquele monstro e eu vou com Isabella.
Fui com minha Bella na mesma ambulância e enquanto os socorristas faziam os primeiros procedimentos eu segurava sua pequena mão. Pouco tempo depois estacionamos e a levaram para a sala de emergência, como de costume não me deixaram entrar. Me senti naquelas cadeiras e esperei com impaciência por uma noticia de Bella. Quase uma hora depois eu já não aguentava mais essa falta de informação, fui até a recepção saber de algo.
– Com licença, quero saber sobre a paciente Isabella, deu entrada agora pouco.
– Tem que esperar pelo médico.
– Mas estou a mais de uma hora aqui.
– Somente esperar senhor.
Bufei e voltei para meu lugar, cinco minutos depois um médico chegou com uma prancheta em mãos.
– Edward Cullen?
– Sim, sou eu. – Me levantei. – Como Isabella está?
– Ela sofreu uma concussão devido a uma pancada na cabeça e algumas escoriações pelo corpo, mas fora isso está bem.
– Eu posso vê-la?
– Claro. Venha comigo.
O segui até um quarto e assim que entrei vi Bella dormindo tranquila com um soro na veia, fiquei ao seu lado, segurei sua mão e dei-lhe um beijo casto na testa.
– Por que ela está desacordada?
– Na concussão é normal o desmaio, mas ela também desmaiou devido a estresse, mas agora ela apenas está sedada, quando acordar é possível que esteja com dor de cabeça e tonturas.
– Obrigado Dr.?
– Alexandre.
– Muito obrigado.
– É meu trabalho. Agora vou ver outros pacientes, quando ela acordar voltarei aqui.
Apenas assenti e ele saiu do quarto, dessa vez beijei os lábios pálidos dela e afaguei seus cabelos. Eu falhei com ela e terei que me redimir de algum modo, Bella é o bem mais precioso que possuo, não consigo mais me ver sem a presença dela, não suporto pensar em perde-la. Como um dia prometi, cuidarei dela e a partir de hoje, vou cuidar ainda mais.
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