Um agente em minha vida.
8 Somos uma família agora.
Notas iniciais
1 mês depois...
POV Edward
Naquela noite sonhei com Isabella e assim seguiu por um mês, eu sonhei com ela todos os dias, passei a deseja-la todos os dias, cuidei dela todos os dias. Ganhei seus sorrisos em troca, mas apenas isso parecia não surtir mais efeito sobre mim, eu quero mais, a quero para mim, mas parece que Bella não pensa o mesmo.
Hoje a nova professora dela viria aqui para iniciar suas aulas. Isabella preferiu que fosse uma mulher, e eu a entendia, o único homem a chegar perto dela sou eu. Na rua, ela ainda se sente ameaçada, mas isso vai melhorando cada dia mais. Em casa, tem coisas suas espalhadas por todo lugar, no bainheiro tem seus produtos e na sala, tem algumas fotos dela e nossa. Somos uma família agora.
– Bella? – Chamei.
– Estou saindo. – Ela disse de dentro do quarto.
Eu tinha que leva-la para a sede do FBI, voltei ao meu trabalho a uma semana, mas fico apenas meio período, não tenho muito trabalho, mas alguns dias na semana tive que passar o dia e a noite lá e de cada quinze minutos ligava para Isabella para saber se ela estava bem. Em todas as ligações, ela riu de mim e da minha preocupação.
– Estou pronta. – Ela disse saindo do quarto.
Isabella estava com uma blusa de mangas compridas, uma calça jeans e seus all stars que eu já descobri que ela ama. Ela sorria meiga, mas seus olhos estavam estampados de medo.
– Eu vou precisar vê-los? – Perguntou.
– Não. É apenas um depoimento com meu chefe. Você só irá vê-los no julgamento.
– E quando será isso?
– Provavelmente em alguns meses. – Disse.
– Você vai estar comigo?
– Sempre pequena. – A abracei.
Fomos para meu carro blindado e eu dirigi até a sede. Isabella estava inquieta, mas eu não podia fazer nada, era uma reação normal. Assim que paramos em frente à sede fomos recebidos por repórteres e fotógrafos. Alguns seguranças vieram nos escoltar e assim que entramos Isabella tremia e ofegava, a abracei e ela soluçou.
– Ei, não fique assim. Eu vou cuidar de você sempre.
– Tá. – Ele sussurrou.
Bella limpou as lágrimas e depois seguimos até a sala de depoimentos. Julius já estava lá e pediu para que ela sentasse a sua frente.
– Agente Cullen, pode se retirar. – Isabella me olhou apavorada.
– Senhor, eu gostaria de ficar. – Pedi.
– Prefiro que se retire. Sua presença pode atrapalhar. – Sua ordem foi clara e eu tive que acatar.
– Estou atrás daquela janela de vidro ok? Vou estar te vendo e te ouvindo, qualquer coisa me chame. – Disse e beijei sua testa.
Isabella concordou e eu sai. Fiquei atrás da janela de vidro e ouvi cada barbaridade que eles fizeram com ela. A parte que me chocou, foi o último estrupo, o que aconteceu por minha causa. Isabella foi brutalmente violada e tudo é culpa minha.
Assim que tudo terminou Bella estava em prantos, assim que entrei na sala ela se jogou em meus braços e chorou como a tempos eu não via. Julius fez sinal que me queria em sua sala agora e o assunto parecia sério. Achei Emmet e pedi que ele cuidasse de Bella enquanto eu estava fora.
– O que está acontecendo entre você e a garota? – Perguntou Julius assim que entrei em sua sala.
– Nada, eu apenas cuido dela.
– Não é o que parece Cullen. Seu olhar indica o contrário. Se apaixonou por ela?
– Ela é como uma irmã. – Menti.
– Espero que seja somente isso. – Sibilou. – Você perderia a guarda provisória dela.
– Eu sei disso, fique tranquilo.
– Sobre o depoimento, teremos muito material contra aqueles homens. Os exames feitos nela no hospital já saíram.
– Resultados?
– Tudo comprovado. Ela não mentiu em nada.
– Monstros. – Sibilei.
– Você está dispensado por hoje, mas já aviso que amanhã você voltara a fazer seu horário normal.
– Tudo bem.
Sai da sala e fui até Bella, que me abraçou novamente e eu a levei no colo até o carro. Isabella não quis fazer tratamento psicológico e eu acho que isso está cobrando seu preço agora.
Quando chegamos em casa, eu a levei para seu quarto e fiquei abraçado a ela até que o sono a alcançasse o que não demorou muito. Sai de lá e liguei para a professora dela e desmarquei a aula de hoje, Bella não tem condições de ver e conversar com mais ninguém.
Tomei banho e quando ia para a biblioteca ouvi os gritos de Bella e fui correndo para o quarto dela. Era apenas um pesadelo, mas ela estava se cortando com as unhas e puxando os cabelos, seus gritos eram agonizantes e eu fiquei desesperado.
– Bella. Bella. – Chamei segurando suas mãos.
– Me solta! Aron me solta! – A abracei e a segurei com força.
– Bella, acorde, eu estou aqui. Edward.
Aos poucos ela foi se acalmando e os soluços preencheram o quarto. Eu a sentia tremer e suas lágrimas molharem minha camisa. Afaguei suas costas e seu cabelo e senti suas mãos apertarem ao meu redor.
– Está melhor? – Perguntei calmo.
– Foi muito ruim lembrar de tudo hoje.
– Mas foi preciso.
– Eu quero morrer.
– Não diga isso Isabella. – Disse bravo. – Nunca mais pense ou diga uma coisa dessa.
– Olha o que eles fizeram comigo. – Ela gritou se levantando da cama. – Eu sou um nada, não consigo amar e ser amada por alguém, todos sentem pena de mim.
– Eu estou aqui com você. Eu me importo com você. – A segurei.
– Eu não mereço. – Ela se soltou e correu para fora do quarto.
Fui atrás dela e vi quando abriu a janela e subiu no parapeito, corri e a segurei pela cintura a puxando para mim, Isabella se debateu e gritou, a levei para meu quarto e tranquei a porta, depois a janela e parei a sua frente, meu treinamento como militar estava agindo, tomando conta da situação, peguei alguns remédios calmantes e ajoelhei a sua frente.
– Tome esses remédios. – Mandei, ela tencionou. – Tome Isabella.
Ela se afastou de mim com os olhos vagos e expressão horrorizada, eu sabia que tinha algo errado, mas com o assunto dos remédios, piorou ainda mais. Coloquei tudo no chão e me sentei a puxando para meu colo e a abraçando, pedi desculpas inúmeras vezes.
– Vamos dormir ok? – Perguntei. Isabella não disse nada.
Me levantei e a coloquei na cama, deitei ao seu lado e a abracei forte, seu corpo tremia e demorou a passar, mas quando ela dormiu, eu finalmente consegui dormir também. Amanhã eu teria que conversar com ela sobre consultas com psicólogos. Ainda não passava das sete da noite, mas nós dois estávamos cansados demais para ligar para hora.
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