Um agente em minha vida.
42 Seremos felizes sem interrupções?
Notas iniciais
POV Isabella
Quando acordei do meu cochilo observei Edward dormindo tranquilo, sai com cuidado de seu abraço e fui me sentar na poltrona. Quase meia hora depois o médico apareceu Edward acordou no mesmo momento em alerta.
– Como está se sentindo Edward? – O médico perguntou.
– Meu braço dói. – Disse fazendo uma careta de dor.
– Vou passar medicações para você e depois de amanhã você terá alta. – Informou. – Vou pedir para um enfermeiro trazer seus analgésicos.
O médico saiu logo em seguida e eu voltei a me sentar na beirada da cama. Edward sorriu e segurou minha mão fazendo carinho ali. Como se um click soasse em minha mente a lembrança das revelações de Edward vieram à minha mente. Jacob junto com Renne, as desconfianças e tudo mais.
– O que foi Bella? Está sentindo algo?
– Jacob...
Ouvi um suspiro e logo um beijo foi depositado na palma da minha mão e em meus dedos. Seria verdade que Jacob estava planejando algo contra mim? Justo ele? E por que? Mas e se fosse mentira, um engano? Mas era Edward... ele não brincaria com isso.
– Pode ser um engano. – Murmurei.
– Tenho certeza que não é. Eu o ouvi conversando com ela e Emmet descobriu mais algumas coisas sobre ele.
– Mas por que?
– Eu não sei amor, mas vou descobrir. Prometo.
Concordei com aceno e beijei seus lábios rapidamente antes da porta ser aberta e o enfermeiro entrar para dar a medicação para Edward. Assim que o enfermeiro saiu Edward se ajeitou na cama e sorriu para mim, fiz carinho em seus cabelos e rosto, seus olhos verdes me fitavam um pouco sonolentos e antes que ele dormisse resolvi avisar que iria para casa.
– Anjo, eu vou para casa buscar roupas para você e tomar um banho, volto mais tarde.
– Vá e descanse um pouco. Cuide-se, qualquer coisa ligue para Rose ou Emmet ok?
– Tudo bem. Não demoro. – Beijei seus lábios com mais urgência dessa vez mas logo me afastei.
Antes de sair do quarto vi Edward adormecendo. Sai daquele hospital mais aliviada, ele estava comigo, nosso filho conheceria o pai e teria muito orgulho dele. Somente por pensar em meu bebê uma sensação boa tomava conta de mim, ele estava aqui, seguro, firme e a cada dia maior, protegido contra tudo e todos. Por meu filho e por Edward eu lutaria, não deixaria que as tristezas se apossassem de mim, eu lutaria até o fim para mantê-los ao meu lado.
Peguei um táxi e fui direto para o apartamento, assim que cheguei paguei o taxista e subi para o apartamento, assim que entrei tranquei a porta e fui para o quarto tomar um banho quente para tirar o cheiro de hospital de mim e fazer meus músculos tensos se acalmarem. Depois do banho tomado eu coloquei uma camisa de Edward e uma calcinha e deitei na cama, meu corpo estava cansado e pedia por uma cama quente e macia para descansar. Assim que deitei minhas pálpebras pesaram e eu fui tomada pelo sono, adormeci instantaneamente.
Acordei com meu celular tocando, era uma mensagem, o peguei e olhei a hora, tinha conseguido dormir por uma hora e meia e já sentia bem melhor. A mensagem era de Jacob e por alguns minutos pensei e ignorar mas por fim a abri.
Estou aqui em baixo. Desça, quero conversar com você.
Jacob.
Pensei em fingir que não vi e simplesmente ignorar que ele estava ali, mas eu precisava saber, tentar descobrir o por que? Mas e se ele fizesse alguma coisa? Ele poderia me machucar... Edward não iria gostar de saber que fui até lá. Achei melhor ignora-lo e fingir que não existia.
Bloqueei meu celular e fui para a cozinha, meu estomago roncava e eu precisava alimentar meu bebê. Fiz uma salada e frango grelhado, arroz e fiz um suco de morango. Depois de muito bem alimentada segui para o quarto e procurei por alguma mochila onde eu poderia colocar roupar para Edward mas o que encontrei fui um fundo falso no guarda-roupa. Com cuidado abri e encontrei uma mochila, dentro tinha vários bolos de dinheiro e identidades, eram minha e de Edward, tinham nomes falsos. Por que Edward tinha aquilo? O que estava acontecendo?
Resolvi não pensar mais naquilo e fechei o fundo falso. Continuei procurando a mochila e assim que encontrei uma coloquei algumas roupas para ele, além de escova de dentes e seus perfumes que ele ama. Quando a mochila estava pronta eu fui me arrumar. Peguei minha lingerie preta e o vestido azul marinho que Edward tinha comprado para mim assim que me resgatou, antes ele ficava um pouco folgadinho, mas agora está coladinho evidenciando que já ganhei alguns quilos com a gravidez. Em frente ao espelho vi minha quase inexistente barriga, mesmo sendo tão pequenina já me enchia de alegria, toquei com carinho e a afaguei.
– Te amo tanto meu pequenino... mamãe promete cuidar de você.
Sorri e fui terminar de me arrumar, calcei minha sapatilha e deixei meus cabelos soltos. Quando peguei meu celular vi dezenas de mensagens de Jacob e algumas ligações, exclui todas e peguei a mochila e minha bolsa. Estava na hora de ver meu noivo...
(...)
Edward estava inquieto por não mexer o braço, era engraçado ver as caretas que ele fazia quando tentava mudar de posição mas não conseguia, em todas as vezes eu o ajudava.
– Não vejo a hora de ir para casa. Odeio hospitais. – Resmungou.
– Espere só mais algumas horas amor. O médico disse que você pode ir embora depois de amanhã.
– Isso é muito tempo. E você não pode ficar dormindo em uma cama desconfortável.
– Isso é o de menos amor. – Sorri.
Edward já estava vestido com uma camisa e bermuda que eu havia trazido, era confortável e por enquanto serviria. Ele ainda estava mantido no soro com algum medicamento para a dor, pois se não aposto que ele estaria reclamando da dor.
Eu ainda precisava conversar sobre aquele fundo falso que encontrei, mas não queria que ele se estressasse, por isso deixei esse assunto para depois. Edward me puxou para seu peito e me aninhou ali, fez carinho em meus cabelos e os beijou de leve, eu não estava cansada, tinha dormido bem e só precisava saber que ele estava melhor.
– Está com fome? – Perguntou.
– Um pouco. Acho que vou até a lanchonete comer algo.
– Vá. E compre algo saudável, nada de refrigerantes.
– Pode deixar, volto logo. – Beijei levemente seus lábios e sai do quarto.
Peguei o elevador e desci até a quarto andar onde ficava a lanchonete. Procurei o que tinha de mais natural lá e encontrei sanduiches de patê de atum com alface e um suco de graviola, resolvi comer aquilo mesmo. Me sentei em uma mesa mais afastada e comi devagar.
POV Jacob
Tudo estava dando certo, o Cullen já tinha sido tirado do caminho pelo menos por enquanto, era a hora perfeita para agir. Liguei para Renne de um celular descartável e ela atendeu. Graças a outras pessoas influentes ela tinha algumas regalias como um telefone na cadeia.
Ligação on:
– O Cullen já não é um empecilho por um tempo.
– Ótimo. Onde ela está?
– No hospital. Eu fui até lá, mas ela me mandou embora.
– Por que?
– Provavelmente por causa das mensagens. Ela é uma idiota.
– Quanto tempo o agente vai ficar longe?
– Ele tem alta depois de amanhã.
– Certo, então temos que ser rápido. Acesse a conta e pegue algum dinheiro, dê seu jeito de pegar Isabella e sumir com ela. Depois eu dou meu jeito de fugir daqui.
– O que vai fazer com ela?
– Você vai ficar com ela por um tempo. Se eu demorar muito aqui você irá leva-la para Itália, tenho alguns amigos lá, eles vão lucrar com ela por um tempo.
– Tenho carta branca então?
– Total. Ande logo e não falhe.
Ligação off.
Desliguei o celular e olhei ao redor para saber se alguém estava por perto, eu sabia que era perigoso ligar para ela dali, mas esse era o melhor momento, não havia ninguém aqui, todos estavam atarefados com a prisão dos traficantes.
Já que Renne me deu carta branca só preciso pensar no melhor momento para pegar Isabella. Tenho que pensar rápido e traçar um plano perfeito, não vou falhar com Renne. Minha doce e querida Renne.
Sai da sede e fui para o hospital, Isabella provavelmente estaria lá e eu como um bom amigo preciso ficar com ela nesse momento, mas também tenho que ser cuidadoso, um hospital é muito movimentado, mas também pode ser um cenário perfeito.
POV Isabella
Depois que terminei meu lanche fiquei algum tempo olhando para as pessoas que passavam por ali, algumas choravam, já outras sorriam e eu podia ouvir que o motivo era um novo nascimento.
– Eu preciso mesmo falar com você. – Olhei para trás e vi Jacob ali.
– Sinto muito Jacob, mas não tenho nada a falar.
Eu o olhava tentando entender o porquê uma pessoa que eu amava tanto como irmão iria me trair daquela maneira. Não tinha sentido, não tinha razão, mas não posso duvidar, minha própria mãe me usava como escrava sexual para ganhar dinheiro.
– Mas eu tenho. Vem.
Jacob me puxou pelo braço fazendo com que eu levantasse rapidamente, minha cadeira caiu no chão fazendo um barulho alto, muitas pessoas nos olharam. Eu estava chocada demais para ter alguma reação, mas quando senti meu corpo sendo puxado para as escadas de emergência tentei me afastar, já não havia mais pessoas naquela parte, estávamos somente eu e ele e isso me assustava.
– Me solta! Onde pensa que está me levando? – Grunhi.
– Para sua mãe!
– Então era verdade?! – As lágrimas já ameaçavam cair. – Como você pode Jacob? Justo você.
– Eu não sou a mesma pessoa de anos atrás. Todos mudam.
– Por que? – Ele não me respondeu.
Jacob voltou a me puxar, mas eu não iria, me debati e quando o aperto em meu braço suavizou eu me soltei e voltei correndo para a lanchonete, ouvi seus passos atrás de mim e olhei para os lados procurando por ajuda, a lanchonete estava quase vazia, mas algumas pessoas me viram ali, elas ficaram assustadas e pediam por ajuda. Tentei me aproximar de algumas delas, mas Jacob era mais rápido que eu.
– Volte aqui Isabella. – Ele gritou.
– Por favor Jacob, vá embora.
Ele se aproximou de mim e me segurou em seus braços me jogando no chão logo em seguida, senti o gosto de sangue na boca e o impacto da queda por todo o meu corpo. Logo a dor se alastrou e as lágrimas vieram.
– Meu bebê... – Sussurrei.
– O que? Você está...
– Coloque as mãos na cabeça e se afaste dela.
Olhei em direção a voz e vi Emmet ali, ele empunhava a arma e Rosalie estava logo ao seu lado. Jacob se virou e sorriu antes de pegar a arma e atirar contra eles. O que ouvi depois foram os gritos e o barulho dos disparos, depois vi apenas o corpo de Jacob tombar no chão e o sangue que saia de sua cabeça molhar o chão, me arrastei para longe dele mas uma dor forte me fez parar.
– Bella! – Rosalie estava ao meu lado tentando me fazer levantar.
– O meu bebê Rose...
– Calma, está tudo bem. Fique calma. – Ela sussurrou. – Emmet peça um médico aqui. – Ela gritou.
Rose ficou ali comigo enquanto as dores ficavam mais fortes e eu sentia a cada grunhido que eu dava que meu bebê estava correndo risco. Meu choro se intensificou quando senti algo molhar minha calcinha. Meu bebê...
– Rápido. Ela está gravida.
Logo alguns enfermeiros se aproximaram com uma maca e me colocaram sobre ela me levando para o elevador. Rose estava ao meu lado segurando minha mão, mas eu queria Edward ali, naquele momento eu o queria comigo.
– Edward, eu quero vê-lo Rose.
– Vamos cuidar do seu bebê primeiro ok? Edward pode esperar.
Depois disso tudo passou muito rápido, fui colocada em um quarto, médicos chegaram e me examinaram, me medicaram e logo eu dormi.
(...)
Assim que abri os olhos duas íris verdes se prenderam a mim, Edward afagou meu rosto e beijou minha testa. Ele estava ali, comigo.
– O bebê...?
– Está tudo bem amor, ele está seguro. – Sorriu. – Teremos que tomar muito cuidado daqui para frente, você teve descolamento de placenta devido ao estresse e a queda.
– Vai ficar tudo bem?
– Sim. – Sorriu. – Nós vamos para casa amanhã e a senhorita vai ficar de repouso. Quando estiver melhor vamos para a casa dos meus pais, passar alguns dias lá.
– Jacob?
– Ele morreu. Sinto muito por isso.
– Por que ele veio agora?
– Emmet disse que estava na sede quando Jacob deu um telefonema, estava conversando com Renne provavelmente, ela deu carta branca a ele. Quando ele saiu de lá Emmet e Rose o seguiram, por sorte eles conseguiram proteger você e nosso bebê.
– O que ele iria fazer comigo? Ele disse que iria me levar para minha mãe, mas ela está presa.
– Provavelmente te deixaria em algum lugar, não tem como sabermos. – Suspirou. – Enfim acabou.
– Seremos felizes sem interrupções?
– Sim amor, agora sim.
Edward se aproximou juntando nossos lábios em um beijo calmo, cálido, apaixonado. Era o selo de que tudo ficaria bem, que de agora para frente nossa felicidade não será mais interrompida.
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