Um agente em minha vida.

43 Alguns dias em casa e surpresa desagradável.


Notas iniciais
AVISO IMPORTANTE: Estou trabalhando agora, portanto os capítulos vão demorar mais para serem postados, mas não se preocupe, serão postados em menos de sete dias ok? Espero que gostem do capítulo.

POV Edward

Bella agora dormia tranquila na cama do hospital, só de pensar que algumas horas antes ela poderia ter sido morta me angustiava e o pior era saber que eu não poderia defende-la, que estava preso naquela porcaria de quarto enquanto minha mulher grávida precisava de ajuda.

Quando ouvi os tiros sendo disparados meu coração gelou, eu sabia que tinha algo errado e que Bella estava metida no meio, era sempre assim, ela sempre estava no lugar errado na hora errada. Eu quis levantar e ir atrás dela, mas as enfermeiras não me deixaram e quiseram me sedar, tive que ficar ali então. Emmet entrou algum tempo depois e me contou o que houve, nem preciso dizer que surtei e me levantei daquela maca para ir ver minha menina.

Suspirei de alivio quando o médico me disse que meu filho e ela estavam bem, só precisavam de muito descanso. E agora olhando ela dormir eu me sentia mais tranquilo, tudo estava acabando, pelo menos por enquanto estava tudo certo.

– Edward, eu preciso falar com você. – Emmet disse entrando no quarto.

– O que foi? – Eu nunca tinha o visto com uma expressão tão séria.

– Vamos lá fora. Não quero que ela acorde.

Me levantei e o segui. Emmet estava sério demais e isso só indicava que coisas ruins estavam por vir. Quando saímos do quarto ele me encarou impassível.

– Dá para dizer logo? Odeio quando você faz mistério.

– Depois do showzinho do Black aqui, fomos investigar o apartamento dele.

– E?

– Encontramos várias provas contra ele. Senhas de contas em vários bancos e passagens de avião.

– O que mais?

– Descobrimos o porquê de ele estar ajudando Renne.

– E então?

– Eles tinham um caso. – Minha expressão de nojo foi repetida por Emmet. – Eles mantinham um relacionamento a três anos.

– Ele era uma criança perto dela.

– Sim, tinha vídeos lá. Tufo muito chocante, o que ela fazia com ele... era lavagem cerebral, ela dizia que tudo aquilo era por causa da Bella, a mulher plantou um ódio tão grande nele...

– Como isso é possível? Ninguém nunca percebeu?

– O pai dele o mandou para outra cidade para estudar, Renne ia alguns finais de semana lá para fazer isso.

– Isso é desumano. Essa mulher é um monstro.

Eu não conseguia imaginar Bella vivendo com uma mulher como aquela. Renne mesmo casada com o novo marido preferiu uma criança de quinze anos para surrar e fazer uma lavagem cerebral. O quão doente aquela mulher era? E por que odiava a filha? Tinha mais por trás daquela história que odeia Bella apenas por não ser sua filha legitima e sim filha do seu marido.

– Tem algo mais? – Perguntei.

– Descobrimos que tem mais alguém ajudando Renne.

– Quem?

– Henry Dias. Nosso superior.

– O Dias? – Disse incrédulo.

O mesmo bastardo que tentou me fazer ficar sem Bella, que tentou tira-la de mim quando nosso relacionamento foi descoberto. Eu devia ter percebido que tinha algo errado, eles relevariam por ter apenas alguns meses.

– E agora?

– Ele foi preso. Julius ficou chocado. Mas enfim acabou.

– Isso soa como música para mim. – Sorri. – Obrigado por me ajudar, por salvar Bella hoje.

– Somos amigos Edward. Sei que faria o mesmo por mim se fosse com Rose.

– Vá ficar com sua esposa grandão. Obrigado de novo.

– Pode deixar. Se precisar de algo é só ligar.

Nos despedimos com um abraço breve e eu tive que me segurar para não berrar de dor quando ele bateu no meu braço machucado. Voltei para dentro do quarto e me deitei na maca que eles tinham colocado ali para mim já que eu me recusei a sair do quarto. Fitei Bella por alguns instantes até que o sono me tomou por completo.

(...)

Acordei com uma movimentação ao meu lado, assim que meus olhos se acostumaram com a claridade me sentei na cama e olhei para Bella que conversava com um enfermeiro, que para o meu gosto estava sorrindo demais.

– Bella?

– Oi amor... que bom que acordou. – Sorriu. – Está sentindo dor?

– Não, estou bem. – Olhei para o enfermeiro. – O que faz aqui?

– Vim dar os medicamentos da Srta. Swan.

– Você está com dor? – Perguntei me levantando.

– Não. Estou bem.

Me aproximei e beijei seus lábios demoradamente para que o infeliz soubesse que ela tem dono. Quando nos separamos ela estava vermelha de vergonha e o enfermeiro estava fingindo conferir o soro.

– Teremos alta hoje. – Murmurei. – Vou ligar para os meus pais. Eles sabem o que aconteceu?

– Não. Eu não consegui ligar. Acho que Rose também não o fez.

– Vou ter que contar tudo o que aconteceu. – Bufei. – Depois eu quero conversar com você.

– Tudo bem. – Sorriu.

Dei uma última olhada para o enfermeiro e sai de lá. Eu sabia que ele tinha entendido que era para ficar longe dela. Peguei meu celular e liguei para meus pais.

Ligação on:

– Edward?

– Sim, sou eu mãe. Como a senhora está?

– Bem filho. Estou com saudades de você e da Bella. Como ela está?

– Agora está bem. Mãe, Bella e eu vamos ir até ai daqui alguns dias.

– Que ótimo, vou adorar a visita. Onde vocês estão?

– No hospital.

– O que? Por que? Você me disse que ela estava bem.

– Eu fui ferido em uma missão e Bella passou mal, estamos os dois em observação, mas já estávamos indo para casa.

– Como assim ferido? Edward por que não me ligou?

– Eu levei um tiro no braço, mas estou bem agora.

– E a Bella? Meu neto?

– Os dois estão bem agora. Ela teve descolamento de placenta, mas o médico disse que ela apenas precisa de repouso. Vamos viajar daqui alguns dias.

– Tem certeza que está tudo bem? Eu posso ir até ai ajudar vocês.

– Está sim mãe. Fique tranquila.

– Me ligue se precisar de alguma coisa.

– Pode deixar. Mas agora eu preciso ir. Beijo.

– Te amo querido. Mande um beijo para Bella por mim.

– Pode deixar.

Ligação off.

Quando retornei o enfermeiro já tinha saído do quarto, Bella estava sentada mudando o canal da TV do quarto. Por ser particular tinha algumas regalias. Me sentei ao seu lado e ela me abraçou sorrindo.

– Aquilo foi ciúme?

– Quando? – Fingi não saber.

– O beijo que você me deu quando o enfermeiro estava aqui. Você não é de se exibir.

– Não estava me exibindo. Apenas o coloquei em seu lugar. – Murmurei.

– Ciumento. – Riu.

– Quantos anos ele tem?

– Não sei. Talvez uns vinte e quatro. – Deu de ombros. – Por que?

– Nada não.

– Edward... – Seu tom era de aviso.

– Ele é mais novo do que eu.

– E o que tem isso? – Riu. – É de você que estou gravida, você quem eu amo.

Suspirei e me abaixei plantando um beijo terno em seus lábios. Sabia que era imaturo e ridículo ter esse tipo de reação, mas as vezes é mais forte que eu. Meu medo de perde-la é irracional.

– Desculpe... foi só... insegurança. – Murmurei.

– Sem nenhum fundamento.

– Você é boa demais para mim.

– Edward, não comece. Quem deveria agradecer sou eu. EU não sou boa pra você.

– Não diga isso. Eu amo você. Você é perfeita pra mim.

A puxei para um beijo encerrado aquela discussão. Eu estava errado e pronto. Somos perfeitos um para o outro e nada e ninguém pode dizer o contrário.

– Vamos esquecer esse assunto. – Suspirei. – Eu preciso contar uma coisa.

– O que é? É sobre Jacob?

– Sim. Emmet descobriu que ele mantinha uma relação com Renne a alguns anos. E também que um dos meus superiores estava ajudando sua mãe na cadeia.

– Jacob e minha mãe? – Ela perguntou surpresa e com uma expressão de nojo. – Isso é nojento. Ela não tinha o direito de fazer isso com ele. Jacob era muito mais jovem que ela.

– Eu sei. Isso é... sei lá.

– Como ela vai ficar agora que descobriram tudo?

– Ainda não sei. Mas tenho certeza que ela não vai sair da cadeia.

– Eu quero ir para casa...

Beijei sua testa e a apertei contra mim, eu não entraria em detalhes com ela, Bella não precisava saber que a mãe era louca e que humilhava e fazia uma lavagem cerebral no antigo amigo.

– O médico já deve vir nos dar alta.

Cinco minutos depois o médico entrou e sorriu ao nos ver. Era um senhor simpático e logo começou a falar, nos dando ordens para os cuidados, principalmente com Bella.

– Vamos fazer apenas uma ultrassom e depois vocês podem ir para casa. – Informou.

– Claro. O senhor acha que já dá para saber o sexo?

– Se o bebê cooperar sim. Quatro meses já é o suficiente para sabermos disso.

– Então vamos lá.

Ajudei Bella a se levantar e a enfermeira entrou com uma cadeira de rodas, já que era repouso absoluto para minha menina. Fomos direto para a sala de ultrassom e assim que estávamos lá eu a ajudei a levantar e se deitar na maca. Logo outro médico começou o exame. O coração do nosso filho batia forte e não pude conter o sorriso ao ouvir esse som, era maravilhoso.

– Está tudo bem? – Bella perguntou com a voz falha.

– Sim, o bebê está saudável e forte.

– Já dá para saber o sexo? – Perguntei.

– Infelizmente o bebê está de pernas fechadas, mas quem sabe na próxima. – O médico sorriu.

– Sim, na próxima vamos saber. – Bella sorriu.

Ajudei-a se levantar e depois voltamos para o quarto, o médico logo apareceu nos informando da alta. Não via a hora de chegar em casa e curtir minha mulher. Estava com saudades de dormir abraçado a seu corpo.

(...)

Já em casa, Bella e eu estávamos abraçados assistindo a um filme. Minha mão acariciava seu ventre, minha maior vontade é sentir meu pequeno se mexer, mas não sei bem quanto tempo demora isso, mas o dia em que isso acontecer eu serie o homem mais feliz do mundo.

– O que tanto está pensando? – Bella perguntou me tirando dos devaneios.

– No dia em que nossa filho vai mexer.

– Eu não vejo a hora disso acontecer. – Seu sorriso era largo e os olhos estavam brilhantes.

– Devemos comprar uma casa. Com espaço para o bebê.

– Aqui em Nova York?

– Não sei. Estava pensando em pedir transferência para Califórnia. Nosso filho iria crescer perto dos meus pais.

– Temos alguns meses para pensar nisso ainda.

– Quando o bebê nascer vamos nos casar.

– Por mim tudo bem. Pode ser três meses depois, ou quatro.

– Ótimo. – Sorri.

Ficamos em silencio por um tempo, apenas prestando atenção ao filme. Eu já estava com fome e aposto que Bella também estava. A tirei do meio de minhas pernas e fui para a cozinha preparar algo. Como o médico recomendou, fiz uma comida leve e saudável para ela. Pelo menos os dotes dela na cozinha me ajudaram em alguma coisa. Aprendi a cozinhar com minha mulher.

Estava distraído com a comida no fogo quando a campainha tocou. Antes que eu pudesse sair dali Bella anunciou que estava indo atender a porta.

– É pra você. – Gritou.

Limpei minhas mãos e desliguei o fogo. Bella estava emburrada e não olhou para mim, não entendi sua reação até ver quem estava parada na porta.

– O que faz aqui Irina?

– Vim saber como você está querido. Soube do tiro.

– Estou ótimo.

– Não vai me convidar para entrar? A porta não é o melhor lugar para conversar.

– O que veio fazer aqui. Sabe que não quero te ver mais.

– Da última vez que estive aqui a garotinha não estava presente.

– A “garotinha” é minha mulher, mãe do meu filho. – Comecei. – Se quiser falar alguma coisa não é necessário que ela saia.

– Mãe do seu filho? – Riu. – Tem certeza que é seu? Por que essa daí já deu para meio mundo.

– Cala a merda da sua boca antes de falar dela Irina. – Gritei agarrando seu braço. – Se abrir a merda dessa boca pra falar o nome dela novamente eu mato você ouviu? Mato.

Minha vontade era de estapear aquela mulher até que minha raiva diminuísse, mas minha mãe tinha me dado educação, sorte para ela. A empurrei e fechei a porta atrás de mim. Sibilei perto de seu rosto:

– Se você aparecer na minha frente novamente eu mato você ouviu? Eu não me importo com minha carreira, se você insultar novamente a minha mulher eu mato você.

Irina estava visivelmente assustada, seus olhos arregalados e piscava algumas vezes. Ela sabia que eu estava puto mesmo sem nunca ter me visto assim. É bom que ela fique ciente que tudo o que prometo eu cumpro.

– Vá embora. – Disse antes de entrar e trancar a porta a deixando para trás.

Suspirei pesadamente e olhei para o sofá que agora estava vazio. Me obriguei a ir atrás de Bella. Ela não estava na cozinha então fui para o nosso quarto. Abri a porta devagar e vi seu corpo encolhido sobre a cama. Me aproximei com cuidado dela e me deitei ao seu lado puxando seu corpo para o meu.

– Está sentindo alguma coisa?

– Só dói Edward. Dói tudo, eu não queria mas dói.

– O que dói? – Perguntei preocupado.

– Dói ouvir a verdade. Ela... ela não mentiu.

– Não amor, ela mentiu sim. Esse filho é meu.

– Sim é... mas todos vão dizer isso pra você. Eu não sou boa pra você.

– Esqueça o que ela diz amor. Eu amo você, vamos ter um filho e iremos viver juntos para sempre. Não importa nosso passado, tudo o que precisamos saber um do outro vamos construir juntos. Somente coisas boas.

– Eu queria poder esquecer. Consigo por muitas vezes, mas as vezes isso me persegue.

– Nós vamos superar juntos, todos os dias. – Beijei seus lábios de leve. – Eu vou buscar nossa comida.

– Seu braço está doendo?

– Não. Estou bem amor. – Sorri. – Te amo.

– Te amo mais.

Sorri a beijando demoradamente. Minha menina ainda é frágil, mas tudo é questão de tempo e conversa, inseguranças se curam e medos desaparecem com o tempo.

Notas finais
O que vocês preferem: o bebê menino ou uma menina? E alguém tem palpite de nomes? Não se esqueçam de comentar, favoritar e recomendar.