Um agente em minha vida.
33 Por favor!
Notas iniciais
POV Edward
Velei o sono de Bella, que foi agitado e perturbador, durante a noite ela teve inúmeros pesadelos com a mãe e de quando ela estava naquela boate. Eu não podia fazer nada, não podia tirar sua dor, o que restou a mim foi conforta-la, dizer palavras de carinho, abraça-la e dizer que tudo iria ficar bem, que já estava tudo bem e isso me mata por dentro.
Na manhã seguinte quando acordei Bella ainda dormia aninhada a mim, meus braços estavam protetoramente em torno de sua cintura. Beijei as testa e me levantei com cuidado para não acordá-la e fui direto para o banheiro. Depois de fazer minha higiene matinal voltei para o quarto e minha menina ainda dormia, em silencio me arrumei para ir a sede, muita coisa estava sendo revisada com a prisão de Renne, meu chefe Julius, quer saber como nunca vimos o nome daquela mulher nas investigações, todos estavam curiosos para saber como ela se escondeu durante todo esse tempo.
Depois de pronto, fui direto para a cozinha e preparei café e torradas, com tudo pronto fui chamar minha menina já que ela precisa se levantar para ir a faculdade. Quando cheguei no quarto me sentei ao seu lado na cama e tirei os fios de cabelo que cobriam parcialmente seu rosto, Bella foi acordando aos poucos e sorriu ao me ver.
– Bom dia minha menina. – Beijei seus lábios. – Conseguiu dormir um pouco?
– Mais ou menos. Tive muitos pesadelos. – Ela suspirou pesadamente.
– Isso vai passar, você só ficou abalada com as notícias de ontem.
– Sim, vai passar.
Bella me puxou para junto de si e tomou meus lábios em um beijo faminto. Seus lábios macios chupavam o meu com maestria e nossas línguas duelavam firmemente em nossas bocas. Quando o ar se fez necessário nos separamos minimamente.
– Bom dia anjo. – Sorrimos.
Bella saiu da cama e foi direto para o banho, voltei para a cozinha e me servi, quase vinte minutos depois ela chegou com uma calça jeans e uma regata, seus inseparáveis all stars e seus lindos cabelos castanhos soltos, lhe dando um ar ainda mais jovial, me fazendo lembrar de sua idade, minha menina de apenas 17 anos.
– O que foi? Não gostou da roupa? – Ela perguntou.
– Não é isso. – Murmurei.
– Então por que essa careta?
– Você é tão jovem.
– Você também. – Rebateu.
– Eu tenho quase 30 e você não chegou aos vinte ainda.
– Isso é irrelevante.
– Mas pode não ser. Sinto como se fosse te perder todos os dias.
– Ei. – Ela agarrou meu rosto, fazendo-me olha-la. – Você nunca vai me perder. Eu te amo. Estamos noivos lembra?
– Sim, me lembro. – Sorri. – Não me abandone Bella.
– Eu que deveria pedir isso a você. – Murmurou.
– Não é preciso. Nunca faria essa loucura. Te amo demais para isso. – A puxei para um beijo luxurioso.
Depois de tomarmos café, a levei até a faculdade e depois segui até a sede. Emmet me esperava impaciente e até mesmo com um certo receio. Assim que me aproximei dele soube por que.
– Julius quer falar com você. – Anunciou. – É sobre a Bella.
– Sabe o que é? – Ele negou.
Segui até a sala de Julius e bati antes de entrar, com um aceno ele indicou que eu deveria me sentar, o obedeci logo ele se pôs a falar.
– Quando Isabella saiu daqui com a sob sua tutela, eu disse a você que nada deveria acontecer entre os dois Agente Cullen. Por que minhas ordens foram desobedecidas?
– Não entendo onde está querendo chegar Senhor. – Fingi.
– Essa falsa inocência não combina com você. Sejamos sinceros Cullen, você se envolveu com ela, uma menina de 17 anos que foi estuprada diversas vezes por vários homens.
Fechei minhas mãos em punho ao ouvir aquilo e respirei fundo me acalmando, não iria adiantar mentir para ele. Julius quando descobre algo, nunca foi por informações falsas.
– Não há motivos para mentir. Eu e Isabella estamos sim juntos a alguns meses. Somos felizes.
– Por Deus Cullen! – Esbravejou. – Eu disse a você para ficar longe dela. Qual é o seu problema?
– Eu me apaixonei! – Respondi de volta.
– Ela tem 17 anos. É uma menina repleta de traumas.
– Traumas esses que ela apenas superou por minha causa, pelos meus cuidados, por causa do meu afeto, do meu amor.
– Eu disse que você perderia a tutela dela Edward. – Ele falou mais calmo.
– Por que acha que estamos mantendo tudo em segredo? Eu não quero que Isabella vá para um abrigo.
– Mas não parece, eu disse para não se envolver com ela.
– Como descobriu?
– Eu tenho fontes em todos os lugares Cullen, mas sua ex namorada me contou, sei que ela fez isso apenas por ter interesse em você, mas mesmo assim...
– Não posso perde-la.
– Mas é isso o que vai acontecer.
– Não Julius! – Bradei. – Faltam poucos meses para que ela complete a maior idade, não a tire de mim. – Implorei.
– Isso não depende de mim. Eu tenho superiores.
– Apenas não conte a eles. Isabella está bem, estamos felizes.
– Quer que eu minta?
– Apenas omita. Em breve ela vai completar 18 anos, tudo vai ficar bem.
– Eu avisei Cullen. – Ele disse ríspido.
– Por favor! – Implorei. – Eu a pedi em casamento. – Revelei.
– Isso está ficando cada vez melhor. – Disse irônico. – Você é maluco Cullen.
– Por favor! Não conte a eles.
– Eu não posso omitir isso Cullen. Mas vou interceder a seu favor, mas não garanto nada.
Sai da sala de Julius de cabeça baixa, eu poderia perde-la, poderia ficar sem ver minha menina por meses. E sabe-se lá no que essa distância pode afeta-la, Bella está sensível demais para ir morar em um orfanato, ela pode surtar, ou tentar se matar. Eu não posso permitir que isso aconteça, minha Bella ficará comigo até que a morte nos separe ou eu não me chamo Edward Anthony Cullen.
POV Isabella
Na faculdade eu tentava me concentrar nas explicações do professor, mas parecia que minha mente estava vagando por um lugar que nem eu mesmo conhecia, eu estou com tanto medo, medo de que Edward me deixe, medo de acordar desse sonho maravilhoso que estou tendo, não posso perder tudo o que consegui até agora, eu tenho certeza que morreria.
Nas aulas práticas eu me sai bem melhor consegui me concentrar nas pinturas, no cheiro da tinta, nas pinceladas que eu dava, mas meu coração parecia estar tão pequenininho dentro do meu peito como se algo ruim fosse acontecer, sinto que estou desaparecendo. No fim da aula fui direto para casa, não queria aparecer na galeria hoje, não estou me sentindo bem, sinto como se meu estomago fosse sair pela boca. Assim que abri a porta do apartamento corri para o banheiro e vomitei tudo o que tinha em meu estomago, me sentia fraca demais. Quando me senti melhor, me levantei e dei descarga no vaso, escovei meus dentes e lavei o rosto, voltei para a sala e tranquei a porta, voltei para o quarto e me joguei na cama dormindo logo em seguida.
Acordei com meu celular tocando em algum lugar no apartamento, me levantei cambaleante e segui o som, minha bolsa estava na sala e meu celular dentro, quando o peguei vi que era Edward.
Ligação on:
– Oi anjo. Onde você está?
– Em casa amor.
– Por que não está na galeria, está tudo bem?
– Agora está, mas eu não estava me sentindo muito bem, achei melhor vir para casa.
– O que você tinha?
– Estava um pouco zonza e enjoada.
– Estou indo ai ok?
– Edward, não precisa, eu já estou melhor amor.
– Mesmo assim. Chego ai em vinte minutos.
– Edward...
– Eu te amo.
Ligação off.
Bufei irritada e me joguei no sofá, ainda me sentia fraca e meus olhos estavam pesados, mas me obriguei a ficar acordada, eu não queria estar dormindo quando Edward chegasse. Felizmente ele não demorou muito e assim que abriu a porta e me viu ele correu para meu lado e se ajoelhou segurando meu rosto entre as mãos.
– Amor, você está pálida.
– Por que veio? Você deveria estar trabalhando Edward.
– Eu precisava te ver amor. – Beijou minha testa. – Como está se sentindo?
– Fraca e com sono.
– Vem, vou levar você até o hospital.
– Edward, não precisa, provavelmente foi algo que comi. Se eu não melhorar prometo ir ao médico.
– Mas anjo...
– Por favor, não vamos brigar por causa disso.
– Tudo bem, mas precisamos conversar e o assunto é sério.
– O que foi?
– Primeiro vamos para o quarto.
Edward fechou a porta e depois veio até mim pegando-me no colo, o abracei pelo pescoço e dei um beijo ali, estava com saudade do seu corpo junto ao meu, da nossa conexão, nunca pensei que depois de tudo o que sofri eu pudesse gostar tanto de sexo. Edward me deitou na cama e deitou-se ao meu lado, o puxei para meu peito e ele se deitou ali como um menininho assustado.
– O que aconteceu?
– Julius descobriu sobre nós. – Segurei minha respiração e ele continuou. – Ele vai conversar com os nossos superiores.
– Eu vou ter que ir embora? – Perguntei baixinho.
– Eu já conversei com um advogado, ele disse que é o que vão fazer, mas visto que você já está prestes a completar 18, talvez eles deem um desconto.
– Eu não quero ir Edward, eu... eu quero... quero ficar com você.
As lágrimas já começavam a cair pelo meu rosto e eu tremia, Edward se ajoelhou ao meu lado e me puxou para seu colo, minhas pernas ficaram uma de cada lado de seu corpo e ele me abraçou.
– Acalme-se Bella, não vamos nos separar, nem que o papa mande isso, não vou deixar você em um orfanato.
– Eu vou morrer sem você.
– Não diga isso amor, estamos juntos ok? Não se preocupe, tudo vai dar certo.
Eu o abracei com toda minha força, sentia como se tudo estivesse desmoronando e eu estivesse caindo. Minha cabeça girava e meu peito doía, tentei meu acalmar, mas parecia que a cada respiração que eu dava o meu peito doía mais. Sentia uma pressão em meu ventre e sabia que precisava me acalmar, eu sentia tudo girar em mim e a pressão em meu ventre se tornou mais forte fazendo-me separar minimamente de Edward por conta da dor. Era insuportável.
– Dói Edward. – Arfei.
– O que dói?
– Aqui. – Coloquei sua mão em minha barriga e arfei novamente com mais uma onda de dor.
– Vem, vou levar você ao médico.
Edward se levantou comigo no colo e eu o segurei firme, a dor era muita e não era na barriga, era um pouco mais para baixo, minha coluna doía e eu tinha quase certeza que estava morrendo, não sei quando chegamos ao hospital, mas sei que os médicos me examinaram e Edward não estava ao meu lado, logo uma enfermeira aplicou uma injeção em mim e a dor aos poucos foi sumindo e o soro parecia ter algum sedativo, pois senti o sono me tomar e logo cai na escuridão.
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