Notas iniciais
Sei que ficaram ansiosas para saber o que tinha acontecido com a Bella, então está ai, espero que gostem.

POV Edward

Eu estava a quase meia hora andando de um lado para o outro, nervoso, sem saber como Bella estava. Não me deixaram entrar com ela assim que cheguei, quase mandei aqueles enfermeiros a merda, mas sei que esse é o procedimento, mas o impossível agora é ficar sem notícias dela, saber se minha pequena está bem, se está saudável.

Me sentei em um dos bancos ali antes que eu abrisse um buraco no chão e tentei raciocinar direito. Eu tenho inúmeros problemas para resolver, mas o pior de todos é essa ameaça que paira sobre minha cabeça, eles não podem tirar Bella de mim. Não agora, ela está feliz, bem tratada e está na faculdade, não é possível que eles façam isso com ela.

– Você está com Isabella Swan? – Um médico perguntou ao meu lado.

– Sim. Como ela está? – Perguntei me levantando.

– Vamos até minha sala.

O acompanhei até a sala e assim que entramos eu me sentei e ele fez o mesmo pegou alguns papeis que pareciam ser exames e os analisou brevemente, depois olhou para mim e suspirou.

– Sou o Dr. Benjamim Wilson.

– Edward Cullen.

– Bem, Isabella está um pouco anêmica e fizemos alguns exames de sangue.

– Ela estava com dor. É algo grave?

– Bom, é um pouco grave. Isabella está gravida.

– Grávida?

– Sim, mais ou menos um mês e meio.

Arfei anestesiado, eu seria pai, um pequeno anjinho estava crescendo no ventre da mulher que amo. Não pude evitar o sorriso em saber que agora estaria ligado de mais uma maneira com ela, minha menina será mãe. De repente me dei conta de tudo o que os médicos falaram para ela quando ainda estava internada por conta das agressões que ela sofreu na boate, olhei rapidamente para o médico e com um pedido mudo de minha parte ele continuou.

– A gravidez é de extremo risco, as dores que ela sentia era o início de um aborto.

– Mas ela está bem? E o bebê?

– Conseguimos impedir o aborto, mas ainda é muito complicado. Isabella está com anemia, a parede uterina está com cicatrizes e alguns machucados já cicatrizados.

– Eu sou policial, um agente do FBI, minha missão era resgatar meninas vítimas de tráfico de mulheres, conheci Isabella naquele lugar, ela foi vendida pela mãe. Os médicos alertaram sobre as complicações em uma possível gravidez.

– Isso tudo é muito triste, mas o importante agora é a saúde dela.

– Sei que sim. Posso vê-la?

– Claro. Ela já deve estar acordada. Tivemos que seda-la para diminuir a dor e também para que ela se acalmasse. Fizemos exames nela e conseguimos estabilizar a situação.

– Muito obrigada Dr. Wilson.

Saímos da sala e fui até o quarto onde Bella estava e assim que entrei ela olhou em minha direção, seus olhos estavam brilhantes pelas lágrimas não derramadas. Me sentei ao seu lado na cama e beijei seus lábios de leve.

– Como está se sentindo? – Perguntei.

– Estou confusa. O que aconteceu?

– Você estava com dor e eu te trouxe para cá, os médicos te sedaram e medicaram.

– O que eu tenho?

– Você está com um pouco de anemia e...

Sorri nervoso sem saber como falar. A reação dela pode não ser tão boa, sei que minha menina tem muito medo de tudo o que envolve o corpo dela e agora saber que ela tem mais uma vida para cuidar e que esse pequeno ser corre perigo, pode ser demais para ela.

– Anjo, eu vou contar uma coisa pra você, é uma coisa muito boa e que me deixou muito feliz e não se preocupe com nada, por que eu vou cuidar de você sempre. Estamos juntos nessa.

– O que é?

– Eu e você vamos ter um bebezinho.

Sorri colocando minha mão em seu ventre. Bella me olhou assustada e as lágrimas começaram a cair, a abracei e beijei seus cabelos, seus soluços eram audíveis e me deixavam sem saber o que fazer, o que dizer para que ela não chore e converse comigo.

– Você está feliz? – Perguntei calmo.

– Eu não vou conseguir. – Ela disse em meio aos soluços. – Não vou.

– Ei, eu estou com você, sempre vou estar. Vamos passar por tudo juntos e agora com um pequeno para nos alegrar.

Bella me abraçou mais forte e soluçou novamente, seu corpo tremia e eu já estava desesperado sem saber o que dizer ou o que fazer, talvez chamar uma enfermeira para acalma-la ou simplesmente ficar abraçado a ela, eu não sei.

– Anjo, não precisa chorar. Você não ficou feliz? É isso?

– Estou com tanto medo Edward.

– Não precisa ter medo de nada. Eu vou cuidar de você como sempre fiz, vou te amar todos os dias e nós vamos juntos ter esse bebezinho.

– E seu eu não conseguir... ele vai morrer... eu vou mata-lo.

– Não pense assim. Vamos fazer de tudo para que ele cresça forte e saudável, mas se alguma coisa acontecer, nós vamos tentar de novo, mais para frente.

– Vai ser culpa minha se ele morrer. Eu que vou...

– Não querida. Não será sua culpa. Se algo acontecer é por que não era para ser. É nosso filho, ele é forte.

– Nosso filho. – Sussurrou acariciando o ventre plano.

Suspirei aliviado e beijei seus cabelos, finalmente ela entendeu que vamos ter nosso pequeno milagre, um anjinho para nos fazer crescer como pessoas com responsabilidade.

– Ele está bem?

– Agora está, mas você sabe que vamos ter que cuidar muito bem dele para que nosso filho cresça ai dentro com saúde.

– Eu... eu vou cuidar.

– Nós vamos. – Sorri. – Agora descanse mais um pouquinho.

Bella se deitou e sorriu para mim, sua mão ainda permanecia em cima do ventre plano como uma espécie de proteção ao feto. Me sentei na poltrona ao seu lado e segurei sua mão até que ela adormecesse. Agora mais do que nunca eu terei que manter ela comigo, não vou deixar que minha menina gravida vá para um orfanato.

*****

Fiquei por muito tempo a observando dormir fazendo carinho em seu rosto e em seu ventre, eu ainda tentava digerir a notícia de que teremos um pequeno ser para cuidar e amar dentro de alguns meses. A notícia não poderia ter me dado mais alegria, era obvio que eu queria um filho, principalmente com minha menina, mas estava apreensivo com a possibilidade de que ela fosse tirada de mim, por isso liguei para minha advogada e amiga contando a situação, ela me disse que vai tentar fazer o máximo para que Bella não precise sair de perto de mim, ainda mais agora.

– Anjo? – A voz sussurrada de Bella me arrancou dos devaneios e eu a olhei.

– Oi amor. Estou aqui. – Beijei sua mão.

– Eu sonhei com nosso bebê. Era um menino, pequenino. Ele era lindo Edward. Era igual a você.

– Se for como você também será lindo amor. – Sorri.

– Eu estou com fome.

– Já está quase amanhecendo, logo seu café da manhã vai chegar.

– Eu posso me sentar ao menos?

– Claro. – Ri. – Deixe eu te ajudar.

A segurei com cuidado auxiliando para que ela se sentasse. Minha menina estava com um soro no braço ainda, apenas para hidratar o organismo. Me sentei a sua frente e a observei cuidadosamente, seus traços delicados, seus olhos como dois chocolates redondos e seus lindos lábios vermelhos e chamativos.

– O que você tanto olha em mim?

– Seus traços, seus olhos, seus lábios. – Sorri. – Eu amo tanto você.

– Fico lisonjeada Sr. Cullen. – Riu. – Eu também amo você.

– Srta. Swan, você me fez muito feliz.

Ela fez carinho em meu rosto e eu fechei os olhos, era bom ter ele por perto, sentir seu cheiro, seu calor, ouvir seu riso todos os dias, olhar em seus olhos e ver tanto amor ali, sentir seus beijos, ouvir seus gemidos, sentir seu gosto em meus lábios. Como é possível amar tanto assim?

– Olhe para mim Sr. Cullen. – Ela pediu e eu obedeci rapidamente. – Obrigada por ter me salvado do inferno, por ter me dado a vida novamente. Por me amar todos os dias, por aguentar as minhas crises, por ser meu.

– Minha menina. – Sussurrei antes de tomar seus lábios.

Sempre a mesma eletricidade, o mesmo amor. Mesmo com o tempo em que se passou desde nosso primeiro beijo, meu corpo continua se comportando como se fosse a primeira vez. As borboletas no estomago, a mesma excitação, a mesma adoração, somente o amor que a cada dia aumenta mais se isso for possível.

– Nunca se preocupe com nada amor. Eu vou sempre estar com você.

– Obrigado. – Sussurrei.

Segundos depois alguém bateu a porta e entrou, era o médico. Dr. Wilson. Ele nos olhou e logo riu balançando a cabeça negativamente.

– Você deveria estar dormindo Srta. Swan.

– Eu já dormi demais. – Ela resmungou.

Me levantei da cama e fiquei ao lado dela segurando sua mão com carinho. O médico sorriu e mandou uma enfermeira vir para o quarto também.

– Tenho certeza que o Sr. Cullen já contou a novidade.

– Sim. Vamos ter um bebê. – Ela sorriu.

– Isso ai. E agora, nós vamos fazer alguns exames mais em você e depois você vai ser acompanhada por uma ginecologista e obstetra para ver o seu bebê.

– Ok.

Logo a enfermeira chegou e o médico pediu que eu me afastasse um pouco para iniciar os exames. Primeiro a checagem dos sinais vitais, depois a temperatura, por último apenas perguntas sobre dores.

– Sente algum desconforto?

– Não. Estou bem. – Bella deu de ombros.

– Certo. Agora a enfermeira vai auxilia-la até o banheiro caso queira.

– Eu aceito.

Com cuidado a enfermeira a ajudou a sair da cama e logo as duas entraram em uma salinha ali, provavelmente era o banheiro. Me virei para o médico e vi sua cara de preocupação.

– O que há Doutor?

– O caso dela é muito delicado. Pela ficha que o senhor preencheu, vai ser difícil que ela segure essa gravidez.

– Quão difícil?

– 5% de chances que ela segure a gravidez.

Fechei meus olhos com força e tentei recuperar o ar que meus pulmões pareciam terem perdidos. 5% não é nada perto de 95% de chances contrarias. Minha menina não vai aguentar mais essa perda e saber que eu não posso fazer nada me desespera.

– Não diga isso a ela. – Pedi.

– É melhor não iludi-la Sr. Cullen.

– Eu prefiro conversar com ela primeiro e depois marcar uma consulta com a psicóloga.

– Certo. Mas não aconselho que esconda dela.

– Não farei isso.

Logo minha menina voltou para o quarto e se sentou na cama, tentei sorrir para ela, mas tenho certeza que não consegui, eu não queria tirar essa alegria dela, não queria vê-la sofrer.

– Vou chamar a Dr. Yumi para você ver como seu bebê está Isabella.

– Obrigada Dr. Wilson.

Assim que o médico e a enfermeira saíram do quarto eu me sentei ao lado dela e segurei sua mão direita.

– Anjo, o médico disse que será muito difícil essa gravidez.

– Difícil como?

– Muito difícil e eu só quero que saiba de uma coisa, o bebê pode não sobreviver, mas se isso acontecer eu quero que você seja forte ok?

– Mas eu quero o bebê. – Sua voz estava quebrada, embargada.

– Eu também quero muito. – Disse. – Mas se algo acontecer, eu vou estar com você.

– Eu não quero que ele morra. – Disse acariciando o ventre plano.

– Eu vou estar com você. Vamos enfrentar qualquer coisa juntos. Você confia em mim?

– Confio e eu vou fazer de tudo para nosso bebê nascer forte e saudável.

– E eu vou ajudar você. – Completei.

Beijei seus lábios molhados pelas lágrimas e ela sorriu secando o rosto bem a tempo de ver a Dra. Yumi entrar na sala, uma mulher alta, loira e de olhos negros, muito bonita.

– Sou a Dra. Amy Yumi.

– Edward Cullen. – A cumprimentei. – Essa é Isabella Swan, minha noiva.

– Olá Isabella. – Sorriu um tanto forçada. – Vamos ao exame?

– Claro.

As acompanhei até uma outra sala com instrumentos para exames ginecológicos e ultrassom.

– Deite-se ali na maca.

– Vamos lá anjo. – Sorri.

Ajudei Bella a subir na maca e depois se deitar, ela segurou firme minha mão quando a médica começou a preparar o aparelho.

– O Dr. Wilson me disse sobre a gravidez, sinto muito que tenha descoberto daquela forma.

– É difícil saber que seu corpo não pode suportar seu filho. – Bella disse.

– Anjo... – Sussurrei.

A médica levantou a blusinha de Bella e colocou um gel sobre o ventre de minha menina que riu com o gelado repentino naquela área. Sorri e beijei seus dedos. Dra. Yumi logo começou a passar o aparelho ali, a procura do meu pequenino.

– Aqui está o bebê de vocês. Parece bem saudável. Mais ou menos 5 semanas.

– Podemos ouvir o coração?

– Ainda não. É um pouco cedo. Na próxima consulta tenho certeza que sim.

– Mas ele está vivo não está? – Bella perguntou.

– Sim, está. – A médica me olhou por alguns segundos. – Vamos fazer uma transvaginal agora.

Era impossível olhar para aquele aparelho e não sentir pena das mulheres que precisam passar por isso, esse negócio é... nojento.

– A parede do útero é nosso problema Isabella. Está com muitos machucados, cortes, isso danifica o órgão.

– Mas meu bebê está seguro?

– Por enquanto sim. – Sorriu complacente. – Já pode se levantar.

Bella se sentou na cama e limpou o gel da barriga, beijei sua testa antes de ajudá-la a descer. A sentei na cadeira em frente à mesa da médica e depois me sentei ao seu lado, logo a doutora estava sentada em seu lugar.

– Sua gravidez é de extremo risco. Você está com início de anemia, seu útero está muito machucado.

– O que podemos fazer para que o bebê cresça saudável? – Perguntei.

– Repouso absoluto. O mais recomendado é uma enfermeira. Também tomará injeções mensais para que o corpo não rejeite o feto e anemia A, B, D e E, além de ácido fólico.

– E a alimentação? – Bella questionou.

– Nada de comida gordurosa, saladas, frutas é o mais indicado.

– Mais alguma recomendação?

– Sugiro que pare de trabalhar ou estudar e principalmente nada de sexo, pelo menos até os sete meses de gestação.

Minha cara não deve ter sido muito agradável já que Bella apertou minha mão e corou e a médica segurou o riso. Terei que conviver assim né? Fazer o que? Não vou colocar a vida do meu filho em risco.

– Certo. Vamos cumprir tudo isso.

– Quero vê-la aqui a cada quinze dias ok?

– Certo. Estarei aqui.

– Qualquer dor ou desconforto a traga direto para o hospital.

– Farei isso. Até mais.

Saímos da sala da médica e eu peguei Bella no colo, minha menina precisa de descanso. Voltamos para o quarto quando ela estava internada e o médico já estava lá.

– Eu só vim trazer sua alta Isabella.

– Claro. – Sorriu. – Obrigada Dr. Wilson.

– Cuidem bem desse bebezinho ok?

– Faremos o máximo. – Minha menina garantiu ao médico que sorriu. Trinquei o maxilar.

Logo o homem que estava flertando com minha noiva saiu e Bella me olhou curiosa.

– O que foi? – Perguntei bravo.

– Por que está assim?

– Ele flertou com você.

– Quem? Quando?

– Como quem? Aquele médico. E bem na minha frente.

Ela riu beijando meu pescoço logo em seguida. Relaxei ao seu toque e busquei seus lábios, suas pequenas mãos foram de encontro aos meus cabelos puxando-me para ela. Língua sugando língua nos fazendo arfar, como ela ainda estava em meu colo apertei seu corpo mais junto ao meu sentindo o sangue bombear com mais força pelas minhas veias. Bella se afastou dos meus lábios e eu gemi contrariado.

– Não podemos continuar anjo. Eu vou querer você em mim se continuarmos.

Gemi ainda mais frustrado e sai do quarto com ela ainda em meus braços, chegar em casa seria uma benção agora. Tudo o que quero é minha menina perto de mim e dos meus olhos. A coloquei no carro e depois seguimos até meu apartamento para amanhã enfrentarmos a realidade dura que nos cerca.

Notas finais
Então? Gostaram da novidade? Comentem ok? Até logo.