Notas iniciais
Oi meus amores. Aqui tem mais um capítulo, espero que gostem. Uma má noticia é que o próximo capítulo será o epílogo. Teremos muitas novidades, muitas coisas boas espero. Leiam, comentem e por favor deixem suas recomendações.

POV Edward

A noite foi conturbada, tive que tirar Esmeralda da cama pois Bella chorou e se debateu durante a noite. Minha mãe se disponibilizou a ficar com minha filha enquanto eu cuidava de Bella. Foram horas e horas em claro para conseguir finalmente que Bella dormisse.

Acordei às seis da manhã mas parecia que nem havia dormido nada, o que realmente aconteceu, se dormi três horas seguidas foi muito. Suspirei me virando na cama, só ai me dei falta de Bella. Sentei na cama rapidamente e olhei ao redor, a vi sentada na poltrona perto da janela. Seu olhar estava distante, mesmo que ela olhasse para fora da mansão era possível perceber que ela não via coisa alguma.

— Amor, venha para a cama. – Chamei com cuidado.

— Estou bem aqui.

— Venha aqui Bella. – Chamei mas ela nem se mexeu. – Por favor, precisamos conversar.

Demorou alguns minutos até ela se levantar e se sentar à minha frente. A olhei por alguns segundos sem saber exatamente por onde começar. Eu queria poder tirar toda a dor que ela sentia, toda a vergonha, todo o medo, mas eu não sabia como fazer isso funcionar 100%.

— Só vamos estabelecer duas coisas ok? – Ela assentiu. – Nunca mais corra de mim, eu sou seu marido, estou aqui para proteger você.

— Tudo bem. – Sussurrou. – Desculpe.

— Segundo. Você vai voltar as consultas com a psicóloga e vai tomar quantos remédios forem precisos para se acalmar.

— Ok.

— Agora eu quero que me diga como você está.

— Eu não sinto nada. Estou seca, não tenho mais nada.

— E quanto a mim? E a nossa filha?

— Eu só quero morrer Edward. Só isso.

Ela se levantou e seguiu para fora do quarto. Eu olhei para a porta fechada por alguns segundo antes de me levantar e seguir para o banheiro. Tomei um banho e troquei de roupa. Fui para a cozinha onde minha mãe estava com Esmeralda no colo.

— Papa. – Gritou.

— Oi meu amor. – Beijei sua testa a pegando no colo.

— Bom dia filho. – Beijei a testa de minha mãe também.

— Bom dia mãe. Desculpe por essa noite.

— Imagine querido. E onde está a Bella?

— Eu não sei. Conversamos um pouco e ela saiu do quarto.

— Seu pai disse que vai ligar para uma amiga que é psicóloga, ela vai atender Bella ainda hoje.

— Ótimo, não podemos perder mais um segundo.

Me sentei a mesa e ajeitei minha bebê em meu colo. Tomei apenas um café forte e minha pequena terminou de comer a papinha de maçã. Apesar de se sujar mais do que ela comeu no fim deu tudo certo.

— Fique com a vovó um pouquinho amor, papai vai buscar a mamãe.

— Mama?

— Isso. – Sorri.

Dei ela para minha mãe e fui atrás da minha mulher. Eu me sentia cansado, estava com olheiras enormes e meu corpo estava moído, fazia quase dois anos que eu não passava uma noite em claro, alerta. Andei a casa toda atrás dela, procurei em cada canto, mas não a encontrei, já estava começando a me desesperar quando a vi sentada perto da piscina de bolinhas. Fui até ela e me sentei no chão a sua frente.

— Estava te procurando. Meu pai vai marcar uma consulta para você ainda hoje.

— Ok.

— Vamos pegar Esmeralda e ir para casa, ela está louca para ver os presentes, os brinquedos.

— Onde ela está?

— Com minha mãe. – Me levantei e estendi a mão para ela, mas Bella não pegou.

— Eu vou pega-la. – Disse indo para a mansão.

Abaixei minha mão e segui atrás dela. Depois de arrumarmos as coisas, nos despedirmos dos meus pais e do meu irmão nós fomos para casa. Assim que chegamos Bella sumiu junto com Esmeralda das minhas vistas. Eu queria muito ajudar, mas via que a cada minuto ela se afastava mais de mim, seus olhos já não eram mais vivos como antes e nem aquele lindo sorriso estava em seu rosto.

— Bella?

— Estou no quarto de Esmeralda.

Segui até lá e entrei em silencio, Bella estava sentada no chão olhando para nossa filha que dormia tranquila no berço.

— Ela estava cansada. Que horas você a colocou para dormir?

— Um pouco depois que você dormiu, mas ela acordou bastante durante a noite quando você chorava.

— E ai você a deixou com sua mãe.

— Sim. – Ela suspirou e se levantou. – Vamos para a sala, temos que conversar.

Ela me seguiu em silencio e eu odiava isso. Odiava saber que ela sentia aquilo dentro dela, aquela tristeza, aquela impotência de não conseguir superar.

— Eu queria descansar um pouco Edward.

— Primeiro a conversa.

Nos sentamos no sofá de frente um para o outro e ela olhou para as mãos.

— O que Arthur fez com você?

— O mesmo que todos aqueles homens. Por favor, eu não quero falar sobre isso.

— Quando o conheceu? – Perguntei ignorando seu pedido.

— Uma semana depois que cheguei lá.

— Quantas vezes?

— Não me lembro, sete ou oito talvez. Por que quer saber?

— Eu quero entender o motivo da sua reação ontem.

— Quer entender o que? – Gritou. – Eu já disse.

— Eu quero mata-lo Bella, eu quero saber o que fazer. Me diga o que fazer.

— Eu só quero esquecer. Pare de falar sobre ele. O que você queria que eu fizesse? Que eu falasse com ele? Sorrisse para ele? – Ela terminou a frase gritando.

— Queria que agisse como alguém normal. Como alguém que já superou aquilo. Será que eu já não dei provas suficientes que eu estou ao seu lado para protege-la? – Gritei também.

— Eu só não consegui Edward. Eu não consigo.

Avancei sobre ela beijando sua boca com força. Bella suspirou mas aceitou o beijo me puxando para ela logo em seguida, a deitei no sofá ficando sobre seu corpo.

— Por favor, supere isso, esqueça isso. – Sussurrei em seus lábios.

— Eu não consigo, não posso.

— Pode sim amor, você pode.

Ela soluçou e enquanto eu a olhava via suas lágrimas molharem aquele rosto. Aquele choro foi tão sofrido, tão massacrante que eu senti minhas próprias lágrimas molharem meu rosto, a abracei me sentando no sofá, puxei Bella para o meu colo e ela se agarrou a mim ainda chorando. Afaguei suas costas enquanto ela se apertava contra mim como se estivesse com medo de alguma coisa.

— Por favor, me abraça Edward. Por favor.

— Estou aqui meu anjo, sempre vou estar aqui.

Foram longos minutos até o corpo de Bella parar de tremer e seu aperto afrouxar. Ela se afastou um pouco e eu sequei seu rosto com a ponta dos dedos.

— Eu te amo minha vida. Para sempre.

— Faça amor comigo Edward, por favor.

Beijei seus lábios com cainho e com uma Bella afoita minha camisa foi tirada. Beijei seu pescoço apertando seu corpo contra o meu. Os puxões que ela dava em meu cabelo me fazia beija-la com mais fúria. Quando cada peça de roupa foi jogada no chão eu amei minha esposa com todo a amor que eu sentia por ela, com todo o desespero que senti quando pensei que ela iria desistir de lutar.

— Eu te amo, obrigada. – Ela disse em meio aos ofegos quando chegamos ao ápice.

— Durma amor. – Beijei seus lábios e a peguei no colo.

A levei para o nosso quarto e deitei com ela na cama, Bella se agarrou a mim e suspirou dormindo logo em seguida.

— Serei para sempre seu protetor.

POV Alice

Alguns dias depois do aniversário de Esmeralda eu estava assustada em saber o motivo do sumiço de Bella e Edward no fim da festa. Saber que Arthur estava lá não me agradou, ele era o símbolo do nosso passado, daquela podridão que nos obrigavam a participar. Eu não o vi graças a Deus, mas imagino o que minha amiga deve ter sentido. Aquele homem era tudo o que tentávamos esquecer.

Arthur era um dos clientes mais frequentes dela. Bella tinha pavor dele assim como de todos os outros. As vezes ela me contava as coisas que ele fazia. Uma vez ela me disse que ele gostava daquelas coisas masoquistas, mas era coisa pesada, surras pesadas.

— Alice?

Olhei para o lado vendo Jasper ali. Sorri para ele, que mantinha um sorriso lindo no rosto. Estávamos na casa dos pais dele, eu estava esperando que ele terminasse de trocar de roupa para irmos jantar.

— Oi. – Me levantei. – Podemos ir?

— Claro.

Eu nunca imaginei gostar de Jasper da maneira que gosto hoje, eu tenho plena certeza que encontrei o amor de uma vida toda nesse loiro. Quando nos conhecemos eu literalmente o odiava, mas com o tempo, com seus sorrisos e seus lindos olhos azuis ele me conquistou. Foi com ele meu primeiro beijo de verdade depois que sai daquele lugar, foi com ele que me abri contando dos meus medos e traumas e Jasper me apoiou e me ajudou a superar várias crises de culpa. Eu me culpava de ter sido tão boba e ter sido raptada por aqueles monstros.

Fomos até um dos nossos restaurantes preferidos e Jasper como sempre puxou a cadeira para que eu me sentasse. Ele estava radiante, parecia iluminar o local, ou talvez fosse apenas meus olhos de mulher apaixonada que enxergasse isso.

— Tenho novidades. – Iniciou.

— Sério? O que é?

— Eu comprei uma casa, perto da casa da Bella e do meu irmão.

— Isso é ótimo. – Sorri.

— Mas eu vou precisar de ajuda para decorar.

— Mas se a casa é sua tem que ser alguém que entenda o seu gosto para decoração.

— Mas tem que agradar a dona da casa também.

Fiquei sem entender e olhei para ele com o cenho franzido. Jasper segurou minha mão que estava sobre a mesa e sorriu.

— Será que você me daria a extrema honra de ser minha esposa? Para todo o sempre?

Notei que ele pegou uma caixinha e colocou sobre minha mão a abrindo logo em seguida. A mão livre coloquei sobre minha boca. Era um lindo anel, o mais lindo que eu já tinha visto.

— Jasper...

— Aceita?

— Claro que sim.

Nos levantamos ao mesmo tempo e eu me joguei em seus braços. Eu a amava tanto.

— Eu te amo.

— Eu te amo fadinha. – Sorriu me beijando logo em seguida.

— Eu estou pronta Jazz, quero ficar com você. – Ele sorriu. – Faça amor comigo.

Notas finais
Gostaram? Como minha amada e assídua leitora mandy21 pediu, tivemos um POV Alice e no próximo capítulo teremos a conclusão dele... a primeira vez de Alice será tão especial quanto a da Bella. O que será que esses Cullen's tem em?