Um agente em minha vida.

55 Será sempre um agente em minha vida.


Notas iniciais
Então, é hoje, o último capítulo dessa fanfic, eu gostei muito pessoalmente, então por favor recomendem e favoritem muito. Deixem seus comentários.

POV Isabella

Eu aceitei as visitas a psicóloga, há uma semana estou visitando todos os dias. Tenho tomado calmantes a noite já que meus pesadelos resolveram voltar. Edward está sendo muito paciente, tem cuidado de Esmeralda quando as dores de cabeça causadas pela insônia aparecem. Desde a festa de aniversario eu não apareço mais na mansão Cullen, Esme sempre liga perguntando como estamos e Edward fala com ela, tranquiliza minha sogra.

— Como se sente hoje Bella?

Leila, minha psicóloga é uma mulher de cinquenta anos, pele morena e olhos de um cinza profundo. Eu estava em seu consultório, essa era minha oitava consulta consecutiva.

— Não acho que esteja evoluindo. – Suspirei. – Por que agora parece mais difícil superar isso do que antes?

— É você quem tem a resposta. Por que Isabella?

— Eu... eu não sei.

— O que você sente?

— Vergonha.

— Mas antes você não sentia vergonha?

— Sim, muita. Mas agora eu sou casada. Eu tenho uma filha.

— Edward nunca teria vergonha de você. Ele sempre soube do seu passado.

— Nossa vida sempre foi tão complicada. Desde que nos conhecemos estamos enfrentando milhões de coisas. Eu sei o quanto ele sofre quando me vê assim.

— Desde que nascemos vivemos coisas que são boas e muitas que são ruins e que esquecemos. Sei que é um trauma muito grande para ser esquecido assim, mas pense em tudo o que você construiu com seu marido.

— Quando estou perto dele eu sinto que estou segura, mas quando ele está longe eu não tenho mais a quem recorrer.

— Mas no dia em que você viu um daqueles homens do seu passado seu marido estava perto. Por que ficou com medo? Edward não estava ali?

— Estava. Ele estava ali.

Depois de a consulta terminou eu fui para casa de taxi, no caminho eu pensava em muitas coisas, na maneira de lidar com tudo aquilo, no medo que irracionalmente eu tenho, na confiança que depositei em Edward para que ele fosse o primeiro depois de tudo aquilo e na falta de confiança que eu tive nele quando vi Arthur.

— Chagamos. – O taxista anunciou quando paramos.

— Obrigada.

O paguei e desci. A porta estava trancada e eu estava sem minha chave, bati alguns minutos na porta mas ninguém abriu, logo depois me lembrei que Edward iria estar na mansão Cullen. Bufei impaciente e me virei para ir à casa dos meus sogros quando dei de cara com Arthur.

— Olá Isabella.

Meu coração estava batendo acelerado e eu sentia a temperatura do meu corpo cair rapidamente. Me virei para continuar meu caminho ignorando a presença dele.

— Posso falar com você?

— Não. Me deixe em paz. – Minha voz saiu quebradiça e frágil demais.

— Sabia que seu maridinho fez questão de contar tudo ao nosso chefe. Eu fui demitido da empresa.

— Você devia estar preso isso sim.

— Sabe que não podem me prender por transar com uma prostituta.

— Eu não era uma prostituta.

Ele estava logo atrás de mim e eu tentava andar mais rápido, não sei se conscientemente ou não eu apertava meu casaco contra meu corpo como se ele fosse me esconder. Arthur agarrou meu braço me fazendo parar e virar abruptamente para ele.

— Me larga. – Grunhi.

— Você se lembra Isabella, a nossa primeira noite juntos, como eu fodi você?

— Não me lembro de nada daquela vida. – Forcei minha voz a parecer mais firme.

— Eu duvido disso querida. – Sussurrou se aproximando de mim.

— O que quer de mim? Vá embora!

— Quero que você sofra! – Gritou. – Eu estava ganhando rios de dinheiro, mas por sua culpa e daquele seu maridinho eu perdi tudo.

— Nada do que aconteceu com você foi minha culpa ou de Edward.

— Edward, não sei como ele aguenta você, fresca demais, sem sal, sem atributo nenhum. E tem uma longa lista de homens que já passaram por sua cama.

— Cala sua boca. – Tapei meu ouvido.

— Será que ele é o único? – Gritou rindo. – Será que aquela menininha linda é dele mesmo?

Não demorou um segundo para que minha mão estivesse marcada na cara dele depois que aquela boca imunda ousou falar sobre minha filha. Ele me olhou irritado e soltou meu braço.

— Sua vadia...

— Cala a sua boca, cala essa merda de boca. – Gritei. – Nunca mais ouse mencionar a minha filha.

— Vai ser tão vadia quanto a mãe.

Mais uma vez minha mão voou para a cara dele, só que dessa vez fechada, senti algo estralando em meu pulso e logo o baque daquele homem caindo no chão.

— Olha o que você fez! Eu vou matar você.

Seu nariz estava completamente ensanguentado e mesmo que eu nunca tenha visto um nariz quebrado eu tinha quase certeza que o dele estava.

— Eu não tenho medo de você, eu não tenho medo! – Gritei segurando meu pulso.

Essa frase foi como um alivio para mim, eu estava me sentindo leve, como se o mundo estivesse voltando ao normal. Sai dali o mais rápido possível sentindo a adrenalina baixar e minhas pernas ficarem bambas, não me atrevi a olhar para trás, eu nunca mais olharia para trás, para o meu passado.

Cerca de cinco minutos eu cheguei na mansão, olhei para o meu pulso que estava inchado e vermelho, tentei move-lo mas estava doendo muito. Respirei fundo e toquei a campainha, segundos depois a empregada abriu a porta.

— Bom dia. – Sorri. – Onde está meu marido?

— No jardim com a dona Esme e a menina.

— Obrigada.

Segui até o jardim e logo ouvi a risada de Esmeralda, ela andava um pouco molinha ainda, mas quase não caia, ela assim que me viu sorriu e veio ao meu encontro chamando atenção de Esme e Edward.

— Mama!

— Oi amor. – Me abaixei para pega-la no colo, mas minha mão estava doendo demais para isso.

— Oi. – Edward sorriu vindo até mim, me levantei e beijei seus lábios.

— Oi.

— Bella, como você está?

— Muito bem Esme, obrigada por perguntar.

— O que aconteceu no seu pulso?

Edward perguntou e rapidamente pegou meu braço, dei um gemido de dor e ele me olhou.

— Acho que está deslocado.

— Com certeza sim, leve ela até o hospital filho.

— Fica com Esmeralda enquanto isso?

— Claro, podem ir tranquilos.

Edward passou o braço pela minha cintura e beijou minha testa antes de ir. Suspirei sentindo a dor vir mais forte e franzi o cenho. Será que era possível quebrar o braço com um soco?

— Como você machucou o pulso?

Edward perguntou enquanto estávamos parados no semáforo, eu sabia que ele não deixaria isso passar, mas sinceramente não queria falar sobre esse assunto, mas esconder isso de Edward seria a pior coisa do mundo.

— Eu estava em frente a nossa casa, tinha me esquecido que você iria estar na casa da sua mãe, eu estava sem chave e resolvi ir até a mansão, mas quando eu me virei Arthur estava lá.

Edward me olhou tenso por alguns instantes, tenho certeza que ele estava esperando um surto meu, mas eu não iria fazer isso, não iria me desesperar. Acabou.

— O que ele fez?

— Falou muitas coisas sobre mim, mas quando ele falou da nossa filha Edward... eu não aguentei.

— Ele machucou você?

— Não. – Ri. – Acho que eu o machuquei mais.

Edward balançou a cabeça como se não acreditasse e sorri antes de se aproximar e beijar meus lábios com carinho.

— Eu amo você.

— Também amo você.

O resto do caminho Edward parecia não acreditar que eu bati em alguém, ele parecia orgulhoso de mim e isso tinha um valor tão grande para mim que era impossível não sorrir.

— Então pai?

Já tínhamos chegado ao hospital, Edward fez questão que Carlisle me atendesse, mesmo que ele não fosse ortopedista.

— Pelo raio x o pulso dela só saiu do lugar, vou pedir para uma enfermeira enfaixar e receitar alguns remédios para a dor.

— Obrigada Carlisle e desculpe te incomodar.

— Não foi nada querida. – Beijou minha testa antes de sair.

Edward não saiu do meu lado nenhum segundo, quando a enfermeira chegou para fazer o curativo eu mordi meus lábios para conter o grito de dor. Edward parecia estar sofrendo mais do que eu.

— Eu preciso colocá-lo no lugar querida. É rápido. – A enfermeira disse. – Prontinho.

Logo ela estava enrolando meu pulso o deixando imobilizado. Quando tudo terminou eu me sentia bem melhor.

— Obrigado. – Edward sorriu.

Nos despedimos de Carlisle antes de irmos para a casa buscar nossa filha. Eu queria curtir um pouquinho minha família que deixei de lado durante esse tempo.

— Fiquem mais um pouco. – Esme pediu assim que chegamos.

— Muito obrigada Esme, mas eu quero curtir um pouquinho esses dois.

Ela sorriu como se compreendesse e nos deixou ir. Edward estava com nossa filha no colo e minha pequenina já estava dando indícios de que dormiria, mas eu precisava lhe dar banho e algo para comer antes disso.

Edward dirigiu até nossa casa e assim que entramos ele subiu para o quarto dela, fui atrás para dizer que eu daria banho.

— Nem pensar. Você não pode molhar a mão.

— Mas...

— Sem mas amor. – Sorriu.

Fiquei o observando dar banho em uma Esmeralda quase adormecida e decidi que daria de mama hoje já que ela parecia cansada demais para comer papinha. Depois que ele conseguiu terminar o banho e vesti-la eu a peguei no colo e fui até a poltrona, dei meu seio a ela que sugou rápido, eu quase já não tinha mais leite, mas do jeito que ela sugava eu estava parecendo uma vaca.

— Vou pedir nosso almoço.

Edward saiu do quarto e eu fiquei ninando minha menina que em pouco tempo estava dormindo.

— Eu serei forte meu amor, forte por você e pelo seu pai. – Sussurrei. – E forte por mim mesma.

Quando ela dormiu a arrumei no berço e segui para a sala arrumando minha blusa. Encontrei Edward com o celular na mão e uma expressão tensa. O abracei por trás e o senti suspirar.

— O que foi?

— Arthur será preso.

— Por que?

— Quando aquilo tudo aconteceu, eu liguei para o juiz que cuidou do seu caso e pedi que fizesse uma medida protetiva, ele não poderia ter se aproximado de você.

— E agora?

— Eu não consegui fazer com que ele pague por tudo o que aconteceu na boate, ele era só um cliente de lá e pagar programas não é crime. Mesmo que você fosse menor de idade na época ele poderia alegar que não sabia, ele daria um jeito de se safar. – Suspirou me girando até ficar de frente para ele. – Ele vai ficar preso por três ou quatro anos no máximo.

— Já é o suficiente para que ele fique longe.

— Nunca, nunca se esqueça do quanto eu amo você.

— Nunca...

O beijei com ardor antes de empurra-lo no sofá e montar em seu colo. Eu não teria mais medo do passado, nada me faria sentir humilhada. Edward era tudo o que eu precisava, meu presente e meu futuro.

POV Alice

Depois que pedi a Jasper para fazer amor comigo eu precisava urgente de um buraco para me enfiar, mas esqueci isso quando os lábios dele cobriram os meus.

— Vem, eu vou levar você em um lugar.

— Onde? – Perguntei aflita e curiosa.

— Confia em mim?

— Confio. – Sorri.

Jasper pagou a conta depois me puxou pela cintura até estarmos fora do restaurante. Em vez de pegar o carro ele pediu um taxi, fiquei sem entender mas confiei nele. Depois de dar o endereço para o motorista ele segurou minha mão a beijando no dorso, sorri inclinando meu rosto para o seu e capturando seus lábios.

Não demorou muito para que o taxi parasse em frente a uma casa, era muito bonita e aconchegante, notei que estávamos no bairro da casa de Bella, olhei para ele que sorria e entendi, ali era a nossa casa.

— Jazz...

— Vamos entrar.

Ele pagou a corrida e me puxou pela mão até estarmos dentro de casa. Acendeu a luz e eu sorri, já estava com algumas mobílias e a pintura era branca e lilás.

— É linda.

— Gostou? – Assenti. – Esses moveis eu já me adiantei em comprar, mas se não gostar da cor pode pedir que eu troco.

— Não. Tudo aqui é lindo. – Sorri.

— Vem, vou te mostrar nosso quarto.

Subimos a escada e ele me guiou até a última porta do corredor, abriu com cuidado e acendeu a luz. Sorri com a visão, a janela era enorme e dava para ver o céu límpido e as estrelas, havia uma grande cama de casal forrada com um lençol branco.

— Eu comprei essa cama também, para nós.

— É perfeito Jazz, obrigada.

Me atirei em seus braços e pude sentir seu sorriso contra a minha boca. Jasper me ergueu do chão obrigando minhas pernas agarrarem sua cintura. Prendi a respiração quando senti minhas costas baterem contra algo macio e o corpo de Jasper ficar sobre o meu.

— Eu amo você Alice. Amo com todas as minhas forças.

Solucei e olhei em seus olhos que estavam incrivelmente azuis, me lembrei do que Bella me disse, que a única coisa que eu precisava ter certeza era de o que o amava que tudo daria certo e sem dúvida nenhuma eu o amo.

— Eu te amo. Para sempre.

Jasper acariciou meu rosto com carinho antes de me beijar, toquei seu peito sobre a camisa e o puxei para mais perto de mim, seus lábios migraram para meu pescoço, molhando o vão entre ele e meu ombro, suspirei baixinho e agarrei a barra de sua camisa e puxando para cima. Jasper se sentou e eu fiz o mesmo, com rapidez tirou a camisa e me olhou por vários segundos ou minutos, eu não sabia ao certo já que estava encantada com o homem a minha frente.

— Eu posso? – Perguntou se referindo a minha blusa, assenti.

Com uma lentidão exagerada ele retirou minha blusa, me senti corar quando ele tocou meu colo e minha barriga desnuda com a ponta dos dedos.

— Você é linda. – Sussurrou.

Sorri e me aproximei dele sentando em seu colo, meu corpo retesou ao sentir sua ereção. Jasper pareceu perceber e beijou minha bochecha e minha testa antes de beijar minha boca.

— Está bem?

— Estou nervosa. – Respondi.

— Relaxe amor. Se quiser parar é só me dizer.

Assenti e respirei fundo antes de voltar a beija-lo, o abracei pelo pescoço enquanto as mãos dele seguravam firme minha cintura ou vez ou outra fazia carinho pelo caminho da minha coluna. Jasper me deitou na cama ficando sobre mim, seus lábios desceram pelo meu pescoço passando pelo vão entre meus seios e minha barriga, senti suas mãos puxando minha saia e calcinha juntas, quando estava nua da cintura para baixo fechei minhas pernas por reflexo.

Jasper não se importou com isso e continuou beijando minha barriga e depois meus seios que ficavam quase a mostra com a sutiã, com habilidade ele se livrou daquela peça me deixando nua. Suspirei fechando meus olhos.

— Olhe para mim Alice. Eu sou seu.

Abri os olhos e vi a imensidão azul de Jasper, agora seus olhos estavam escuros, nublados, mas ainda continham o mesmo amor ali, um amor desejoso e forte. Puxei seu rosto para o meu e tomei seus lábios, senti suas mãos passeando pelo meu corpo e me senti arrepiar, era tão bom. Ele se afastou alguns centímetros e tirou a calça e cueca ficando nu ali, tenho quase certeza que meu rosto ficou vermelho vivo.

Jasper me beijou mais uma vez e abriu minhas pernas com as suas, o segurei pelos ombros e ele parou.

— O que foi?

— Você não vai me machucar?

— Nunca, você é minha vida. – Murmurou com a voz rouca.

A voz de Bella soou em minha mente, eu senti o mesmo que ela, o medo de sentir aquela dor de novo. Olhei para Jasper e seus olhos carinhosos me acalmaram, eu o amava, ele era o homem certo.

— Eu confio em você.

Enquanto eu o beijava, Jasper me penetrou. Arfei em sua boca e agarrei seus cabelos, era bom, era muito bom. Lentamente ele se moveu dentro de mim e eu disse algo como um grunhido, sentia meu ventre se contorcer, era gostoso.

Agarrei os ombros de Jasper e empurrei meu corpo contra o dele o fazendo ir mais fundo, ambos gememos alto. Eu estava no paraíso, ali era onde eu sempre deveria ter estado, nos braços daquele homem maravilhoso. Jasper investiu mais forte me fazendo gritar e morder seu lábio, ele riu quando nos virei na cama, nunca me senti tão amada enquanto cavalgava em um homem como hoje. Em uma última estocada gememos juntos e eu cai sobre ele arfando.

— Sempre mandona, minha Alice. – Ele murmurou com a voz entrecortada.

— Foi maravilhoso. – Sorri contra seu peito. – Eu te amo.

— Durma amor, amanhã será um longo dia. – Me desencaixou de seu corpo e me puxou para deitar ao seu lado. – Você é maravilhosa, minha mulher amada.

Beijei seus lábios com carinho antes de me aconchegar em seu corpo e deixar o sono e o cansaço me levar.

Duas semanas depois...

POV Isabella

Edward e eu decidimos que já estava na hora de retomar meus estudos, mas eu não queria deixar Esmeralda sozinha o dia todo então resolvi deixar a faculdade para daqui a alguns anos e fazer somente um ótimo curso de seis meses. Seria quatro horas por dia, três dias por semana. Isso daria todo o tempo necessário para que eu curtisse cada fase do crescimento da minha menina.

— Edward, eu vou fazer minha matricula e já volto.

Ele ainda estava dormindo, aproveitando que não trabalharia essa semana, já que eu pedi para que ele tirasse um tempinho para mim e para nossa filha. Estávamos precisando de um tempo para curtirmos um ao outro.

— Deixe Esmeralda aqui. – Murmurou.

— Ela vai estar no quarto dela dormindo, a babá eletrônica está aqui.

— Cuide-se. Eu te amo.

— Também te amo.

Eu estava indo fazer minha matricula para o curso, tínhamos um mês para o início das aulas e isso era tempo suficiente para irmos viajar. Se tudo saísse como o planejado essas férias seriam inesquecíveis.

Peguei um dos carros na garagem e fui até a faculdade onde estariam oferecendo o curso. Assim que estacionei o carro peguei meus documentos e fui até a sala onde as inscrições estavam sendo feitas, para minha surpresa Adam estava lá.

— Isabella Swan... – Sorriu.

— Cullen agora. – Ri. – Olá Adam.

Ele me abraçou rapidamente.

— O que faz aqui?

— Vim me inscrever para o curso. Desisti da faculdade por um tempo.

— Claro, e sua filha?

— É linda, minha Esmeralda. – Mostrei uma foto dela que estava no celular.

— Que linda...

— Sim, um amor de criança.

— Sabe, sou eu que vou dar esse curso.

— Sério. Vai ser ótimo voltar à rotina.

Depois de fazer a inscrição para o curso eu fiquei conversando com Adam, acabamos indo para uma cafeteria tomar um café. Foi ótimo conversar com ele sobre aquilo que gostávamos. Já passava das nove da manhã quando eu voltei para casa, Edward estava assistindo desenho junto com Esmeralda.

— Oi. Desculpe a demora. – Pedi.

— Tudo bem, fez a inscrição?

— Sim. Sabe quem vai dar o curso? – Ele negou. – Adam, lembra dele?

— Adam Marques? Aquele das aulas de arte para crianças da galeria?

— Sim, ele mesmo. Eu fui tomar café com ele, por isso demorei.

Edward fechou a cara e não me respondeu. Logo depois ele colocou Esmeralda sobre a manta que estava no chão e ela pegou seus bichinhos de pelúcia para brincar.

— Olha aqui.

Ele se virou para mim e abaixou a cabeça, mexeu por alguns segundos no cabelo e depois ficou parado.

— O que?

— Não está vendo nada ai?

— Não. Deveria?

— Isso aqui é um cabelo branco Bella. Um maldito cabelo branco.

Não pude conter a gargalhada. Edward me olhou horrorizado e depois magoado, me obriguei a parar de rir e ficar séria, mas era quase impossível quando eu olhava para aquele homem.

— Edward, não tem nada ai. – Apontei para o seu cabelo.

— Tem sim, eu o vi hoje de manhã.

— Por acaso você fica procurando cabelo branco em frente ao espelho? – Arqueei uma sobrancelha.

— Para de tentar me fazer parecer idiota. Mas poxa Bella, eu estou ficando velho.

— De novo isso Edward? – Murmurei. – Quantos anos você é mais velho que eu? Quatro?

— Doze anos Bella. Doze. – Suspirou. – Eu fiquei destruído depois de uma noite de amor com você.

— Edward, eu também fiquei cansada.

— É diferente. – Murmurou fazendo birra.

— Não é não.

Suspirei e montei em seu colo, puxei seus cabelos para trás o fazendo olhar para mim.

— Quer dizer que o senhor está ficando velho?

— Pare de zoar de mim.

— Você é um chato, eu queria fazer uma surpresa, mas não posso deixar meu marido pensar uma coisa dessas.

— Só diga que não vai me deixar quando eu estiver com cabelos brancos.

— Nunca vou deixar você. – Sorri. – Até por que, como eu iria sustentar a mim e duas crianças?

Edward ficou mudo, arqueei uma sobrancelha o incentivando a falar. Aos poucos ele pareceu voltar ao normal, sua mão tocou minha barriga com cuidado e um sorriso tão lindo foi tirando aquela carranca anterior.

— Mais um? – Assenti. – Como? Quando?

— Um mês. Nossa reconciliação depois do aniversário de Esmeralda. Fiquei tão atarefada com a festa que me esqueci das pílulas. Antes de ontem me senti mal e fui ao médico.

Edward tomou minha boca para si em um beijo quente e ao mesmo tempo carregado de amor e devoção enquanto acariciava minha barriga ainda plana, sorri acariciando seus cabelos.

— Viu seu bobo, você não está velho, quem consegue fazer um bebê de primeira assim? – Ri.

— Eu te amo, eu te amo, eu te amo. – Me abraçou. – Filha, vem cá com o papai.

Esmeralda se levantou cambaleante e veio até nós, a peguei no colo e a sentei no sofá.

— Filha, logo, logo você vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha?

— ‘Zinho’? – Perguntou confusa. – ‘Dede’?

— Aqui. – Peguei sua mãozinha e coloquei na minha barriga. – Ele vai ficar aqui dentro até estar bem grandinho.

— Você vai cuidar dele? – Edward perguntou.

— ‘Vo’. – Ela riu.

Beijei a testa dela e os lábios de Edward antes de descansar minha cabeça no vão do seu pescoço. Era ali meu lugar. Com a minha família.

Dois anos depois...

POV Edward

Estávamos todos reunidos na casa dos meus pais para a festa de Natal. Eu estava sentado no topo da escada olhando para minha família reunida em volta da fogueira. Minha mãe estava linda com um vestido bege e seus cabelos acobreados já com vários fios brancos que praticamente escondiam a verdadeira cor de seus cabelos, estavam presos em um coque alto. Ao lado dela estava meu pai com seus cabelos antes loiros agora já completamente brancos. Ele segurava a mão de mamãe com um carinho tão grande que me fazia sentir emocionado.

Jasper estava com Luma no colo, uma das trigêmeas que Alice teve a seis meses atrás. Todas eram lindas e a cópia fiel do meu irmão. Ambos diziam querer mais filhos ainda e eu não duvidava nada que meu irmão tivesse pelo menos mais dois. As trigêmeas nasceram antes do esperado já que Alice passou mal depois de ver a reportagem em que anunciaram a morte de Aron Volturi, segundo a polícia ele se matou enforcado com um pano, estavam dizendo que ele era a mulher dos outros presos, querendo ou não era um alivio ter um daqueles monstros a menos no mundo.

Esmeralda estava perto da arvore de Natal olhando para aqueles presentes com tanto entusiasmo que ela poderia abri-los só com o olhar. Minha menininha estava linda com os cabelos acobreados preso em uma trança, seus olhos verdes a deixavam ainda mais linda, como uma boneca, a minha bonequinha. Ouvi passos perto de mim e virei o rosto para ver Bella descendo as escadas com uma pequena caixa nas mãos. Minha esposa era o ser mais lindo do mundo, os anos que se passaram só fizeram bem para ela, nesses vinte e dois anos ela era a mulher mais bela do mundo.

— Trouxe para você. – Me entregou a caixa. – Me dê ele aqui.

Anthony dormia tranquilo em meu colo, sorri assim que o olhei. Meu menino, estava com um ano e meio, era a cópia de Bella, cabelos escuros e os olhos chocolates, a personalidade doce, mas forte e decidida. O nascimento dele foi um dos dias mais lindos para mim, assim como Esmeralda ele não esperou até chegarmos ao hospital e eu tive que fazer o parto novamente. E assim que o peguei no colo e o aninhei a mim ele abriu os olhos, me fitou por um tempo e segurou meu dedo, foi um momento único, magico. Depois desse dia Bella não precisou mais dos calmantes e as visitas a psicóloga diminuíram para uma vez ao mês.

— O que é? – Perguntei assim que coloquei Anthony em seu colo.

— Abra.

Com cuidado desfiz o laço e abri a tampa da caixinha, lá dentro estava meu distintivo e um envelope.

— Onde conseguiu isso? – Perguntei segurando o distintivo.

— Liguei para Julius, pedi e ele mandou pelo correio. – Sorriu. – Eu quero que você se lembre que para mim você vai ser sempre o meu salvador, sempre vai ser um agente em minha vida, o agente que me salvou.

— Nós salvamos um ao outro. – Corrigi. – Eu te amo.

Beijei seus lábios com carinho e ela sorriu se afastando.

— Abra o envelope.

Fiz o que ela pediu e encontrei passagens para o Rio de Janeiro, a olhei e ela sorriu.

— É a nossa Lua de Mel.

— Eu adorei. – Sorri.

Tomei seus lábios em um beijo calmo e cheio do amor que só cresce por ela. Bella é minha vida.

— Já vai dar meia noite, venham. Alice chamou.

Guardei as coisas na caixinha e me levantei, estendi a mão para ela que aceitou e juntos descemos as escadas. Esmeralda veio correndo e pulou em meu colo, beijei sua bochecha e ela riu.

— Te amo papai.

— Eu também amo você princesinha. – Beijei sua testa.

— Amo ‘cê’ mamãe. – Bella sorriu.

— Também amo muito você minha filha.

Fomos todos para o jardim ver a queima de fogos. Meus pais estavam abraçados um ao outro, Alice e Jasper estavam abraçados com as trigêmeas no colo, todas acordadas e eu e Bella estávamos lado a lado, com um braço eu segurava Esmeralda e com o outro eu estava a segurando pela cintura. Beijei seus lábios docemente quando os fogos começaram fazendo Anthony acordar.

— Feliz Natal meus amores. – Sussurrei.

— Feliz Natal meu eterno agente. – Bella sorriu.

Nunca ninguém foi capaz de descrever o amor, o que poucos sabem é que esse sentimento é algo forte e capaz de mudar o mundo, eu digo que para mim esse sentimento se define bem no termo: família. Isso foi o que eu construí com a mulher que desde o primeiro instante roubou meu ar, minha consciência e meu coração.

Notas finais
Primeiro de tudo eu quero agracecer a todas que comentaram desde o início, a vocês que favoritaram e recomendaram o meu muito obrigada. Sei que muitas de vocês queriam que a fic continuasse, mas chega em um ponto que temos que admitir que se continuarmos prolongando muito a qualidade decai e eu não quero que isso aconteça com nenhuma de minhas fanfics. Muito obrigada mesmo a todas vocês e saibam que esse ano eu pretendo colocar mais uma fanfic aqui, mas primeiro ela precisa ser tão boa quanto essa, então pode demorar um pouco. Para quem quiser que a fic termine com chave de ouro, deixe uma linda recomendação. Não se esqueçam de comentar e favoritar, muitos beijos e obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!