Notas iniciais
Depois de algum tempo aqui estou eu... Espero que gostem do capítulo e deixem muitos comentários aqui. Favoritem e recomendem também ok?

POV Edward

Nossa vida tinha mudado para melhor desde que nos mudamos para Califórnia. Bella estava sendo bem acompanhada pelos médicos e a cada dia nossa filha crescia mais. Eu já tinha conseguido um emprego em uma agência de advogados, o serviço era bem legal, mas eu ainda sentia falta da ação do FBI de vez em quando.

Minha mãe ia todos os dias ficar com Bella em casa. A nossa rotina era boa, dormíamos abraçados, acordávamos juntos, tomávamos café e eu me despedia dela para ir trabalhar. Com o emprego que consegui eu tinha mais tempo para ficar com ela, eu entrava as sete da manhã, tinha duas horas de almoço e saia as seis da tarde.

Bella estudava todos os dias para a volta a faculdade e continuava fazendo esculturas já que a pintura estava proibida por conta do cheiro da tinta.

Às vezes eu recebia uma ou outra ligação de Emmet contando as novidades, Rose estava grávida de trigêmeos e o grandão não poderia estar mais orgulhoso.

– Edward?

– Sim?

Olhei para a porta onde a secretária do Sr. Anderson estava. Judith era uma mulher de seus 26 anos, cabelos negros e pele clara. Era bonitinha, mas sua voz me irritava profundamente e a cada insinuação dela eu tinha mais vontade de manda-la ir para longe.

– O Sr. Anderson está o chamando na sala de reuniões.

– Certo. Estou lá em cinco minutos.

– Precisa de alguma ajuda?

– Pode sair Judith, se quiser ajuda eu peço.

Ela saiu sem graça da sala e eu suspirei levantando e seguindo para a bendita sala de reuniões, hoje o dia não era dos melhores para mim, Bella não estava bem e eu não queria estar longe dela e da nossa filha.

A reunião foi um saco e eu não queria mais um segundo ver a cara daquela Judith. Assim que entrei na sala notei meu celular em cima da mesa. Eu o tinha esquecido. Assim que desbloqueei a tela vi inúmeras chamadas da minha mãe e algumas de Jasper. Liguei imediatamente para minha mãe e ela atendeu segundos depois.

Ligação on:

– Edward pelo amor de Deus. Por que não atendeu o celular?

– Esqueci na sala. O que aconteceu? É algo com Bella?

– Tivemos que traze-la para o hospital.

– O que? Por que?

– Ela estava tendo dores. Contrações.

– Mas isso... Não está cedo demais.

– Sim. Muito cedo. O médico a medicou, disse que era um princípio de aborto.

– Eu estou indo ai. Como elas estão?

– Estão melhores. Mas a Bella estava muito nervosa. Ela quer você aqui.

– Estou indo aí. Tchau mãe.

Ligação off.

Judith entrou em minha sala falando algo comigo que eu não fiz questão de ouvir, apenas peguei as chaves do carro e sai em disparada para fora da empresa. Acho que nunca quebrei tantas regras de trânsito como hoje. O hospital parecia estar a dezenas de quilômetros, meu treinamento para permanecer calmo e sem demonstrar nervosismo não me valia de nada agora.

Assim que consegui estacionar o carro em frente ao hospital sai ainda mais rápido do que antes. Lá dentro já avistei minha mãe e Alice, ambas pareciam nervosas.

– Mãe...

– Graças a Deus Edward.

– Onde ele está mãe? E a bebê?

– Ela está dormindo agora. Você precisa conversar com o médico.

– Tudo bem. Quem atendeu ela?

– Dr. Willian Sandes.

– Certo. Vou procurá-lo.

Minha mãe apenas sorriu de lado e eu fui até a recepção pedindo informações sobre Isabella e o médico.

– Sua noiva está no terceiro andar, quarto 325. Vou avisar o Dr. Sandes que você está aqui.

– Se possível peça para ele ir até o quarto dela. Eu preciso vê-la.

Ela me deu uma identificação e eu segui rapidamente pelos corredores até encontrar o elevador. O tempo que fiquei ali dentro pareceram uma eternidade. Quando finalmente aquelas portas se abriram eu sai apressado. O quarto dela era o último do corredor. Abri a porta devagar e logo vi seu corpo pálido descansando. Fiquei ao seu lado e fiz carinho em seus cabelos, pouco a pouco ela foi despertando.

– Oi amor. — Sussurrei.

Os olhos dela encheram de lágrimas e eu a abracei da melhor maneira que aquela cama permitia.

– Está tudo bem agora anjo. Não chore.

– Eu fiquei com tanto medo. Eu achei que ia matá-la.

Me afastei minimamente olhando para ela com certa indignação e preocupação. Eu vi em seus olhos a mesma menina assustada que resgatei daquela boate.

– Você não fez nada. Não seria sua culpa se algo acontecesse. — Afirmei.

– Seria sim. Nem para ter um corpo saudável pra deixar nossa filha crescer em paz eu tenho.

– Pare Bella. Isso não é verdade. O seu corpo cuida sim na nossa filha. Ela está ai não está?

Ela não me respondeu, apenas virou de lado e colocou sua mão sobre a barriga a afagando com carinho.

– Você não entende. Não sabe como é sentir isso. Ela está aqui, dentro de mim, precisa de mim e eu não sei se posso dar o que ela precisa.

– Você pode sim. — Sussurrei sem palavras. — Você está conseguindo até agora, claro que vai conseguir até o fim.

O silêncio pairou sobre nós depois disso. Bella tinha apenas fechado os olhos e sua mão continuava sobre a barriga. Beijei seus cabelos e me sentei na poltrona que ficava ao seu lado. Ela estava precisando conversar com a psicóloga, eu tinha negligenciado essa parte do tratamento dela e agora ela estava regredindo novamente.

Pouco tempo depois um homem de jaleco entrou no quarto. Ele devia ter seus trinta e seis anos, cabelos loiros e um sorriso muito simpático para o meu gosto.

– Sou Dr. Willian Sandes. Você deve ser Edward Cullen.

– Sim. Como minha noiva está?

– Vamos até minha sala. É mais privado para uma conversa.

Segui o médico para fora do quarto com meu coração na mão. A conversa não parecia ser boa coisa e saber que algo poderia estar acontecendo com minhas meninas me deixava aflito.

Assim que entramos na sala dele, me sentei e ele pegou alguns exames. Sua expressão estava seria enquanto ele analisava com mais cuidado.

– Isabella teve um início de aborto por conta de estresse. Utilizamos alguns medicamentos para parar com as contrações.

– Mas agora está tudo bem?

– Mais ou menos. Isabella precisa de repouso absoluto e nada de estresse. Ela precisa de muito cálcio. E também vai monitorar a pressão arterial duas vezes ao dia.

– E a bebê?

– Sua filha está bem. Quietinha e confortável.

– A placenta dela descolou?

– Poucos milímetros, nada que interfira gravemente na gestação. – Ele me entregou os exames. – Aqui está a receita para alguns medicamentos.

– Obrigado.

Depois da nossa breve conversa eu voltei para o quarto onde Bella estava. Alice estava ao seu lado e as duas conversavam baixinho. Assim que notaram minha presença Alice sorriu e Bella apenas me olhou.

– Eu já vou indo. Não posso mais ficar aqui.

– Não Alice. Fica mais um pouco.

– Eu volto mais tarde Bella. – Sorriu.

Jasper entrou logo em seguida e olhou para Alice um pouco estranho, já ela pareceu fuzila-lo com o olhar. Bella apenas sorriu e olhou para a amiga.

– Até mais Alice.

– Tchau Bella. Eu volto quando aqui estiver... menos cheio.

Jasper a ignorou e se aproximou de Bella lhe beijando a bochecha. Em outros tempos eu teria ficado com ciúmes, não que eu não o tenha hoje, mas digamos que são 5% a menos.

– Como está cunhadinha?

– Agora melhor.

– Deu um baita susto em todos. E como está minha sobrinha?

Alice apenas revirou os olhos e beijou a testa de Bella antes de sair do quarto, nem sequer um tchau eu recebi.

– Está bem. Pelo menos ela está segura agora.

Enquanto eles conversavam eu me sentei na poltrona e fiquei os observando. Jasper a tratava com tanto carinho e seus olhos brilhavam todas as vezes que conseguia sentir minha filha mexendo. Ele não deveria estar ali.

– Jasper, eu preciso conversar com a Bella a sós agora.

– Claro maninho. – Sorriu. – Eu tenho que ir. Tenho pacientes.

– Tchau Jazz. – Bella sorriu.

– Tchau Bells.

Assim que meu irmão saiu eu me sentei na beira da cama e ela me olhou um pouco triste. Quase nada daquela alegria que estava antes em seus olhos ainda permaneciam ali.

– O que essa cabecinha tanto pensa em? – Perguntei afagando seus cabelos.

– Nada demais. – Suspirou. – O que o médico falou?

– Que só precisamos ter mais cuidado de agora em diante.

– Mais remédios?

– Só alguns. Eu estive pensando em algo.

– O que?

– Sobre suas consultas com a psicóloga. Acho que deveria retornar.

– Mas eu estou bem.

– Sei que sim. Mas você precisa de um tratamento, você sabe que não pode abandonar tudo assim.

– Eu não quero voltar. – Brigou. – Eu... eu estou bem, eu não estou piorando.

– Não é por conta de piorar ou melhorar, mas por você. Sei que tem pesadelos as vezes, que quando olha para alguém na rua você tem medo. Eu sei disso. E a psicóloga vai ajudar nisso.

– Eu... eu não...

– Shiiuh... – A abracei. – Não fique assim. Acalme-se.

Não falamos mais sobre o assunto depois disso, Bella não queria voltar e eu não podia força-la a ingressar em algo que ela não quisesse. Só tinha esperança de que ela não regredisse ainda mais.

(...)

Algumas semanas depois tudo tinha voltado ao normal. Meu emprego estava sendo ótimo, eu recebia meu salário e já tínhamos começado a comprar todas as coisas para a bebê. Berço, roupas e mais inúmeras coisas, cada uma mais linda do que a outra, mais pequenina do que a outra.

– Dr. Cullen, você tem um novo cliente.

– Mande-o entrar Judith.

– Sim senhor.

O homem era extremamente chato e queria a defesa para seu filho que estava na cadeia acusado de estupro. Nem preciso dizer qual foi minha reação quando ele disse que era verdade, mas que o filho não merecia estar preso. Se eu não tivesse tido uma boa criação com certeza teria o agredido.

No fim do dia, passei na padaria para comprar o doce favorito de Bella, desde o dia em que levei pela primeira vez o doce a ela minha menina sempre pede para que eu o compre novamente.

– O de sempre Carlos. – Disse ao senhor dono da padaria.

– Para a esposa de novo?

– Desejos de gravida. Sabe como é. – Ri.

– Passei por isso quatro vezes. – Gargalhou.

Depois que comprei o doce segui para casa. Assim que entrei ouvi tudo silencioso. Subi as escadas com cuidado e assim que entrei no meu quarto vi Bella se revirando na cama.

– O que foi amor? – Perguntei preocupado.

– Cadê meu doce? Você demorou... eu queria comer... eu não consigo ficar quieta.

– Está aqui. Só demorei um pouco mais conversando com o dono da padaria.

– Ele é mais importante do que eu? É isso?

Suas lágrimas acumulavam e eu somente entreguei o doce e abracei de lado a puxando para meu colo assim que me sentei na cama. Bella se aconchegou em mim e eu a olhei comendo com tanto gosto aquele doce de morango com chocolate, ela estava linda.

– Está gostoso? – Perguntei.

– Sim... – Disse com a boca cheia. – Você quer um pedaço?

– Não amor. Pode comer.

Ela sorriu alegre e comeu o doce com satisfação. Beijei seus cabelos e afaguei sua barriga sentindo nossa bebê mexer pelo carinho.

– O que você acha de Luna? – Perguntei.

– Para a bebê? – Assenti. – É bonito.

– Você tem outra ideia?

– Eu estava pensando em Esmeralda, nossa pequena Esme.

– Minha mãe vai adorar. – Sorri.

Bella comeu os últimos doces com rapidez e assim que estava limpando os dedos ela se levantou rápido da cama correndo para o banheiro. Me levantei também e fui atrás dela. Os enjoos tinham passado a alguns dias, mas parece que o doce não fez muito bem, segurei seus cabelos e a ajudei a levantar assim que tudo terminou.

– Chega de doce? – Perguntei.

– Chega de doce. – Afirmou.

Nossa filha estava bem e nada de ruim poderia abalar isso. Bella e eu fomos feitos um para o outro e a cada dia mais eu sei que isso é verdade, logo nossa família vai aumentar, nossa pequena Esmeralda trará luz para nosso mundo.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar, beijos...