Um agente em minha vida.

47 A primeira briga do casal.


Notas iniciais
A fanfic está chegando ao fim e eu quero muitos comentários e recomendações. Espero que gostem do capítulo e até logo.

POV Isabella

Edward não tinha me perguntado o motivo para o meu mal-estar que acabou me levando para o hospital. Eu sabia que ele queria perguntar, mas evitava tocar no assunto, nem eu sei se conseguiria reviver tudo aquilo.

– Então vocês já escolheram o nome dessa princesinha? – Esme perguntou.

Estávamos em um sábado, era o almoço em família. Jasper estava ajudando Carlisle e Edward com a carne assada e eu e Esme estávamos na cozinha preparando o resto da comida. Eu estava sentada, apenas cortando os legumes para uma salada.

– Sim. Foi meio repentino, mas é perfeito.

– E será que essa avó aqui pode saber o nome da neta? – Ela brincou.

– Só mais um tempo. Quero falar com todos reunidos.

Esme fez bico mas depois sorriu. Ela era uma avó coruja e tudo o que eu queria ela fazia questão de me dar, até ficava do meu lado quando eu brigava com Edward por coisas insignificantes como a toalha em cima da cama ou a tampa do vaso sanitário levantada. Meus hormônios estavam me deixado irritada e sensível, ontem mesmo Edward dormiu na sala por que ele se negou a me dar o doce de amora. Eu me senti ofendida.

– Bella, você ainda não me contou o que aconteceu aquele dia. O que aconteceu para que você ficasse tão nervosa.

Suspirei, eu não poderia mentir para ela, Esme merecia saber o que tinha acontecido, eu vi como ela ficou nervosa quando eu comecei a ter contrações.

– Eu recebi uma ligação. – Falei de uma vez.

– Ligação de quem?

– Do presidio.

– Sobre o que era? – Esme parou ao meu lado.

– Minha... Renne está morta. A mataram.

– Oh! – Ela colocou as mãos sobre a boca.

– Mesmo que ela tenha feito tudo aquilo... ainda... ainda era minha mãe.

As lágrimas vieram com tudo e logo os soluços começaram, Esme me abraçou e afagou meus cabelos enquanto eu chorava. Eu sentia falta de quando ela foi uma boa mãe, era por essa mulher que eu chorava não pela mulher que me vendeu e quase me matou.

– A carne já... – Ouvi a voz de Edward morrer e me afastei de Esme secando minhas lágrimas. – O que foi anjo?

Ele se aproximou de mim e levantou meu rosto secando minhas lágrimas que ainda caiam com seus polegares. Esme nos deixou sozinhos na cozinha e eu me agarrei a Edward.

– Bella, o que foi?

– Eu só lembrei que... Renne.

– O que tem ela? Renne está presa. Não vai fazer nada com você.

– Ela está morta. Mataram ela.

Ele se afastou um pouco e me olhou atentamente, logo vi em seus olhos a compreensão.

– Foi por isso que você passou mal. – Afirmou, apenas concordei. – Como você soube disso?

– Me ligaram do presidio.

– Eu fui muito claro com eles que não era para envolver você nisso. Mais que droga! – Sua voz estava muito brava. Ele nunca tinha gritado assim perto de mim.

– Desculpe, eu não...

– Tudo bem. – Beijou minha testa. – Você não tem culpa.

Edward afagou minhas costas e beijou meus cabelos. Me obriguei a me acalmar para não fazer mal ao bebê. Quando minhas lágrimas e soluções cessaram eu me levantei a dei um pequeno selinho nos lábios rosados dele o fazendo sorrir.

– Vou lavar meu rosto. Depois podemos comer.

– Estaremos no jardim.

Subi até o quarto antigo de Edward e fui até o banheiro lavar meu rosto. Meus olhos estavam inchados e vermelhos, meu rosto estava mais redondo do que antes, influência da gravidez. Eu estava horrível.

Desci as escadas e fui direto para o jardim. Todos já estavam lá e sorriam contando as peripécias da infância de Edward e Jasper. Meu noivo assim que me viu me puxou para o seu colo e colocou as mãos espalmadas em minha barriga. Esmeralda deu um rápido chute, Edward riu.

– A Bella me disse que contaria o nome da bebê. – Esme disse.

– Queria contar com Alice aqui.

– Não sei o porquê. – Jasper bufou. – Aquela coisinha é irritante.

– Jazz, Alice é um amor. – Ri. – De onde se conhecem?

– Nos encontramos no aeroporto. Eu estava voltando de um congresso e ela se mudando para cá. Acabamos trocando nossas malas.

– Não entendi o porquê de você não gostar dela.

– Aquela coisinha gritou tanto comigo que... hurg!

Todos riram. Alice era um pouquinho irritante as vezes, mas nada que o tempo não nos fizesse acostumar.

– Conte Bella. – Carlisle disse.

– Bom... – Comecei. – Eu e Edward adoramos o nome. Será perfeito para ela, uma joia.

– Escolhemos Esmeralda, nossa pequena Esme.

Acho que Esme nunca chorou tanto quando dissemos isso. Ela ria e depois chorava, Carlisle sorria para a mulher e Jasper apenas ria. Ela nos abraçou e afagou minha barriga por um bom tempo, Esme estava radiante.

– Pequena Esme? – Ela sorriu em meio as lágrimas.

– Uma homenagem nossa a avó mais coruja. – Edward disse.

– Isso me deixa tão feliz. Obrigada.

O almoço foi o mais alegre de todos. Eu liguei para Alice e pedi que ela fosse almoçar com todos nós. Em mais ou menos meia hora ela já estava lá. Jasper não sabe fingir muito bem e logo já estava todo encantado pela minha amiga. Alice não ficava muito atrás, seus sorrisos eram gigantes para meu cunhado, pelo visto minha amiga logo se tornaria uma irmã.

(...)

Meses depois...

Hoje eu estava completando 8 meses de gravidez, estou me sentindo enorme, nenhuma das minhas roupas entram em mim. Tudo fica apertado. Em casa eu uso somente roupão e para sair eu uso top e o macacão para gravida. Por sorte estávamos entrando no verão e o sol saia com mais frequência.

Edward e eu estávamos meio brigados desde terça-feira. Tudo por conta de uma funcionária do escritório. Ela se ofereceu para ele na cara dura em um jantar que fomos e ele não fez nada. Me senti tão mal aquele dia que chorei a noite toda. Desde então eu não conversava mais que o necessário com ele. Edward já me pediu desculpas e até brigou comigo, ele nunca tinha brigado comigo.

– Bella, nós precisamos comprar mais roupas para você e para Esmeralda. – Alice disse.

– Eu não estou me sentindo bem Alice. Não dormi bem essa noite. – Suspirei.

– O que você está sentindo?

– Minhas costas doem e estou sentindo uma pequena cólica.

– Vamos ao hospital então.

Apenas concordei e ela saiu pela casa em busca das chaves do carro, documentos e roupas para mim.

– Liga para o Edward por favor.

Alice concordou e ligou para Edward enquanto eu colocava um único vestido que ficava bom em mim e seguia até o carro que Edward havia deixado disponível para mim.

– Ele está indo para o hospital. Fique calma.

Alice dirigiu rápido até o hospital e logo que cheguei fui atendida pela obstetra que estava de plantão. Ela fez diversos exames e longos minutos depois eu fui liberada. Assim que sai da sala dela braços fortes circundaram meu corpo.

– O que aconteceu? Não me deixaram entrar.

– Ela disse que são gases e a dor nas costas é normal.

Edward respirou fundo e segurou meu rosto levando seus lábios até os meus. Ele me beijou com carinho e amor. A dias ele não me beijava, a dias estávamos separados um do outro. Segurei em seu terno o puxando para mim, a saudade eram maior do que minha magoa.

– Desculpa ter brigado com você. – Disse ofegante. – Eu já me afastei daquela mulher, mandei ela para outro setor.

Eu não disse nada, apenas o abracei mais forte. Esmeralda chutou minhas costelas e eu ofeguei.

– Sua filha vai me matar ainda. – Ri.

– Vem, vamos pra casa.

Edward me ajudou a entrar no carro e Alice sentou no banco de trás. Edward a deixou em casa e depois nos levou para a nossa. Eu fui direto para o quarto. Aproveitei que minha menina estava quietinha e me deitei. Edward veio logo depois e tirou meus sapatos, minutos depois ele se deitou ao meu lado me puxando para seu peito.

– Eu te amo. Me desculpe. – Disse.

– Está tudo bem amor. Eu também te amo.

Notas finais
Recomendem ok? Até logo.