Um agente em minha vida.
24 Investigação e prisão.
Notas iniciais
POV Edward
O trabalho já estava mega exaustivo, Emmet, Rosalie e eu estávamos investigando, mas nada parecia se encaixar, quando achávamos uma pista ela não se encaixava nas outras nos fazendo voltar ao início de tudo. Mas o que ainda mais me encucava era o fato de que eles transportam uma grande quantidade de drogas em pouco tempo, mas isso não é feito nem por terra e nem pelo ar, já investigamos todos os meios possíveis.
– Isso aqui não faz sentido! – Rosalie disse jogando as mãos para o alto.
– Concordo, nada se encaixa. – Bufei.
– Vou ligar para Bella, ela deve estar a caminho do trabalho, talvez isso me traga uma luz.
Saí para o hall de entrada e peguei meu celular, só Bella para me acalmar em um momento onde nada dá certo, disquei seu número e ela me atendeu no terceiro toque.
Ligação on:
– Oi anjo.
– Oi amor, como você está?
– Estou indo para a galeria. Como você está?
– Um pouco cansado, a investigação que estou fazendo não está dando resultado.
– E o que não está dando resultado?
– Eles trazem droga por algum lugar, mas não é por terra e nem pelo ar...
– Quando eu estava... bem, eles traziam droga por submarinos, é em um porto aqui de Nova York que eles abastecem, eu ouvi uma vez.
– Pela água! É isso... oh baby, você me salvou.
– Fico feliz que tenha ajudado. Anjo, tenho que desligar agora, nos vemos mais tarde?
– Claro amor. Fique bem. Te vejo mais tarde. Amo você.
– Também amo você.
Ligação off.
O hall estava vazio o que eu agradeci, pois minha conversa era um pouco antiética demais, essas informações são confidenciais, mas eu confia muito em Bella e sei que ela não faria nada para ajudar monstros como aqueles. Voltei para a sala de tecnologias afobado, encontrei com Emmet e Rose na mesma agitação para descobrir algo.
– Eu sei que pode ser loucura, mas Bella deu-nos uma ótima luz.
– E que luz seria?
– Eles abastecem a rede de drogas por submarinos, Nova York é o ponto e abastecimento já que é grande o suficiente para despistar.
– Isso é... – Emmet começou. – Tudo o que precisávamos. Vamos falar com Julius, pedir agentes para a investigação.
– Ótimo, vou pegar meu distintivo e minha arma.
Saímos da sala e fomos direto nos preparar para investigar a campo, depois de pegar minhas coisas, coloquei o colete a prova de balas e fui em direção aos carros blindados que estavam a nossa espera. Fui na frente dirigindo um deles, as ruas de Nova York se abriam para mim e eu passava com muito prazer, nada é mais prazeroso do que saber que estou protegendo as gerações que podiam ser viciadas nessas merdas todas.
Emmet se comunicava comigo pelo rádio, passando as coordenadas do porto, nossa investigação levava para um endereço próximo daquele lugar, então provavelmente ali tinha alguma coisa. Pedi para alguns carros irem até o endereço e revistarem o local. Três carros com quatro agentes em cada foram para lá, enquanto dez carros com cinco agentes vieram comigo para o porto. Assim que chegamos já notei movimentos suspeitos. Mal os carros pararam e nós descemos empunhando nossas armas e mandando alguns se afastarem e prendendo rostos conhecidos que tinham ali.
Tiros foram disparados a esmo e alguns homens caíram no chão, nenhum morto, mas perdendo sangue. Fomos tomando o porto e logo vi o submarino afundar, peguei meu rádio e fiz contato com Julius.
– Peça para a marinha interceptar esse submarino, está no porto.
– Cinco minutos e eles farão isso. – Ele respondeu depois de alguns segundos.
– É muito, eles vão escapar. – Gritei.
– Se acalme Cullen, vamos prende-los.
Mais tiros foram disparados em minha direção, vi pelo menos sete homens correndo em direção a alguns barcos que estavam atracados ali, gritei por alguns agentes e corri em direção a alguns assaltantes. Atirei em um deles e acertei sua perna, mas mesmo assim ele não parou, mas começou a mancar, me aproximei mais rápido e dei uma coronhada em sua nuca o fazendo cair no chão desmaiado.
– Algeme-o e leve para juntos dos outros. – Pedi ao Luke, um dos agentes.
Fui atrás dos outros dois que tinham entrado no navio, e com cuidado comecei a procura-las, era muito bom ser silencioso as vezes, passei por alguns respingos de sangue o que indicava que um deles foi atingido. Com a arma firme em minha mão, entrei na cabine de comando, um deles estava ali, com a mão envolvendo o braço sangrando.
– Coloque as mão onde eu possa ver. – Mandei.
Ele sorriu glorioso e apontou a arma para mim, em um ato inesperado ele atirou, senti um formigamento no braço, mas mesmo assim revidei, atirei em sua mão e logo a arma caiu, com um urro de dor ele se contorceu, corri e logo o algemei, Emmet entrou logo depois.
– Droga Cullen, você está ferido.
– Eu percebi isso. – Murmurei.
Ele me ajudou a prendê-lo e depois foi atrás do outro bandido, alguns minutos ele voltou com o homem algemado e um pouco machucado, ele apenas deu de ombros enquanto voltávamos para o cais. Mais de quinze homens estavam algemados, alguns sentado no chão e outros em pé.
– A marinha conseguiu interceptar o submarino. – Emmet avisou.
– Isso é ótimo.
Fui para uma ambulância que havia ali e logo os paramédicos me atenderam, levei três pontos, por sorte aquele merda não sabe atirar, a bala pegou apenas de raspão. Julius logo apareceu a minha frente.
– Parabéns Cullen. Foi um ótimo palpite.
– Investigamos para isso. Eu, Rosalie e Emmet.
– Sim. – Ele diz. – A marinha disse o que foi encontrado no submarino.
– Drogas. – Ele concordou.
– E mulheres. – O olhei espantado. – Descobrimos que era uma maneira eficaz, sem muitas mortes.
– E quem era o mandante?
– James Wilson.
– James? – Sibilei. – Como?
– Ele ganhou liberdade provisória a três dias.
– E por que não fui avisado sobre isso? – Gritei. – Isabella faz parte disso.
– Por isso mesmo. Edward, os meus superiores querem que ela fique em um abrigo para que ela possa ser mais bem protegida.
– O que? Não! – Gritei. – Ela vai ficar comigo, Isabella já sofreu muito Julius, ela não pode ficar em um abrigo.
– Eu vou tentar fazer isso por ela. E por você também. – Ele me olhou impassível.
– Por que James está em liberdade?
– Ele pagou a fiança. James foi julgado a uma semana, estranhamente o juiz estipulou uma fiança de 2 milhões, ele pagou, agora está livre, pelo menos é provisória, até ele se adaptar.
– Como assim? Ele se adaptar? Esse juiz só pode ter sido comprado. – Bradei. – Como eu vou dizer isso a ela, fora que...
– Isso é com você, mas lembre-se, ela deve estar protegida até completar maior idade, por enquanto ela é responsabilidade do governo.
– Eu vou protege-la Julius, fique tranquilo.
Ele apenas concordou e saiu dali, me deixando completamente atônito. Como eu vou contar para minha menina que um de seus carrascos está solto pelas ruas de Nova York? Provavelmente querendo vingança.
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