Notas iniciais
Oi novamente. Como prometido aqui está mais um capítulo, espero que gostem. Chegamos aos 300 comentários e eu não poderia estar mais feliz. Obrigada a todas vocês que sempre deixam seus comentários.

POV Edward

Fui mandado para casa depois de meu depoimento e de pegar três dias de atestado por causa do meu ferimento, fiz tudo no automático, pois minha cabeça estava tentando achar uma maneira de contar para Isabella que o James estava à solta, andando livremente por ai e que poderia tentar se vingar.

Dirigi até meu apartamento e assim que cheguei fui tomar um banho quente para clarear as ideias e tentar achar as palavras certas. Bella não pode sofrer mais, eu prometi a ela que cuidaria de sua segurança que daria minha vida por ela e agora ela tem um de seus maiores pesadelos a solta.

Depois do banho, apenas coloquei uma cueca boxer e me deitei na cama, tentei descansar minha mente desses pensamentos. Acabei pegando no sono.

Acordei com beijos suaves em minhas costas e meu pescoço me fazendo sorrir, aqueles lábios só podem ser de uma pessoa, a qual eu amo muito. Me virei de lado e agarrei a cintura de Isabella a fazendo cair em cima de mim, tomei seus lábios em um beijo quente e saudoso. Nossas línguas brincavam uma com a outra e se entrelaçavam causando um êxtase gostoso.

– Oi. – Sussurrei sem folego.

– Oi anjo. O que faz em casa? E dormindo assim em Sr. Cullen. – Ela sorriu.

– Sai um pouco mais cedo depois de uma missão.

– O que é isso no seu braço? Está machucado? – Ela murmurou apreensiva, seus olhos banharam-se em lágrimas me fazendo sentar na cama com ela em meu colo.

– Ei, não precisa se preocupar, estou bem. Foi só um tiro de raspão.

– Um tiro? Você foi baleado? – Ela balbuciou.

– Está tudo bem amor. Não foi nada demais. Eu levei apenas alguns pontos.

– Você podia ter morrido. – As lágrimas já caiam de seu rosto.

A puxei para mim e ela afundou o rosto na curva do meu pescoço e logo os soluços vieram, já sentia as lágrimas quentes molhando meu peito e fiquei preocupado.

– Ei, Bella. Por que está chorando?

– O que seria de mim se eu te perdesse? Eu... eu não consigo sem você.

– Não diga isso. Eu não vou te deixar e se isso acontecesse, você conseguiria sim, você é muito forte ok?

– Eu te amo tanto.

– Eu também baby. Mas agora, eu tenho que te contar algo. E isso é sério.

– O que é?

– Eu quero que saiba, que nada vai te acontecer, eu vou cuidar de você com te prometi, você é minha vida.

– Estou ficando com medo Edward. – Sussurrou. – Diga.

– James está em liberdade.

– O que? Não! Isso não pode ser verdade.

– Eu sinto muito.

– Eu não... eu não suporto mais. Quando isso vai acabar?

– Logo meu amor. Eu prometo que eu vou dar um jeito nisso.

– Por que comigo? Eu queria tanto ser normal.

– Você é amor. Pare de pensar nisso. Você é perfeita e normal.

Meu pequeno anjo chorou muito em meus braços, meu coração estava dilacerado em ver todo esse sofrimento que parecia não ter fim, eu não conseguia tirar sua dor mesmo que tentasse, eu queria poder ajuda-la, conforta-la, faze-la esquecer, mas era impossível. A única maneira de faze-la superar isso era ficando ao seu lado e lhe dando todo o meu amor.

POV Isabella

Dor, raiva, ódio, nojo, medo e repulsa é o que sinto agora. Estou dilacerada, assim como aqueles monstros sempre quiseram, estou sentindo minha felicidade se esvair de dentro de mim, deixando apenas um grande e vazio buraco.

Eu tenho a vaga sensação dos braços de Edward ao meu redor, mas mesmo assim não consigo sentir calor, parece que meu sangue congelou em minhas veias, a única coisa que eu quero é morrer, acabar com tudo isso. James pode querer se vingar, querer me fazer sofrer, me fazer pagar por ter participado da libertação das muitas garotas daquela boate. Eu não suportaria viver aquele inferno novamente.

– Ei Bella, sabe de uma coisa?

– O que? – O olhei.

– Eu te amo. – Sorriu. – E por te amar tanto eu nunca vou deixar ninguém tirar você de mim.

Eu queria tanto dizer que o amo, mas as palavras não saiam, minha voz parece engasgada em minha garganta com um grito de emoções para sair, mas não consigo, apenas volto a chorar no ombro desse homem tão bom para mim.

Edward me confortou em seu colo pelo resto da noite, ele ficou comigo ali, me embalando como uma criança pequena quando tinha pesadelos e corria para o quarto dos pais para pedir proteção. Não sei ao certo, mas acabei adormecendo.

Estava em uma das salas daquela boate, com apenas roupas intimas, meus pulsos estavam amarrados atrás das costas e na cadeira, minhas pernas estavam amarradas uma bem distante da outra. A luz era fraca, mas logo foi aumentando, logo James surgiu na sala, seu sorriso era doentio e seus olhos de emoções já tão bem conhecidas por mim. A porta foi trancada e ele tirou suas roupas a minha frente, gritei e ele me bateu até o sangue encharcar minha boca e meus olhos inundarem de lágrimas.

– Olha o que você faz comigo lindinha. – Ele disse agarrando seu membro com as mãos e se masturbando lentamente. – Quer pegar? – Ele riu.

Suas mãos foram para meus seios e eu gritei pedindo para que parasse, mas ele me bateu novamente e uma mordaça foi posta em minha boca.

– Queria tanto um boquete seu, mas acho que como uma boa cadela, você me morderia. – Ele riu.

Meu sutiã foi arrancado com brutalidade e minha calcinha foi rasgada de uma maneira violenta. Seu sorriso para meu corpo me fez soluçar e as lágrimas caírem. Eu não o queria.

– Vamos brincar um pouco.

Com uma vara com espinhos ele me bateu, apenas nas pernas e coxas, depois, lambia o sangue e sorria, era como um sangue suga que precisa ver as pessoas sofrerem. Mas logo parou, sentou-se à minha frente e se masturbou ainda mais, fazendo seu pré-gozo escorrer. Eu estava totalmente aberta a ele, minhas pernas não se fechavam mesmo que eu insistisse.

– Eu quero ouvir você enquanto te fodo. – Tirou minha mordaça. – Vamos lindinha, grite!

Ele afundou em mim, com estocadas violentas e fundas. Mordi o lábio para não gritar e ele parou de empurrar-se para dentro de mim, soltou-me e me jogou na cama. Com um chicote me açoitou, senti o sangue cair de minha pele e gritei por dor quando sal foi jogado sobre as feridas.

– Quando eu mandar você gritar quero que grite. Agora vai lindinha, diga quem está fodendo você! – Bradou empurrando-se para dentro de mim novamente.

– JAMES PARA! PARA! NÃO, ISSO DÓI. POR FAVOR PARA!

– Bella! Bella acorda!

Acordei sobressaltada e suada, meu estomago revirou e eu corri para o banheiro vomitando tudo o que tinha em meu estomago no vaso sanitário. Eu me sentia suja e torturada.

– Amor, está tudo bem. Eu vou cuidar de você. – Edward sussurrou.

Me joguei em seus braços e o apertei contra mim, eu estou com tanto medo, tanto nojo, eu não posso viver assim.

– Me ajuda. – Supliquei. – Por favor, me ajuda.

– Eu vou te ajudar. Eu te amo Bella, confie em mim.

– Não tenha nojo de mim. Eu não queria.

– Eu nunca vou sentir isso por você. Você é perfeita amor, perfeita.

Edward me pegou em seu colo e deu descarga no vaso sanitário, nos deitou na cama e depois pegou meus comprimidos e me entregou. Saiu do quarto e voltou minutos depois com um copo d’água e um sanduiche.

– Coma isso.

Fiz o que ele pediu e tomei meus remédios. Edward se deitou e me puxou para seu peito, acariciou minhas costas até o calmante fazer efeito e eu conseguir dormir tranquila, protegida ao lado do meu anjo protetor.

*****

Na manhã seguinte quando acordei, Edward estava ao meu lado, em um sono tranquilo, seu braço estava com a atadura, mas nenhuma mancha de sangue indicava que o ferimento foi aberto. Me levantei com calma e sai da cama. Pelo relógio vi que as aulas em minha faculdade eu já tinha perdido e meu horário de trabalho começa em poucos minutos, eu realmente dormi demais, mas hoje, eu não posso sair, não quero.

Parei em frente à janela do quarto e olhei para o tempo nublado que estava, poucas pessoas na rua, alguns apenas passeando com seus bichinhos de estimação e outros fazendo caminhada. Perto de algumas arvores um homem estava sentado, por mais que eu queira, não posso esquecer aquele perfil. É ele, é o James.

– Bella? Você está bem? Está pálida. – Edward disse ao meu lado.

– Eu o vi! James, ele está ali. – Apontei.

– Tem certeza? – Edward olhou para o homem.

– Sim. Será que ele sabe que estou aqui? – Perguntei assustada.

– Provavelmente não. Mas mesmo se souber, ele não fará nada.

– Não podemos ligar para a polícia?

– Não baby. Ele está de acordo com a lei por enquanto, mas vou provar seus crimes.

– Obrigado por cuidar de mim.

– Tudo por você baby.

– Eu te amo meu anjo. – Sussurrei o abraçando.

– Também amo você minha linda menina. – Sorri.

Enquanto Edward estiver comigo eu estarei segura. Ele um dia me salvou do inferno e agora sempre será o meu anjo protetor, a quem eu devo a vida.

Notas finais
Então o que acharam? Esse pesadelo dela foi ruim não? Quem quiser um spoiler do capítulo que vem peça nos comentários ok?